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Adoração

 


Adoração significa render-se.
            No contexto bíblico vemos a palavra adorar em várias variações no original grego, tais como:
PROSKUNĒO – Significa “beijar”, entre os grego era um termo técnico que significava “adorar os deuses”, dobrar os joelhos ou prostrar-se. Beijar a terra ou imagem no sinal da adoração acompanhava o ato de prostrar-se no chão. O gesto de curvar-se diante de uma pessoa e ir até ao ponto de beijar seus pés, quer dizer, ‘Reconheço a minha inferioridade e a sua superioridade, coloco-me a sua inteira disposição’.
PROSKUNĒO – PROSKUNĒIN – SHACHAN
PROSKUNĒSIS – Ato de adoração.

Adoração significa servir.

 

            O culto implica também em serviço (latreia) usado por Jesus para responder ao diabo.
LATREIA – Termo usado por Paulo para expressar, “culto”, “serviço religioso”, para descrever o corpo entregue a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável (Rm 12.1).
LOGIKEN – Culto genuíno a Deus, requisito divino de logiken ser verdadeiro adorador (Jo 4.23) ‘espiritual’, ‘verdadeiro’, ‘essencial’ (Rm 12.1).

Atos de reverência.
            Transmitem o quadro característico do grego como homem religioso devotado aos seus deuses para evitar as nefastas conseqüências do azar (At 17).
SEB – Palavra grega para indicar gregos religiosos (caracterizava mais a devoção pagã).
SEBAZOMAI – LATREUO – designava culto pagão.
THEOSEBES – Praticar a vontade de Deus.
ASEBIA – Caracterizava o culto não aceito por Deus por sua “impiedade, irregularidade”.
EUSEBES – Tementes a Deus (característica de um verdadeiro adorador).

Adoração e Religião.
THESKEIA – Religião = Expressão externa de adoração (At 25.5).
Religião verdadeira não difere de adoração verdadeira.

 

O que é adoração?
No AT temos 3 palavras para definir : As palavras em hebraico em cada caso, descrevem apenas a ação do adorador em humilhar-se.
Segad – curvar-se, obedecer
Adad – fazer, servir
Schachach – curvar-se. É uma palavra muito comum que significa a verdadeira adoração bíblica.

 

            A adoração em espírito e em verdade é anunciada por nosso Senhor Jesus Cristo, que a manifestou pela 1ª vez. [ Jo 4.23,24 ] “Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adorades adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque o Pai procura a tais que assim o adorem; Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

No NT: Em todas as referências no NT sobre adoração, a palavra usada é um verbo e não um substantivo. Adoração não é um objeto: É uma ação de fazer, é um ato definidoque separa o adorador da multidão (Mt 15.21-28).
            O verdadeiro adorador vai ser um admirador constante e regular do Senhor Jesus Cristo e vai carregar no seu coração um senso de obrigação de adorar sem cessar ao Deus verdadeiro.
            A adoração em espírito é a única e verdadeira adoração, pois ocorre em nosso espírito, pelo Espírito Santo. Por quê?

  • Porque as circunstâncias difíceis não afetam;
  • As falhas humanas não prejudicam;
  • Os impedimentos da vida, os transtornos, as lutas e as provas, as crises pessoais também não interferem no adorador;
  • Nem perseguição, nem injúrias, nem calúnias e aflições por Ele e por sua obra.

A adoração verdadeira é obra do Espírito Santo & Jo 16.13,14 “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vô-lo há de anunciar”.

 

O que significa adorar
            Adorar é cultuar, juntamente com palavras como fé e amor pertencentes aos mais profundos níveis de verdade cristã, não se enquadram facilmente dentro de definições nítidas. Uma definição verbal da adoração certamente será falha, chegaremos mais próximo desta  definição com descrição e experiências.
            Adorar é: O transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino.
            Para conseguirmos identificar o que é adoração basta seguir aquilo que Jesus instrui a mulher de Samaria acerca da verdadeira adoração. Ele declara que a água que Ele dará ao sedento, “seria nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). A fonte se abre com o novo nascimento (Jo 3.5), jorra em adoração (4.14) e flui em rios de água viva em serviço obediente (7.37,39).
            Exemplo de adoração foi o de Maria, que ao contrário de Marta dispunha-se em 1º lugar a ouvir a palavra e a mensagem de Jesus (Lc 10.38-42).
            Contudo, um ato de adoração reconhece a preciosidade de um encontro com Deus.
Fundamentalmente, adoração pode ser definida como ‘a resposta da celebração a tudo que Deus tem, está fazendo e promete fazer’ (Sl 16).
            Adorar implica em peneirar nossos valores.

            Do lat. Adorationem, orar para alguém; Veneração elevada que se presta a Deus, reconhecendo-lhe a soberania  sobre o universo, o governo moral e a força de seus decretos. Em hebraico temos a palavra sãhâ; e, em grego, proskyneo. Ambos os termos anfatizam o ato de prostração e reverência.
            A adoração não precisa estar associada necessariamente à liturgia. Os judeus do tempo de Isaías não sabiam fazer tal distinção, por isso foram repreendidos com severidade: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados, e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiro, nem de bodes” (Is 1.11).
            A verdadeira adoração está associada ao amor que devotamos ao Senhor. É um ato permanente na vida do filho de Deus; não pode ser, sob hipótese alguma, uma atitude episódica (cena artística). Em tudo o que fizermos, há de ser ressaltada nossa atitude de adoração. Até as nossas atividades materiais têm de mostrar ao mundo que somos uma comunidade de adoradores.
            Adoração não é contemplação; é, acima de tudo, serviço que se presta ao reino de Deus.

& Jo 4.19-24. A verdadeira adoração não poderia proceder senão dos verdadeiros adoradores, ou seja, pessoas que tem um entendimento de adoração além do entendimento humano que é um entendimento limitado, mas espiritual.
            Ser um verdadeiro adorador não consiste em estar presente fisicamente na Igreja do Senhor, mas espiritualmente no Santo dos santos declarando santo, santo, santo é o Senhor yhwh! São expressões além do falar , são expressões em atitudes, ou seja, a prática do amor, da sinceridade, do perdão, enfim, rasgar-se dinate de Deus e declarar nossa dependência pela sua misericórdia.

Em que consiste uma verdadeira adoração e quem são os verdadeiros adoradores?
            A verdadeira adoração consiste em atos não do homem exterior, mas sim do homem interior, o Espírito Santo não se importa com a aparência do adorador: negro ou branco, rico ou pobre, sã ou doente, alto ou baixo, etc...Para Deus o importante é a sinceridade no coração, não o carnal o qual o profeta Jeremias se refere em & Jr 17.9, mas ao coração espiritual que o próprio Jesus se refere em Mt 11.29. Um adorador adora a Deus independente das circunstâncias a que está passando e, assim deve ser & Hc 3.16-19.

Um verdadeiro adorador nunca é movido pelos impulsos humanos, ou seja, nunca adora Deus num ato forçado. & Zc 4.6 “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, dix o Senhor dos Exércitos”. Sua conduta é uma declaração da intimidade que possui com Cristo Jesus. Tudo o que fazemos devemos fazer para a glória de Deus (1Co 10.31; Rm 14.7-9). Um adorador nunca busca em Deus outra coisa a não ser do alto, pois tem a firme convicção que as demais coisas lhe serão acrescentadas.

& Mt 7.22,23 “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.
            Glorifico a Deus por vós que tem sido sincero e íntegro diante de  Deus e tem se dedicado a fazer Sua obra não de qualquer maneira, mas com amor “...Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos...” (Ef 1.16-18).


Adorar, porquê?

Em Mateus 4:10, durante sua tentação, Jesus diz ao diabo – “ao Senhor Teu Deus adorarás e só a Ele darás culto” usando as palavras da Lei em Êxodo 20:4 e 5, quando Deus ordena ao povo de Israel: Só a Ele adoração e o culto.

O constante desígnio de Satanás é roubar aquilo que é devido a Deus – a adoração. Mesmo sabendo que fomos feitos para louvor e glória do Deus vivo, (Ef 1:12 – a fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que de antemão esperamos em Cristo)., o inimigo tem tentado de todas as formas deturpar o culto a Deus, limitando-o em formas e costumes em acordo mais com culturas e padrões humanos do que com o coração de Deus, assim foi com o povo de Israel, depois com a Igreja. Sutilmente a idolatria à imagens e ídolos foi se infiltrando no culto da cristandade e foi assim corrompendo o entendimento dos líderes e crentes em geral. A forma pagã e judaica de templo foi sendo imposta à Igreja fazendo assim que os templos vivos que somos nós os redimidos (I Cor 3:16), lugar da verdadeira adoração fossem reduzidos a simples membros na maioria “leigos“ que por dezenas de séculos de escuridão e inoperância foram dependentes de um sacerdócio externo para cultuar a Deus, de geração em geração, homens, imagens e ídolos de todas as formas se colocaram como intermediários daqueles que podem achegar-se com intrepidez ao Santo dos Santos através do novo e vivo caminho que é Jesus. (Hb 10:19 a 22)
Porém hoje o Pai está restaurando toda a verdade e isto diz respeito também a nossa vida de relacionamento com Ele, e a intermediação tem acabado, pois Cristo Jesus nosso único mediador tem levado a Igreja  a um entendimento  nesta área e por todo o mundo tem surgido um novo culto de verdadeira adoração àquele que é digno, Jesus que disse,  “ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jo 14:6.
Quando portanto Jesus focaliza ao Pai está focalizando também a si mesmo (quem vê a mim vê ao Pai – Jo 14:9) e está focalizando também ao Espírito Santo (Jo.14:26) . A trindade Santa portanto, são o foco da nossa adoração e a Eles nos achegamos com liberdade e amor.  

Já fiz diversas vezes a pergunta porque devemos adorar a Deus?
 Esta pergunta invade o meu coração pelo fato de  entender que Deus é suficiente em Si, não apenas em sua grandeza e majestade, mas em tudo. Apesar de sabermos que Deus se alegra com nossa adoração e obediência e se entristece com o pecado, se ira com a idolatria, seu coração não necessita de nada para que seja completo, não precisa de nossos sacrifícios de louvor e de nossa adoração para ter alegria e sentir-se feliz, não precisa de nossas expressões de amor para sentir-se amado pois Ele é o próprio amor, ( I Jo 4:8). Antes de que cada um de nós existíssemos  Deus já existia em sua plenitude e era completo, e o Filho e o Espírito Santo participavam desta plenitude eterna. Em Col 1:16, falando da criação diz que “Nele (em Cristo e junto com Cristo) foram criadas todas  as coisas nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias”. 
Ele é junto com o Pai e o Espírito Santo a fonte e a plenitude de todas as coisas, inclusive de todo louvor , toda a adoração, toda a alegria e júbilo. Por isso Jesus disse que Deus não procura adoração, pois adoração ele tem no céu (Is. 6 1 a 3). Deus procura por seus filhos, seus adoradores.(Jo. 4:23)

O que vem ao meu coração ao meditar sobre isto é que acima de tudo existe algo na adoração que é de vital importância não para Deus, mas para os adoradores, ao ponto de Deus em sua onisciência  e auto suficiência estar procurando por adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Adoração (comunhão) é um precioso elo entre a criatura e criador. Tudo está na atitude do adorador, no livre arbítrio que temos para optarmos em sermos ou não adoradores.
Deus nos deixou esta opção. Ele governa todas as coisas e poderia Ter feito de toda a criação seus adoradores assim como são os anjos, mas nos deixou a opção de o sermos ou não. Ao optarmos por Cristo, optamos por Deus.
Esta é a grande brecha da maioria das religiões que querem adorar a Deus, falam até mesmo de vida eterna,  porém  sem o sacrifício de Jesus. O adorador é aquele que faz uma opção por Deus, optando por Jesus e pelo seu reino, opta em Ter comunhão com Deus, comunhão esta que não é imposta por vontade divina mas é uma livre opção de amor. A parte de Deus é completa e perfeita seu amor por nós é inquestionável, porém ele espera por cada um de nós quando através de Cristo por obra do Espírito Santo que enche  nosso coração do Seu amor revelado a nós por pela plenitude de Jesus e depois retorna para Ele. A  verdadeira adoração é uma opção deste abrir-se ao amor divino, feita por cada um de nós, se não fosse assim porque Deus estaria procurando verdadeiros adoradores? Qual é a nossa opção? Deus governa sobre todas as coisas, menos sobre a nossa opção por adorá-lo ou não. Deixa para nós esta única e pequena atitude. Optarmos ou não por amá-lo e adorá-lo. Adoração é algo que satisfaz e alegra a Deus, mas beneficia também ao homem , pois este ao optar por Deus está cumprindo a sua parte neste enlace de amor. Adoração emana do amor.  Deus quer ser amado por nós. O que trás eficácia na adoração é o amor. O que dá conteúdo as nossas expressões de adoração é a nossa vida de amor expresso em aliança e compromisso para com Deus e o seu reino nesta aliança de amor.

AMAR A DEUS ACIMA DE TUDO  & Sl 18:1 “Eu te amo ó Senhor, força minha”
A maior característica dos adoradores não é a sua forma de cantar e louvar, mas sim o profundo amor que estes tem por Deus. Sempre o que tem me chamado a atenção em homens como Abraão, Davi, os profetas e os discípulos de Jesus, é o profundo amor que tinham por Deus, Davi no Sl 18:1 diz, “ eu te amo oh Senhor” Jesus externou o seu amor incondicional ao Pai, e à sua vontade,sua vida foi em tudo direcionado por este amor, amor que se transformou em uma vida prática de devoção, adoração, submissão e principalmente obediência e sacrifício (Jo.4:34).
Quando falo deste amor falo do amor que Deus coloca no coração de cada um de nós seus filhos através do Espírito Santo que nos leva a uma comunhão que não pode ser quebrada por nada deste mundo. Paulo fala em Rm 8:35 o que pode nos separar do amor de Cristo? A tribulação ou a angústia, ou a perseguição, ou a  fome ou a nudez, ou o perigo ou a espada? E conclui no verso 38, pois estou certo de que nem a morte nem os principados, nem as potestades, nem o presente nem o porvir, nem altura, nem alguma  outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus  nosso Senhor.
 Posso pois entender que este amor que o texto fala de um amor sobrenatural que brota da própria presença do Pai em nós que nos faz amar a Deus, acima de todas as coisas. Em Dt. 11:1 Moisés ordenava ao povo “amarás, pois, o Senhor teu Deus”. Agora pela graça nós podemos fazê-lo através do Espírito Santo. Minha pergunta é sempre o que  é amar a Deus, e o quanto eu amo? Passando por esta ou por aquela provação este amor  é verdadeiramente provado, se estar ou não bem financeiramente, interfere neste amor, devemos ver os fundamentos do nosso amor para com  Deus e o seu reino.
Adoração é uma resposta ao amor constante a Deus, como o amor que Abraão tinha, que entregou seu próprio filho, figura do amor que Deus tem por nós que também o fez. E porque Ele nos amou primeiro é que também podemos amá-lo.

Amor expresso em gratidão: Este amor deve ser expresso em nossas vidas primeiramente em gratidão. Um adorador tem um coração grato.  Paulo fala: “Em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus para convosco”, o salmista falou em entrar por suas portas com “ações de graça” – Esta gratidão que nos leva a dar graças a Deus em qualquer situação é um  sublime incenso de amor que nos leva a reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas. A linguagem deste mundo é a murmuração, a gratidão é porém, fruto dos lábios e corações daqueles que conhecem a Deus. Nosso louvor tem que ser fruto desta gratidão constante em nosso coração, quando me converti recebi de meu amado pastor um livro cujo título era “Louvor que liberta” cujo enfoque era a gratidão em qualquer situação, pois quando assim agimos estamos reconhecendo a soberania de Deus em qualquer situação e sempre lhe somos gratos.

Amor expresso em obediência: A obediência é outro fruto deste amor. Um adorador tem prazer em obedecer a vontade do Pai. Jesus assim o fez. Em Jo 4:34 diz que minha comida e minha  bebida é fazer a vontade daquele que me enviou isto é seu prazer maior, acima até mesmo de sua vontade natural era obedecer, a palavra nos diz também que  Ele foi obediente até a morte e morte de cruz. A vida de  adoração de Cristo não foi regada de conceitos que muitas vezes impomos à nossa adoração como música ou palavras, mas sim foi expressa em uma incondicional vida de amor ao Pai expresso em obediência. Em I Sam. 15:22 Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar, e o atender melhor que a gordura de carneiros. A grande diferença entre o tabernáculo de Moisés e o novo tabernáculo que aqui neste texto Deus começa a mencionar é a obediência requisitada por Ele que lhe agrada bem mais que os antigos sacrifícios. Obediência estas que foi totalmente consumada em Jesus.

Amor expresso em confiança: Estes dois aspectos anteriores só podem ser gerados em nosso coração quando existe fé “Sem fé é impossível agradar a Deus” e adoração é fruto de fé. Sem crermos de uma maneira total em Deus não poderemos adorá-lo, como Ele é digno de ser adorado. O inimigo sempre tenta roubar a fé. Podemos Ter muita gratidão, podemos até Ter muita obediência, porém somente poderemos agradar a Deus e nos achegar confiantemente ao Seu trono de graças, crendo em um Deus que sempre foi, é e será poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos pelo seu poder que opera em nós. Adoramos porque cremos. Crer não é algo automático  em uma vida . Fé uma semente de Deus em nossa vida, a qual o inimigo constantemente  nos tenta roubar, e quando isto acontece vem algo que chamamos de incredulidade, Jesus falou desta semente como um grão de mostarda em nosso coração. Nos disse também que tudo que pedíssemos em seu nome ele o faria colocando sobre nós um fundamento para nossa fé: SUA FIDELIDADE. Somos fiéis por causa de um Deus Fiel.

 

Adoração: É tempo!
"Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são adoradores assim que o Pai procura. Deus é espírito; e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade." João 4:23-24
Verdadeira adoração não tem a ver com canções, vocais, bandas ou corais. Todas essas coisas contribuem para uma grande expressão de adoração, mas a essência da adoração é quando seu coração e alma e todo o seu ser estão ligados e adoram o Espírito de Deus.
A maioria das pessoas está mais acostumada com adoração congregacional como uma igreja, mas é quando você adora um a um, como um amante de Cristo que você entra em uma intimidade onde estão só você e o Senhor, como nunca se viu antes.
Adoração é um ato de obediência do coração. É uma resposta que exige a plenitude de tudo o que você é, por amor ao Senhor pelo que Ele é, não apenas pelo que Ele faz.
Louvor, por sua vez, é uma explosão de ações de graças e fé. Não é apenas canções rápidas, mas um sacrifício de louvor que é freqüentemente ofertado até quando não se sente que deve louvar, até que você diz: " eu louvarei ao Senhor em todo o tempo, Seu louvor estará continuamente em meus lábios, eu irei a sua presença com ações de graças em meu coração e entrarei em seus átrios com louvor."
Adoração vai além do nosso sentimento, ou das circunstâncias que você está vivendo. Leva você a magnificente presença de Deus. "Dê ao Senhor a Glória do Seu nome: tragam uma oferta e venham diante dEle. Oh, adorai ao Senhor na beleza da sua santidade!" (2 Crônicas 16:29)
Adoração é alguma coisa que é vista pelos seus atos e não apenas pelas palavras que se fala ou canta. Não é um ritual. Você não vai a igreja e segue fórmulas. Adoração envolve o nosso coração, mente e vontade. Adoração é se dar totalmente, em toda verdade e honestidade, envolvendo e refletindo o amor e generosidade de Cristo.
A palavra adorar é um verbo, uma palavra de ação. Isto significa estar cheio de adoração, se prostrar, reverenciar, e permanecer na profundidade da beleza do Senhor.
Adoração é mais do que cantar belas canções na igreja. É mais do que instrumentos e música. Como um verdadeiro adorador, seu coração poderá adorar ao Senhor em todo o tempo, em todos os lugares e com toda a sua vida.
As escrituras dizem que devemos trazer uma oferta, embora você sinta que não tem nada a oferecer. Tudo o que Deus quer é o seu coração. Ele não precisa do seu talento, sua habilidade musical ou todas as coisas que você pode fazer - Ele quer você!
Nós podemos aprender muito com o salmista Davi. Como um jovem pastor de ovelhas, ele não era tão surpreendente - ele era simplesmente muito fiel e verdadeiramente amava a Deus. Deus viu o coração daquele servo e o descreveu como "eu encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda minha vontade." (Atos 13:22).
Você não tem que ser um grande cantor ou músico para ser um grande adorador. Mesmo estando em um corpo, ou como um indivíduo, abra o seu coração e adore ao Senhor com todo o seu ser. Isto é o que ele está pedindo.


Adoração Profética - Deus está restaurando a sua Igreja em todas as áreas, e também na adoração.

Visão e Atos Proféticos na Igreja
Deus está restaurando a sua Igreja em todas as áreas, e também na adoração. Está trazendo um mover na área profética através de uma música produzida no céu por gente que está ouvindo de Deus o que falar, o que cantar e o que fazer.
Muitos pensam que adoração profética tem a ver com um novo estilo, mas tem mais a ver com a total restauração de uma visão do que com estilos musicais e formas de tocar e cantar.
A profecia na Igreja deve sempre promover a glória de Deus edificando, exortando e consolando (1 Co 14:3) . De modo que a visão profética, a adoração profética e o ministério profético têm que promover essas ênfases para estar de acordo com a Palavra.
Nos evangelhos, nós vemos Jesus profetizando, vemos os apóstolos profetizando e temos a ênfase no ministério profético junto com outros ministérios, que estão também sendo restaurados por Deus.
Vemos alguns atos proféticos sendo realizados  e dando uma sólida base para que possamos ver como deve ser este ministério na Igreja, quando ele vem através de atos e manifestações, ou de uma Palavra ou cântico de louvor e adoração.

 

As manifestações e atos proféticos têm que ser bíblicos
A única fonte que a Igreja tem para guiar-se em tudo que faz é a Palavra de Deus. Às vezes, temos a tentação de realizar, falar ou cantar algo para o qual não encontramos base bíblica na Palavra de Deus. E, muitos agindo assim, dizem que o fazem na direção de Deus.
Mas, na verdade, quando não andamos de acordo com a Palavra, estamos andando por nós mesmos e não pela voz de Deus. A Palavra é fundamento sólido para o mover profético na Igreja. Toda prática mesmo que em parte vá de encontro com a Palavra de Deus é a base para heresia.
Todas as grandes heresias na história da Igreja tiveram seu início não com grandes distorções, mas com pequenas práticas não fundamentadas na Palavra. Tenho ouvido relatos e tenho presenciado reuniões em que pessoas rugem como animais selvagens, outras miam como gatos, outros latem como cães, outros voam como águias e outros pulam como bezerros.
Chamam isso de mover profético quando, na Palavra, vemos que é uma aberração para Deus, como diz em Romanos 1:22 e 23 – “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a Glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homens corruptível bem como de aves, quadrúpedes e répteis.”
E também em Isaías 35:8 e 9, falando sobre o caminho do Senhor, ele diz: “E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo, quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco, ali não haverá leão, animal feroz não passará por ele, nem se achará nele, mas os remidos andarão por ele.”
Se Deus quisesse que o homem agisse como animal, Ele o teria feito com tais capacidades. Mas Deus nos fez com lindas vozes para cantar, dar Glória a Deus e aleluia; nos fez com lágrimas, com mãos e pés com entendimento para discernirmos o que vem dEle e o que é modismo ou engano - e até mesmo doutrina de demônios.

 

As manifestações e atos proféticos têm que ser guiados pelo Espírito Santo.
Jesus disse que nos enviaria o seu Santo Espírito para nos ensinar todas as coisas e, principalmente, a nos guiar profeticamente. Em Romanos 8:14 diz que “todos os que são guiados pelo Espírito Santo, estes são filhos de Deus.” Paulo enfatiza em todo seu ensino o andar no Espírito, o viver uma vida em total submissão ao Espírito Santo.
Quero, entretanto, enfatizar algo sobre a presença do Espírito em nosso meio. Ele sempre caminha e age de acordo com a Palavra de Deus. Exemplo: Tenho ouvido a expressão “este espírito e este mover em minha vida ou esta reunião são incontroláveis.”
Porém, a Palavra fala que o espírito do profeta está sujeito ao profeta. De modo que Deus não traz nenhum mover que seja irracional. Pelo contrário, a Palavra fala que o verdadeiro culto a Deus passa por nossa razão (Romanos 12:1), porque em nossa razão e em nossa vontade é onde o Espírito Santo age e atua.
Quem gosta de fazer coisas irracionais é o diabo, que quer fazer com que homens e mulheres ajam como animais. Deus, porém, quer sempre fazer com que o homem se pareça com o Homem Perfeito que é Jesus, sempre guiado e controlado nas mínimas coisas pelo Espírito Santo.
O irracional e incontrolável não pode ser guiado, não sente as nuances da pomba que é o Espírito; o irracional não é sensível nem acessível por Deus e pelos irmãos; se torna voltado para si mesmo e não edifica ninguém e, dificilmente gera uma experiências perene com o Senhor.

 

As manifestações e atos proféticos têm de estar acompanhados e respaldados pelos outros ministérios instituídos por Deus na Igreja (Ef 4:11)

Deus não quer nenhum ministério solitário. Ele não quer ninguém se movendo apenas como membro e não como corpo, como indivíduo e não como família. Muitos dos profetas atuais têm a tendência de serem homens solitários, como foram os profetas do Antigo Testamento e o próprio João Batista.
Mas, na Igreja, é diferente. De acordo com Efésios 4:11 o ministério profético deve caminhar juntamente com os outros ministérios para edificação da Igreja. Mesmo quando fala do dom do Espírito de profetizar (1 Coríntios 12:10), ele está lá junto com outros dados também pelo Espírito a outras pessoas, ou até mesmo à mesma pessoa.
Quando fala em buscar com zelo os melhores dons, há uma ordem hierárquica dada por Deus no que diz respeito ao aproveitamento para o corpo. Fala que, em primeiro lugar, Deus deu pra apóstolos e, em segundo, para profetas.
Isso porque sabia o quanto muitos profetas têm a dificuldade de viver como corpo e querem ser membros isolados e, às vezes, incompreendidos. Quando, na verdade, o que Deus quer é que todos os ministérios caminhem juntos para a edificação de todo o corpo.
Os profetas têm de estar submissos às autoridades apostólicas constituídas na Igreja e precisam aprender a caminhar com elas, fazendo tudo para edificação em nível local e extra local.

 

O mover e a visão profética não devem enaltecer pessoas e práticas externas
O ministério profético tem que manter sua característica apostólica principal: existir unicamente para consolar, exortar e edificar (1 Coríntios 14:3). Qualquer prática ou ato profético que centralize ou enalteça pessoas estará absolutamente em desacordo com sua função bíblica.
Uma ênfase de todo ministério que vive para a Glória de Deus é não chamar a atenção sobre si, e sim sempre apontar para o Pai. Hoje se fala muito de práticas proféticas que enfatizam demasiadamente estereótipos externos, com base mais no ministério profético do Antigo Testamento do que naquele exercido e ensinado pelos apóstolos.
Com exceção de João Batista, que tinha uma maneira de vestir e comer bem diferente do comum da sua época - mas tinha sua pregação centrada no batismo e no arrependimento – e, na hora que apontou para Jesus, simplesmente disse que não era digno de desatar suas sandálias e saiu de cena até morrer por aquilo que pregava.
Hoje, o ministério profético tende a trazer uma aura de espiritualidade que mais chama a atenção para quem o pratica do que para Deus. Atualmente, temos pessoas enaltecendo instrumentos inanimados e até mesmo maneira de vestir-se e portar-se, que não enfatizam a realidade desse precioso ministério que é dado por Deus para edificação da Igreja.
Eu conheço alguns homens que são profetas em nossa geração com impacto mundial que nunca precisaram de estereótipos exteriores para manifestação poderosa da graça e glória de Deus sem precedentes. São homens que, na sua simplicidade mesmo sem Palavras, profetizam. 

 

Adoração: Um estilo de vida
Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e verdade”. João 4.23,24.
Por muitos anos tenho aprendido e ensinado sobre adoração e, cada vez mais, reconheço que esse é um assunto sobre o qual o Espírito de Deus precisa nos ensinar muito mais. Desde o início de meu ministério me deparei com essas palavras de Jesus. O Espírito Santo abriu meu coração para buscar um entendimento mais amplo dessa verdade. Tenho um profundo desejo de vivê-la, pois, Jesus afirmou que é exatamente isso que o coração do Pai procura.
Entendo que Deus não busca adoração, pois, dela o céu está repleto. Compreendo, pela Palavra, que Deus procura adoradores mais que adoração e que eles o façam em espírito e verdade.
Este artigo não pretende ser um tratado completo sobre esse assunto. Mas, sim, uma reflexão de um coração que a cada dia diz ao Pai: “Eis-me aqui Senhor, quero ser um entre os adoradores que procuras. Quero ser encontrado por Ti, ó Pai, no meu viver, no meu lar, no meu ministério, dia após dia, onde eu estiver; e que tu possa contar comigo como teu adorador”.
Quero, com todo o amor, projetar aos que trabalham nessa área da vida da igreja a minha experiência como adorador, músico, compositor e produtor. Será a palavra de quem, por muitos anos, tem participado nesse setor da vida da igreja local como na extra local. Palavra dirigida a todos aqueles que servem a Deus nesse campo, buscando ajudar aos que procuram, como eu, serem verdadeiros adoradores.

 

A Semente
Desde pequeno cresci em uma congregação evangélica, onde aprendi que a adoração a Deus era uma forma diferente de se cantar. Quando nos reunimos nos cultos havia um tempo inicial dedicado ao cântico de “corinhos de adoração”, visando preencher o espaço em que as pessoas chegavam e se preparavam para participar do encontro. Durante o culto os hinos eram cantados pelo hinário, os testemunhos eram apresentados e a Palavra era ministrada. Assim, por muito tempo, o conceito que eu possuía de adoração limitava-se ao que fazíamos nos momentos  que antecediam ao culto.
Assim como eu, muitas pessoas devem ter recebido esse ou outros conceitos não corretos de adoração, levando-as a um enfoca a adoração como uma forma, um estilo, ou um espaço de tempo a ser preenchido.
Para muitas pessoas adorar é um ato contemplativo que busca uma aproximação maior a Deus. Era, assim, que os monges medievais compreendiam. Uma contemplação de Deus, feita na vida reclusa que levavam, em total separação do mundo exterior. Assim, passavam grande parte de suas vidas em celas solitárias, confinados em clausuras, contemplando e adorando a Deus. Não digo que tais conceitos estejam de todo errados, porém afirmo que adoração é algo que vai muito além de formas ou expressões estereotipadas, pré-determinadas pelo tempo, espaço e estilo.
Tudo isso, entretanto, expressa uma grande verdade, a adoração começa com a busca que um ser humano faz para estar diante do Deus Criador. Adoração é fruto de uma “semente” que Deus plantou no coração do homem ao criá-lo (Gênesis 1.26,27). Antes que o diabo plantasse a semente do joio da rebelião e da desobediência, Deus já semeara a sua preciosa semente – sua imagem e semelhança – ao soprar-lhe o fôlego de vida (Gênesis 2.7). É a presença dessa semente divina que leva o homem a buscá-lo. Em cada pessoa que nasce a semente se faz presente e a acompanhará por toda a sua vida. Desde as mais longínquas civilizações que temos conhecimento, o homem, de diferentes formas, buscou a Deus, até mesmo não tendo noção das dimensões do que fazia. Ao estudarmos qualquer uma das culturas da humanidade veremos que existiu, em todas, uma centralização na busca do divino, do desconhecido, do sobrenatural, da razão de existir, do santo e do ser. Quando um nativo se prostra diante do sol, em seu interior há uma procura de Deus. Quando os pagãos fazem seus sacrifícios a diferentes divindades e entidades, revela-se uma busca incessante daquele que o criou.
O diabo sabendo da existência dessa semente procurou fazer com que o homem se satisfizesse com mentiras e ilusões. Assim ele quer, nas mais diferentes seitas e religiões, transferir o poder de Deus para distintos espíritos enganadores. Ele tenta anular o poder do sangue de Cristo usando o sangue de animais e de aves. Entretanto, nada disso, nem mesmo outros sofismas demoníacos podem anular, substituir ou satisfazer a “semente” que está na pessoa humana. Nem mesmo qualquer ídolo moderno como o dinheiro, conforto, lazer e prazeres poderão fazê-lo.
Em Efésios 1.5,12,14 há a afirmação de que o homem foi criado para glória de Deus. Deduzimos, assim, que o homem foi formado para ser um adorador do Deus vivo, único e verdadeiro, que o criou. O homem vive para ter comunhão com o Deus, eterno e único. A “semente” pode estar nele adormecida, mas não lhe poderá ser tirada.
A adoração se expressa através de nós quando nos voltamos para Deus, reconhecendo o que ele é, o que ele representa para nós e, conseqüentemente, quando entregamos-lhe o que somos e o que temos, para que tudo redunde em glória ao seu nome.

 

O porquê da Adoração
O relato de Mateus 4.10 sobre a tentação de Jesus, apresenta a resposta de Jesus ao diabo: “ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. Jesus usou as palavras de Êxodo 20.4,5 onde se encontra a ordem de Deus ao povo de Israel de que, só a ele, deveriam adorar e prestar culto. A constante vontade de Satanás é roubar o que só a Deus é devido – a adoração e o louvor. Mesmo sabendo que fomos criados para o louvor e glória do Deus vivo [“a fim de sermos para louvor de sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” - Efésios 1.12], o inimigo busca de todas as formas, deturpar o culto a Deus, limitando-o à formas e costumes, amoldando-o à cultura e aos padrões humanos, impedindo que se expresse o desejo do coração de Deus.
A adoração que Deus esperou do povo de Israel ele, agora, procura encontrar na vida da Igreja. Sutilmente, a idolatria com seus ídolos, em diferentes formas, infiltraram-se no culto da cristandade, corrompendo o entendimento dos líderes e do povo que lhe pertence.
Ao longo dos anos, tanto a forma de culto, tanto a pagã como a judaica, centralizou-se nos templos. A fé cristã lançou a noção de que os discípulos de Jesus são templos vivos, onde Deus habita. A Palavra declara: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3.16). Muitas vezes essa noção foi perdida, e o povo de Deus tornou-se dependente do sacerdócio daqueles que, comumente, são denominados: “ministros de louvor”. Com isso, perdeu-se a espontaneidade de cada pessoa adorar e louvar individualmente. Parece-nos que voltamos ao tempo em que, para haver adoração, era preciso ter locais próprios para isso, um sacerdócio especial, imagens e ídolos, intermediando o louvor a Deus. Perdeu-se a noção dada os remidos da “intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo o grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10.19-22).
Hoje, o Pai está restaurando toda a verdade e, em especial uma viva vida de relacionamento dos seus filhos com ele. Assim, toda a intermediação está encerrada, pois, Jesus Cristo é o único intermediário entre os salvos e o Pai Salvador. Por todo o mundo está surgindo um novo culto de verdadeira adoração àquele que disse: “ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Quando Jesus focaliza ao Pai, ele focaliza a si mesmo, pois ele disse: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9) e, também, focaliza o Espírito Santo – “o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome” (João 14.26). A Trindade Santa deve ser o único foco da verdadeira adoração.
Por diversas vezes já fiz a pergunta: porque devemos adorar a Deus? Essa pergunta invade o meu coração, pelo fato de entender que Deus é suficiente em si mesmo. Sua grandeza e majestade possuem o mais alto grau de expressão. Para Deus ser completo ele não necessita do que lhe possamos ofertar; ele não precisa de nossos sacrifícios de louvor e adoração para se rejubilar e se sentir feliz; ele não requer nosso amor para sentir-se amado, pois nele está a fonte do verdadeiro amor. “Deus é amor” define João (I João 4.16). Antes de nos criar, ele já existia em sua plenitude e era completo com o Filho e o Espírito Santo. Juntos participavam da plenitude eterna. Eis a razão de dizermos que o Pai não se preocupa com a adoração, mas, sim com os adoradores.
Para Deus ser completo não necessita do que lhe possamos ofertar; nem de nossos sacrifícios de louvor e adoração para ter alegria e sentir-se feliz; ele não precisa de expressões de amor para sentir-se amado, pois, ele é o próprio amor (I João 4.8). Antes de nos criar, ele já existia em sua plenitude e era completo com o Filho e com o Espírito Santo. Perfeitos em unidade eles participam de uma eterna plenitude. Juntos, são a plenitude em todas as coisas, inclusive de toda adoração, alegria e júbilo. Eis a razão de pensar de que o Pai não procura adoração, pois a adoração preenche todo o céu. O profeta Isaias diz: “eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus p´s e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória” (Isaias 6.1-3).  Os céus estão repletos de adoração, Deus procura por filhos que o adorem.
Quando medito sobre isso, vem ao meu coração que, acima de tudo, existe algo na adoração que é de importância vital, não para Deus, mas, para os adoradores. E, se ele procura adoradores é porque o seu amor quer que as suas criaturas, na terra, participem de uma preciosa comunhão com o seu Criador. É a atitude da criatura, em seu livre arbítrio que determinará ser ou não um adorador. Deus nos deixou com essa opção. Ele que governa todas as coisas poderia ter feito o homem como um adorador nato, tal como os anjos são. Mas, assim não fez, porque quer uma adoração que parta, livre e espontaneamente, do coração humano.
Deus nos deixou a opção de adorar ou não adora-lo. Ele que tem em suas mãos todo o governo poderia fazer com que toda a criação fosse de adoradores, tal como são os anjos no céu. Mas, ele não fez assim, deixou-a livre para fazer uma ou outra coisa. O adorador é aquele que faz uma opção por Deus, opta por Jesus como seu salvador e pelo seu reino; opta em ter uma livre comunhão com Deus, que não é imposta pela vontade divina, mas é uma livre opção de amor!  A parte de Deus sempre é perfeita e completa, seu amor é inquestionável, mas, ele espera uma atitude recíproca de nossa parte. A verdadeira adoração é uma opção do nosso amor abrindo-se ao amor de Deus!
Qual é nossa opção? Deus governa sobre todas as coisas, mas deixa-nos adora-lo ou não. A atitude correta é ama-lo e adora-lo! A adoração é algo que satisfaz e alegra o coração de Deus, mas beneficia também o adorador, pois esse, ao optar em agradar a Deus, cumpre a sua parte nesse enlace de amor. A adoração sempre emana do amor. É o amor que lhe dá conteúdo. E, como Deus quer ser amado por nós! O que dá eficácia à adoração é o amor. Ele dá conteúdo a nossa adoração e expressa, de forma bem clara, a aliança e o compromisso que temos para com Deus e o seu reino eterno.

 

Amar a Deus acima de tudo
“Eu amo o Senhor, força minha” (Salmo 18.1).

O que deve caracterizar o adorador não é a sua maneira de cantar e louvar, mas, sim, o profundo amor para com Deus. O que mais me chama a atenção nas vidas de homens como Abraão, Davi, os profetas e os discípulos de Jesus, é o profundo amor que deles fluía para com Deus. No Salmo 18.1
Davi expressa: “Eu te amo, ó Senhor”. Jesus externou o seu incondicional amor ao Pai, através de um viver inteiramente voltado à obediência. O amor ao Pai enriqueceu sua vida de devoção, adoração, submissãoe, principalmente, na obediência e sacrifício – “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34).
Quando falo sobre o amor, falo do amor “de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5), amor que nos leva a uma comunhão que nada deste mundo pode quebrar.
Paulo, em Romanos 8.35, faz uma pergunta:: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou a perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?”, e concluí nos versículo 38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem as alturas, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Se esse amor está em nós, nosso coração transbordará em louvores.
Entendo que esse amor do qual Paulo fala é um amor sobrenatural, que é a expressão da presença do Pai que vive em nós. É esse amor que nos compele a amá-lo acima de todas as coisas. A prescrição de Moisés ao povo sob sua liderança foi: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 11.1).
É pela graça que, agora, nós podemos amar a Deus através do Espírito Santo. A minha constante pergunta é: O que é amar a Deus e, quanto eu o amo?” O nosso amor é provado quando passarmos por provações. Por exemplo: Quando não estamos bem financeiramente, isto interfere no nosso amor? Interferindo, então, precisamos rever os fundamentos nos quais edificamos o amor que dedicamos a nosso Pai Celestial.
Adoração é uma resposta dada ao constante amor de Deus por nós. Esse amor deve ser incondicional, tal como foi o amor de Abraão para com Deus, dispondo-se entregar, em um sacrifício, o seu próprio filho. Foi, assim, da mesma forma e com a mesma intensidade de amor para conosco, que Deus deu ao seu próprio Filho para nos substituir no holocausto da cruz


ADORAÇÃO VERDADEIRA!
O que é adoração? Poderíamos dizer que é uma honra que se presta a Deus, em virtude do que Deus é e do que significa para os que O adoram. A palavra hebraica que mas se usa para “adoração” no velho testamento significa “inclinar-se”. É o caso, por exemplo, em Gn 18.2. A palavra grega que geralmente se utiliza no Novo Testamento é “proskuneo”, e significa “prestar honra”, tanto a Deus como aos homens.
Está claro que é dever de cada criatura inteligente adora a Deus. Os anjos O adoram (Ne 9.6). Os Seus santos O adoram. No Evangelho eterno os homens são chamados a dar glória a Deus e a adorá-Lo (Ap 14.7). E dentro em breve tudo que há sobre a terra O adorará (Sf 2.11;   Zc 14.16; Sl 86.9)
Porém, enquanto os anjos honram a Deus segundo a verdade, porque sabem quem Ele é, os homens também deve procurar conhecê-lo e adorá-Lo, não apenas exteriormente, mas sim com o coração, uma honra que procede dos sentimentos de amor do homem para com Deus.

“Adorar o Pai”, o povo de Israel era filho de Deus, o Seu primogênito (Ex 4.22); os israelitas eram filhos do Senhor seu Deus (Dt 14.1); o Senhor era um Pai para Israel e Hefraim era o seu primogênito (Jr 31.9). Porém, nunca haviam adorado a Deus como Pai, pois “Ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27). Esse é um componente essencial da adoração cristã: conhecer a Deus e sua relação como Pai com o Seu povo, que O adora como tal.

Mas esta revelação é um assunto pessoal - “A quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27b)
Portanto, todo aquele que tem este conhecimento, o tem recebido do Filho. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse nos fez conhecer o Pai. E, depois de ter cumprido a Sua obra, introduziu os que são Seus na mesma relação que Ele próprio goza com o Pai: “Subo para Meu Pai e vosso Pai” (Jo 20.17).

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e verdade.” (Jo 4.23,24) Aqui encontramos o caráter da adoração cristã. Não é um ritual, a formalidade de uma cerimônia religiosa. Esta harmonia com o que Deus é e, portanto, pressupõe que Deus foi completamente revelado.

Nenhum incrédulo pode adora desta maneira! Pois é somente por meio do novo nascimento que temos recebido a nova vida, que a Bíblia chama “espírito”. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” (Jo 3.6; Rm 8.16) A adoração é espiritual, é segundo o novo homem, e está em harmonia com o que Deus é.

O culto de Israel era terrestre, natural. Era desempenhado num lugar definido geograficamente - um magnífico templo. Era um culto regulamentado até aos mínimos detalhes e no qual o homem, vestido de trajes dispendiosos e acompanhados de música maravilhosa, podia trazer o mais elevado e o melhor que a terra tinha para dar. Mas nada nisso era espiritual. Não havia a menor obrigação de um sacerdote, cantor ou ofertante, ter de nascer de novo. E isso fora assim instituído pelo próprio Deus, pois se tratava do culto prestado por um povo terrestre a um Deus que ainda não Se havia revelado a eles.

Todavia, na cruz Deus acabou com o homem natural. Nós, os servos, que cremos no Senhor Jesus, já morremos com Cristo (Rm 6.8). Espera-se que andemos segundo a nova vida que o Espírito Santo operou em nós por meio do novo nascimento. E o Espírito santo, que habita em nós, é a força divina que nos habilita para o seu cumprimento.
Desta forma, a nossa adoração deve ser espiritual, acompanhada de uma vida repleta de pureza e que produz os frutos do Espírito.

Em perfeita harmonia com o que já foi mencionado, não nos é fornecida nenhuma forma ou cerimônia para a nossa adoração. Isso é tanto mais notável se lembramos que entre os israelitas tudo estava regulado até nos mínimos pormenores. Nem sequer conhecemos as palavras com as quais o Senhor deu graças na instituição da Ceia, Não temos descrição de um apóstolo partindo o pão. Não conhecemos um hino sequer que a Igreja cantava nos dias dos apóstolos. Não temos nenhum livro com salmos cristãos. Temos e devemos adorar a Deus pura e simplesmente pelo Espírito (Fp 3.3).

Mas a adoração não deve ser somente “em espírito”, mas também “em verdade”. “O que é a verdade?”, perguntou Pilatos. Ele não sabia que Aquele que tinha diante de si e que levava uma coroa de espinhos era a Verdade. A verdade é o que Deus tem revelado de Si mesmo. E foi o Filho quem O revelou.
Em certo sentido Israel também havia adora em verdade, visto que o seu culto concordava com o que, naquele tempo, já tinha sido revelado acerca de Deus. Mas agora Deus foi perfeitamente revelado, pois “Deus foi manifestado em carne”, esteve na terra e por graça infinita podemos conhecê-Lo . “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro” ( 1 Jo 5.20).

Decerto há um crescimento no conhecimento da verdade. E o Espírito de Deus atua em nós para nos conduzir em toda a verdade. É óbvio que o desenvolvimento será diferente de um servo para outro, porém a diferença será infinitamente pequena em comparação com a medida entre um homem natural (que não nasceu de novo) e o mais jovem dos servos. Por meio no novo nascimento recebemos uma vida que é espírito, e pela qual nos tornamos competentes para conhecer a Deus. É a “natureza divina” (2 Pe 1.4). Nesta nova vida opera o Espírito Santo que habita em nós e nos capacita, o qual também é a força divina que põe esta nova vida em contato com o próprio Deus (Jo 4.14) As filhinhos em Cristo está dito: “ E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.” ( 1 Jo 2.20,21)

Portanto, podemos nos aproximar de Deus nosso Pai, Pelo poder do Espírito Santo, que põe a nossa vida em contato com Deus, nós O vemos e desfrutamos dEle. Seria possível contemplar a Deus tal como Ele é, sem ficar maravilhados e sem ficar desejosos de Lhe dizer isto? Todo o filho de Deus que não ficou passivo ante as bênçãos recebidas, mas que elevou os seus olhos ao próprio Doador, sabe, por experiência, que isso é impossível. A glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo é tão grande que os nosso corações são demasiado pequenos para dar perfeita conta do que dela vemos. Somos ainda menos capazes de expressar essa glória apenas em palavras. Mas adoramos em espírito e, portanto a nossa adoração consiste nos sentimentos espirituais que sobem de nossos corações e conjunto com palavras e atos voluntários diante de Deus.

Não há dúvidas de que cada servo deve adorar pessoalmente. Como é possível contemplar a obra do Senhor Jesus, o amor e a graça do Pai sem dar graças e louvores? E isso é algo que todos nós, os filhos de Deus, temos em comum.

Deus espera de Seu povo que se reúnam com a consciência que o Senhor é o Único que tem autoridade no meio deles. Só Ele pode determinar quem quer usar ali. E o Senhor exerce esta autoridade por meio do Espírito Santo. Não se trata de uma questão de uma ou dez ou vinte pessoas tomarem parte no culto, mas de que o Espírito Santo tenha verdadeiramente a Liberdade de usar que quer que seja.

É impossível prestarmos a verdadeira adoração, quando o Espírito Santo é relegado a segundo plano ou parcialmente acreditado; como é tão comum dentro de tantas igrejas.


Adoração
Jesus disse à mulher samaritana que Deus busca adoradores (João 4.22-24). Fomos criados para adorar. Diante de Deus, que nos salvou de nosso estado de condenação, que está sempre conosco, apesar de sua glória e majestade, não podemos senão adorar. Mas não O adoramos pelo que Ele fez e faz. Nós O adoramos pelo que Ele é.
Qual é o significado da adoração?

Em hebraico, significa ajoelhar-se, dobrar-se diante do Senhor.
Em grego, significa aproximar-se dele e beijar a Sua mão.
Em outras palavras, é entregar-nos e dar tudo a Ele.

Deus deseja que declaremos que Ele é Deus e que só Ele o é. Na oração que o Senhor nos ensinou, dizemos: “santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9b), isto é, teu nome seja separado como especial, majestoso, incomparável, santo. Só o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser chamado de “Deus”. Hoje se tornou um nome comum e geral: deus. Mas um dia será específico e santo. Somente Jeová será assim chamado.
Satanás teme a adoração do Senhor, porque ele pretende ser adorado. Uma das revelações especiais ocorridas durante a tentação de Jesus no deserto, foi sobre a intenção de Satanás e a forte resposta de Jesus, citando Deuteronômio 6.13: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4.10).
Conhecer a Deus como Pai é estabelecer um relacionamento pessoal, mas conhecê-Lo como Deus é reconhecer Seu lugar exaltado, único em todo o universo.
Adorar é, pois, reconhecer que Ele é Deus, o único Deus, e que eu sou um homem apenas, criatura dEle. Quando O reconheço como o Pai sou salvo e erguido à Sua presença como filho. Quando O reconheço como Deus, caio humildemente aos Seus pés e O adoro. Como diz o salmista: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade” (Salmo 29.2). Ler com atenção o salmo 5.7.
Na verdadeira adoração (“em espírito e em verdade”), nós ficamos na nossa posição e Deus na dEle. Nós temos limites, Deus não tem.
Mas aquele que não o conhece como Pai, não pode conhecê-Lo como Deus. Os adoradores O adoram “em espírito”, são salvos, seu espírito saiu das trevas. Mas também O adoram “em verdade”. Ficamos emocionados na adoração, mas isto não é o que Jesus diz ser “em verdade”. Mesmo se usamos bons pensamentos na adoração, ainda isto não é “em verdade”. Adorá-Lo “em verdade” significa conhecer os Seus caminhos e andar com Ele. Aí amamos os Seus caminhos e O amamos.
Que é adorar a Deus? É: “curvo-me diante de ti e amo os teus caminhos”. Exemplo extraordinário de adoração nos é dado por Jó. Quando vieram anunciar-lhe a morte dos seus filhos, disse Jó: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). A atitude de Jó aí descrita é: “Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou” (Jó 1.20).
A adoração e o louvor colocam-nos num nível alto, de triunfo. Quando oramos, ainda estamos em nosso ambiente; quando adoramos, somos erguidos acima de nosso ambiente, com suas dificuldades e limitações. Na adoração, Deus nos ergue acima dos limites, acima da vergonha, acima das frustrações e sofrimentos. O que a oração não puder fazer, a adoração e o louvor o farão. Ore, quando e quanto puder, mas louve e adore, quando não puder orar.
Devemos atentar cuidadosamente para o fato de que na adoração, na contemplação do Senhor é que está o segredo de nossa transformação à sua imagem: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Coríntios 3.18).
A adoração, além de ser o que Deus busca, que recurso maravilhoso é para a vida cristã! Aleluia!


Adorando a Deus
Uma das mais lindas palavras, com um significado tão nobre e maravilhoso, a adoração faz parte das primeiras expressões que formam o novo vocabulário e vida do discípulo.
Ela é alvo de nossa profunda busca, e sempre reconhecemos que podemos ir mais além, "mergulhar" nas águas profundas do Espírito.
Conversando certa vez com nosso amado Daniel Souza, ele me disse algo que já estava em meu coração, mas, sem dúvida alguma, me trouxe uma clareza bem maior sobre o processo da adoração em nossas vidas: ADORAÇÃO É UMA REAÇÃO!
Refletindo sobre isso, compartilho alguns aspectos importantes que refletem na vida de um verdadeiro adorador.

 

Somente adoram a Deus, homens submissos.
Sem submissão, ninguém pode adorar a Deus! Para Deus, é realmente importante a nossa decisão de submissão. Desde o começo fomos criados com esse objetivo. Antes da queda do homem, em Gênesis cap. 1, este tinha um posicionamento natural de submissão a Deus.
Depois da queda porém, essa decisão não é refletida naturalmente em nossas vidas. Quando entregamos nossas vidas a Jesus, quando Ele passa a ser o Senhor, retornamos para a vontade de Deus. Para o Seu governo. É por isso que chamamos Jesus de "Senhor".
Para Deus isto importa tanto, que Jesus foi enfático para aqueles que dizem o conhecer, mas não o obedecem, conforme Lucas 6:46: "Por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando"?
Temos exemplos na Bíblia de homens que foram obedientes e de homens que não foram. Um dos mais lembrados por todos nós foi o de Saul. Saul foi o primeiro rei de Israel. Em 1º Samuel 11:6, a palavra diz que o Espírito de Deus se apossou de Saul.
Ele tinha, portanto, todas as condições não somente para ser um rei bem sucedido, mas para ser um amigo de Deus. Que cooperador de Deus teria sido Saul! Ele foi o primeiro rei da história de Israel! No entanto, em algum momento, sua "visão" de reino, não foi a visão que Deus havia orientado.
Deus não pode levar o seu projeto adiante com pessoas que não o obedecem. Ou que julgam o que é certo ou errado. No caso, foi o modo como procedeu Saul, cf. 1º Sm. 13:11-12.
E eu e você? Como estamos na avaliação de Deus? Andando em obediência, ou "sugerindo" a Deus a maneira como devemos andar?
Espero, sinceramente, que estejamos nos submetendo completamente a Ele, porque se não estamos vivendo essa realidade, estamos vivendo apenas uma vida religiosa, e não o compromisso pelo qual fomos chamados por Deus.
"Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!" Rm 11:36
Cada um de nós tem diante de si situações que apontam para uma decisão. E é aí que se expressa a adoração na prática. Não somente com nossos salmos, cânticos e palavras.
Ainda sobre submissão a Deus, vimos ante um exemplo de alguém (Saul) que não honrou o chamado de Deus, não submeteu-se.
Cada um de nós tem diante de si situações que apontam para uma decisão. E é aí que se expressa a adoração na prática. Não somente com nossos salmos, cânticos e palavras.
Mas (e principalmente) com o nosso firme posicionamento em descansar na vontade de Deus. É esta atitude que vai fazer refletir em nós a verdadeira adoração.
Já que estamos analisando o livro de 1º Samuel, não poderíamos deixar de observar a vida de Davi. Afinal de contas, este é aquele de que a Bíblia diz  "um homem segundo o coração de Deus".
A razão para que Davi tenha sido considerado assim, é que ele conhecia e REconhecia a autoridade de Deus. Ele entendia que todas as coisas estavam sob o controle de Deus.
Davi faz diversas menções sobre isso: "Teu Senhor é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque Teu é tudo quanto há no céu e na terra; Teu Senhor é o reino e Tu te exaltaste por chefe SOBRE todos." 1 Cr 29:11
Que rei era Davi! um rei que buscava em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e que reconhece que tudo pertence a Deus.
Trazendo para a nossa realidade, toda a nossa esfera de atuação deve ser completamente submetida a Deus. Família, o meu "EU", trabalho, estudos, ministérios, tudo isto centralizado em Deus!
Ele é quem sabe e toma as devidas decisões. Não tomamos nenhuma decisão sem a autorização de Deus. Fomos chamados a viver este padrão de vida.
Quando nos deixamos reinar, quando isso é o alvo do nosso coração, aí surge a reação! Aí fluirão de nossas vidas salmos de louvor, como os que fluíram da vida de Davi!
Hoje em dia, homens e mulheres tem sido levantados por Deus para levar a bandeira da Sua adoração. Sendo assim, é necessário que cada um de nós, discípulos de Jesus, que recebem esse chamado, seja exemplo de submissão a Deus, através do reinado de Jesus.
Do contrário, estaremos com o foco errado. Estaremos buscando o "fogo" de Deus sem deixar que esse fogo, que é a presença do Espírito Santo tome o devido e real lugar em nossos corações.
Estaremos "coando mosquitos e engolindo camelos". Nos preocupando com rituais e não com a verdadeira mudança de Deus em nossas vidas através do Seu governo.
Todos nós que somos discípulos de Jesus não nos deixemos levar por nenhuma direção que não se volte para o Senhorio de Cristo em nossas vidas! Não deixemos o pecado fazer parte de nosso cotidiano porque muitos o tem aceito!
E isto subirá como aroma suave a Deus! É verdadeira adoração. E assim, vamos cooperar com Senhor Jesus para que outros sejam impactados com o Seu Senhorio também.

"Eu amo os que me amam. Os que me procuram me encontram"  Pv.8.17
Os adoradores são íntimos de Deus!
Ninguém consegue expressar um amor muito profundo por alguém que não conhece ou não ouviu falar. Podemos até, por fruto do Senhor Jesus em nós, refletir para as pessoas que não conhecemos amor, mas não será como expressamos para aqueles que convivem conosco.
Se eu, ao conhecer uma pessoa, conversar por breves cinco minutos com ela, terei mais liberdade e haverá uma possibilidade muito maior de expressar o meu amor por ela.
Acontece que nestes cinco minutos, ainda que cinco minutos, eu me tornarei mais ÍNTIMO desta pessoa.
Uma vez, fui a um programa de rádio para anunciar o programa que eu começaria a fazer. O radialista daquele programa não me conhecia, mas durante meia hora intercalada por cânticos, conversamos. No final de seu programa, ele disse aos ouvintes: "Então, a partir de tal data e tal horário, o Samir, este irmão que já aprendi a amar, terá o seu programa..."
O que aconteceu? Aquela meia hora foi tempo suficiente para que nós nos conhecêssemos e, de antes desconhecidos, agora já estávamos simpaticamente contando com a amizade um do outro.
A adoração a Deus, da mesma forma, vai se manifestar em nossas vidas, de acordo com a intensidade que zelamos pela intimidade com Deus. Se buscamos pouco, pouco refletirá adoração em nós. Se buscamos muito, certamente conheceremos mais ao nosso Deus. A Sua palavra nos diz: ..."os que me procuram me encontram." Pv. 8.17 .
Às vezes, há uma confusão, porque algumas pessoas pensam que à partir da nossa conversão nossa intimidade com Deus já é plena e suficiente.
De fato, quando nos convertemos a Cristo, automaticamente temos comunhão com Deus. Mas intimidade é fruto do quanto queremos conhecer, ouvir, saber, aprender de Deus. Se eu ler a palavra, lá Deus irá se revelar a mim. Se eu orar e perseverar nessa atitude, estarei mais sensível à Sua voz. É um processo, sem dúvida, natural.
Dos doze discípulos de Jesus, um se destacava na intimidade com o Senhor. Este era João. Ele era tão íntimo do Senhor, que inclinava a cabeça no peito do Mestre para O ouvir(Jo. 13.25 e 21.20). Acredito que o Senhor não orientava aos seus discípulos a fazerem isto. Esta era uma atitude de João! Por outro lado, sempre que Jesus ia a algum lugar e não iam todos os seus discípulos, em geral três o acompanhavam: Pedro, Tiago e JOÃO.
Portanto, intimidade com Deus é fruto prático na vida de uma pessoa. Quem se direciona até Deus, acaba conhecendo mais a Deus, mais DE Deus. E quem O conhece mais O ama mais por vê-Lo como Ele realmente é. A pessoa que assim anda, acaba se rendendo completamente a Ele e se deixando reinar por Cristo. A adoração então, fluirá.
Com qual dos doze discípulos de Jesus queremos ser parecidos no que diz respeito a intimidade com o Senhor Jesus? 

 

Adoração em Espírito e em Verdade
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem", (João 4: 23). Esta afirmação, embora bastante conhecida, ainda não é bem compreendida pela maioria dos brasileiros. Para compreendê-la, adequadamente, precisamos analisar em profundidade o significado individual das palavras utilizadas.
1- ADORAR: Muitas pessoas pensam que adorar é orar e cantar louvores. Na verdade isso é apenas cultuar; adorar é muito mais profundo do que isso. Veja que enquanto amar significa se relacionar com plena igualdade, seja na dor, na alegria etc; adorar significa se submeter e servir, seja na dor, na alegria etc. (quem ama, divide, compartilha; quem adora, se prostra, se submete aos ensinamentos e ordenanças com total confiança).
2- ESPÍRITO: A palavra espírito está relacionada à alma, à parte do ser humano que não tem aparência física, mas controla todo o corpo semelhantemente ao "software" nos computadores e robôs. Referir-se ao espírito é referir-se a parte não-aparente, porém, a mais importante.
3- VERDADEIRO: A palavra verdadeiro significa sem falsidade, sem hipocrisia; de coração puro.
Então, a afirmação: "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito..."; em palavras mais simples poderíamos traduzir assim: os verdadeiros servos servirão ao Pai com o interior da alma, isto é, por vontade própria e sem produzir aparências inúteis tais como discursos demagogos, orações repetitivas, histerias em praça pública, etc.
Já a segunda afirmação: "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai... em verdade"; poderíamos traduzir assim: os verdadeiros servos servirão ao Pai... sem falsidade, sem hipocrisia e de coração puro, isto é, por entendimento e convicção e não por obrigatoriedade desta ou daquela tradição.
Portanto, não é pelo que aparentamos nem pela obediência cega que faremos a vontade do Pai. O verdadeiro adorador segue a orientação de Deus buscando uma conduta pura e irrepreensível independentemente dos costumes desta ou daquela Denominação. O extremismo, tanto no que diz respeito ao tradicionalismo religioso, quanto no que diz respeito a alucinações espiritualistas, não representa a vontade de Deus.
Sendo assim, se não é pela parte aparente que Deus nos avalia, então de que maneira poderemos identificar as pessoas que fazem realmente a vontade do Pai?
Na verdade, analisando apenas as aparências fica muito difícil de identificá-las; o verdadeiro cristão não se preocupa em produzir aparências. Observe a orientação de Jesus Cristo descrita em Mt. 5.3-7: "... quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita;... E, quando orardes, não sejais como os hipócritas;... Mas tu, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como...". Portanto, não temos a capacidade e a legitimidade de julgar e condenar esta ou aquela pessoa por não possuir a "aparência cristã" que nós esperávamos. Precisamos meditar sobre isso antes de intentarmos julgar quem vai para o céu e quem vai para o inferno, seja ao nosso redor, seja na nossa cidade, na nossa nação ou nas nações estrangeiras. Não podemos esquecer que é pelo fruto que se conhece uma árvore, e não pela sua aparência.

 

Aprofundando-se na Adoração

Cristãos, as afirmações feitas aqui são para análise e meditação, a intenção é ajudar a esclarecer (tornar claro, iluminar) jamais confundir. Cordialmente:

 

Hoje em dia muito se comenta sobre a palavra adoração. Em congressos de louvor, seminários, palestras ou mesmo livros este é um assunto sempre presente. A verdade é que este é um tema bastante profundo e exige tempo para compreendermos o seu sentido. Mas é bom saber que um grande número de pessoas têm buscado o significado de adorar e tem realmente tomado a adoração como um estilo de vida, tornando-se verdadeiros adoradores. Tentando entender o assunto, muitos leitores poderiam me questionar: "Como você define a adoração?".

Bem, o termo adoração deriva da palavra adorare. Em latim, adorare significa falar com, no sentido de ter comunhão com. Podemos entender, então, que adorar a Deus é basicamente conversar com Deus ou ter comunhão com Deus. Para explicar este tema com mais profundidade darei mais adiante alguns exemplos de adoração na Bíblia, assim como dividirei este estudo em alguns pontos que você deverá entender em seqüência.
Adoração na Bíblia

Nas Escrituras Sagradas encontramos algumas considerações básicas sobre a adoração:

Fazer reverência (respeito) - "Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves" (Daniel 2.46); 

Prestar culto - "Então inclinou-se o homem e adorou ao Senhor..." (Gênesis 24:26); "...e, inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido pelo caminho direito para tomar para seu filho a filha do irmão do meu senhor" (Gênesis 24.48); culto idólatra: "... depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito" (Êxodo 32. 8); 

A importância da adoração - "E disse-lhe (Diabo): Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua" (Lucas 4.6). Neste verso percebemos a importância que o próprio Diabo dá para a adoração. Ele prometeu que daria tudo a Jesus se ele o adorasse!; 
Adoração só a Deus - "Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" (Mateus 4.10); 

Adoração a Jesus - "Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o" (Marcos 5.6). 
Deus procura adoradores - "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4. 23). 
Muitos outros versículos podem ser citados, mas creio que isto já é o suficiente para que se entenda os princípios da adoração. Bem, vamos em frente!

Aprofundando-se na adoração
Vimos acima algumas definições básicas e simples versículos bíblicos que mencionam o ato de adorar de algumas pessoas. Daqui para frente estudaremos a adoração mais profundamente, tendo como base os significados da palavra em latim adorare ("ter comunhão com" e "falar com"), comentados anteriormente. Para que você entenda melhor, é necessário dividirmos este assunto em quatro pontos fundamentais, como muitos autores costumam fazer. Veremos como a adoração pode ser explicada através da amizade, da preocupação, do aprender a agradar e da doação. Observe:

Adoração como amizade - Você se lembra de alguma situação na qual você foi apresentado a uma pessoa desconhecida? Nestas situações, é natural que o ser humano se sinta retraído e tímido. Isto acontece com todos, desde o mais tímido ao mais extrovertido, e assim ocorre porque ainda não existe uma intimidade profunda nesta relação. Tudo parece estranho. Quando uma verdadeira amizade é formada, cria-se também uma relação mútua de amizade. É um sistema de parceria. Um se coloca a disposição do outro para o que for preciso. Cada dia que passa, o relacionamento se torna mais íntimo e a comunhão mais profunda. Na relação entre Deus e o adorador ocorre o mesmo processo. O ser humano é apresentado a um novo amigo (Deus). No princípio desta amizade ele não O conhece e não sabe como agradá-lo. Não há familiaridade. Ambos, então, passam a conversar constantemente (a oração). O homem então começa a entrar na intimidade de Deus e conhecê-lo melhor a cada dia que passa. Este é um ponto fundamental para haver sincera adoração: tornar-se amigo de Deus! A questão do conhecimento dentro da amizade é um requisito básico para um adorador. Ele deve se esforçar para conhecer Deus ao máximo e estreitar esta amizade maravilhosa que foi construída. O próprio Senhor Jesus revela em João 15:15: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer". Como é bom saber que Jesus nos chama de amigos e está sempre aberto para novas amizades! O ser humano, quando aceita Deus em sua vida, se torna um amigo de Deus. Porém, Deus exige que a pessoa obedeça a Sua vontade. O homem só continuará esta amizade quando estiver fazendo a Sua vontade. O Senhor Jesus novamente nos revela em João 15:14: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando". Quando a pessoa com sinceridade ora, louva, agradece, dobra os joelhos ou lê a Bíblia, ela está adorando a Deus. Qualquer um que deseja se tornar um adorador, deve buscar incansavelmente exercitar a adoração. Deus procura pessoas que assim o façam e assim O buscam. É muito bom saber que Ele se deixa achar. Observe em Jeremias 29.13, Deus dizendo: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração." Ainda que Deus seja todo suficiente, Ele não é indiferente para conosco! 

Adoração como preocupação - Adoração também está relacionado com a palavra preocupação. No início da caminhada com Deus, o levita deve ter a preocupação de derrotar os pecados em sua vida (santidade). Este é o início da vida do adorador. Porém, o lado ruim desta preocupação é que no começo ela está totalmente direcionada aos pecados mais visados ou conhecidos tais como matar, roubar ou mentir. No início da vida cristã, esta pessoa se esforça para não cometer os erros tidos como "graves", e geralmente neste nível ela já se acha digno para trabalhar na obra. Muitos chegam a pensar: "Eu não mato, não roubo e não minto, portanto estou pronto para trabalhar na obra de Deus!" A medida que a pessoa começa a entrar na intimidade de Deus, a preocupação automaticamente aumenta, iniciando outra fase no processo da adoração. Nas Escrituras podemos encontrar um episódio que relata uma visão onde o profeta Isaías vê o Senhor assentado no seu trono. Observe o que ele diz quando teve a visão: "Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! (Isaías 6:5)". Podemos perceber que o sentimento de preocupação entrou instantaneamente no coração de Isaías. Ele viu que mesmo sendo um profeta de Deus poderia estar perdido, pois ainda era homem de lábios impuros, o que antes não lhe causava preocupação. Depois de ter um contato mais profundo com Deus, o adorador começa a entender que não roubar, não matar, não fumar, não mentir, etc., passam a ser requisitos básicos para se tornar um genuíno adorador. A preocupação começa a ser direcionada a pontos mais profundos, os quais pareciam sem significado no início da vida cristã. O adorador tenta não murmurar, não pronunciar palavras frívolas e torpes, não sentir inveja ou não ser homem de lábios impuros como reconheceu Isaías. A pessoa entende que pode magoar a Deus em pequenas atitudes. Este é um patamar mais elevado no que se refere a comunhão e intimidade com o Senhor. Há um certo nível no processo neste processo onde a pessoa deseja viver totalmente dependente de Deus, conversando com Ele diariamente (amizade). O adorador tem sede de conhecê-Lo mais e mais. A intimidade se torna tão profunda que a preocupação leva a pessoa a estar constantemente se perguntando: "Será que esta atitude vai agradar a Deus?", "Será que isto vai magoar a Deus?", "Deus vai concordar com aquilo?", etc. Estas perguntas devem fazer parte do vocabulário diário do adorador. Isto deve ter influência até sobre os cânticos a serem escolhidos na igreja: "Será que este cântico irá agradar ao Senhor?". Você entende? O genuíno adorador deve estar preocupado em colocar Deus no centro de sua vida. Todas as preocupações devem realmente ser voltadas a Ele. 

Adoração como aprender a agradar - Adorar a Deus é aprender a agradá-lo. Como já expliquei anteriormente, só podemos agradar uma pessoa quando conhecemos o coração dela. O adorador só começará a agradar a Deus quando ele começar a conhecer o Seu coração e conhecer Sua Palavra. O desejo de Deus para o adorador é capacita-lo a entender o que é agradável ao seu coração. O discípulo Pedro foi repreendido muitas vezes pelo Senhor Jesus, mesmo depois de um tempo caminhando ao lado Dele. Em muitas ocasiões Pedro tentava agradar Jesus, porém de uma maneira errada, na ignorância. Até mesmo os discípulos foram repreendidos algumas vezes. Em Marcos 10.13,14, por exemplo, há um episódio onde as criancinhas queriam se encontrar com Jesus: "Então lhe traziam algumas crianças para que as tocasse; mas os discípulos o repreenderam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus". Nesta ocasião os discípulos provavelmente abordaram as crianças dizendo: "Vão embora! Não aborreçam o Mestre!". Com esta atitude pensaram que estariam agradando a Cristo, mas Ele ouvindo isto se indignou e os repreendeu severamente. Estas ocasiões bíblicas nos revelam que mesmo depois de terem aceitado seguir a Jesus, os discípulos falhavam quando tentavam agrada-lo de uma maneira errada, talvez por não conhece-Lo bem! O adorador enfrenta o mesmo processo. Não se aprende a adorar a Deus da noite para o dia. Nas suas orações diárias, o adorador deve pedir que Deus se deixe revelar, e Ele certamente se deixará conhecer. Através da Bíblia e de experiências vividas diariamente o adorador aprenderá a agradar a Deus até nas mais pequenas atitudes. 

Adoração como doação - Adoração está relacionada com doação. Doação completa da vida do adorador para Deus. O próprio apóstolo Paulo ordena que: "... se ofereçam completamente a Deus como sacrifício vivo dedicado ao seu serviço e agradável a Ele". O texto é bem claro! O adorador tem a obrigação de se dedicar inteiramente a Deus, doando tempo para o serviço de Deus e principalmente para Deus. Como este livro é direcionado às pessoas que atuam no ministério de música, há uma pergunta que eu gostaria muito de responder: "Como o adorador pode doar seu trabalho de músico na obra de Deus?" Primeiramente, ele deve buscar estreitar a sua relação com Deus diariamente. O verdadeiro adorador não pode falar com Deus apenas nos cultos da igreja. A comunhão deve ser estreitada dia após dia. O levita não deve substituir nem a música pelo relacionamento com Deus!!! A vida do levita dever ser inteligentemente balanceada entre Deus e a música. Em segundo lugar o músico deve estar disponível para ministrar em qualquer lugar e horário que lhe for possível. O adorador deve ter em seu coração o "eis-me aqui, envia-me a mim". Isto significa prontidão e disponibilidade para a obra de Deus! O adorador precisa entender a palavra doação. Doar significa dar sem pedir de volta! Dar não significa emprestar! Quando você empresta alguma coisa a alguém, você espera que a pessoa te devolva. Quando ela não devolve você começa a cobrar. Eu quero que você entenda que doar a Deus é dar por amor, sem pedir nada em troca, mas mesmo assim Deus abençoa os seus adoradores. O Diabo, em troca da adoração, oferece satisfação e prazeres carnais ao homem. No episódio onde tentou Jesus no desertou ele disse: "Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares" (Mateus 4.9). O adorador deve sua vida a Deus mesmo que seja abençoado ou não. Portanto, devemos adorar a Deus aprendendo a doar o que temos e o que somos, sem pedir algo em troca. Deus abençoará conforme a sinceridade da adoração. 

Para que o amado leitor entenda melhor estes quatro itens, quero deixar como exemplo a história de Marta e Maria, situada em Lucas 10.38-42. Leia com atenção: "Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada". Você consegue perceber a presença dos quatro pontos estudados acima nesta história? Comparando este verso com as explicações anteriores, vemos que Maria soube ser amiga de Jesus, se preocupou em ouvi-lo e estar junto dele para aprender, soube agrada-lo (escolheu certo) e doou seu precioso tempo, mesmo tendo outras tarefas para fazer. Ela preferiu o relacionamento! Sabe o que Jesus disse a respeito disso: "...ela escolheu a boa parte". Da mesma forma, o adorador deve saber escolher a melhor parte: o relacionamento com Deus!

Os 9 elementos da adoração
Nas explicações acima, expus a adoração em 4 tópicos básicos. Muitos leitores deverão perceber a ausência da música. Eis o porquê: na Bíblia, a ato da adoração não depende da música e a música não é sequer o mais importante item. Alguns autores declaram haver 9 itens essenciais no ato da adoração. Para explicar isto costumamos utilizar a história do sacrifício do filho de Abraão, Isaque (Gênesis 22). Confira nesta história a presença dos nove pontos relacionados abaixo:

Prova - a adoração envolve uma prova. Deus prova o nosso amor assim como provou o de Abraão (versículo 1): "Depois destas cousas, pôs Deus Abraão à prova..." 
Obediência - Abraão obedeceu a Deus com prontidão. Quando Deus nos diz para fazer alguma coisa, devemos fazer na hora! Quando Deus nos chama, o "eis-me aqui" deve ser instantâneo (versículo 1): "...e este (Abraão) respondeu: Eis-me aqui". 
Relacionamento - Devemos gastar tempo com o Senhor. Devemos estar dispostos a conhecê-Lo e conhecer a sua voz. Quando o Diabo falou com Jesus, ele imediatamente reconheceu a voz do Diabo. Devemos saber se é Deus que está falando ou não! 
Processo - Deus muitas vezes nos tira do lugar onde estamos para nos ensinar algo, uma lição. Ele nos faz ir a um congresso ou fazer uma viagem para falar conosco (versículo 2): "Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar". 
Oferta - Devemos trazer ofertas a Deus. Quando Ele nos pede alguma coisa, por mais importante que seja, devemos ofertar com amor, como aconteceu com Abraão (versículo 2): "...e oferece-o ali em holocausto...". É importante ressaltar que dízimo não é oferta, é sim obrigação! 
Preparação - Devemos estar preparados para estar na presença de Deus. 
Separação - Devemos nos separar das pessoas que podem nos impedir de adorar a Deus (versículo 5): "E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós". 
Disposto a sofrer - Devemos estar dispostos a sofrer, dar a vida pela causa de Cristo. Abraão amava muito seu filho Isaque. 
Confiança em Deus - Devemos estar dispostos a ter absoluta confiança em Deus e nunca duvidar Dele. Versículo 5: "Então, disse (Abraão) a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós". Como Abraão poderia dizer isto se ele sabia que iria imolar Isaque no altar? Porque Abraão estava tão convicto de que iria voltar com Isaque? Nos parece que Abraão já sabia o que estava no coração de Deus e já sabia que ia acontecer e assim como Abraão devemos ter absoluta confiança no Pai, independente das circunstâncias. 

Como já mencionei anteriormente, na adoração a música não é a parte principal, mas é tudo isto que vimos acima. É vida com Deus! Neste exato momento muitos leitores poderão compreender porque a palavra adoração significa ter comunhão com. E este ter comunhão com deverá ser constante, como veremos abaixo. Leia com atenção:

Quando devo adorar a Deus?
Para explicar esta parte vamos utilizar novamente a ilustração da nova amizade formada. Como já foi explicado anteriormente, no início de uma nova amizade não existe muita liberdade. A amizade é um pouco retraída nas primeiras semanas. Você não se sente tanto à vontade conversando com uma pessoa recém conhecida. É um diálogo bem diferente do que aquele que você tem em casa com sua família. Mas qual é a diferença entre a família e um novo amigo apresentado? A diferença é que você cresceu dialogando com os seus pais e irmãos, você faz isto todos os dias. É por este motivo que quando está em casa, você tem mais liberdade, mais intimidade. Encontrar as mesmas pessoas todos os dias se torna rotina, o que acaba fazendo você conhecer melhor e mais profundamente os outros membros de sua família.
Com a nossa adoração ocorre exatamente o mesmo processo. Quanto mais você conversa com Deus, mais você ganha liberdade e intimidade com Ele. O verdadeiro adorador sente necessidade de adorar a Deus todos os dias e é a verdadeira adoração que faz-nos ver esta necessidade crescente! Muitos cristãos ainda não aprenderam isto e acabam cometendo o erro de falar com Deus apenas nos cultos. E triste observar que muitos buscam e conversam com o Senhor na igreja, mas quando estão fora dela se esquecem totalmente que Ele existe. Estes não são os verdadeiros adoradores que Deus está procurando! É importante ressaltar que um pai de família não deseja ter diálogo com os filhos apenas uma ou duas vezes na semana. Da mesma forma, Deus não quer ter comunhão com seus filhos apenas nos cultos, mas em todos os momentos de suas vidas. Deus quer que seus filhos transformem ato de adorar num estilo de vida, ou seja, vida de contínua adoração. A relação do adorador com Deus deve ser renovada e estreitada dia após dia. 

A motivação do adorador
Há algum tempo atrás li uma frase que me chamou a atenção e da qual quero tratar nesta parte do livro: "Muitas vezes, nossa intenção nos cultos não é apresentar-nos a Deus, mas sim, esperarmos que Deus se apresente a nós através da oração, leitura bíblica, mensagem, músicas apresentadas e hinos que cantamos".

Infelizmente, muitas das vezes que chegamos a Deus para adora-Lo, esperamos que Ele nos dê alguma coisa. Às vezes somos tão ignorantes ou egoístas a ponto de nos dispormos a adora-Lo com segundas intenções: pedir algo! Sinto ressaltar ao amado leitor a importância deste parágrafo. A nossa intenção quando vamos cultuar a Deus é nos apresentar a Ele, e não esperarmos que Ele se apresente a nós. O Senhor quer ver a nossa intenção em dar-Lhe louvor e não em receber alguma bênção. É triste vermos as pessoas indo à igreja com o propósito de serem servidas por Deus, esperando receber poder, cura, prosperidade, etc. O pior é que muitos lêem a Bíblia, oram fervorosamente e cantam louvores, para tentar convencer a Deus que são merecedores de tais bênçãos. Se desejamos adorar e cultuar a Deus, devemos estar dispostos a servi-Lo e não ser servidos por Ele. Como já estudamos anteriormente, adoração é doação, é oferta! Adoração é oferta do que temos e somos e não a busca do que vamos receber. O verdadeiro adorador deve ter uma frase em seu coração toda vez que entra na presença de Deus: "Senhor, como posso serví-Lo esta noite, onde posso ser útil?".

Conclusão
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4. 23).

Este texto de João nos deixa claro que Deus procura adoradores. Mas Ele não procura somente adoradores, Ele quer adoradores que O adorem em espírito e em verdade! Diante deste versículo, devemos cuidar para não cometer dois erros fundamentais: adorar o deus errado de maneira certa ou adorar o Deus certo de maneira errada!!! Quão maravilhoso é poder adorar o Deus certo de maneira certa! Isto depende de você! Eu te desafio a estreitar o teu relacionamento com Deus todos os dias e a buscar conhecê-Lo mais e mais. Gaste seu precioso tempo com Ele, e exercite a tua adoração continuamente, seja cantando, orando, lendo a Palavra, etc. Deus procura pessoas que tenham este modo de vida, Ele procura adoradores que o adorem "...em espírito e em verdade