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Datas Festivas

 

Festa dos Tabernáculos

Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos.

 

É comemorado no 15º dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashana e, usualmente, cai no final de Setembro ou princípio de Outubro.

 

Significado Histórico
“Disse mais o Senhor a Moisés : Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias dêste mes sétimo será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação: nenhuma obra servil fareis. Sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; no dia oitavo tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor: é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.
São estas as festas fixas do Senhor, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifícios e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.
Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; ao primeiro dia, e também ao oitavo. haverá descanso solene. No primeiro dia tomareis para vós outros fruto de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o Senhor, vosso Deus. Celebrareis esta como festa ao Senhor por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações ; no mes sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos ; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito: Eu sou o Senhor vosso Deus.” Levítico 23.33,43
A Festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita era originalmente uma festa agrícola , assim como a Páscoa e Pentecoste. Apesar disso Deus lhe atribui um signicado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento pelo Senhor. A fragilidade das tendas que o povo construía era uma lembrança da fragilidade do povo quando peregrinava os 40 anos no desserto a caminho da Terra Prometida.
A palavra “tabernáculo” origina-se da palavra latina “tabernaculum” que significa “uma cabana, um abrigo temporário”.No original hebraico a palavra equivalente é sukka, cujo plural é sukkot.
A Festa dos Tabernáculos durava uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos.

 

É um tempo de regozijo e ação de graça.
Posteriormente , na história judaica, a Páscoa, Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário judaico de Festas de Peregrinos, porque nestas três festas era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo, em Jerusalém. Nestas ocasiões o povo trazia os primeiros frutos da colheita da estação ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a Deus e o restante usado pelas famílias dos sacerdotes.Sómente após essa obrigação ser cumprida era permitido usar a colheita da estação como alimento.
A ordenança de Deus para que o povo habitasse em tendas traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. O rabino Henri Sobel fala da sukka como um símbolo de proteção divina. Em momentos de aflição pedimos ao Todo-Poderoso que nos “abrigue em sua tenda”( Salmos 27.5). A Sukka é um chamado contra a vaidade e um apelo à humildade. Mesmo o mais poderoso do homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor :”seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro dos seus portões”. ( Deuteronômio 16.14)
Por ser pequena, sem compartimentos a sukka obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano.
De acordo com a Lei, a cobertura da sukka deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sukka é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuosa, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, deve ter uma vista para o céu.
A sukka é um abrigo temporário, improvisado, construído às pressas. E, no entanto, ela é um símbolo de permanência e continuidade. É tão frágil, tão precária , tão instável e, no entanto, sobreviveu a tantos impérios, tantas revoluções porque na verdade seu sustento é divino , é somente o Senhor quem nos pode sustentar!
A sukka é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra - fácil de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.
O povo judeu tomou as palavras de Deus em Levítico 23 “habitareis” em seu sentido literal. Eles interpretaram a palavra “habitar” como significando que se devia comer e dormir na sukka, e não apenas construi-la. Nenhuma benção é recitada quando se constroi a sukka, pois a ordem fundamental é “habitar” na sukka e não meramente construi-la. Uma benção é recitada imediatamente antes de comer e dormir na sukka.
O uso de quatro espécies de plantas é prescrito em Levítico 23.40:”...tomareis fruto de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeira”...A Bíblia não especifica com precisão quais as espécies de árvores e frutas devem ser usadas. As autoridades judaicas deduziram e a tradição consagrou que “a fruta de árvore formosa” significa a cidra (etrog); “ramos de palmeiras” seriam ramos da tamareira(lulav); “ramos de árvores frondosas” referindo-se ao mirto ( hadassim); e “salgueiros de ribeira” ao familiar salgueiro (aravot). Essas quatro espécies formam o molho de sukkot que seguramos e abençoamos em cada dia da semana durante a Festa dos Tabernáculos.
Diariamente , durante a semana de Sukkot ( exceto no Shabat), pegamos na mão direita as três espécies de ramos, na mão esquerda a cidra, recitamos uma benção, em seguida juntamos as mãos e agitamos o molho para todos os lados , para cima e para baixo - manifestando nossa alegria e indicando que a presença de Deus está em toda a parte.
A Festa dos Tabernáculos tinha dois aspectos distintos na época do Templo. Uma parte da festa era consagrada ao louvor e ações de graça. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir à marcha dos sacerdotes que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar. Era um cortejo glorioso de sacerdotes vestidos de branco, instrumentos musicais, corais . Os levitas se faziam acompanhar por músicos em instrumentos de corda, sopro e percussão durante a recitação dos Salmos 113 a 118- especialmente as palavras messiânicas do Salmo 118, versos 25 e 26: “Ó Senhor, salva, Te pedimos! Ó Senhor, nós te pedimos, envia-nos a prosperidade. Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.
Esse ritual de derramamento de água simbolizava ações de graça pela chuva que possibilitou a colheita do ano. Orações por mais chuva eram feitas para possibilitar a colheita da próxima estação .

 

Esse ritual simbolizava também a alegria espiritual e salvação.
A cada dia , durante o período da Festa, os sacerdotes rodeavam o grande altar de sacrifícios, uma vez, agitando suas palmeiras em todas as direções. Os ramos eram seguros juntos na mão direita, e a cidra , na mão esquerda.
No sétimo dia, chamado “Hoshana Rabbah”que sifnifica “A grande Salvação”, os sacerdotes rodeavam o altar sete vezes, recitando o Salmo 118.
Durante os sete dias de Sukkot, o grande altar de sacrifício recebia um número de sacrifício maior do que em qualquer outra festa: 70 novilhos, 14 carneiros, 98 cordeiros e 7 bodes( Números 29.12-34).
Em relação aos 70 novilhos o Talmud ensina que “as setenta nações do mundo são representadas nas ofertas de expiação de Israel .
O segundo ponto alto das comemorações eram os festejos. À noite, as multidões festejavam com banquetes e ainda cantavam e caminhavam pelas ruas portando tochas. Eram também colocadas tochas que iluminavam o átrio do Templo. Nesses momentos demonstravam sua gratidão a Deus desfrutando as boas coisas da vida e o prazer de gozarem a companhia uns dos outros.

Foi a essa festa que os irmãos de Jesus se referiram quando insistiram com elepara que seguisse paara Jerusalém ( João 7.1-9). O Senhor rebateu suas palavras sarcásticas, mas depois ,ocultamente, foi para Judéia. Durante a Festa , Ele deu ensinamentos e sofreu dura oposição por parte dos fariseus. Foi nessa ocasião que chamou os que tivessem sede para irem a ele e beber ( João 7.37). Isso pode ter sido uma referencia à água derramada no altar durante a Festa.

Carnaval

Origem do Carnaval

O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comelança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comelança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), ticamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodóxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857). Pre´-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunímos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente supensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval
"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."

"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

O Festival Dionisiano então, não parecer ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval? Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.

 

Carnaval é um pretexto para orgia

Ninguém é mais festeiro do que o povo brasileiro, diria um inglês ou americano, o italiano talvez não dissesse o mesmo. E no carnaval a festança se destaca com toda a sua força. Quem participa de uma festa assim? Qual o significado do Carnaval ?
Stappers interpreta o baixo latim "carnelevamen " como carnis levamen, prazer da carne, antes das tristezas e continências da quaresma, quase : "Comamos e bebamos que amanhã?............"
Sua origem história é mais importante, a Enciclopédia Britânica registra como um culto dedicado à Ísis ,das bacanais da antiga Roma, a outros deuses e festas; tudo isso porém, com incertezas. Seja como for, para aqueles que têm Jesus como seu Salvador pessoal, não participa dessas festividades.

FOLCLORE BRASILEIRO
Os prefeitos , governadores e até um futuro presidente da república ligados à Igreja evangélica, teriam imensa dificuldade para tomar uma posição contrária ao carnaval diante do anseio popular da maioria do povo , pois muitos dos que votam em candidatos evangélicos entram na folia , ninguém imagine que um evangélico alcançando a presidência o carnaval chegue ao fim.
O grande dilema é que o folclore quase sempre se confunde com o paganismo e o carnaval em particular tem um vínculo histórico e etimológico com a orgia.

Pelo seu significado, e pela forma que é conduzido , celebrado pela entrega do corpo quase sempre à orgia, ou associado aos prazeres da carne; e, sendo isso feito de forma institucionalizada , dá ao carnaval esse sentido não tão somente pejorativo, mas, também com uma configuração pecaminosa, um dia dedicado à celebração do pecado, deve haver alguma exceção , mas, de certa forma é assim.

Uma canção de 1896 indica parte da natureza carnavalesca :
"Viva a bebedeira . Nos dias de carnaval".

Um carnaval religioso se deu por ocasião do culto ao bezerro de ouro, "o povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para divertir-se" Outros carnavais se deram em outras ocasiões religiosas sempre relacionados à falta de fé, acrescentando a isso a idolatria.

O excesso quase sempre tira a sensatez , basta examinar as Escrituras :
"O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas."
A falta de sensatez levou Belsazar ao desatino, já não lhe bastava haver se apoderado dos utensílios do templo, foi além com sua zombaria e desprezo , as conseqüências jamais foram imaginadas ; seu reino foi achado em falta e entregue aos medos e aos persas."

É claro que o crente não participa de tal festa, os textos que apresentamos serve como alerta e como subsídio para a argumentação contra o carnaval. Nenhuma novidade nisso.
O incrédulo , participa , alguns se empenham no máximo para tirar o maior proveito possível da folia , também recebem em si mesmo as conseqüências, não estão eles numa posição de desviados da fé, pois, fé não tinham quando entraram na folia, saíram na mesma condição de perdido, como estavam.

Participar do carnaval é apenas o que se segue a uma vida sem Deus no mundo. A eles devemos, evangelismo e discipulado como Paulo se achou devedor a gregos e a bárbaros .
O crente deve" Se apegar ao bem , e detestar o mal " , como ensina as Escrituras; e no período que antecede a Quaresma, as Igrejas tem se aproveitado do feriado prolongado para promoverem Encontros entre o povo de Deus.

Enquanto o mal é celebrado pela mídia, com o beneplácito das autoridades, a Igreja procura edificar o povo para uma vida melhor , aqui e no futuro.
Há quem evangelize em pleno carnaval, ainda não entendi nem percebi a eficácia desse ousado empreendimento, sem dúvida, sendo também o carnaval um desabafo popular, basta ler as letras de cunho político, sátira a líderes governantes ou não ; muitos serão encontrados no fundo do poço, levados à Igreja, quem sabe lá permanecerão; atitudes assim demonstra a validade da palavra "Pregue a tempo e fora de tempo" Quer seja nos Encontros anuais, quer seja evangelizando em pleno carnaval, o que importa é que o tempo está sendo bem aproveitado, e concorrendo para o bem do povo de Deus.

Viva o evangelismo e os encontros de evangélicos nos dias de carnaval, VIVA !!

 

Carnaval: ilusão e atraso

Eis o que diz o dicionário sobre o carnaval: [Palavra oriunda do italiano carnevale.] 1. No mundo cristão medieval, período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis (Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais, e se caracterizava pela alegria desabrida,(encolerizada) pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas.] 2. Os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a diferentes sortes de diversões, folias e folguedos populares, com disfarces e máscaras; tríduo de momo. 3. Bras. Pop. Confusão, trapalhada, desordem.

Desde a origem, o carnaval é uma festa de desregramentos, excessos e irresponsabilidades. E nada mudou até os nossos dias. Por mais que se defenda que o povo precisa de alguns dias de circo para compensar o estresse do resto do ano, esse tipo de divertimento não tem causado o prazer que deveria. Não satisfeitos com os três dias de carnaval, temos hoje as prévias que se realizam fora de época: o Carnatal, o Recifolia, a Micaroa e por ai vai. Tudo do mesmo jeito, padronizado pelos trios elétricos de patente baiana, só servem para infernizar e tumultuar a vida das pessoas.

Na maioria das cidades do nordeste, o carnaval nunca dura menos do que uma semana. E mesmo depois que termina, quarta-feira de manhã, a maioria só vai trabalhar na segunda-feira seguinte. E dizem que é a região pobre do país. Imaginem se não fosse. Qual é o resultado dessa ilusória diversão e desse efêmero prazer? Todos conhecem. Assaltos nas ruas e arrombamento de casas; pessoas bebendo e usando droga desbragadamente e com isso matando-se por discussões ou em acidentes, dada à imperícia dos motoristas alcoolizados; jovens imaturos praticando sexo irresponsável, contraindo doenças ou gravidez indesejável; os pobres que vivem a reclamar dos salários, para nivelar-se aos que têm mais, comprando abadás, fantasias de blocos que custam 100, 150, 200 reais. Um pedaço de pano pintado com o distintivo da escola servindo como blusa e uma mini-saia ou short para completar a indumentária, por preço igual ou maior que uma cesta básica.

Logo depois, a maioria das pessoas se arrepende do dinheiro que gastou, das seqüelas que a festa deixou, das dívidas que contraiu para divertir-se nos caros bailes dos aparatosos salões. A irracionalidade toma conta das pessoas nos dias de carnaval. A histeria coletiva é manipulada pela mídia que faz a cabeça dos desavisados. Mas o arrependimento vai se diluindo durante o ano e no carnaval seguinte, fazem tudo igual, mais uma vez. Fico imaginando se aquela quantidade de mulheres das escolas de samba resolvessem costurar para os pobres ao invés de confeccionar fantasias e se os artesãos se dispusessem a fabricar berços e brinquedos para crianças, as habilidades seriam bem melhor aproveitadas. O rodar e rodar, como índios enlouquecidos ao som dos atabaques, demonstra ignorância ainda maior do que a dos peles-vermelhas. E tudo gera uma competição entre as tribos, fazendo com que elas se peguem a tapa porque qualquer uma que vença sempre terá sido favorecida. A perdedora sempre se julga melhor do que aquela que ganhou.
Houve tempos em que a igreja romana era contra o carnaval, embora conivente, porque anistiava o pecado com a distribuição das cinzas. Mais ou menos o que faz com a confissão. Pode pecar à vontade desde que depois faça a penitência rezando pais nossos e aves marias. Mas agora mudou. Há sacerdotes cantores carnavalescos com a aquiescência dos superiores. Veja-se os padres pula pulas. E outros estão aderindo. Este ano, em João Pessoa, saiu um bloco católico em nome de Jesus e de Maria. Ano passado, um segmento evangélico levou para a avenida o seu Jesus é bom à Bessa (com dois "s" porque a igreja é do bairro do Bessa). Um enorme trio-elétrico, um dos mais barulhentos da festa, com os fiéis uniformizados. E cada um, portando uma garrafa de Bacardi limão, saudava Jesus.

Ainda há quem pergunte, ingenuamente, se o Apocalipse vai chegar. Ele já chegou há décadas. E o carnaval é uma das bestas que ajudam a pôr mais lenha na fogueira que está incendiando o mundo. Há quem alegue ser o carnaval, ao lado do futebol, uma válvula de escape para disfarçar as frustrações do pobre. O Brasil explodiria se não houvesse o carnaval para extravasar a mágoa do povo. Triste engano. O grande remédio para todos os males chama-se alegria. Infelizmente no carnaval o que existe é alienação mental e as pessoas não medem as conseqüências de seus atos. Isto é o que faz mal. Droga e sexo são fundamentais.
Recentemente fizemos uma trova para um concurso com o tema carnaval. Dissemos: Se brincar no carnaval/saiba dosar sua alegria/pra não rasgar a moral/no embalo da fantasia. Porque é o que mais acontece. Qual a finalidade de se apresentar mulheres com seios à mostra e um minúsculo tapa-sexo? O mundo gira em volta da sensualidade exagerada. A mulher vem sendo manipulada por uma mídia obscena que, como competente comerciante, sabe o preço de cada uma. E pela glória de aparecer nua numa revista não medem o que estão fazendo.

O sábio apóstolo Paulo já dizia:- Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Não se trata de puritanismo piegas, mas de racionalidade. O carnaval só dá lucro para quem organiza, promove, vende produtos, para quem tem os trios-elétricos e para os políticos que levam o seu quinhão generoso. Quando esses não tiverem bons lucros, o carnaval se acaba. Até lá, porém, o inferno continuará fervilhando e salve-se quem puder.

 

O que diz a Palavra sobre o Carnaval

Antes de mais nada, gostaria de trabalhar a palavra 'Carnaval' e depois meditarmos dentro da ótica bíblica

Origem e antiguidade clássica. A origem do carnaval é também objeto de controvérsia, mas tem sido freqüentemente atribuída à sobrevivência e evolução do culto de Ísis, das bacanais, lupercais e saturnais romanas, das festas em homenagem a Dioniso, na Grécia, e até mesmo das festas dos inocentes e dos doidos, na Idade Média. Por sucessivos processos de deformação e abrandamento, essas festas teriam dado origem aos carnavais dos tempos modernos, como os que se realizam em Nice, Paris, Roma, Veneza, Nápoles, Florença, Munique e Colônia. Independentemente de sua origem, é certo que o carnaval já existia na antiguidade clássica e até mesmo na pré-clássica, com danças ruidosas, máscaras e a licenciosidade que se conservam até a época contemporânea.

Idade Média. A Igreja Católica, se não adotou o carnaval, teve para com ele alguma benevolência. Tertuliano, são Cipriano, são Clemente de Alexandria e o papa Inocêncio II foram grandes inimigos do carnaval mas, no século XV, o papa Paulo II foi muito mais tolerante e chegou a autorizar o uso da Via Lata, diante de seu palácio, como palco do carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, batalhas de confetes, corrida de corcundas, lançamento de ovos e outros folguedos populares'.

Ótica na Palavra de Deus
Falar contra o carnaval é enfrentar a correnteza rio acima. É uma pena que o aspecto cultural dos desfiles está tomado pela exploração do sexo. O ritmo diferente e contagiante do samba, as alegorias e representações da história e da cultura brasileira, poderiam ser exportados para o benefício do país. Mas...

Dizem que carnaval é alegria do povo, expressão da cultura e folclore popular. Se fosse só isto, o Salmo 150 até poderia ser um convite para esta festa: 'louvem o Eterno com pandeiros e danças'. Mas a euforia do carnaval desde sua origem até nossos dias tem mostrado que o melhor mesmo é ser contagiado pela tristeza pois este sentimento ao menos pode levar a Deus.

Dedicado ao Momo, deus da mitologia grega que representa a zombaria e o sarcasmo, o carnaval brasileiro debocha dos princípios morais de maneira escandalosa. Apoiada pela televisão sem nenhuma ou pouca censura, a 'festa da globeleza' alimenta a tara sexual e faz o governo distribuir gratuitamente camisinhas aos foliões com o dinheiro dos contribuintes fiéis às suas esposas.Nos Estados Unidos, onde a liberdade de imprensa é constitucional, e quase cada cidadão sabe na ponta da língua a emenda número um, que define a liberdade de expressão, há formas e conteúdos de programas e comerciais que são regulados pelo FCC (equivalente ao nosso Ministério das Comunicações). Isso está baseado em teorias de comunicação comprovadas por pesquisa, no que diz respeito ao impacto dos meios de comunicação de massa, particularmente da TV.

Algumas dessas teorias são: A teoria da Decensitização, do Uso e Gratificações, de Influências Seletivas, de Acumulação de Mínimos Efeitos, e outras. Propagandas de cigarro e bebidas alcoólicas não estão na programação das grandes redes nacionais de sinal aberto. E o clip de chamada do carnaval, com a 'globeleza,' nem pensar. E olha que nos EUA, como em todo o lugar, o sistema de comunicação está 'assim' com o poder econômico .

Na verdade o cristão tem motivos de sobra para se alegrar 'porque a vida sempre é agradável para as pessoas que têm um coração alegre' (Provérbios 15:15). É uma alegria que vem da fé num Deus vivo e não num deus morto (Momo é um deus morto que conforme a mitologia foi expulso do Olimpo para ser na Terra o rei dos loucos). Já dizia a Bíblia que os loucos pecam e não se importam (Provérbios 14:9). Por ser o carnaval uma reedição moderna das religiões pagãs e um convite à promiscuidade, por ser uma festa que destrói o casamento e a família, por ser um 'louvor à carne' que antecede à festa da Páscoa ofendendo o único Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou para oferecer a alegria que não acaba, certamente o cristão tem outros motivos para festejar 'com pandeiros e danças'. Além de ser algo saudável para a sua fé, é um testemunho para este mundo infeliz que tanto Deus ama.

Páscoa

No Calendário Israelita Fica no mês de: ABIBE / NISÃ (Março/Abril).
Referências:
(Êx. 12:2; 13:4; 23:15; 34:18; Dt. 16:1; Ne. 2:1; Et. 3:7) "Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês... Neste dia do mês de abibe vocês estão saindo... Celebrem a festa dos pães sem fermento; durante sete dias comam pão sem fermento, como eu lhes ordenei. Façam isso na época determinada do mês de abibe, pois nesse mês vocês saíram do Egito. “Ninguém se apresentará a mim de mãos vazias... Observem o mês de abibe e celebrem a Páscoa do SENHOR, o seu Deus, pois no mês de abibe, de noite, ele os tirou do Egito... No mês de nisã do vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir-lhe o vinho, levei-o ao rei. Nunca antes eu tinha estado triste na presença dele... No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã, lançaram o pur, isto é, a sorte, na presença de Hamã a fim de escolher um dia e um mês para executar o plano. E foi sorteado o décimo segundo mês, o mês de adar."(NVI).

 

Agricultura e Clima: Chuvas tardias de primavera. Início da colheita da cevada e do linho.

 

Festas: Páscoa - Pães sem fermento (asmos) - As primícias.
Há em todos os lugares da cidade um ar de festa. Todos pensam em receber e dar presentes, de preferência ovos grandes e coloridos ou coelhinhos recheados. Co certeza esta festa é muito gostosa. Sem dúvida saborosa.
Será que a páscoa é isso: dar e receber bombons? Qual será o real significado da páscoa? Vocês sã capazes de responder a esta pergunta? Não? Então vejamos como a páscoa é importante e bastante significativa, principalmente para nós que conhecemos Jesus como nosso Salvador.
No capítulo 12 do livro de Êxodo (leia-o no na íntegra no final desta matéria), ficará conhecendo a história da mais importante e solene (que se festeja ou celebra com pompa) festa dos judeus, A PÁSCOA.
Páscoa é o mesmo que “passagem” ou “passar por cima” e nos faz lembrar a passagem do anjo da morte na ocasião da morte dos primogênitos da Egito. A grande festa da páscoa celebra tanto a libertação do povo da escravidão como a salvação dos primogênitos dos judeus, cujas vidas foram poupadas. Em resumo: A PÁSCOA FALA DE LIBERDADE E VIDA.
NO NOVO TESTAMENTO PÁSCOA SIGNIFICA RESSURREIÇÃO.
Foi durante as comemorações da páscoa que Jesus Cristo ressuscitou garantindo-nos assim a vida eterna.
PÁSCOA SIGNIFICA LIBERDADE PLENA EM CRISTO.
Foi na páscoa que todos os discípulos ouviram falar que seu Mestre, amigo e Senhor ia encontrar-se com eles em Jerusalém. Já não havia mais motivo para temer. Jesus havia vencido a morte.
Com certeza você está se perguntando: o que isso tem a ver com coelhinhos de chocolate, ovos, girassol, etc.? A resposta é simples: N A D A. Esses e outros símbolos são herança dos povos pagãos, que foram atravessando fronteiras e chegaram até nós. A maioria desses símbolos, tão difundidos em nossa cultura, surgiram de “lendas”, e o significado da palavra lenda é: Uma narração de caráter maravilhoso na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular; mentira, patranha.
Desde o começo do mundo o cordeiro tem um lugar muito especial no relacionamento do homem com Deus. Em (Gn. 4:4) "Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O SENHOR aceitou com agrado Abel e sua Oferta." (NVI) podemos ver a primeira vez em que um cordeiro é usado como culto a Deus, quando Abel agrada ao Senhor ao oferecer-lhe as primícias de suas ovelhas. Mais tarde Abraão também oferece um cordeiro à Deus (Gn 22:7-18) “Isaque disse a seu pai Abraão: “Meu pai!” “Sim, meu filho”, respondeu Abraão. Isaque perguntou: “As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Respondeu Abraão: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram a caminhar juntos. Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho. Mas o Anjo do SENHOR o chamou do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. “Não toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.” Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto. Foi lá pegá-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu filho. Abraão deu àquele lugar o nome de “O SENHOR Proverá”. Por isso até hoje se diz: “No monte do SENHOR se proverá”. Pela segunda vez o Anjo do SENHOR chamou do céu a Abraão e disse: “Juro por mim mesmo”, declara o SENHOR, “que por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho, esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos e, por meio dela, todos os povos da terra serão abençoados, porque você me obedeceu”. (NVI).
Na saída do povo de Israel do Egito, foi o sangue de um cordeiro que salvou a vida dos primogênitos israelitas (Êx. 12:7,13) “Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal... O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” (NVI).
Esse cordeiro sacrificado ao Senhor era escolhido com muito rigor. O cordeiro precisava Ter um ano de idade, ser perfeito fisicamente; não poderia ser cozido, nem comido cru, mas assado no fogo, seus ossos não podiam ser quebrados. O cordeiro só podia ser comido acompanhado de pães asmos (um tipo de pão sem fermento), e de ervas amargas. O fermento, proibido durante as festividades, era símbolo de corrupção, e as ervas amargas simbolizavam os anos de amargura que o povo passou no Egito.
Os judeus celebravam a páscoa para se recordarem do sua saída vitoriosa da escravidão no Egito.
Hoje comemoramos a páscoa para nos recordarmos do sacrifício de Cristo por nós na cruz. Jesus foi o cordeiro perfeito que não experimentou o pecado, mesmo tendo vivido entre os homens pecadores. Jesus deu o mais amplo e novo significado à páscoa.
Para nós a páscoa simboliza o sacrifício de Cristo e a salvação dos pecados além da certeza de uma vida eterna com ele nos céus.
Como você têm comemorado a páscoa? Como uma festa folclórica, vazia de significado espiritual?
“E conhecereis s a verdade e a verdade vos libertará.” (Jo. 8:32)

 

(Êxodo 12) - A Páscoa
“O SENHOR disse a Moisés e a Arão, no Egito: “Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês. Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa. Se uma família for pequena demais para um animal inteiro, deve dividi-lo com seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas e conforme o que cada um puder comer. O animal escolhido será macho de um ano, sem defeito, e pode ser cordeiro ou cabrito. Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol. Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal. Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, com ervas amargas e pão sem fermento. Não comam a carne crua, nem cozida em água, mas assada no fogo: cabeça, pernas e vísceras. Não deixem sobrar nada até pela manhã; caso isso aconteça, queimem o que restar. Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do SENHOR. “Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR! O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito. “Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao SENHOR. Celebrem-no como decreto perpétuo. Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel. Convoquem uma reunião santa no primeiro dia e outra no sétimo. Não façam nenhum trabalho nesses dias, exceto o da preparação da comida para todos. É só o que poderão fazer. “Celebrem a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas gerações. No primeiro mês comam pão sem fermento, desde o entardecer do décimo quarto dia até o entardecer do vigésimo primeiro. Durante sete dias vocês não deverão ter fermento em casa. Quem comer qualquer coisa fermentada será eliminado da comunidade de Israel, seja estrangeiro, seja natural da terra. Não comam nada fermentado. Onde quer que morarem, comam apenas pão sem fermento”.

 

A 10ª Praga: A Morte dos Primogênitos
Então Moisés convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse: “Escolham um cordeiro ou um cabrito para cada família. Sacrifiquem-no para celebrar a Páscoa! Molhem um feixe de hissopo no sangue que estiver na bacia e passem o sangue na viga superior e nas laterais das portas. Nenhum de vocês poderá sair de casa até o amanhecer. Quando o SENHOR passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta, e não permitirá que o destruidor entre na casa de vocês para matá-los. “Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus descendentes. Quando entrarem na terra que o SENHOR prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia. Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia?’, respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios”. Então o povo curvou-se em adoração. Depois os israelitas se retiraram e fizeram conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a Arão. Então, à meia-noite, o SENHOR matou todos os primogênitos do Egito, desde o filho mais velho do faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho do prisioneiro que estava no calabouço, e também todas as primeiras crias do gado. No meio da noite o faraó, todos os seus conselheiros e todos os egípcios se levantaram. E houve grande pranto no Egito, pois não havia casa que não tivesse um morto.

 

O Êxodo
Naquela mesma noite o faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse: “Saiam imediatamente do meio do meu povo, vocês e os israelitas! Vão prestar culto ao SENHOR, como vocês pediram. Levem os seus rebanhos, como tinham dito, e abençoem a mim também”. Os egípcios pressionavam o povo para que se apressasse em sair do país, dizendo: “Todos nós morreremos!” Então o povo tomou a massa de pão ainda sem fermento e a carregou nos ombros, nas amassadeiras embrulhadas em suas roupas. Os israelitas obedeceram à ordem de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata e de ouro, bem como roupas O SENHOR concedeu ao povo uma disposição favorável da parte dos egípcios, de modo que lhes davam o que pediam; assim eles despojaram os egípcios. Os israelitas foram de Ramessés até Sucote. Havia cerca de seiscentos mil homens a pé, além de mulheres e crianças. Grande multidão de estrangeiros de todo tipo seguiu com eles, além de grandes rebanhos, tanto de bois como de ovelhas e cabras. Com a massa que haviam trazido do Egito, fizeram pães sem fermento. A massa não tinha fermentado, pois eles foram expulsos do Egito e não tiveram tempo de preparar comida. Ora, o período que os israelitas viveram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. No dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do SENHOR saíram do Egito. Assim como o SENHOR passou em vigília aquela noite para tirar do Egito os israelitas, estes também devem passar em vigília essa mesma noite, para honrar o SENHOR, por todas as suas gerações.

 

As Leis sobre a Participação na Páscoa
Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: “Estas são as leis da Páscoa: Nenhum estrangeiro poderá comê-la. O escravo comprado poderá comer da Páscoa, depois de circuncidado, mas o residente temporário e o trabalhador contratado dela não comerão. “Vocês a comerão numa só casa; não levem nenhum pedaço de carne para fora da casa, nem quebrem nenhum dos ossos. Toda a comunidade de Israel terá que celebrar a Páscoa. “Qualquer estrangeiro residente entre vocês que quiser celebrar a Páscoa do SENHOR terá que circuncidar todos os do sexo masculino da sua família; então poderá participar como o natural da terra. Nenhum incircunciso poderá participar. A mesma lei se aplicará ao natural da terra e ao estrangeiro residente”. Todos os israelitas fizeram como o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a Arão. No mesmo dia o SENHOR tirou os israelitas do Egito, organizados segundo as suas divisões.” (NVI).

 

A PERSPECTIVA MISSIOLÓGICA DA PÁSCOA CRISTÃ

Introdução
Num contexto de mudanças tão rápidas e da banalização do cristianismo, eu particularmente creio que a celebração cristã que mais representa o significado do verdadeiro cristianismo é a páscoa cristã.

Nela encontramos elementos que resumem o que verdadeiramente significa ser cristão no mundo de hoje. Sem a páscoa cristã não teríamos nenhuma boa notícia para contar a ninguém.

Ela nos diz por exemplo, que: 1. A experiência da páscoa cristã veio confirmar todo o ministério terreno de Jesus. Ele foi verdadeiro e tudo aquilo que ele disse e fez se consumam nesta experiência maravilhosa; 2. Os evangelhos só foram escritos por causa deste evento e que sem ele não teríamos nada prá contar ao mundo; 3. Também nos fala de uma era que se estava findando e de uma nova que estava tomando forma e começando. A páscoa cristã tem profunda influência na origem da missão da Igreja cristã primitiva, pois era o Cristo ressurrecto e exaltado que atraia e atrai as pessoas a Deus.

Neste contexto eu gostaria de pensar sobre o que tudo isto tem a ver conosco no inicio de um novo milênio e meditar sobre a perspectiva dessa experiência tão singular na história da humanidade, para nós hoje enquanto comunidade cristã, Igreja.

Eu quero pensar que os eventos dos últimos dias da vida de Jesus na terra nos falam sobre a nossa responsabilidade de encarnar sua história e nos remetem para a Missão.

1. A Perspectiva Futura da Comunidade Cristã - Com a páscoa a comunidade cristã ganha perspectiva de futuro, sentido de continuidade, o sonho não acabou. Ela ganha senso de auto definição e identidade própria para prosseguir com sua missão delegada e realizar o seu chamado. É somente com base na experiência deste evento que todo o ministério terreno de Jesus tem significado futuro. Este ministério não cessa, não desaparece, nem tão pouco é extinto, ele continua ministrando no mundo através desse ajuntamento de pessoas que são agregadas a esta comunidade. Sua Igreja.
É exatamente neste particular que podemos dizer que por causa da páscoa cristã, os evangelhos foram escritos, e também não seria muito dizer que sem ela, estes não teriam e nem fariam nenhum sentido para as gerações futuras dessa comunidade. Estes foram escritos não só para mostrar eventos passados e históricos, mas para revelar um fé viva, impulsionadora e verdadeira que queima o peito e faz esta comunidade marchar em direção ao futuro com confiança e segurança de que Cristo está e sempre estará presente com a sua comunidade, seu povo.

2. A Perspectiva da Vitória de Cristo Sobre o Mal - A páscoa também nos fala sobre o ápice da presença de Jesus na terra. Sua ressurreição e exaltação significam que Ele já possui a vitória sobre Satanás, a Morte, o Inferno, o Mundo. E que o seu Reino já se tornou uma realidade, mesmo que nem todos reconheçam isto ainda. Portanto não existe nenhuma perspectiva de se falhar nesta missão, o sucesso da missão da Igreja ou não, não trará ou deixará de trazer o Reino de Deus, que já é uma realidade presente no mundo, conduzida para dentro de nossa experiência (realidade) pelo evento da páscoa cristã.
A comunidade dos primeiros cristãos responde a tudo isto de uma maneira maravilhosa, através da sua expressão missionária. Manifestando por onde passavam os mesmos sinais do Reino de Deus, da mesma forma como Jesus fazia, curando, expulsando demônios e etc. Eles entendiam que não era um esquema, um método mas que o poder da experiência da páscoa cristã era que os conduzia a vitória e assim proclamavam a glória de Deus entre os homens, falando não só da experiência de Cristo que voltou dos mortos, como também de suas próprias experiências como aqueles que foram tirados das trevas para a maravilhosa luz de Deus.

3. A Perspectiva do Espírito Santo Sobre Esta Comunidade - Mesmo que o Pentecostes aconteça depois de quarenta dias, quando o Espírito de Deus foi derramado sobre esta comunidade. Podemos afirmar que existe uma intima ligação entre estes dois eventos. Se o evento da Ressurreição havia trazido confiança e identidade própria à esta comunidade, o derramar do Espírito Santo trouxe coragem, intrepidez e ousadia para que esta comunidade se tornasse testemunha dos fatos ocorridos, mesmo que isto viesse a custar-lhes a própria vida. Foi somente através do poder do Espírito Santo que eles se tornaram testemunhas. Newbigin diz que missão é o fluir do Pentecostes, e alguns até afirmam que a primeira atividade do Espírito Santo é Missão.
É através do Espírito Santo que Cristo continua vivo e ativo no mundo e que no dia de Pentecostes Ele escancara as portas dessa comunidade e lança os seus discípulos para o mundo. Com certeza a experiência da páscoa é o inicio do fim dos tempos. Quando será o fim? O tempo é curto e cabe a nós debaixo da orientação do Espírito Santo fazer a vontade de Cristo da mesma forma que Ele cumpriu a vontade do Pai.

Conclusão
Para os discípulos a ressurreição de Cristo e a vinda do Espírito Santo são provas incontestáveis da presença do Reino de Deus entre nós. Mas o que temos nós a ver com isso, as portas de um novo milênio, num contexto de "terceiro mundo", numa Igreja que luta para descobrir a sua própria identidade num mundo de tão rápidas mudanças?

Bom, penso que para nós, da América Latina:
1. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva do Cristo ressurrecto.
Sem o Cristo ressurrecto não existe a suprema autoridade sobre todas as coisas, principados, poderes e dominações deste século presente que nos tornaria impotentes para desenvolver qualquer tarefa missionária.

2. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva da natureza missionária da Igreja.
Sem páscoa Cristã a Igreja não seria existente. Esta comunidade cristã só existe por causa do Cristo ressurrecto e é sua tarefa primordial contar a todos que Deus em Cristo reconcilia o homem consigo mesmo.

3. Não há outra possibilidade de se continuar existindo, enquanto Igreja, que não seja sob a perspectiva do já e do ainda não.
A páscoa cristã nos diz que a realidade do Reino de Deus já é presente, e que a caminhada dessa comunidade tem que ser marcada por esta noção do já e do ainda não. Anunciar, buscar e clamar o Reino de Deus, presente e futuro é prerrogativa da existência desta comunidade.

 

Significado da Páscoa
É uma festa instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos Israelitas (Ex 12:11-27). "Páscoa" deriva de uma palavra hebraica que significa A passagem do anjo exterminador.

 

É uma festa instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos Israelitas    ( Ex 12:11-27 ). “Páscoa” deriva de uma palavra hebraica que significa A passagem do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações do povo de Israel em cuja as portas, haviam sido aspergidas o sangue do cordeiro.
O sangue do cordeiro que protegeu o povo da morte física, era um símbolo do verdadeiro cordeiro de Deus que derramou o seu sangue para livrar os homens da morte eterna.
A Páscoa era comemorada no mês da saída do Egito, no décimo-quarto dia, a tarde os Israelitas matavam o cordeiro pascal. Na tarde do dia seguinte iniciava-se a grande festa da Páscoa, que durava cerca de sete dias, mas somente o primeiro e o sétimo dia era, particularmente, solenes. O cordeiro morto deveria ser sem defeitos ( mácula ), macho e do primeiro ano de vida. Então eles comiam o cordeiro assado com pão asmo e uma salada de ervas amargas, não devendo ser quebrado nenhum dos seus ossos. Também não podia sobrar nada, caso sobrasse alguma coisa, teria de ser queimado.
Todos os homens tinham que se apresentar, diante do Senhor, bem arrumados e, quem não cumprisse tal feito, era condenado a morte ( Nm 9:13 ). Quem não podia se apresentar por motivo justificado celebrava a referida festa, no segundo mês.
No tempo de Jesus Cristo, a Páscoa era comemorada em Jerusalém. Nessa época Jesus também comemorou a Páscoa com os seus discípulos ( Mt 26:17 ). E, naquela ocasião, quando celebrou a Santa Ceia, explicou o verdadeiro significado daquele ato. E, após a Ceia, mas na mesma noite, Jesus foi preso sendo condenado à morte ( e morte de cruz ) na mesma semana.
Podemos entender, então, que Jesus Cristo, morreu na Páscoa como um cordeiro em sacrifício vivo, pelos meus, pelos seus, pelos nossos pecados.

Desde então não precisamos mais sacrificar animais, porque Jesus já pagou o preço.

 

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

Informações que todos os Cristãos deveriam ter a respeito da Páscoa

O maior motivo de comemoração para os cristãos é o dia em que seus pecados foram perdoados, o dia em que o homem foi comprado por um preço muito alto e esse preço foi a vida do próprio filho de Deus, que morreu para que todos pudessem ter vida eterna através dEle. Ele morreu, mas também ressuscitou, e esse é o nosso maior motivo de orgulho.

A Páscoa, o feriado onde todos nós deveríamos celebrar com júbilo e regozijo a Graça do Senhor Jesus, tem perdido o sentido ao longo dos anos. Fiquei muito triste quando um dia, ao conversar com uma criancinha de 8 anos, ao perguntá-la qual era o sentido da Páscoa ela ter me dito que era o dia em que deveríamos ficar esperando o "coelhinho da páscoa" para comer os "ovos de páscoa". Aquilo atingiu o meu peito como uma flecha, pois desde muito pequena ela sempre freqüentou a Escola Bíblica Dominical e ficou muito surpresa quando eu lhe disse o que era realmente a Páscoa, então resolvi continuar a pesquisar, vi que apenas 2 em 10 crianças, filhas de Evangélicos, sabem qual é o verdadeiro sentido da Páscoa, mas de quem é o erro? De nós mesmos.

Quem nunca deu um "ovo de páscoa" para o seu filho? Ou ainda, que nunca fez seu filho no domingo de Páscoa acordar bem cedo para procurar os ovinhos que o coelhinho deixou???

Como? O coelho nem ao mesmo coloca ovos! Nas escolas, as professoras fazem uma festinha explicando o sentido da Páscoa, dizendo que é por causa de Jesus que nós a comemoramos ou vestem as crianças de coellhinho e distribuem ovos de chocolate? O ensinamento que deveria ser dado na Páscoa é dado no Natal, ou melhor, na farsa do Natal (Leia "A Pura Verdade Sobre O Natal"). Outro meio que serve para massificar a idéia do "coelhinho da Páscoa" na mente das crianças é a TV, as propagandas que falam sobre os ovos de páscoa e usam a imagem de um coelhinho "fabricando os ovos".

Muitas outras coisas ainda ajudam a esconder a maravilhosa verdade sobre a Páscoa das crianças: Outdoors, Cartazes, encartes nos jornais de domingo etc.

Leia com atenção o texto abaixo da The Grolier Multimedia Encyclopedia 1997, que fala sobre a Páscoa:
"De acordo com The Venerable Bede, o nome da Páscoa (em inglês Easter) é derivado do festival pagão da primavera, da deusa anglo-saxã Eostre, e muitos costumes folclóricos associados com a páscoa (por exemplo, ovos de páscoa), são de origem pagã.

O dia de Páscoa é atualmente determinado pelo primeiro domingo após a lua cheia em/ou após 21 de março. As Igrejas Ortodoxas Orientais, contudo, preferem seguir o Juliano ao Calendário Gregoriano, então sua celebração cai normalmente algumas semanas depois da Páscoa Ocidental. A Páscoa é precedida pelo período de preparação chamado de Quaresma." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Trexo traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

Em que caminho estamos educando as nossas crianças? No cristianismo ou no paganismo? Estamos cumprindo a palavra de Deus? Veja o que ela diz:
"Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças." (Colossenses 2:6-7)

" Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que podem necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido."
(Hebreus 5:12)

"O qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (colossenses 1:28)

Devemos prestar mais atenção em pequenos detalhes que podem se transformar em uma bola de neve no futuro, afetando na vida espiritual e devocional de nossos filhos. Pense Nisso.

Festa Junina

O crente e as festas juninas
Estamos na época das chamadas “Festas Juninas”, e uma das perguntas que os pais crentes fazem aos pastores é esta: Posso deixar meu filho participar das comemorações na escola?

 

Outros, entanto, acham que sendo as Festas Juninas” uma festa popular, parte integrante do folclore brasileiro, seria ignorância, e anti-patriótico os crentes impedirem seus filhos de participarem de tais comemorações. Muitos até são chamados de anti-sociais por parte da comunidade.
Na verdade, vestir-se de “JECA” é divertido e até muito engraçado, tratando-se de uma criança, fica ainda mais natural, comer pipoca, acender fogueira, soltar rojões (esta pratica foi criada quando no passado acreditava-se que para espantar demônios era preciso assusta-los com o barulho), são coisas que até os adultos gostam de fazer, mas porque fazer exatamente na semana do dia:
- 13 – “DIA DE SANTO ANTONIO”         - 24 – “DIA DE SÃO JOÃO”       - 29 – “DIA DE SÃO PEDRO” ???

 

Estas são festas de oferendas aos chamados “santos” e na verdade santos somos nós. “A palavra “santo; santificar” significa: separar ou separado para Deus, mediante a fé em Cristo Jesus somente. No único mediador entre Deus e os homens”. O crente foi separado por meio da sua posição na família de Deus – (1Co. 6.11) “... vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.” (NVI).

Repitindo: santos são todos os que aceitaram o Senhor Jesus como seu salvador. Veja algumas passagens na Palavra: "(I Co. 1.2; Ef. 1.4; 5.3; Cl. 1.2; 1.22; Hb. 12.14; I Pe. 1.14-16) “... à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus e chamados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda parte, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso... Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença... Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos... aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo... Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação... Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor... Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo...” (NVI).
Pedro, João, Antonio eram pessoas como nós sujeitas as mesmas paixões, não podem ser venerados como deuses. Jesus disse: (Mt. 4.10) “Jesus lhe disse: ... está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto.” (NVI).

 

As comidas e bebidas servidas são as que a Bíblia chama de “coisas sacrificadas aos ídolos” (At. 15.29) “Que se abstenham de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas.“Que tudo lhes vá bem.” (NVI); Esses alimentos não devem ser consumidos, pois de acordo com (Atos 21.25 e Dt. 7.25-26), você estaria metendo abominação dentro da sua própria casa e levando a sua família a participar do mesa com os demônios. Veja os versículos citados acima: “Quanto aos gentios convertidos, já lhes escrevemos a nossa decisão de que eles devem abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual... Vocês queimarão as imagens dos deuses dessas nações. Não cobicem a prata e o ouro de que são revestidas; isso lhes seria uma armadilha. Para o SENHOR, o seu Deus, isso é detestável. Não levem coisa alguma que seja detestável para dentro de casa, se não também vocês serão separados para a destruição. Considerem tudo isso proibido e detestem-no totalmente, pois está separado para a destruição.” (NVI).

 

Em (I Co. 10.18-21) temos mais advertências: “Considerem o povo de Israel: os que comem dos sacrifícios não participam do altar? Portanto, que estou querendo dizer? Será que o sacrifício oferecido a um ídolo é alguma coisa? Ou o ídolo é alguma coisa? Não! Quero dizer que o que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” (NVI).
Alguns, temendo represália por parte dos professores ou sob pressão de amigos e parentes, ou por falta de conhecimento da Palavra, permitem a participação dos filhos em tais eventos. Creio eu que se os nossos filhos vierem a perder algum ponto por não participarem em tais comemorações, Deus o recompensará; (At. 5.29) “Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!.” (NVI).

(At. 5.41) “Os apóstolos saíram do Sinédrio, alegres por terem sido considerados dignos de serem humilhados por causa do Nome.” (NVI).

(2Co 6.14-16) “Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus:“Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (NVI).

Cosme e Damião

Doces Consagrados

Entendendo a verdadeira história de Cosme e Damião

A VIDA DE COSME E DAMIÃO
Foi numa tarde bem bonita do dia 27 de setembro que Leandro recebeu a visita do seu amigo Juninho. Ele veio convidá-lo para juntos apanharem saquinhos de doces de "Cosme e Damião".

- Juninho, você sabe que eu gosto de sair com você, mas para pegar doces de Cosme e Damião, eu não vou.
- Ué, você tem alguma coisa contra Cosme e Damião?
- É claro que não, Juninho! Eles eram seguidores de Jesus Cristo, assim como eu sou. Você sabia disso?
- Pra falar a verdade, eu nunca ouvi falar isso antes.
- Então posso contar só um pouco da vida deles?
- Claro que sim, você me deixou curioso. Pode contar!
- Bem, eles nasceram na Arábia no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram crentes em Jesus. Quando cresceram, foram estudar num lugar chamado Síria, e lá se tornaram médicos. Mas eles tinham um apelido muito interessante: "ANARGIROS".
- O que isto significa?
- Quer dizer "INIMIGOS DO DINHEIRO", pois eles não cobravam nada, nenhum centavo pelo trabalho deles. E já que eles trabalhavam de graça, começaram a ser muito conhecidos, atraindo assim muita gente para ouvir a mensagem que eles pregavam sobre o Salvador, Jesus Cristo, nosso Senhor.
- E tem mais! Havia um homem muito mau, que odiava os cristãos. O nome dele era Diocleciano, o Imperador Romano. Esse homem perverso, mandou para a cidade de Egéia, aonde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Então, sob o comando de Lísias, começaram a torturar Cosme e Damião. Finalmente, depois de torturá-los bastante... cortaram suas cabeças. E foi assim que eles morreram no ano de 283 depois de Cristo.
- Que coisa triste! Mas, eles foram mortos só porque trabalhavam de graça como médicos?
- Não, Juninho, não foi isso. O motivo foi outro! Vou lhe contar: Diocleciano, o Imperador Romano, odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam os ídolos fabricados por mãos humanas. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante de algumas imagens. Porém, como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso. A Bíblia diz: "Não farás para ti imagens de esculturas, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus Zeloso". (Êxodo, 20: 4,5). Então, por obedecerem as ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens, é que eles foram mortos.
- Você me deixou confuso, Leandro.
- Por que, Juninho?
- É que lá em casa tem imagens de São Cosme e São Damião. E, minha mãe sempre ensina a gente a rezar pedindo proteção a eles.
- E você acha que isso é certo? Você acha que Cosme e Damião se ajoelhariam ou rezariam para uma imagem pedindo proteção ou ajuda?
- Eu acho que não! Pois eles morreram justamente por não fazer o que eu e minha família estamos fazendo.
- Como você acha que eles se sentiriam vendo vocês fazendo isso?
- Acho que ficariam muito tristes.
- E quem mais ficaria triste?
- Será que JESUS CRISTO também ficaria triste?!?
- Isso mesmo, Juninho! Pois foi Jesus quem falou: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João, 14:6). Portanto, não adianta pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro "santo" qualquer. Devemos buscar somente a JESUS, o FILHO DE DEUS. Foi Ele quem morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a DEUS por nós (I Tim. 2:5; I João, 2:1).
- Isso quer dizer que comer doce de Cosme e Damião está errado?!
- Bem, Juninho, gosto muito de doce. Se eu quiser comer, compro um. Eu não como os doces de Cosme e Damião porque quem distribui doces nesse dia faz isso porque fez promessas a eles. E você sabia que esses doces são oferecidos aos "SANTOS" em algum terreiro de macumba ou centro espírita como pagamento de promessas? Se eu comer, estarei apoiando e concordando com o erro deles. A Bíblia diz que não pode haver amizade entre luz e escuridão, nem entre Jesus e o diabo (II Corintios, 6:14-16). E a Bíblia diz mais: "DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMA." Além disso, esses que parecem ser "santos" nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo) que estão enganando as pessoas. (I Cor. 10:19 a 21). Viu, porque não como os doces, balas e salgados de Cosme e Damião? Pois a Bíblia diz em Romanos, 10:11 que aquele que crê em JESUS nunca fica confundido ou em dúvidas nesses assuntos.
- Agora entendi, Leandro. E resolvi que não vou mais pegar esses doces. Gostei da verdadeira história de Cosme e Damião, e quero saber mais de Jesus.
- Que bom, você agora tomar esta decisão!
- Mas, conte-me Leandro, onde você conseguiu estas informações?
- Minha mãe fez a pesquisa na Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana (Volume 15, páginas 1140-1142).
- Que bom! Mas o melhor foi saber que Jesus é o Filho de DEUS, amigo das crianças e Salvador dos que crêem Nele.

Natal

A realidade de um Deus comprometido. O Natal é, pois, o cumprimento das promessas de Isaias sobre a vinda de um menino, redentor.

 

Hebreus 6:17-20

Aceito como data do nascimento de Jesus o dia 25 de dezembro tem sido objeto das maiores comemorações ao longo de séculos, tanto no mundo ocidental como também em países orientais.

Independente de ser essa a data real do evento, seu valor transcende, em muito, a prática de festas, presentes e outras ações que, na realidade, poderiam ter lugar em qualquer data do ano.

Avaliando, todavia,  a luz da Palavra,  qual seria a principal data a ser comemorada no cristianismo, certamente não obteríamos como resposta válida o Natal.

Tal constatação  tem como base o conceito apresentado por Paulo, que nos mostra  que toda a realização de Cristo,  até mesmo a sua morte de cruz, se perderia na história, engolfadas pelos feitos de grandes heróis, se por acaso Ele não tivesse ressuscitado:

“E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou”.
“E,  se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé”...
“E se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.
“E também os que dormiram em Cristo estão perdidos”.  (I Cor 15: 14-19).

 

Certíssimo estava Paulo ao tecer tais considerações, pois Jesus morreu por nossos pecados e tomou o poder da morte e do inferno, uma vez que estávamos condenados pelo salário do erro, que é a morte (Rm 6:23).

Mas sua vitória a nosso favor se identifica no fato de que ele não ficou no túmulo, como queria o diabo, que até providenciou uma pedra sobre a sepultura e guardas a porta (Mt 27: 57-66), mas ressurgiu, após ter libertado aqueles que estavam no inferno, em cadeias (I Pe 3: 18-22).

“Mas também por nós, a quem será tomado em conta; os que cremos naquele que dos mortos, ressuscitou a Jesus nosso Senhor”.
“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação”. (Romanos 4; 24-25).

 

É tal a importância desse fato que nós, que temos que morrer uma vez (Hb 9:27), esperamos a ressurreição para estar para sempre com o Senhor.

“Bem aventurados aqueles que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. (Ap 20:6).

(I Ts 4;16; Hb 11;35;Fp 3;11; Rm 6:5; Ef 4;6; II Cor 5;15)

“Porque, se crermos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele”. (I Ts 4:14).

 

A morte e o inferno que ameaçavam o homem, desde o pecado de Adão (Gn 2:17),   foram derrotados pela volta a vida de Jesus:

 “Mas assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão (Jesus) em espírito vivificante”...
“E agora digo isto, irmãos que a carne e o sangue não podem herdar o reino de deus, nem a corrupção herda a incorrupção”.
E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
“Onde  está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, o inferno, a tua vitória”.
“Ora o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei”.
“Mas graças a Deus que nos dá vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”. (I Cor 15:45-57).

Ora, diante de tão avantajada justificativa, de que a ressurreição é o efetivo marco da nossa redenção, não estaria, então, prejudicada a consideração relativa ao nascimento de Jesus? A resposta é um sonoro NÃO!

Para que melhor entendamos isso, devemos voltar a promessa de Deus para Adão e Eva após o seu pecado, que os expulsou do paraíso, mas que não os excluiu do amor e da compaixão divina:

 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: está te feri a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Gn 3:15).

 

A serpente, ou o diabo, seria esmagado, não por uma  força espiritual intangível, mas sim pela semente da mulher: um homem.

Ressurgir é uma condição que somente pode ser aplicada para alguém que morreu e a morte somente pode atingir aquele que tem a condição humana. Espíritos não morrem.

Isso nos leva a uma seqüência lógica e fundamental:

CRISTO NASCE EM CARNE > JESUS MORRE NA CRUZ > JESUS RESSURGE > A REDENÇÃO É DADA AO HOMEM

 

O nascimento de Jesus, comemorado no natal, tem, portanto, um significado muito mais profundo do que seria possível visualizar em um primeiro olhar, mesmo no contexto da religião formal.

Certos pontos precisam ser claramente marcados:

 

1-UMA DÍVIDA IMENSA PESAVA SOBRE O HOMEM:  Cl 2: 13-15;

 

2- DEUS DECIDIU PAGAR ESSA DÍVIDA E REMIR O DEVEDOR NÃO PODENDO, CONTUDO, UTILIZAR QUALQUER VALOR MATERIAL QUE ESTIVESSE AO SEU ALCANCE: I Cor 6:20; I Cor 7:23; At 20:28; Ap 5:9; I Pe 1:18-19;

 

3- O ÚNICO PREÇO CAPAZ DE ALCANÇAR A REMISSÃO ERA O DE SANGUE, CONFORME O PRÓPRIO SENHOR DETERMINARA: Hb 9:22; Ef 1:7;

 

4- O SANGUE CARACTERIZA A VIDA DOS SERES QUE HABITAM A TERRA, MAS AQUEL DOS ANIMAIS SOMENTE TINHAM VALOR SIMBÓLICO (Hb 10:1-6) E O DOS HOMENS SE ENCONTRAVAM PREJUDICADOS POR SEUS PROPRIO DELITOS, NÇÃO CONTENDO O AMOR DE DEUS: Mc 8:37; I Cor 13:3;

 

5- A ÚNICA SOLUÇÃO POSSIVEL SERIA UM HOMEM SEM O PECADO DE ADÃO QUE PUDESSE DERRAMAR SANGUE PELOS OUTROS E NÃO POR SI MESMO, ALGUÉM NASCIDO DO PRÓPRIO DEUS, OU SEJA, JESUS: At 26:23; I Pe 3:18; Gl 1:4; Mt 1: 18-25;

A importância da realidade de que Jesus veio em carne, como um homem normal, é fundamentada pela carta de João, onde fica estabelecido que somente quem admite tal verdade é regido pelo Espírito Santo (I Jo 4:2).

 

6- A PARTIR DO MOMENTO  EM QUE JESUS SE TORNOU CARNE FICOU ESTABELECIDA UMA CUMPLICIDADE, UM COMPROMETIMENTO ENTRE O SENHOR DO UNIVERSO E O HOMEM, QUE EM LUGAR DE SIMPLES CRIATURA PASSOU A SER CONSIDERADO FILHO DE DEUS (I Jo 3:1) :

“No principio erro o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
“Ele estava no princípio com Deus”.
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. ..
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1: 1-14).

 

7- A REALIDADE DE  JESUS, DEUS/HOMEM, RETIRA TODAS AS BARREIRAS QUE EXISTIAM E QUE ERAM SIMBOLIZADAS PELO VÉU QUE SEPARAVA O LUGAR SANTO DO LUGAR SANTÍSSIMO: Lv 16:2; Lc 23:45; Hb 6:19. ISSO NOS COLOCA DIANTE DE UM DEUS QUE ENTENDE, QUE PERDOA, QUE PODE NOS AJUDAR EM TUDO:

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; porem um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”.

(Hb 4: 14-16 e Hb 5: 1-5).

O Natal é, pois, o cumprimento das promessas de Isaias sobre a vinda de um menino, redentor (Isa 7:14; Isa 9:6-7) e reafirma, outra vez e a cada comemoração que a salvação, como dom de Deus, somente pode ser apropriada por Jesus Cristo e por nenhum outro caminho, moral, religioso, filosófico ou humano (Jo 14:6).

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12)

 

O NATAL É CRISTÃO?

Devem os cristãos celebrar o Natal? Um bom número de seitas e novas igrejas que professam seguir a Cristo, insistem que o Natal é uma festa pagã o qual todos os verdadeiros cristãos devem afastar-se.

Provavelmente a mais notável destas religiões são as Testemunhas de Jeová, que publicam ferroados ataques sobre a celebração do Natal ano após ano. No entanto, estes grupos não estão sós na sua condenação destes feriados religiosos mais populares.

Muitos cristãos evangélicos também acreditam que o Natal é uma celebração pagã, vestindo "roupas cristãs". Enquanto muitos cristãos marcam o Natal como um dia especial para adorar a Cristo e dar graças pela Sua entrada no mundo, eles rejeitam qualquer coisa que tenha a ver com Papai Noel, árvores de Natal, troca de presentes e tal.

Existem bases bíblicas para rejeitar tudo ou parte do Natal? Qual deve ser a atitude dos cristãos neste assunto? Essa pergunta que está diante de nós.
A resposta dada aqui é de que, enquanto certos elementos da tradição Natalina são essencialmente pagão, eles devem ser rejeitados (especialmente as bebidas e imoralidades, na qual o mundo se acham dona naquele período do ano), o Natal em si e muitas das tradições associadas com ele, pode ser celebrado pelos cristãos que tem uma consciência clara. Aqueles que se inclinam a rejeitar fora de mão, tal posição, podem estar interessados em saber que, durante um tempo este escritor teria concordado com eles. Um exame minucioso destes assuntos incluídos, no entanto, conduz a uma conclusão diferente.

Celebrando o aniversário de Jesus
O argumento básico e comum apresentado contra o Natal, é de que não se encontra na Bíblia. Muitos cristãos, e também grupos como as Testemunhas de Jeová, sentem de que ao não estar mencionado nas Escrituras, não é portanto para ser observado. De fato, as Testemunhas argumentam que desde que as únicas pessoas na Bíblia que celebravam o seu aniversário onde Faraó (Gn 40:20-22) e Herodes (Mt 14:6-10), Deus tem uma visão obscura a respeito de celebrações de aniversário em geral.
Sendo assim, eles sentem, que Deus não aprovaria a celebração do aniversário de Jesus.

Em resposta a estes argumentos, algumas coisas precisam ser ditas. Primeiro de tudo, o fato é que a Bíblia nada diz contra a prática de celebração de aniversários. O que foi mau nos casos de Faraó e Herodes, não era o fato de celebrarem seus aniversários, mas, sim as práticas más nos seus aniversários (Faraó matou o chefe dos padeiros, e Herodes matou João Batista). Segundo, o que a Bíblia não proíbe, seja explicitamente ou por implicação de alguns princípios morais, é permitido ao cristão, enquanto for para edificação (Rm 13:10; 14:1-23; I Co 6:12; 10; 23; Col 2:20-23; etc.). Portanto, desde que a Bíblia não proíbe aniversários, e eles não violarem princípios bíblicos, não há base bíblica para rejeitar aniversários. Pelo mesmo motivo, não há razões bíblicas para rejeitar completamente a idéia de celebrar o aniversário de Jesus.

25 de Dezembro
Outra objeção comum ao Natal está relacionado com a guarda de 25 de dezembro como sendo o aniversário de Cristo. Freqüentemente instam que Cristo não podia ter nascido no dia 25 de dezembro (geralmente porque os pastores não teriam seus rebanhos nos campos de noite naquele mês), portanto, no dia 25 de dezembro, não podia ter sido seu aniversário. Como se isso não bastasse é também apontado de que 25 de dezembro era a data de um festival no Império Romano no quarto século, quando o Natal era largamente celebrado nesse dia.

É verdade que parece não haver evidência como sendo o aniversário de Cristo nessa data.
Por outro lado, tem sido demonstrado que tal data não é impossível, como é suposto normalmente.
Contudo, pode ser admitido de que é altamente improvável que Cristo realmente tenha nascido em dezembro 25.

Este fato invalida o Natal? Realmente, não. Não é essencial para a celebração de aniversário de alguém, que seja comemorado na mesma data do seu nascimento. Os americanos comemoram os aniversários de Washington e Lincoln na terceira Segunda-feira de Fevereiro todos os anos, ainda que o aniversário de Lincoln era no dia 14 de Fevereiro e o de Washington, 22 de Fevereiro. Se tivesse certeza de que Cristo realmente nasceu digamos, em 30 de abril, deveríamos então celebrar o Natal naquele dia? Enquanto que não haveria nada de errado com tal mudança, não seria necessário. O propósito é o que importa, não a atual data.

Mas, e com respeito ao fato de ser 25 de dezembro a data de um festival pagão? Isto não prova que o Natal é pagão? Não, não o prova. Em vez, prova que o Natal foi estabelecido como um rival da celebração do festival pagão. Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer, "Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo."

Algumas vezes, se insta a que se tome um festival pagão tentando "cristianizá-lo" é insensatez. No entanto, Deus mesmo fez exatamente isso no Antigo Testamento. A evidência histórica nos mostra conclusivamente, que algumas festas dadas a Israel por Deus através de Moisés eram originalmente pagãs, os festivais agriculturais, os quais eram cheios de práticas e imagens idólatras.

O que Deus fez com efeito, era estabelecer festividades os quais tomariam o lugar dos festivais pagãos, sem adotar nada da idolatria e imoralidade associado com ela.
Poderia dar a impressão, então, que em princípio nada há de mal em fazê-lo, se tratando do Natal.

Santa Claus (Papai Noel)
Provavelmente a coisa que mais incomoda aos cristãos sobre o Natal mais do que qualquer coisa, é a tradição do Papai Noel. As objeções para esta tradição inclui o seguinte:
[1] Papai Noel é uma figura mística incluído com atributos divinos, incluindo onisciência e onipotência;
[2] quando as crianças aprendem que Papai Noel não é real, eles perdem a fé nas palavras dos seus pais e em seres sobrenaturais;
[3] Papai Noel distrai a atenção de Cristo;
[4] a história de Papai Noel ensina as crianças a serem materialistas.

Em face a tais objeções convincentes, pode-se dizer algo de bom do Papai Noel.
Antes de examinar cada uma destas objeções, deve se notar que, o Natal pode ser celebrado sem o Papai Noel. Retire Papai Noel do Natal e o Natal permanece intacto. Retire Cristo do Natal, no entanto, e tudo que sobre é uma festa pagã. Sejam quais forem nossas diferenças individuais de como tratar o assunto de Papai Noel com as nossas crianças, como Cristãos nós podemos concordar com este tanto.

1.) Não existe dúvida alguma de que Papai Noel na sua presente forma, é um mito, ou conto de fada. No entanto, houve realmente um Papai Noel o nome "Santa Claus" é uma forma anglosaxona do Holandês, Sinter Klaas, que por sua vez significava "São Nicolau".

Nicolau foi um bispo cristão, no quarto centenário, sobre quem pouco sabemos por certo. Ele aparentemente, assistia ao Concílio de Nicéia no AD. 325, e uma forte tradição sugere que ele demonstrava uma singular bondade para com as crianças. Enquanto que o velho vestido de vermelho puxando um trenó conduzido por veado voador é um mito, a história de um velho amante de crianças que lhes trouxe presentes, provavelmente não é - e em muitos países, é só isso que "Santa Claus" é.

Deve-se admitir que contar às crianças que Papai Noel pode vê-los em todo tempo, e de que ele sabe se eles foram bons ou maus, etc... está errado. Também é verdade que os pais não deviam contar a seus filhos a história de Papai Noel como se fosse uma verdade literal. Contudo, as crianças com menos de sete ou oito anos, podem brincar de "fazer de conta" e tirar disso divertimento como se elas pensa-se que é real. De fato, a essa idade elas estão aprendendo a diferença entre o faz de conta e a realidade. Crianças mais jovens ficarão fascinadas pelos presentes que são descobertos na manhã de Natal, debaixo de uma árvore a qual lhes foi dito que são do "Papai Noel", porém, eles não tirarão conclusões sobre a realidade de Papai Noel por meio destas descobertas.

2.) Quando as crianças aprenderem que Papai Noel não é real, poderá perturbá-los um pouco, somente se os pais lhes disseram que ele realmente existe e que ele faz tudo que se pretendia dele. É por isso que deve-se dizer às crianças que Papai Noel é faz de conta, tão logo elas tenham idade suficiente para fazer perguntas a respeito da realidade.

Antes de ser uma pedra de tropeço para acreditar no sobrenatural, ele pode ser um trampolim. Diga às crianças que enquanto Papai Noel é uma faz de conta, Deus e Jesus não são. Diga-lhes que, enquanto Papai Noel só pode trazer coisas que os pais podem comprar ou fazer, Jesus pode lhes dar coisas que ninguém pode – um amigo que sempre está com eles, perdão para as coisas más que eles fazem, vida num lugar maravilhoso com Deus para sempre, etc.

3.) Siga as sugestões acima e não mais será Papai Noel um motivo para distraí-los de Cristo. Diga a seus filhos porque Papai Noel dá presentes, e porque Deus nos deu o presente mais maravilhoso, Cristo.

4.) Pelo contrário, a história de Papai Noel é melhor contada quando é usada para encorajar as crianças a ser abnegadas e generosas.

 

Árvores de Natal
Um dos poucos elementos sobre a celebração tradicional do Natal, dos que se opõe a isso, afirmam o que diz na Escritura sobre árvores de Natal. Especificamente pensa-se que em Jeremias 10:2-4 Deus explicitamente condenava árvores de Natal: "Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus, embora com eles se atemorizem as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; cortam do bosque um madeiro, e um artífice o lavra com o cinzel."

Certamente há uma semelhança entre a coisa descrita em Jeremias 10, e a árvore de Natal. Semelhança, no entanto, não é igual a identidade. O que Jeremias descreveu era um ídolo – uma representação de um falso deus – como o verso seguinte mostra: "Como o espantalho num pepinal, não podem falar; necessitam de que os levem, pois não podem andar. Não tenhais receio deles; não podem fazer o mal, nem podem fazer o bem." (v.5)

A passagem paralela em Isaías 40:18-20 esclarece que o tipo de coisa que Jeremias 10 tem em mente, é na verdade um objeto de adoração: "Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil desde a alma até o corpo; será como quando desmaia o doente. O resto das árvores da sua floresta será tão pouco que um menino as poderá contar. Naquele dia os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu, mas se estribarão lealmente sobre o Senhor, o Santo de Israel." (Is 10:18-20)

Assim, a semelhança é meramente superficial. A árvore de Natal não se origina de adoração pagã de árvores (o qual foi praticada), porém, de dois símbolos explicitamente cristãos, do Ocidente da Alemanha Medieval.

A Enciclopédia Britânica explica o seguinte:
A moderna árvore de Natal, em hora, se originou na Alemanha Ocidental. O principal esteio de uma peça medieval sobre Adão e Eva, era uma árvore de pinheiro pendurada com maças (Árvore do Paraíso) representando o jardim do Éden. Os alemães montaram uma "árvore do Paraíso" nos seus lares no dia 24 de dezembro, a festa religiosa de Adão e Eva. Eles penduravam bolinhos delgados (simbolizando a hóstia, o sinal cristão de redenção); as hóstias eventualmente se transformaram em biscoitos de vários formatos. Velas, também, eram com freqüência acrescentadas como símbolo de Cristo. No mesmo quarto, durante as festividades de Natal, estava a pirâmide Natalina, uma construção piramidal feito de madeira com prateleiras para colocar figuras de Natal, decorados com sempre-verdes, velas e uma estrela. Lá pelo 16º século a pirâmide de Natal e a árvore do Paraíso tinham desaparecido, se transformando em árvore de Natal.

Mais uma vez, não há nada essencial sobre a árvore de Natal para celebrar o Natal. Como o mito moderno de Papai Noel, é uma tradição relativamente recente; as pessoas celebravam o Natal durante séculos sem a árvore e sem o semi-divino residente do Polo Norte.

O que é essencial ao Natal é Cristo. No entanto, isso não quer dizer que devemos jogar Papai Noel e a árvore fora de vez. Neste assunto temos liberdade cristã para adotar estas tradições e usá-los para ensinar os nossos filhos sobre Cristo, ou para celebrar o nascimento de Cristo, sem elas.

Nesse caso, não há nenhuma obrigação para celebrar seu aniversário também, desde que não é ordenado para nós na Escritura.
Todavia, seria estranho de fato, se alguém que foi salvo pelo filho de Deus, não se regozijar-se em pensar no dia que Sua encarnação manifestou-se pela primeira vez ao mundo naquela noite santa.

 

O Natal que se repete continuamente

O relato que encontramos no Evangelho de Mateus nos apresenta três reações ao nascimento de Jesus, que se repetem até hoje: 1. Fé, 2. Perplexidade e 3. Indiferença.

1. Fé
Em Mateus 2.1-2 lemos: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo".

Quem crê, vem
O que levou os magos do Oriente a virem a Israel buscando um encontro pessoal com o Rei dos judeus? Não foi, em primeiro lugar, a estrela que os levou a essa decisão, pois ela foi apenas um fato visível posterior. A realidade do nascimento de Jesus foi o motivo de sua viagem. Lemos duas vezes: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia... Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Pois vimos a sua estrela no Oriente..." Eles não buscavam a estrela, eles saíram em busca de Jesus.

Jesus veio – e por isso também podemos vir a Ele!
A certeza dos magos de que Jesus realmente havia nascido levou-os a Belém. Certamente o sinal visível da estrela guiando seu caminho foi para eles uma grande ajuda em sua longa jornada. Esse fato deixa bem claro que qualquer pessoa pode vir a Jesus, porque Ele existe! Hebreus 11.6 diz: "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam".

Essa história se repete nos tempos de hoje: conhecemos o Evangelho, temos a Bíblia. Mas é a fé viva em Jesus, a certeza de que Ele existe, que nos atrai a Ele e nos leva a falar com Ele em oração.

Quem crê vai – mesmo sem estrela
É muito animador e um testemunho alentador vermos que os magos do Oriente não permitiram que sequer um pensamento de dúvida fizesse vacilar seus corações, roubando-lhes sua certeza de encontrar o Rei que procuravam. E nós? Cremos realmente que Ele existe? Então, por que vamos tão pouco a Ele? E, por que oramos com tão pouca convicção? Por que duvidamos e voltamos a duvidar? Será que vamos até Jesus apenas quando vemos sinais ou somente quando sentimos vontade?

A maneira como os magos vieram até Jesus continua sendo um mistério para nós, mas mesmo assim sabemos que não foi a estrela que os levou a Israel e até Belém. Essa é uma idéia falsa. Eles vieram pela fé. Está escrito muito claramente na Bíblia: "Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo." E quando já estavam em Jerusalém e se punham a caminho de Belém, a estrela voltou a lhes aparecer: "Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino" (Mt 2.9).

Esses magos foram até Israel e procuraram pelo Rei, mesmo sem a direção da estrela. Eles foram simplesmente porque criam que Ele existia. Cremos mesmo sem a presença de sinais? Cremos sem ter provas? Seguimos pelo caminho e perseveramos nele mesmo quando nada vemos à nossa frente?

Quem crê é guiado mesmo que o inimigo interfira
É o que vemos em Mateus 2.8-9: "E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino." Os magos criam firmemente que Jesus havia nascido e vieram a Jerusalém. Estavam bem próximos do alvo. Mas nesse momento Herodes e os escribas se intrometeram como inimigos de Deus. Herodes mandou os magos a Belém, porém com uma motivação escusa. Seu alvo era matar o recém-nascido Messias. Mas Deus voltou a enviar a estrela, que guiou os magos exatamente para o lugar onde Jesus estava.

O inimigo pode se interpor no caminho dos crentes – mas o Senhor mantém a vitória e dirige Seus filhos até o alvo. Apesar dos empecilhos, continuamos sob Sua direção.

O Senhor poderia ter conduzido os magos diretamente a Belém, pois eles já se encontravam muito próximos de seu destino. Por que Ele não o fez e permitiu essa interferência? Porque Ele queria que as intenções dos inimigos fossem manifestas! Talvez Ele também o tenha feito para nos animar espiritualmente com o exemplo dos magos. Talvez o Senhor esteja nos dizendo através disso: "Meu filho querido! Muitas vezes o inimigo vai tentar pará-lo quando você já estiver bem próximo do alvo. Talvez ele tente pegá-lo numa cilada. Pense nisso: muitas vezes não sou encontrado na ‘capital Jerusalém’, em meio à multidão de grandes e poderosos, como muitos pensam. Muitas vezes é em ‘Belém’, nas coisas pequenas e aparentemente insignificantes, que me revelo, pois nos fracos revela-se o meu poder. Se você somente crer, jamais permitirei que você siga pela direção que o inimigo quer, mas vou levá-lo sempre ao meu objetivo! Não desanime com interferências temporárias, mesmo que a ‘estrela’ não esteja brilhando por um certo tempo. Eu o guiarei".

A fé nos conduz para onde Jesus está
Também os magos foram conduzidos exatamente ao lugar onde estava o menino, eles não erraram de endereço. Jesus é o caminho de nossa fé, o objeto de nossa fé e o alvo de nossa fé. A fé é que nos une a Jesus. Aquele que crê sempre estará onde Ele está. Os magos tinham como alvo a pessoa de Jesus, o Rei dos judeus, e por isso não podiam perder-se. "...Ele é um escudo que protege quem obedece a Deus de todo o coração" (Pv 2.7b, A Bíblia Viva).

O sol nasce para quem crê
"E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo" (Mt 2.10). "Intenso júbilo", alegria muito grande – esse é o alvo da fé: "Assim, ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor" (Jz 5.31). Já nesta terra podemos ter a experiência de que, quem crê não é envergonhado, quem crê é constantemente animado pelo Senhor. Aquele que tem fé no Senhor alcança uma alegria muito grande e uma paz muito profunda, porque segue seu caminho com Jesus. E quando as portas do céu se abrirem para nós, quando virmos Aquele que nos amou e nos salvou, quando nossos olhos enxergarem o Sol da Justiça em todo o seu esplendor, teremos chegado ao alvo de nossa fé! Deus fará "algo novo", e haverá "um novo céu e uma nova terra". Aleluia!

Quem crê, vê mais
"Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.11). Quem crê certamente não vê como os católicos. Na Bíblia não está escrito: "Viram Maria, sua mãe, com o menino" (como mostra a maioria das imagens católicas), mas: "o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram."

Quem crê consegue ver o objetivo da salvação e jamais erra o alvo. "Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão a Jesus" (Mt 17.8). O olhar da fé é dirigido diretamente a Jesus, que é nosso Mediador e nossa salvação perfeita. Quem crê também vê que, com Jesus, só pode haver entrega total, consagração da vida inteira, sem segurar nada para si mesmo. Abrimos nossas vidas e entregamos a Ele nossos tesouros? Ele é o dono de nossa vida? Nossa vida é um sacrifício pleno e completo ao Senhor?

Quem crê segue por novos caminhos
"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2.12). Quem crê coloca-se sob a direção de Deus e não vive mais regido pelas "diretrizes" deste mundo. Quem crê busca a direção de Deus e faz Sua vontade. Quem crê segue por novas veredas e deixa os velhos caminhos que trilhou anteriormente. Em Romanos 12.2 somos conclamados: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

Se esses homens que vieram do Oriente para buscar a Jesus não tivessem seguido as orientações que Deus lhes dava, eles teriam voltado a encontrar Herodes e, ter-se-iam tornado inconscientemente auxiliares do inimigo de Cristo. Quando andamos pelo caminho deste mundo, estamos seguindo pelo caminho da inimizade para com Deus (veja Fp 3.18). Mas o Salmo 119.1,3 diz: "Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho... e andam nos seus caminhos". Na trilha da fé, no caminho da odediência pela fé, seremos conduzidos por novos rumos, passaremos por caminhos maravilhosos e abençoados e nos manteremos sob a direção de Deus.

2. Perplexidade
"Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém" (Mt 2.3). Herodes, o Grande, era um idumeu, designado pelo senado romano para reinar sobre a Judéia. Ele descendia de Esaú e supõe-se que se converteu ao judaísmo apenas por conveniência.

Ele multiplicou o esplendor de Jerusalém como nenhum outro e era considerado extremamente capaz em seu tempo. Suas edificações foram insuperáveis. Ele reconstruiu o templo de Zorobabel, transformando-o em uma obra incomparável. O templo herodiano era considerado uma das maravilhas da Antigüidade. Flávio Josefo observou a respeito: "Quem ainda não viu o templo herodiano nunca viu algo realmente belo." Herodes, portanto, fez muito em prol do culto judeu.

Mas, por outro lado, Herodes era um tirano cruel e ciumento, incorrigível e destemperado, que via rivais em tudo e em todos. Praticamente não havia um dia sem execuções. Ele matou dois de seus cunhados, sua própria esposa Mariane, e dois de seus filhos. Cinco dias antes de morrer ele mandou prender muitas pessoas e ordenou a execução delas para o dia de sua morte, para ter certeza que o povo iria realmente ficar de luto naquele dia. Ele era possuído pelo medo de perder o poder e erigiu para si grandiosas construções, como monumentos em honra a si próprio.

Quando Herodes ficou sabendo que o Rei dos judeus havia nascido, assustou-se, e, com ele, toda a Jerusalém. Para ele era óbvio que precisava matar todos os bebês nascidos em Belém.

Por que Herodes ficou perplexo?
Só porque temia perder o trono! Em Jesus ele via um rival. Quem não estiver disposto a descer do trono de seu próprio coração, deixando Jesus reinar sobre ele, viverá sempre com medo. Qualquer notícia sobre a bênção na vida de outra pessoa causará perplexidade, pois não é Jesus quem reina nesse coração, mas a inveja e o ciúme. Uma pessoa invejosa sempre vê seu próximo como seu concorrente.

Não é assustador ver que um homem tão empenhado na reconstrução de Jerusalém, um homem que chegou a construir um impressionante templo para o culto judeu, não foi capaz de entregar e consagrar sua vida a Deus?! Ele próprio não possuía conhecimento das Escrituras, pois teve de mandar chamar os sacerdotes e escribas. Apesar das muitas obras religiosas, seu coração continuou cheio de trevas. Quantos "cristãos" trabalham no Reino de Deus, mas não chegam nunca até o próprio Cristo!

Como podemos examinar se é um "Herodes" ou Jesus Cristo que reina em nosso coração?
Através da pequena palavra secretamente. Em Mateus 2.7 lemos: "Com isto Herodes, tendo chamado secretamente os magos..." Quem não é sincero sempre agirá de maneira dissimulada e escondida. Uma pessoa assim sempre está preocupada consigo mesma e envolvida com seus próprios interesses. Ela não consegue ser franca, aberta e transparente. Por perseguir sempre seus próprios alvos, não se exporá à luz livremente. Os "cristãos" que agem secretamente e de maneira dissimulada, manipulando as coisas em seu próprio favor, representam um grande perigo para o Reino de Deus. Paulo diz em 2 Coríntios 4.2:

– "...rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade."

– "Não procuramos enganar o povo para que creia – não estamos interessados em fazer trapaças com ninguém. Nunca procuramos fazer com que alguém creia que a Bíblia ensina o que ela não ensina. Nós nos abstemos de todos os métodos vergonhosos. Achamo-nos na presença de Deus quando falamos, e por isso dizemos a verdade, como todos quantos nos conhecem concordarão" (A Bíblia Viva).

As verdadeiras intençãos de Herodes eram extremamente cruéis, pois ele agiu como se estivesse ajudando os magos, indicando-lhes o caminho para Belém e até dizendo que planejava ir até lá para adorar o menino Jesus, mas na verdade ele estava planejando assassinatos: "Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos" (Mt 2.16).

Não foi só Herodes que ficou perplexo, mas, com ele, toda a cidade de Jerusalém
"...alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém." Em Israel esperava-se pelo Messias. As pessoas poderiam ter se alegrado, mas ficaram alarmadas. Por quê? Porque não desejavam mudanças e porque estavam satisfeitas com as tradições. Mas elas também se alarmaram por temerem um banho de sangue e pelo medo que tinham dos romanos. Parece que consideravam os romanos mais poderosos que o próprio Deus. Eles sempre queriam a intervenção de Deus em relação aos romanos, seus odiados inimigos – mas não dessa maneira!

Hoje a situação é semelhante. Vivemos em um cristianismo satisfeito consigo mesmo e cultuamos tradições cristãs. Somos oprimidos pelo inimigo e desejamos mudanças, mas não através do Nome de Jesus. Quando alguém fala concretamente de Jesus, quando diz porque Ele veio, quem Ele é e o que Ele quer, então muitos ficam perplexos e alarmados. Quem não deseja mudar sua própria vida e está satisfeito com o que é e o que tem, ficará inquieto quando o Espírito de Deus tocar em seu coração para mudar certas coisas e para começar a fazer algo novo em sua vida.

3. Indiferença
"Então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel" (Mt 2.4-6).

Os escribas detinham a incumbência de fazer cópias das Sagradas Escrituras e de zelar fielmente por toda letra do Antigo Testamento. Eles eram responsáveis pelo cumprimento exato das leis transmitidas oralmente. Para isso escreviam comentários sobre o Antigo Testamento.

Eles eram versados na Palavra de Deus mais que qualquer outra pessoa. Eles conheciam a Palavra Profética e criam nela – mas não em seu cumprimento, pois não tinham uma relação pessoal com ela. Mesmo lidando com a Palavra em nível religioso, tradicional e profissional, seu cumprimento deixou-os assustadoramente frios. Justamente a cúpula da religiosidade de Jerusalém mostrou-se desinteressada pelo nascimento de Jesus, indicado por tantas profecias. Conhecimento das Escrituras não significa automaticamente conhecimento de Deus. Já no nascimento de Jesus ficou evidente que os escribas e fariseus viviam uma vida aparentemente piedosa, mas na realidade estavam mortos espiritualmente. Eles, que deveriam ter sido os primeiros a visitarem Jesus, nem se dirigiram até Ele.

Aqui fica evidente de uma maneira muito trágica que os escribas e principais sacerdotes nunca tinham buscado ao Senhor Jesus. O mistério do Senhor manteve-se oculto aos seus olhos, por não O temerem e por não O buscarem. Não é assustador observar que os mais piedosos dos religiosos mantiveram-se na mesma escuridão espiritual que encobria o ímpio Herodes?

Com Jesus o que importa não é saber muito, falar muito ou fazer muito. O que importa é largar tudo e ir até Ele! "E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.10-11).

Venha também você a Jesus, adore-O e entregue-Lhe sua oferta (toda a sua vida, veja Romanos 12.1), pois Ele fez tudo por você ao tornar-se homem e ao morrer na cruz do Calvário!

 

"Levando a sério o natal de Jesus"

"Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor, o anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para toto o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Acharás um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade" (Lc 2.1-14).

A cena é muito viva, muito forte, impressionante. Pastores estavam no campo guardando rebanhos, possivelmente destinados aos sacrifícios do templo. Eram pessoas desprezadas. Tão desprezadas que eram rejeitados como testemunhas em julgamentos. E, no entanto, foram escolhidos por Deus para receber em primeira mão a mensagem de salvação numa prévia da proclamação na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4.18,19).

O anúncio não era esperado pelos pastores, e, restabelecida a confiança dos ouvintes, vem a nota de alegria e de vitória: "Fora o temor! Alegria! Profunda alegria!" Na verdade, a alegria sempre anda de mãos dadas com a pregação do evangelho. Jesus Cristo anuncia e traz a salvação, e a alegria imprime a sua marca: "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar" (Lc10.17; cf. At 5.40, 41).

A proclamação da alegria ocorre porque hoje Ele nasceu! Começou o tempo final, o tempo da realização! Chegou a plenitude dos tempos!
E quem é essa criança recém-nascida? Diz o mensageiro dos céus: o Salvador, o Cristo, o Senhor! E, no entanto, parece que tudo está às avessas, pois o Senhor, o Cristo, o Salvador está repousando num cocho, numa estrebaria.

Esse é, porém, exatamente o sinal de Sua necessidade, pois talvez houvesse na pequena vila de Belém outra criança envolta em faixas que lhe apertariam o corpinho, os braços, as pernas para que se desenvolvessem firmes e ajustadas, segundo criam as comadres da época. Mas dormindo num mangedoura, só o Messias. Esse é o sinal, a marca da humildade, do esvaziamento nos termos do antigo hino que era cantado nas reuniões da Igreja dos apóstolos, e que Paulo registrou em Filipenses 2.5-11, hino que canta a encarnação, ministério, morte, ressurreição e exaltação de Jesus Cristo, hino que representa a confissão de fé dos nossos irmãos da primitiva Igreja:
"Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Fl 2.5-11).

Surgem os anjos formando uma grande milícia, um grande exército. Mas é um exército diferente?! Não de guerra, senão de paz! E se realiza, deste modo, o primeiro culto cristão de que se tem notícia: a mensagem foi pregada (vv. 10-12), o coro canta
"Glória a Deus nos mais altos céus, e na terra Sua paz aos homens sobre quem repousa Seu favor" ["Glória a Deus nas alturas, e paz na terra e boa vontade aos homens a quem Ele quer bem"] (v. 14).

Cumpre-se Hebreus 1.6, e em duas linhas, duas breves linhas, cantam os mensageiros de Deus o que significa o nascimento de Jesus. Não é um desejo; é uma proclamação dos extraordinários feitos de Deus, razão porque, quase no fim do Seu ministério terreno, Jesus afirma, "Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer" (Jo 17.4)
Alegria! Grande nota de alegria! Pois se até agora, dava-se glória ao gênio, à fortuna, ao triunfo, no Novo Testamento é a glória de Deus, a paz por excelência, a alegria coroando essa paz!

 

A PAZ É UM IDEAL
É próprio da linguagem cristã falar em algo que já está conosco, mas ainda há de ser pleno. O reino de Deus já está entre nós, mas há de ser plenamente implantado (cf. Mc 1.15; Lc 17.21; Mt 6.10); Satanás já está vencido, porém o "mundo inteiro jaz no Maligno" (1Jo 2.13b; 5.19b); Jesus Cristo já é vencedor, mas há de vencer (Jo 16. 33; Mt 24.30). A paz é conseqüência da chegada do reino de Deus, não obstante o mundo viver em violência. É tão somente ler as manchetes dos jornais.

"Glória a Deus" é algo fundamental à "paz na terra". A paz de Jesus Cristo, no entanto, não é como a oferecida pelo mundo, pelos sistemas de idéias, pelas escolas de pensamentos ou pelos sistemas políticos. O mundo conhecia a chamada Pax Romana, a paz existente porque Roma era a senhora do mundo. Foi o período de 30 a.C. a 180 d.C., quando deu-se uma grande prosperidade e tranqüilidade por razão do bom governo dos romanos das Ilhas Britânicas aos limites da Mesopotâmia (hoje Iraque) e do Mar do Norte ao Norte da África.

A Pax Romana foi iniciada com Otaviano que conseguiu resolver os problemas internos e externos, acabou com os piratas do Mediterrâneo que prejudicavam a navegação entre a capital do império e as províncias da Äsia Menor e as da costa africana. Estradas foram construídas para uso militar, e depois para transporte de bens de consumo e alimentos: o vinho, o azeite, a cerâmica da Gália (hoje França), vidro da Germânia (hoje Alemanha, têxteis da região gaulesa (hoje Bélgica), o fim do pedágio. O imperador permitiu certa autonomia às províncias e a manutenção da língua, costumes e religião locais. Havia, no entanto, uma língua franca: o grego comum.
Porém, se Jesus tivesse vindo um século antes, o evangelho teria sido bloqueado pelas fronteiras fechadas, e pelos piratas nos mares; se dois séculos depois, os bárbaros não permitiriam a evangelização se expandir. Não é, porém, dessa paz política que os anjos cantaram, pois por volta do terceiro século d.C., acabou a Pax Romana vencida pela anarquia política, inflação monetária e tremenda crise financeira.

A paz encerra todas as bênçãos trazidas pela salvação: é o restabelecimento de tudo o que fora perdido pelo pecado; é a conseqüência da aliança de Deus com Israel, e renovada por Jesus Cristo (cf. Is 54.10). É o evangelho de Cristo, que é o Príncipe da paz, nossa paz (cf. Ef. 6.15; Is 9.5ss; Ef 2.14). É paz de espírito na verdade e na luz, essa luz que envolveu os pastores e como luz de Cristo envolvem cada cristão. Não é paz para o ambicioso, para o mundano, para o ímpio, ou para o que quer vitória passageira. Essa glória e essa paz que há nos céus devem por Jesus Cristo se tornar realidade na terra (cf. Is 57.15-20).

A PAZ É UM DEVER
Aprendemos com a Bíblia que a paz acompanha a fé (Rm 15.13); Acompanha também a justiça e a retidão (Is 32.17); acompanha o conhecimento de Deus (Sl 119.165) e acompanha a mente guiada pelo Espírito Santo (Rm 8.6).
A promoção da paz é um dever dos crentes em Jesus Cristo (Mt 5.4). Entretanto, não é fácil ser pacificador. Nas "bem-aventuranças", Jesus Cristo não está falando de se ser pacífico. Não são bem-aventurados os que tomam uma atitude passiva diante das injustiças, malquerenças e calúnias. São bem-aventurados os promotores da paz, os que ativamente empregam suas energias espirituais, morais e materiais para promover a reconciliação e conseqüentemente a paz. Lembremos que nossa tendência, da velha criatura, do coração não renovado pela misericórdia de Deus, á para represálias e vinganças. Paulo explica esse ensino de Cristo ao nos lembrar que o mesmo Jesus nos confiou o ministério da reconciliação (2Co 5.18), e, realmente, a paz que Jesus trouxe foi a reconciliação entre Deus e a pessoa humana, bem como a reconciliação entre o ser humano e seu semelhante, e a iniciativa é sempre do Criador.

A promoção da paz como dever do cristão é lutar pelo estabelecimento de um ambiente de justiça, e nunca a lei foi tão machucada como em nossos dias: nunca o caráter foi tão desprezado em nossa pátria! Mas isso não é novidade! No começo do século, Capistrano de Abreu, historiador patrício, dando uma entrevista sobre o descredito das leis de nossa pátria, sugeriu que melhor seria que fossem queimadas todas as leis do Brasil, e decretada uma só: "cada brasileiro fica obrigado a ter vergonha!" E o assunto é muito mais antigo: "Portanto se envergonharam por terem cometido abominação? Não, de maneira alguma: nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se" ( Jr 6.15a ).

A promoção da paz como dever do crente em Jesus Cristo é lutar pela sinceridade entre as pessoas, e mais especialmente entre os irmãos em Cristo. No teatro romano, o uso de máscaras determinava o sentimento da cena. Máscaras eram feitas de cera: daí que sem a máscara era estar "sem cera", ou seja, sincera.
Duas coisas alimentam a sinceridade: o amor e a pureza da alma. Quanto ao amor, Paulo ensina, "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes e não tivesse amor, nada seria." (1Co 13.1,2)
Quanto à alma pura, é aquela que se apresenta equilibrada, bem orientada, não dividida em seus sentimentos para com Deus e o próximo. Paulo ensina que "tudo é puro para os que são puros" (Tt 1.15) A alma impura não tem discernimento e não pode expressar o que é bom, porque não discerne entre o bem e o mal.

Jesus Cristo é a expressão da esperança e das promessas do Antigo Testamento: a proclamação aos pobres, aos que vivem afastados, aos que não têem abrigo nas cidades, aos que estão sós como aqueles pastores dos campos de Belém.

A glória de Deus e a paz entre os homens estão em Cristo unidas para sempre. Não é resultado de tratados, alianças ou acordos entre autoridades governamentais, mas é pura obra de Deus! Isso é o que o Natal tem significado para os cristãos comprometidos com o Cristo que é o "Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno e Príncipe da Paz" (Is 9.6). A essa paz somos chamados!

 

O verdadeiro sentido do Natal

Todos sabem que, no natal, comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Mas, quem eh Jesus e para que ele nasceu? Na Biblia estao as palavras do apostolo Paulo que disse: "Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (I Timoteo 1.15)

Que Jesus veio ao mundo, ninguem duvida. A propria historia geral cita esse fato. Alias, todos os outros fatos historicos ficaram divididos entre antes e depois de Cristo. Ele se tornou um ponto de referencia universal. Quanto a veracidade de sua existencia, existe comum acordo. Mas, quanto ao proposito da sua vinda, começam as polemicas, que se originam em meras opinioes humanas. O que o texto biblico diz eh que Jesus veio para salvar os pecadores. Ele nao veio fundar uma nova religiao, nem criar uma nova linha de pensamento filosofico. Ele veio salvar os pecadores. O que eh salvacao? Libertacao e livramento. Libertacao no sentido presente: Quando alguem se entrega a Cristo, ele o liberta dos vicios, das angustias existenciais, da infelicidade, e das opressoes espirituais. A salvacao eh tambem livramento no sentido futuro. Os que aceitam a Cristo ficam livres da condenacao eterna que sobre eles recairia no juizo final.

O apostolo Paulo termina a frase com as palavras : "dos quais eu sou o principal". Ele disse que a salvacao era para os pecadores e que ele se considerava o principal deles. Isto eh reconhecimento do estado pecaminoso. A parte de Deus na obra da salvacao foi enviar Jesus para morrer em nosso lugar, recebendo sobre si o castigo que seria nosso. A nossa parte eh reconhecer que somos pecadores e que precisamos do perdao que Cristo oferece. Jesus eh o medico espiritual que atende com amor a todos os que reconhecem a doenca do pecado. Ele ama a todos e diz "Vinde a mim todos vos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei." (Mateus 11.28)

Reconhecamos pois nossa situacao e oremos : "Senhor Jesus, sou pecador. Estou perdido e condenado. Preciso de ti. Eu creio que tu morreste em meu lugar. Tu assumiste a minha culpa e o castigo que seria meu. Agora, eu te aceito como meu Senhor e suficiente Salvador. Entrego a ti a minha vida e tudo que sou. Perdoa todos os meus pecados e ajuda-me a evita-los. Transforma-me para que eu possa viver para a tua honra e morar contigo na eternidade. Amem." Voce pode falar com Cristo agora mesmo onde voce estiver. Se voce o fizer com fe e com um sincero desejo de ter uma experiencia real com ele, sua vida sera transformada.
So assim voce podera ter um FELIZ NATAL, pois, dessa forma, o nascimento de Jesus fara diferenca para a sua vida, como fez para mim e para milhares de pessoas em todo o mundo.

 

Verdade sobre o natal
Após a morte do último apóstolo, a Igreja começou a se afastar daquela linha traçada por seu fundador. Em conseqüência disso, muitas verdades foram perdidas e algumas práticas pagãs foram acrescentadas na vida da Igreja.

 

O crente deve comemorar o Natal? Jesus nasceu em 25 de dezembro, realmente?

 

Introdução
A Igreja nos seus primeiros anos de vida causou uma verdadeira revolução na sociedade contemporânea, e até o final do 1º século se manteve firme no fundamento dos apóstolos, isto é, nas verdades estabelecidas por Cristo.

Após a morte do último apóstolo, a Igreja começou a se afastar daquela linha traçada por seu fundador. Em conseqüência disso, muitas verdades foram perdidas e algumas práticas pagãs foram acrescentadas na vida da Igreja.

 

O que dizem as Enciclopédias
A festa do Natal teve sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao resto do mundo.

Em que se inspirou a Igreja Católica? Não foi nos ensinamentos do Novo Testamento. Não foi na Bíblia e nem nos apóstolos que foram instruídos pessoalmente por Jesus. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo.

Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica e não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito a Enciclopédia Católica (edição de 1911):

"A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja ... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito ... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal".

Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade :

" ... não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo".

A Enciclopédia Britânica (edição de 1946) diz: "O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja ... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo".

A Enciclopédia Americana (edição de 1944) diz : "O Natal de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo , mas sua morte . ( A comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte).
Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V , a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol , já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo".

Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades históricas demonstram que durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã.

 

Jesus não nasceu em 25 de dezembro
Jesus Cristo nem sequer nasceu na época do ano em que se comemora o Natal! Quando Ele nasceu "havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite" (Lucas 2:8). Isto jamais pode acontecer na Judéia no mês de dezembro. Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e os guardavam para os proteger do inverno que se aproximava , tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia prova em Lamentações 2:1

“COMO cobriu o Senhor de nuvens na sua ira a filha de Sião! Derrubou do céu à terra a glória de Israel, e não se lembrou do escabelo de seus pés, no dia da sua ira.” e Esdras 10:9,13 “Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas... Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora; nem é obra de um dia nem de dois, porque somos muitos os que transgredimos neste negócio.”, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos a noite no campo.

"Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa ( em princípios da primavera ) e trazê-los de volta para casa ao começarem as primeiras chuvas". (Adam Clark Commentary , vol. 5, pág 370).

É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para época de frio e chuvas (Lucas 2:1 “E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse.” ).

Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode confirmar o fato de que Cristo não nasceu em 25 de dezembro. A enciclopédia católica o disse claramente.
A data exata do nascimento de Jesus Cristo é desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se fosse a vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o nascimento de Jesus Cristo , Ele não haveria ocultado esta data.

 

Como esta festa se introduziu na Igreja
The New Shaff-Herzog Enciclopedia of Religious Knowkwdge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal: "Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve sua origem na paga Brumália (25 de dezembro), que seguiu a Saturnália ( 17 a 24 de dezembro ) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália a Brumália estava demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influencia crista. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotamia acusavam os seus irmãos orientais de idolatria e culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã".

Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém com a vinda do governador Constantino no século IV , que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com paganismo, o mundo romano passou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos apareceram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente tenha sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria muito especial. Agradava o povo! Não queriam suprimi-la.

Dessa maneira Constantino institucionalizou a Igreja Cristã, colocando o cristianismo como religião oficial.

Neste processo a Igreja se "paganizou" e o mundo se "cristianizou".

O sistema aceitou a moral cristã e legislou de acordo com ela a família, o dia do repouso, os deveres religiosos, a moral sexual, etc. Porém não renunciou aos valores fundamentais do humanismo: a ambição do poder, o amor ao dinheiro e a vangloria da vida.

Ao mesmo tempo a Igreja seduzida pela tentação de Satanás, sucumbiu por ambicionar o poder oferecido pelo Império Romano e as riquezas que este colocava a sua frente.

 

A verdadeira origem do Natal
Temos visto, pois, que o Natal foi estabelecido por meio da Igreja Católica Romana e que ela o recebeu do paganismo. Porém, qual foi sua verdadeira origem?

O natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia e, como tal, tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode! Sim, data da época imediatamente posterior ao dilúvio!

Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode deriva da palavra "marad", que significa "rebelar".

De escritos antigos aprendemos que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada que tem dominado o homem deste tempos antigos até agora. Ninrode era tão perverso que, segundo escritos antigos, casou-se com sua própria mãe cujo nome era Semiramis. Morto prematuramente, sua chamada mãe-esposa, Semiramis, propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal.

Semiramis se converteu na "rainha dos céus" e Ninrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idolatra, Ninrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a "mãe e o filho" (Semiramis e Ninrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da "mãe e do filho" se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona" muito antes do nascimento de Jesus Cristo.

Nos séculos quarto e quinto os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo" levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos dissimulando-os (não dar a perceber) sobre nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia da "mãe e do filho", especificamente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.

 

Quem foi criado neste mundo babilônico, que tem aceitado estas coisas durante toda a vida, tem aprendido a venerá-las como algo sagrado. Não duvida. Jamais se detém para verificar se estes costumes tem sua origem na Bíblia ou na idolatria pagã.

Assombramo-nos ao conhecer a verdade e, infelizmente, há aqueles que se ofendem ao ouvir a verdade. Porém, Deus ordena a seus ministros fiéis: "Clama em vós alta, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão." ( Isaías 58:1 ).

A verdadeira origem do Natal está na babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis ( nome egípcio da "rainha do céu" ) nasceu no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data antes do nascimento de Cristo.

 

Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a Igreja primitiva jamais celebraram o nascimento de Cristo nesta data e em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem ou instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe sim, a ordem de observarmos a Sua morte ( I Co 11:24-26 “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” ;
Jo 13:14-17 “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” ).

Assim foi, como os "mistérios dos caldeus", inventado pela esposa de Ninrode e nos foi legado (dados como herança), com novos nomes cristãos, pelas religiões pagãs.

 

Estamos na Babilônia sem sabermos
O Natal tem se tornado uma festa comercial sustentada em parte pelas companhias publicitárias. Em muitos lugares vemos um "Papai Noel" em disfarce. Os anúncios publicitários nos mantém enganados sobre o "espírito de Natal". Os jornais e revistas onde são publicados estes anúncios também trazem editoriais que exaltam a festividade pagã e seu "espírito". As pessoas crédulas estão tão convencidas, que muitas se ofendem ao conhecer a verdade. Porém o "espírito natalino" é renovado a cada ano, não para honrar a Cristo, mas para vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se apresenta como "anjo de luz", algo aparentemente bom.

Denominamo-nos como nações cristãs, porém, sem sabermos estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse 18:4 nos adverte: "Sai dela povo meu para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”

 

Afinal, a Bíblia mostra quando nasceu Jesus?
Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento - a Festa dos Tabernáculos.
Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do 7º mês (Tisri/Etanin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro/outubro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo (Lv 23:39-44 “Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Assim pronunciou Moisés as solenidades do SENHOR aos filhos de Israel.” ;

Ne. 8:13-18 “E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei. E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim. E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.” ).

 

No Evangelho de João capítulo 1 , vs. 14, vemos : "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou ; isto é, a festa dos tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7:14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” ) que significa Deus conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26:2 “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.” ;
I Co 5:7 “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” ), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (At 2:1 “E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar.” ).

 

Vejamos nas escrituras alguns detalhes que nos ajudarão situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. ( I Cr 24:1-19 - 24 turnos X 15 dias=360 dia ou 1 ano)

O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr 24:10 “A sétima a Hacoz, a oitava a Abias.” )
O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Nisã ou Abibe - Ex12:1-2; Dt. 16:1 ; Ex. 13:4 )
Temos então a seguinte correspondência :

Num

Nome

Mês

Turnos

Referência

1

Nisã (Abibe)

Março/Abril

1 e 2

Ex 13:4; Et 3:7

2

Iyiar (Zive)

Abril/Maio

3 e 4

I Re 6:1

3

Sivã

Maio/Junho

5 e 6

Et 8:9

4

Tamuz

Junho/Julho

7 e 8

Jr 39:2; Zc 8:19

5

Abe

Julho/Agosto

9 e 10

Nm 33:38

6

Elul

Agosto/Setembro

11 e 12

Ne 6:15

7

Etanin ou Tisri

Setembro/Outubro

13 e 14

I Re 8:2

8

Marquesvã (Bul)

Outubro/Novembro

15 e 16

I Re 6:38

9

Quisleu

Novembro/Dezembro

17 e 18

Ed 10:9; Zc 7:1

10

Tebete

Dezembro/Janeiro

19 e 20

Et 2:16

11

Sebate

Janeiro/Fevereiro

21 e 22

Zc 1;7

12

Adar

Fevereiro/Março

23 e 24

Et 3:7

 

Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias ( Lucas 1:5,8,9 “Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel... E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma, Segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.” )
Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24 “E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo.” ). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe. Agora um dado muito importante: Jesus foi concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38 “E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens. E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria... ” ). Portanto Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.

 

Visto estes detalhe nas Escrituras, chegamos a conclusão que João Batista foi gerado no fim de junho ou inicio de julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi concebido seis meses depois, no fim de dezembro ou início de janeiro. Ele não nasceu em dezembro como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Tisri/Etanin), setembro no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu Jesus!
Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel. Deus habitando conosco.
 Diante de tudo isso, temos claro da parte de Deus e da própria história secular a origem do natal e de seus objetos (árvore de natal, guirlanda (cordão ornamental de flores, folhagem e etc.), presentes, presépio, Papai Noel, etc.).

A Igreja nestes dias de restauração tem que renunciar a essa cultura que nos foi imposta e pregar que Jesus não está indefeso numa manjedoura, mas que nasceu, cumpriu todo o propósito de Deus, morreu, ressuscitou e hoje reina sobre e através da Igreja pelo poder do Espírito Santo, que está em nós que O confessamos e O temos como Senhor de nossas vidas.

Ano Novo

Que caminho seguir?

Recentemente ouvi de um grande amigo, que ele havia decidido demitir-se do seu emprego, no final do ano. Ele não sabia ainda o que iria fazer, mas sentia que permanecer na sua atual posição de trabalho, seria um desserviço a si próprio e ao seu empregador. Ele possuía alguma poupança, que lhe permitiria viver durante algum tempo, mas o mais importante é que ele desejava dar a si mesmo a oportunidade de parar e reavaliar a direção de sua vida e seu futuro profissional.

Isto exige um passo de fé, coragem e integridade. A maioria de nós se apegaria a suas atuais posições, até ter assegurado um novo emprego. Mas o meu amigo, que vem se desenvolvendo não apenas profissionalmente, mas também espiritualmente há mais de 10 anos, não estava disposto a se contentar por menos do que o melhor de Deus para ele e sua família. A questão é: como ele pode determinar o que é, de fato, o melhor de Deus para ele e que direção tomar?

Uma das coisas que muito tenho apreciado a respeito da Bíblia é a sua praticidade. Ela nos oferece princípios sadios e cheios de significado para a vida diária; incluindo para o nosso trabalho; assim como para a vida eterna. Estes princípios têm sido inestimáveis para mim e para muitas pessoas que conheço e me parece que o início um novo ano; cheio de oportunidades e desafios ainda não descortinados ; é uma época propícia para aprendermos (ou reaprendermos) a melhor forma de discernir a direção apropriada e responder à pergunta: "Que caminho seguir?"

Nem sempre confie no que aparenta ser óbvio. Algumas vezes é impossível reconhecer o que jaz à frente, tanto quanto se é incapaz de ver a pessoa que se aproxima por detrás da quina de um edifício. "... Andamos por fé e não pelo que vemos" (II Coríntios 5:7).

Não espere compreender tudo. Poderemos enfrentar um contratempo imprevisto, ou um obstáculo pode, de repente, bloquear nossa habilidade para atingir uma determinada meta. As nossas apresentações mais cuidadosamente planejadas podem falhar em atingir os resultados desejados. Em momentos como esses tranqüiliza acreditar que Deus pode transformar a aparente derrota em vitória. "Confia no Senhor de todo o seu coração; nunca pense que sua própria capacidade é suficiente para vencer problemas. Em tudo quanto for fazer, lembre-se de colocar Deus em primeiro lugar. Ele guiará os seus passos e você andará pelo caminho do sucesso" (Provérbios 3:5-6).

Seja honesto com relação aos seus motivos. Por vezes nossas decisões podem ser moldadas por motivações erradas. Podemos responder impulsivamente movidos pelo nosso orgulho, ira ou frustração. O resultado pode ser desastroso. Assim, antes de dar um passo importante, pergunte a si mesmo: "Por que estou fazendo isto?" "Há sempre uma maneira ou outra de justificarmos nossas ações, mas o Senhor conhece nossos pensamentos e nossas intenções" (Provérbios 21:2).

Antes de agir busque conselho confiável. Na busca de avaliar nossas vidas, não podemos evitar de ter uma perspectiva tendenciosa, baseada em nossas experiências passadas e nas expectativas futuras. Muitas vezes vale a pena solicitar aconselhamento objetivo, de pessoas qualificadas, capazes de oferecer pontos de vista diferentes e esclarecedores. "... Com muitos conselheiros há segurança" (Provérbios 11:14).

 

Por um ano realmente novo

Todo mundo já ouviu falar em lugar-comum. É aquele tipo de expressão desgastada, massificada, usada a torto e a direito apenas por hábito. Também chamada de chavão, o lugar-comum – que pode ser uma frase, uma combinação de palavras ou uma imagem –, de tão repetido, perde a força original. Vira uma expressão vazia de conteúdo, superada, sem imaginação.
Quando se somam linguagem religiosa às celebrações de ano novo, temos um chão muito fértil para brotarem palavras desgastadas. Fala-se de esperança sem saber exatamente o que se diz. A prosperidade desejada, como acontecerá? A cada ano repete-se o lugar-comum das decisões e listas de compromissos: orar mais, ler disciplinadamente a Bíblia, fazer regime, voltar a cantar no coral. Promessas e mais promessas que são feitas mesmo quando se sabe, de antemão, que tudo será engavetado dali a poucas semanas, ou mesmo dias. Nada mais que platitudes, votos vazios.
Janeiro de 2003, que chegou e já vai passando, está parecidíssimo com janeiro do ano passado, ou do retrasado. Em meados de maio – talvez antes –, esqueceremos que este foi um ano novo tão esperado. Repetiremos, em agosto, todos os “agostos” já vividos. Há um poema de Carlos Drummond de Andrade adverte que não adianta querer transformar a vida através de clichês enfadonhamente repetidos: “Para ganhar um ano novo que mereça este nome/ Você, meu caro, tem de merecê-lo/ Tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil/ Mas tente, experimente, consciente/ É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”.

 

E os votos de felicidades e saúde? Ouvem-se tantos deles a cada fim de ano que acabamos acreditando numa certa mágica da noite do dia 31 de dezembro. Esperamos que as engrenagens do destino se revertam e a Fortuna, deusa da sorte, nos visite. Acontece que Fortuna é uma deusa que faz acepção de pessoas e premia apenas os seus prediletos. A maioria dos mortais acordará por meados do primeiro trimestre precisando enfrentar uma dura realidade – a de que viver custa o suor do nosso rosto.
Por que não decidimos, simplesmente, que no fim de cada trimestre teremos a celebração de um novo ano? Assim, poderíamos rever com mais freqüência as nossas listas de boas intenções e analisar os progressos e inconstâncias. Repensaríamos nossas vidas e nos arrependeríamos das nossas besteiras. Também celebraríamos nossas virtudes... Teríamos ceias trimestrais, já pensou?. As famílias se juntariam e os velhos não ficariam tão sós o ano todo. Meninos e meninas não esperariam tanto para ganhar os sonhados presentes.

 

Mais: teríamos pelo menos um culto de vigília a cada três meses, nos quais, nas nossas igrejas, agradeceríamos a fidelidade de Deus. Abraçaríamos nossos amigos desejando que no próximo ano – que, lembre-se, findaria em três meses! – eles fossem pessoas melhores. Elegeríamos o dia primeiro do mês seguinte para ser igual ao primeiro de janeiro de agora: um dia universal de fraternidade entre os povos. Aumentaríamos para quatro os dias em que as nações em guerra decretariam armistício e soltaríamos mais fogos de artifício para celebrar a paz.

 

Infelizmente, o perigo de celebrar-se o Ano Novo a cada três meses é que isso não resolve o problema do lugar-comum. Assim como a vida não muda na última badalada do sino na meia-noite do réveillon, também não mudaria a cada fim de trimestre. Tal proposta só ajudaria a vender mais guloseimas típicas e a deixar as pessoas mais gordas depois de repetidas passagens de ano. O ódio não regride com a decretação de mais feriados. Não se promove amor com festas.
Não podemos nos esquivar dos nossos dramas com jargões religiosos. Chega de querer exorcizar a vida com pensamentos piegas que não passam de encenação espiritual. Orações decoradas ou repetidas são impotentes para gerar realidades históricas. Hannah Arendt, filósofa que buscou entender a mente dos assassinos nazistas durante o tribunal de Nurembergue, inquietou-se com os generais de Hitler respondendo as perguntas dos promotores com clichês e concluiu: “Clichês, frases feitas, adesões a códigos de expressão e conduta convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os fatos e acontecimentos em virtude de sua mera existência”.
O ano novo não precisa acontecer a cada volta que a Terra dá ao redor do sol, mas a cada batida de nosso coração.
O futuro não se concretiza pela simples cronologia do tempo, mas na seqüência de nossas ações. Cada gesto, palavra ou atitude que plantamos, gera conseqüências que colheremos cedo ou tarde. Cada conseqüência colhida representa uma nova etapa de nossas vidas.
O presente é o prólogo do futuro. A Bíblia ensina este princípio na famosa lei da semeadura: “O que o homem plantar, isso ele colherá”, conforme Gálatas 6.7. A praticidade dessa premissa se expressa em Provérbios 22.8: “Aquele que semeia a injustiça segará males”. Ninguém deve esperar mais segurança para as ruas das cidades brasileiras e menos fome nos sertões abandonados apenas porque chegou um ano novo. Será necessário que se desmantelem as estruturas perversas que promovem a morte e se estabeleça uma nova ordem. Assim, nenhuma pessoa pode imaginar que sua vida se transformará para melhor no novo ano se não se revestir de novos valores e não rasgar do coração a maldade.

 

O Ano Novo não simboliza uma porteira para o paraíso – ele nos lembra apenas que a vida flui inexorável, e precisamos zelar pelo presente. Norberto Bobbio, um dos maiores juristas italianos do século 20, ao se aproximar dos seus 87 anos, escreveu uma autobiografia intelectual muito triste e repleta de conselhos aos mais jovens. (O tempo da memória, Editora Campus). Convém ouvi-lo: “Hoje alcancei a tranqüila consciência, tranqüila porém infeliz, de ter chegado apenas aos pés da árvore do conhecimento. Não foi do meu trabalho que obtive as alegrias mais duradouras de minha vida, não obstante as honras, os prêmios, os reconhecimentos públicos recebidos, que aceitei de bom grado mas não ambicionei e tampouco exigi. Obtive-as dos meus relacionamentos – dos mestres que me educaram, das pessoas que amei e que me amaram, de todos aqueles que sempre estiveram ao meu lado e agora me acompanham no último trecho da estrada”.
Quem desejar um Ano Novo que mereça este nome fuja do cinismo, sepultura das palavras sem espírito. Rejeite o ceticismo que asfixia os sonhos. Abomine o rancor que regurgita ódios acumulados. Despreze a avareza que paralisa a bondade. Desdenhe da vaidade que transforma pessoas em ídolos. Para que o ano seja realmente novo, queira mais sentir-se filho do que útil. Acredite que é melhor ser amigo do que um herói de guerra; e que dominar o espírito é melhor que conquistar uma cidade, como ensina Provérbios 16.32. Deseje agasalhar afetos genuínos, que são a única riqueza concreta. Ambicione semear a verdade de Deus, promovendo a concórdia entre as pessoas. Entregue-se a uma causa que exija um empenho maior que simplesmente sobreviver.
O cristianismo pode transformar pessoas, cidades e países, bem como o próprio tempo. Mas isso requer engajamento político, ação evangelizadora e empenho missionário. Acreditando que o discipulado acontece a partir de alianças entre amigos que se submetem em amor e munidos dos princípios eternos da Bíblia, nascerão novos homens e mulheres, únicos construtores do novo amanhã. Comunidades cristãs unidas em parcerias desinteressadas somarão seus potenciais fermentando tudo o que estiver ao redor.

 

Sem esperar datas, construamos o tempo do renovo. Ele virá como fruto de nossa sintonia com os propósitos de Deus na história e dos atos de homens e mulheres dedicados aos valores do Reino. Assim, em todas manhãs se iniciará um feliz ano novo.

 

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