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“No princípio, criou Deus os céus e a terra." Gn 1.1

O DEUS DA CRIAÇÃO.
1) Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe.
Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver 1Tm 6.16 nota; Cl 1.16).

2) Deus se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26 nota). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal.

3) Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado. O pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9).

A ATIVIDADE DA CRIAÇÃO.
1) Deus criou todas as coisas em “os céus e a terra” (1.1; Is 40.28; 42.5; 45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl 1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb.“bara”) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram.

2) A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz para dissipar as trevas (1.3-5), deu forma ao universo (1.6-13) e encheu a terra de seres viventes (1.20-28).

3) O método que Deus usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse Deus...” (1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26). Noutras palavras, Deus falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra criadora de Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm 4.17; Hb 11.3).

4) Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação.
a) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem Deus criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é revelado como a eterna Palavra de Deus (Jo 1.1). “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).
Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirma que por Cristo “foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2).
b) Semelhantemente, o Espírito Santo desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando” (“se movia”) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” (ruah) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4; Sl 104.30).

O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO.
Deus tinha razões específicas para criar o mundo.

1) Deus criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade do cosmos criado — desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador.

2) Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves — rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos!

3) Deus criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos.
a) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão.
b) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15 nota). Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle, que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1Pe 2.9).
c) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).

CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO.
A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atentar para estas quatro observações a respeito da evolução.

1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese.

2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem poderá sê-lo, para testar e comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é uma hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo contrário, firma-se no Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nada todas as coisas (Hb 11.3).

3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em várias espécies de seres viventes. Por exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies estão se extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de que um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existentes apóiam a declaração da Bíblia, que Deus criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie” (1.21,24,25).

4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa teoria nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Genesis 1 têm Deus como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o mandamento de Deus no v. 11) e a frase repetida “E foi a tarde e a manhã”. Deus não é um supervisor indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl 1.16).


Criação X Evolução
Duane T.Gish, Ph.D.*
Há a teoria de que todas as coisas vivas surgiram através de um processo evolutivo, mecânico e natural, a partir de uma única fonte, que surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto, inorgânico. Essa hipótese evolucionária generalizada geralmente é apresentada como um fato científico estabelecido nos livros de ciência. Todas as evidências que podem ser apresentadas em favor dessa teoria são extensamente discutidas nos nossos livros, e geralmente se declara que todos os biólogos competentes aceitam a teoria da evolução.

 

Embora seja verdade que muitos biólogos aceitam a evolução como um fato, há uma significativa minoria de competentes biólogos que não aceitam essa teoria como a melhor interpretação dos dados conhecidos. Um deles que poderia ser citado como exemplo é o Dr. W.R.Thompson (veja Homens da Ciência Americanos ou Homens da Ciência Canadenses), cujas credenciais de biólogos competentes não precisam ser defendidas. Suas objeções à teoria evolucionista podem ser encontradas em sua introdução de uma edição de 1956 da "0rigem das Espécies" de Charles Darwin, intitulada "A Critique of Evolution" (Uma Crítica à Evolução). 1 Em 1963 um grupo de cientistas criaram a Sociedade de Pesquisas sobre a Criação. 2 Essa organização relativamente nova inclui atualmente mais de 2.000 membros, todos com doutorado ou formação universitária em algum campo da ciência. Nenhum deles aceita a teoria da evolução.

 

Temos na realidade um considerável conjunto de evidências lógicas e científicas que contradizem a teoria da evolução, algumas das quais parecem ser absolutamente incompatíveis com a teoria. A importância da nátureza dessas evidências nunca é enfatizada nos livros escolares usados no sistema de nossas escolas públicas e faculdades. Na verdade, essas evidências são raramente mencionadas, se de todo são. Em resultado disso, os estudantes de biologia ficam expostos a todas as evidências que podem ser apresentadas em favor da teoria, mas não são advertidos de sua fragilidade, nem das evidências que realmente contradizem essa teoria. Portanto, devemos reconhecer que tal processo educacional resulta em uma doutrinação num determinado ponto de vista ou filosofia com base no conceito de que a origem do universo, a origem e a diversidade da vida, diante de toda a realidade, deve ser explicada apenas com base nas leis da química e da física. A possibilidade de um Criador ou a existência de um Ser Sobrenatural fica excluída. Estamos convencidos de que o motivo por que a teoria da evolução está sendo tão amplamente aceita hoje é porque os nossos cientistas e professores de biologia são produtos de um sistema educacional dominado por essa filosofia naturalista, mecânica e humanista.

 

A teoria da evolução transgride duas leis fundamentais da natureza: a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica. A Primeira Lei declara que não importa que mudanças se efetuem, nucleares, químicas ou físicas, a soma total da energia e da matéria (realmente equivalentes) permanece constante. Nada atualmente está sendo criado ou destruído, embora transformações de qualquer espécie possam acontecer. A Segunda Lei declara que cada alteração que acontece tende natural e espontaneamente a sair de um estado ordenado para um estado desordenado, do complexo para o simples, de um estado de energia alta para um estado de energia baixa. A quantidade total de casualidade ou desordem no universo (a entropia é uma medida dessa casualidade) está constante e inevitavelmente aumentando. Qualquer aumento na ordem e complexidade que possa ocorrer, portanto, só poderia ser local e temporária; mas a evolução exige um aumento geral na ordem que se estenda at ravés dos períodos geológicos. Os aminoácidos não se combinam espontaneamente para formar proteínas, mas as proteínas se quebram espontaneamente em aminoácidos, e os aminoácidos lentamente se desfazem em compostos químicos mais simples. Com cuidadoso controle de reagentes, uso de energia e remoção de produtos da fonte de energia (conforme se faz nas atuais experiências da "origem da vida"), o homem pode sintetizar aminoácidos a partir de gases, e proteínas a partir de aminoácidos. Mas, sob quaisquer combinações das condições realistas primordiais da terra, esses processos jamais poderiam ter acontecido. Esse fato ficou adequadamente demonstrado por Hull que concluiu: "0 químico físico, orientado pelos princípios comprovados da termodinâmica. química e cinética, não pode oferecer nenhum incentivo ao bioquímico que necessita de um oceano cheio de compostos orgânicos para formar até mesmo coacervatos sem vida. Hull estava aqui se referindo às especulações sobre a origem da vida.

 

Considerando que o universo, como um relógio, está se deteriorando, é óbvio que ele não existiu eternamente. Mas de acordo com a Primeira Lei, a soma total da energia e matériaprima é sempre uma constante. Como podemos, então, numa pura e simples base natural, explicar a origem da ma téria e da energia das quais este universo é composto. A continuidade evolucionária, do cosmos ao homem, é criativa e progressiva, enquanto que a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica declaram que os processos naturais conhecidos são quantitativamente conservativos e qualitativamente clegenerativos. Em qualquer caso, sem exceção, quando essas leis foram sujeitas a testes foram comprovadas válidas. Os exponentes da teoria evolucionista ignoram assim o observável a fim de aceitar o inobservável (a origem evolucionista da vida e das principais espécies das coisas vivas).

 

0 processo evolucionário aconteceu supostamente através das alterações mutacionais ocasionais. Esse conceito básico da moderna teoria da evolução está sob ataques até mesmo por alguns evolucionistas. Salisbury4 recentemente questionou esse conceito e foi atacado por diversos matemáticos. Um simpósio foi realizado no Instituto Wistar em 1966, no qual esses matemáticos e biólogos evolucionistas apresentaram pontos de vista contrários. 5 Um dos matemáticos, o Dr. Murray Eden, declarou que "Alegamos que se o 'acaso' receber uma interpretação séria e crucial de um ponto de vista das probabilidades, o postulado do acaso é altamente implausível e que uma teoria científica adequada da evolução deve aguardar a descoberta de novas leis naturais: físicas, físicoquímicas e biológicas" (o grifo é nosso).' A alegação de Salisbury e desses matematicos é que o aumento na complexidade e o progresso que supostamente tem acompanhado a evolução atr avés das mudanças ao acaso exigiriam um período de tempo bilhões de vezes maior do que três bilhões de anos.

As mudanças ao acaso e a seleção natural têm sido supostamente as responsáveis pela evolução, um processo criativo e progressivo segundo se alega. Contudo, a seleção natural não é criativa uma vez que não pode criar nada novo. E uma força conservadora que elimina os menos aptos. As alterações mutacionais ao acaso em um sistema ordenado é um processo desorganizador ou fortuito e, portanto, degenerativo, não progressivo. Essa constatação está lentamente se espalhando entre os evolucionistas da atualidade.

 

Se a evolução realmente aconteceu ou não, só poderia ser constatado através de um exame do registro histórico, isto é, o registro fóssil. Que tipo de evidência daria apoio ao conceito evolucionista? Thompson declarou: " Portanto se encontramos nas camadas geológicas uma série de fósseis apresentando uma transição gradual das formas simples para as complexas, e pudermos ter certeza de que correspondem a uma verdadeira seqüência de tempo, então deveríamos nos inclinar a achar que a evoluçáo darwiniana aconteceu, ainda que o seu mecanismo continue desconhecido."' Se os invertebrados deram origem aos vertebrados, os peixes aos anfíbios, os anfíbios aos répteis, os répteis às aves e aos mamíferos - cada transformação exigindo milhões de anos e envolvendo inúmeras formas transicionais - então o registro fóssil deveria certamente apresentar um bom número representativo desses tipos transicionais. Thompson prossegue dizendo: "Isso certamente é o que Darwin teria desejado de transmitir, mas naturalmente não foi capaz. 0 que os dados disponíveis indicavam era uma notável ausência dessas muitas formas intermediárias necessárias para a teoria; a ausência de tipos primitivos que deveriam existir nas camadas consideradas mais antigas e o súbito aparecimento dos grupos taxonômicos principais." Mais adiante ele declara: " ... e eu diria que a posição não é notavelmente diferente hoje em dia. Os modernos paleontólogos darwinianos são obrigados a exatamente como o seus predecessores e o próprio Darwin, diluir os fatos com hipóteses subsidiárias que sejam plausíveis dentro da natureza das coisas não verificáveis."

Na camada geológica cambriana aparece uma grande e súbita explosão de fósseis de animais de um nível altamente desenvolvido em complexidade. Nas rochas cambrianas se encontram filões de fósseis de animais tão complexos que os evolucionistas calculam que seriam necessários um bilhão e meio de anos para a sua evolução. Trilobitas, braquiópodes, esponjas, corais, águasvivas, todas as formas de vida dos principais invertebrados se encontram na camada cambriana. 0 que se encontra nas rochas supostamente mais antigas do que as cambrianas, que são as chamadas rochas pré-cambrianas? Certamente podemos dizer sem medo de nos contradizer que os predecessores evolucionários da fauna cambriana nunca foram encontrados.

 

Axelford, um geólogo e evolucionista, escreveu:
"um dos principais problemas não solucionados da geologia e da evolução é o aparecimento de invertebrados marinhos multicelulares diversificados nas rochas cambrianas inferiores e a sua ausência nas rochas mais antigas. Esses primeiros fósseis cambrianos incluíam poríferos celenterados, braquiópodes, n moluscos, equinóides e artrópodes. Seu alto grau de organização claramente indica que um longo período de evolução, precedeu o seu aparecimento no registro. Contudo, quando nos voltamos para examinar as rochas precambrianas em busca dos antepassados desses fósseis cambrianos, nãc os encontramos em parte alguma. Atualmente sabemos que muitas seções espessas (de mais de 5.000 pés) de rochas sedimentarés jazem em sucessão ininterrupta abaixo das camadas que contém os fósseis cambrianos mais antigos. Esses sedimentos aparentemente eram adequados para a preservação de fósseis porque geralmente são idênticos às rochas superiores que são fossilíferas m as não encontramos fósseis nelas " (O grifo é nosso). 7

George Gaylord Simpson, famoso paleontólogo e evolucionista, chamou a ausência dos fósseis precambrianos de "o maior mistério da história da vida"". Essa grande explosão de seres vivos altamente desenvolvidos e complexos é altamente contraditória à teoria evolucionista, mas é exatamente o que poderia ser predito com base na criação especial (divina).

 

O registro fóssil deveria produzir milhares de formas transicionais. Mas nós encontramos uma ausência regular e sistemática de formas transicionais entre as categorias mais elevadas. Os tipos de invertebrados principais encontrados na camada cambriana são exatamente tão diferentes quando apareceram pela primeira vez, quanto são hoje, de modo que o registro fóssil não dá indicação de que qualquer um desses tipos principais derivou de antepassados comuns.

Supostamente os vertebrados evoluiram de um invertebrado. Essa é urna pressuposição que não pode ser documentada através do registro fóssil. Há um enorme abismo entre os invertebrados e os vertebrados sem uma ponte de formas transicionais. 0 primeiro vertebrado, um peixe da classe Agnatha, é 100% vertebrado. Sobre a sua possível origem evolucionária, disse Ommanney: "Como essa mais antiga família de cordatas evoluiu, que estágios de desenvolvimento atravessou até que finalmente deu origem a criaturas verdadeiramente parecidas com peixes, não sabemos. Entre o cambriano, quando provavelmente se originou e o ordoviciano, quando os primeiros fósseis de animais com características verdadeiramente parecidas com os peixes apareceram, há uma brecha de talvez 100 milhões de anos que provavelmente nunca seremos capazes de preencher." Cem milhões de anos e nenhuma forma transicional! Incrível!

Supostamente os peixes deram oriqem aos anfíbios através de um período de milhões de anos durante os quais as nadadeiras do hipotético antepassado dos peixes gradualmente se alteraram transformando-se em pés e pernas dos anfíbios. Mas nem um simples fóssil jamais foi encontrado apresentando um membro em parte nadadeira e em parte pé! Os anfíbios vivos incluem três tipos: as salamandras e os tritões, geralmente com pernas que se arrastam desajeitadamente e caudas; as rãs e os sapos, entre os mais altamente desenvolvidos vertebrados de toda a terra, sem caudas e pernas posteriores muito longas; os ápodes, uma criatura semelhante a um verme sem traço de membros. Nenhuma forma transicional pode ser encontrada entre esses diversos anfíbios vivos, ou entre eles e os anfíbios fósseis.10

 

Dizem que as aves evoluíram dos répteis. Mas ninguém ainda encontrou um simples fóssil apresentando uma asa parcial e um membro dianteiro parcial, ou penas em formação. 0 Archaeopteryx, "a ave mais antiga conhecida", tinha dentes, mas outras aves encontradas nos registros fósseis também tinham e eram sem dúvida 100% aves. 0 Archaeopteryx tinha um prolongamento parecido com uma garra na borda dianteira de suas asas. Contudo, esse mesmo prolongamento se encontra em uma ave viva na América do Sul, o Hoactzin , que é 100% ave. 0 Archaeopteryx tinha vértebras ao longo da cauda, mas não era uma forma transicional entre os répteis e as aves como o morcego não e um elo entre as aves e os mamíferos. 0 Archaeopteryx tinha asas totalmente desenvolvidas e tinha penas. Voava. Era definitivamente uma ave, como todos os paleontólogos concordam. Lecornte du Nouy, um evolucionista, disse: "Apesar do fato de estar inegavelmente relacionado com as duas classes de répteis e aves (uma relação que a anatomia e a fisiologia dos espécimes da atualidade demonstram), não estamos nem mesmo autorizados a considerar o caso excepcional do Archaeopteryx como um verdadeiro elo. Por elo queremos dizer um estágio necessário de transição entre classes, tais como os répteis e aves, ou entre os grupos menores. Um animal que apresente características pertencentes a dois diferentes grupos não pode ser tratado como um verdadeiro elo uma vez que os estágios intermediários não foram encontrados, e considerando que os mecanismos da transição continuam desconhecidos." 11 Marsall declarou:
"A origem das aves é principalmente uma questão de dedução. Não existem fósseis dos estágios através dos quais a notável mudança de réptil para ave aconteceu."12

 

Para se dizer a verdade, a capacidade de voar supostamente evoluiu em quatro estágios independentes: nas aves, nos répteis voadores (pterosauros) já extintos, nos insetos, e nos mamíferos (o morcego). Em nenhum desses casos existem formas fósseis transicionais apresentando a capacidade de voar evoluindo. 0 Dr. E. C. Olson, um geólogo evolucionista, disse"No que se refere à capacidade de voar existem algumas brechas muito grandes nos registros." 11 Quanto aos insetos 0lson diz: "Não existe quase nada que nos dê alguma informação sobre a história da origem do vôo dos insetos." Referindose aos pterosauros Olson declara: 11 ... não existe absolutamente nenhum sinal de estágios intermediários." Depois de se referir ao Archaeopteryx chamando-o de parecido com um réptil, Olson diz: "E uma ave." Finalmente, com referência aos mamí feros Olson declara: "A primeira evidência do vôo dos mamíferos encontrase nos morcegos plenamente desenvo lvidos da época eocênica."

 

Temos, assim, uma situação muito interessante. Quatro vezes aconteceu uma transformação maravilhosa: animais terrestres evoluíram com o poder de voar. Cada uma dessas transformações exigiu milhões de anos e envolveu milhares de formas transicionais. Mas nenhuma dessas formas transicionais pode ser encontrada no registro fóssil! Será que o motivo dessas formas transicionais não serem encontradas não seja simplesmente porque elas nunca existiram? Tais evidências podem ser muito mais facilmente relacionadas entre si dentro de uma estrutura criacionista do que dentro de uma estrutura evolucionista.

Os exemplos dados acima não são exceçoes, mas corno já dissemos antes o registro fóssil apresenta uma ausência sistemática de tipos transicionais entre as categorias elevadas. Até mesmo com referência à famosa "série" de cavalos, du Nouy declara:
"Mas cada um desses tipos intermediários parece ter aparecido 'subitamente', e ainda assim não seria possível por causa da ausência de fósseis, reconstruir a passagem entre esses tipos intermediários...

 

A continuidade que supomos talvez nunca seja estabelecida através da fatos." 14 Cremos que o súbito aparecimento no registro fóssil das formas de vida altamente desenvolvidas em grande uantidades e o súbito aparecimento e cada grupo taxonômico principal indica que não houve realmente passagem nenhuma das formas inferiores para as formas superiores, mas que cada grupo taxonômico principal foi
especialmente criado e assim corresponde às "espécies" descritas no livro de Gênesis.

O professor G.A.Kerkut, um evolucionista, declarou em seu importante livro Implications of Evolution (Implicações da Evolução):
"há a teoria de que todas as formas vivas no mundo vieram de uma única fonte que também veio de uma forma inorgânica, 15 teoria que pode ser chamada de 'Teoria Geral da Evolução', e as evidências que a sustentam não são suficientemente fortes para nos permitir considerá-la algo mais do que uma hipótese que funciona" (o grifo é nosso).
Nós cremos que a criação especial realmente oferece uma melhor explicação científica. Restringir os ensinarnentos referentes às origens a uma simples teoria, a da evolução orgânica, e ensiná-la como fato científico estabelecido, constitui doutrinação de uma filosofia religiosa humanista. Tal procedimento transgride a proibição constitucional do ensino de pontos de vista religiosos sectários tão claramente como se o ensino referente às origens se restringisse apenas ao Livro de Gênesis. Como espírito de honestidade e liberdade acadêmica rogamos que haja uma apresentação equilibrada de todas as evidências.

· Nota: O autor, Duane T.Gish, Ph.D., é diretor adjunto do Instituto para Pesquisas sobre a Criação, em San Diego.

 

REFERÊNCIAS:  Fonte: http://www.origemedestino.org.br/
1. W.R.Thompson; Critique of Evolution, an introduction to Origin of Species. Charles Darwin; E.P.Dutton and Co., New York,1956.
2. 2717 Cranbrook Road, Ann Arbor, Michigan 48104.
3. D.E.Hull; Nature, 186 693 (1960).
4. F.B.Salisbury, The American Biology Teacher, 33,335 (1971).
5. P.S.Moorehead an M.M.Kaplan, eds.; Mathematical Challenges to the NeoDarwinian
Interpretation of Evolution; Wistar Institute Press, Philadelphia, Penn. 1967
6. M.Eden; Ref 5,P. 109
7. D.I.Axelrod; Science, 128, 7 (1958).
8. G.G.Simpson; The Meaning of Evolution; Yale University Press, New Haven, 1953, p.18
9. F.D.Ommanney, The Fishes; Life Nature Library, 1964; p.60.
10. A.S. Romer; Vertebrate Paleontology, 3rd Ed.; University of Chicago Press, Chicago 1966; p. 98.
11. L. du Nouy; Human Destiny; The New American Library of World Literature, Inc.; New York, 194, p.58.
12. A.J.Marshall. Ed.; Biology and Comparative Physiology of Birds; Academic Press, New York, 1960 p.1.
13. E.C. Olson; The Evolution of Life; The New American Library, New York, 1966; p.180.
14. L.du Nouy; Ref. 11, p.74.
15. G.A. Xerkut; Implications of Evolution; Pergamon Press, New York, 1960, p.157.

 

Evolução - A Religião Impossível

Disse o eminente astrônomo britânico Sir Alfred Hoyle: “Mesmo que o universo inteiro fosse constituído de sopa orgânica” da qual a vida é feita, as chances de produzir as enzimas básicas da vida por processos aleatórios ou incertos sem direção inteligente seria aproximadamente uma em 10 seguido de 40 mil zeros.”
A verdade é que a evolução é matematicamente impossível, e esse fato pode ser facilmente provado. Então porque essa teoria persiste? Ela devia ter sido abandonada há muito tempo! Hoyle acusa os evolucionistas de agir em interesse próprio, de exercer pressões injustas, de desonestidade para manter sua teoria viva, e de proibir a única alternativa, a criação divina, de ser ouvida. Disse ele: Essa situação [impossibilidade matemática] é bem conhecida por estudiosos da genética, mas ninguém parece dar o tiro de misericórdia nessa teoria…
A maioria dos cientistas ainda aceita o darwinismo* por causa de sua popularidade no sistema educacional…Ou você aceita os conceitos, ou taxado de herege.

*Teoria de Charles Darwin que estabelece a origem das espécies por meio da seleção natural; na luta pela sobrevivência, as espécies menos adaptadas tendem ao desaparecimento. É dito que nos seres vivos acorre “mutação” de acordo com o tempo e necessidade.

 

Evolução ou Criação: Acaso ou Deus?
Muitos dizem ou admitem que talvez foi “Deus” quem mandou vida do espaço, mas quem ou o que é “Deus”? Essa questão não pode ser respondida pela ciência. Infelizmente, os popularizadores da ciência convenceram nossa geração de que a ciência dará finalmente a resposta a todas as perguntas. Esse é o engano que os maiores cientistas do mundo denunciaram há muito tempo, mas quase ninguém ouve. Sir Arthur Eddington escreveu que “o ´dever´ [moralidade] nos leva além da química e física. O ganhador do prêmio Nobel Erwin Schoroedinger, que teve um papel importante em dar ao mundo a nova física de hoje, lembra:

“A [ciência] é terrivelmente silenciosa sobre tudo…que está bem perto do coração, que realmente nos interessa…[Ela] não sabe nada do belo e do feio, bem ou mal, Deus e eternidade…
De onde vim e para onde vou? Essa é a grande pergunta sem resposta , a mesma para todos nós. A ciência não tem resposta para isso.

Em Chance and Necessity (Acaso ou Necessidade), o biólogo molecular Jacques Monod, premiado com o Nobel, dá uma dúzia ou mais razões sobre a total impossibilidade de ocorrência da EVOLUÇÃO. Ele explica, por exemplo, que a característica essencial do DNA é sua perfeita reprodução de si mesmo; essa evolução só poderia ocorrer através de um erro nessa operação; e que é um absurdo imaginar o desenvolvimento de uma única célula, muito menos do cérebro humano, a partir de uma série de erros aleatórios (eventual, fortuito, incerto) e prejudiciais ao mecanismo do DNA.

 

As Consequências Irracionais
Se a evolução, e não Deus, é responsável pela nossa existência, então devemos fechar todos os hospitais, postos médicos e ambulatórios e deixar os fracos morrerem naturalmente. Prolongar medicamente a vida das pessoas com defeitos ou doenças genéticas permite que tais pessoas passem defeitos a outras gerações subsequentes e que, assim, enfraqueçam a raça e minem a sobrevivência dos mais fortes. Temos que parar de procurar a cura para a AIDS e deixar que suas vítimas morram. Já que a AIDS é em grande parte uma doença homossexual, só se pode concluir que é a maneira da natureza eliminar aqueles que praticam o que é, sem dúvida, sexo improdutivo e artificial. O quanto antes aqueles com deficiências morrerem, melhor para a nossa espécie. Essa é a maneira como a evolução funciona! Se parece duro acabar com toda a assistência para os doentes para que os mais fortes sobrevivam, então culpe a natureza (essa é sua maneira); e culpe a teoria da evolução (é assim que supostamente funciona). A natureza não tem moral nem compaixão, mas simplesmente envolve um processo implacável, rígido, inflexível e inexorável. Seres humanos porém, tem compaixão dos fracos, dos doentes e dos moribundos; eles se sentem constrangidos a ajudar os desamparados mesmo quando isso lhes causa prejuízo. Esse fato não pode ser explicado pela evolução. Ele prova que o homem foi criado por um Criador pessoal, amoroso e gracioso, que nos deu a capacidade de ter compaixão (pesar que nos causa o mal alheio; comiseração, pena, piedade). Certamente a lei da selva, de unhas e dentes, da sobrevivência do mais forte, jamais nos levaria a ter compaixão dos outros. Se a natureza é deus, então deixemos a natureza atuar sem qualquer interferência humana. Não há mais nada natural que doença, dor, morte, e aquelas calamidades conhecidas como “desastres naturais” (furacões, terremotos, raios, seca, e fome, por exemplo). Gaia, a mãe natureza, é tudo, menos bondosa. A tentativa dos evolucionistas de ter as duas coisas ao mesmo tempo – negar um Criador pessoal e ao mesmo tempo insistir em moral e compaixão que não podem vir da natureza – revela a mentira que é ensinada como fato em nossas instituições educacionais.

 

Não se pode acreditar na evolução e na preservação ecológica das espécies e dos hábitats ao mesmo tempo. Se a evolução é um fato, então qualquer coisa que o homem, como produto desse processo, fizer é natural. Se ele, como resultado de uma evolução de seu cérebro e sistemas nervoso e psíquico, conseguir destruir a terra num holocausto nuclear ou em algum desastre ecológico, então isso deve ser aceito como progresso no panorama amplo do universo em evolução, já que foi realizado pela evolução.

 

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