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Dízimo

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.”  Ml 3.10, 11 e 12

O Dízimo foi instituído por Deus aos judeus que viviam sob  o domínio da Lei. É certo que o Senhor Jesus reconhecia a autoridade desta Lei, era judeu e nascido sob a Lei ("Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," Gl 4.4), com a missão de cumpri-la ("Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." Mt 5.17,18). Jesus não determinou de forma direta que o dízimo seria uma obrigação aos participantes da Nova Aliança.

 

a) Na Bíblia vemos que o primeiro a dar o dízimo foi Abraão
"E de tudo lhe deu Abrão o dízimo." Gn 14.20
Abraão ao regressar da vitória sobre os reis inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória.

b) Jacó movido a dar o dízimo:
"...de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo." Gn 28.22

 

c) O dízimo é instituído pela Lei Mosaica.
"A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele." Lv 27.30 e "Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo." Dt 14.22

Os dízimos deveriam ser postos nas mãos dos Levitas, em posse pelo ministério que eles serviam no tabernáculo do concerto, como recompensa por não terem parte na herança da terra.

O Novo Testamento não faz profundas referências a respeito do tema, mas, movidos pelo Espírito Santo, compreendemos que é bom e agradável ofertarmos a Deus.
Paulo escrevendo às igrejas ensina que deveriam fazer coletas, nas quais os servos dariam segundo a sua prosperidade ("Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for." 1Co 16.1-2). Uma ação de amor, generosidade e alegria ("E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre." 2Co9.6-9). Não havia uma definição de quantidade (10%), as ofertas eram segundo as posses da cada um. Este é o mesmo entendimento para o dízimo hoje, uma doação à igreja de ofertas agradáveis, que devem ser usadas na manutenção do templo, missões, meios de comunicações,  mas, principalmente no auxilio aos irmãos mais carentes, ligados ou não à denominação; afinal, no Reino não há denominações. É inaceitável que as igrejas guardem o dinheiro do Senhor (poupança e aplicações diversas) enquanto há tantos irmãos necessitados de um auxilio financeiro. Usa-se como parâmetro a décima parte, no entanto, não é uma obrigação metódica.
Infelizmente esta questão é uma tema desgastado, geralmente visto pelos não cristãos como um meio de explorar a fé dos mais simples. É lamentável que muitas igrejas realmente agem assim explorando à boa fé de seus membros com promessas de recompensas extraordinárias para aqueles que darem ou pagarem como preferem alguns os seus dízimos.

Paulo escreveu uma carta ao povo de Corinto, na qual diz:
“O homem natural não aceita as cousas do Espírito... pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las.” 1Co 2.14
Dentro das igrejas há muitos que por diversos motivos não aceitam a idéia de reservar uma parte de seus ganhos para o Senhor.

Os questionamentos variam do lógico ao absurdo. Por exemplo:

. Deus não precisa de dinheiro!
. Deus é dono de tudo!
. Não vou encher a barriga de pastor!
. Ganho pouco, e sou pobre!
. Não sobra para o dízimo!
. Tenho escola, e muitas despesas!
. Isto é para os ricos!
. e diversas outras desculpas.

Era a respeito desses que Paulo escrevia, são homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, vivem uma vida normal, natural e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos.

Jesus literalmente afirma: “ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33
Esta é a principal condição exigida aos servos, a renúncia. Deixar todas as coisas para trás, princípios, pensamentos, pontos de vistas, conhecimentos, sabedoria.
Ser apenas vasos abertos e prontos para serem cheios. Quando isto acontece, os questionamentos deixam de existir, pois o que importa verdadeiramente é obedecer, fazer a vontade do Pai.
Em relação aos Dízimos, esta deve ser a posição do Servo, entregar o que é devido, deixando em segundo plano a preocupação com o destino que será dado a este dinheiro.

 

Dar Voluntariamente
"...vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR." Lv 23.38
O dizimar era uma obrigação de cada israelita, mas, o desejo de ofertar deveria nascer no interior do coração, marcado por gratidão e alegria, uma ação voluntária, através da qual o Eterno era adorado.

 Vida Santa, uma condição

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Mt 5.23,24
A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ao Senhor, é necessário fazermos um "balanço" e confessarmos pecados e acertarmos todas situações que destoam da vontade de Deus.

 

Uma Gratidão.
"Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." Sl 50.14,15
Ação de dizimar/ofertar é uma demonstração que reconhecemos a soberania de Deus e o cuidado que Ele tem para conosco, abençoando-nos no cotidiano em todos os aspectos de nossa existência.

 

OS FIÉIS SERÃO ABENÇOADOS!

A) Para que haja mantimento.
Quando há fidelidade nos dízimos, jamais faltará na casa do Senhor meios para que a obra prossiga e muitos sejam alcançados pela palavra. Restaurados e alimentados. É dever ainda da igreja estender as mãos aos necessitados do reino, estes o Senhor diz que sempre hão de haver.

B) Derramarei Bênçãos sem Medidas.

A nossa visão inicial de tudo deve ser espiritual, esta é a visão que verdadeiramente nos interessa. Neste caso, as bênçãos as quais o Senhor refere-se provavelmente não são riquezas materiais, como muitos tem prometido; sim, o crescimento espiritual. Lembre-se:
"Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo." Lc 14.33

C) Vossa vide não será estéril.

Existe a benção de prosperidade prometida aos fieis. Deve-se esperá-la, jamais buscá-la. Pois há tempo para todas as coisas, e o Senhor conhece as necessidades de cada um. A preocupação deve estar em conservar uma vida santa, reta e justa diante de Deus.

 

D) As Nações vos chamarão de felizes.
Como é bom encontrar um servo fiel, sempre feliz, um rosto formoso que resplandece a paz de Cristo, mesmo em meio às muitas lutas e dificuldades. São estes os fieis do Senhor, que triunfam e voam como águias (Is 40.31) acima de todas as dificuldades.
Sedes fieis ao Senhor nos Dízimos e Ofertas e verão a sua glória.


Dízimos & Ofertas
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abstança.” Ml 3.10

DEFINIÇÃO DE DÍZIMOS E OFERTAS.
A palavra hebraica para “dízimo” (ma’aser) significa literalmente “a décima parte”.

(1) Na Lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (ver Lv 27.30-32; Nm 18.21,26; Dt 14.22-29; ver Lv 27.30). O dízimo era usado primariamente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos que Ele lhes dera na terra prometida (cf. Mt 25.15 nota; Lc 19.13).

(2) No âmago do dízimo, achava-se a idéia de que Deus é o dono de tudo (Êx 19.5; Sl 24.1; 50.10-12; Ag 2.8). Os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida (Gn 1.26,27; At 17.28). Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido originalmente do Senhor (Jó 1.21; Jo 3.27; 1Co 4.7). Nas leis sobre o dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus lhe devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.

(3) Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas oferendas ao Senhor, principalmente na forma de sacrifícios. Levítico descreve várias oferendas rituais: o holocausto (Lv 1; 6.8-13), a oferta de manjares (Lv 2; 6.14-23), a oferta pacífica (Lv 3; 7.11-21), a oferta pelo pecado (Lv 4.1—5.13; 6.24-30), e a oferta pela culpa (Lv 5.14—6.7; 7.1-10).

(4) Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram repetidas em tempos determinados (ver Lv 22.18-23; Nm 15.3; Dt 12.6,17), ao passo que outras eram ocasionais. Quando, por exemplo, os israelitas empreenderam a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram liberalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis (Êx 35.20-29). Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento, que Moisés teve de ordenar-lhes que cessassem as oferendas (Êx 36.3-7). Nos tempos de Joás, o sumo sacerdote Joiada fez um cofre para os israelitas lançarem as ofertas voluntárias a fim de custear os consertos do templo, e todos contribuíram com generosidade (2Rs 12.9,10). Semelhantemente, nos tempos de Ezequias, o povo contribuiu generosamente às obras da reconstrução do templo (2Cr 31.5-19).

(5) Houve ocasiões na história do AT em que o povo de Deus reteve egoisticamente o dinheiro, não repassando os dízimos e ofertas regulares ao Senhor.
Durante a reconstrução do segundo templo, os judeus pareciam mais interessados na construção de suas propriedades, por causa dos lucros imediatos que lhes trariam, do que nos reparos da Casa de Deus que se achava em ruínas. Por causa disto, alertou-lhes Ageu, muitos deles estavam sofrendo reveses financeiros (Ag 1.3-6). Coisa semelhante acontecia nos tempos do profeta Malaquias e, mais uma vez, Deus castigou seu povo por se recusar a trazer-lhe o dízimo (Ml 3.9-12).

A ADMINISTRAÇÃO DO NOSSO DINHEIRO.
Os exemplos dos dízimos e ofertas no AT contêm princípios importantes a respeito da mordomia do dinheiro, que são válidos para os crentes do NT.

(1) Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossas posses.

(2) Devemos decidir, pois, de todo o coração, servir a Deus, e não ao dinheiro (Mt 6.19-24; 2Co 8.5). A Bíblia deixa claro que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5).

(3) Nossas contribuições devem ser para a promoção do reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a disseminação do evangelho pelo mundo (1Co 9.4-14; Fp 4.15-18; 1Tm 5.17,18), para ajudar aos necessitados (Pv 19.17; Gl 2.10; 2Co 8.14; 9.2), para acumular tesouros no céu (Mt 6.20; Lc 6.32-35) e para aprender a temer ao Senhor (Dt 14.22,23).

(4) Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar menos que isto era desobediência a Deus. Aliás equivalia a roubá-lo (Ml 3.8-10). Semelhantemente, o NT requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1Co 16.2; 2Co 8.3,12; ver 2Co 8.2).

(5) Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, pois assim é ensinado tanto no AT (Êx 25.1,2; 2Cr 24.8-11) quanto no NT (ver 2Co 8.1-5,11,12). Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial (2Co 8:3), pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus entregou-se por nós (ver 2Co 8.9 nota). Para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (ver Lc 21.1-4).

(6) Nossas contribuições devem ser dadas com alegria (2Co 9.7). Tanto o exemplo dos israelitas no AT (Êx 35.21-29; 2Cr 24.10) quanto o dos cristãos macedônios do NT (2Co 8.1-5) servem-nos de modelos.

(7) Deus tem prometido recompensar-nos de conformidade com o que lhe temos dado (ver Dt 15.4; Ml 3.10-12; Mt 19.21; 1Tm 6.19; ver 2Co 9.6).

 

SERÁ O DÍZIMO UMA DOUTRINA BÍBLICA?
INTRODUÇÃO – A doutrina do dízimo é clara e simples na Bíblia, ela faz parte de uma doutrina maior chamada “Mordomia Cristã”, que envolve a responsabilidade que cada um de nós tem de administrar os bens (tempo, dinheiro, saúde, criação) que Deus nos deu.

A terra é do Senhor (Salmo 19:1) mas o homem recebeu a responsabilidade de ser mordomo dela (Gn. 1:26-28). A doutrina do dízimo cristão então é apenas uma parte da mordomia cristã de administrar os recursos que Deus tem nos dado. Para dinamizar o estudo faremos algumas perguntas que nos orientarão:

 

01. O QUE SIGNIFICA A PALAVRA “DÍZIMO”?
Dízimo significa a décima parte de um bem. No Velho Testamento poderia ser a décima parte do rebanho ou do fruto da terra (Lv. 27:30-32). Para nós é a décima parte do nosso salário ou sustento.
Se um crente entregar menos que 10% do que ele ganha, com certeza não estará entregando o dízimo e não será considerado fiel. Deus sabe o quanto ganhamos e não se deixa enganar (Atos 5:1-4).

 

02. QUEM DEVE ENTREGAR O DÍZIMO?
Todos os servos de Deus (Dt 12:5-6). Todos aqueles que entendem que Deus é o nosso provedor e que o nosso dinheiro pertence a Ele. Todos aqueles que querem honrar a Deus com os bens e com as primícias de sua renda (Pv 3:9-10). As pessoas do Novo Testamento também deviam ser dizimistas (Mateus 23:23). E todo crente é chamado a depositar no altar de Deus parte de seus bens (1Co. 16:2; 2Co 9:7; Atos 20:35).

 

03. A QUEM SE DEVE ENTREGAR O DÍZIMO?
No A.T. deveria ser entregue aos levitas que prestavam serviço na tenda da congregação e depois no templo (Números 18:21-24).
Em Malaquias 3:10 temos a instrução para levar os dízimos à Casa do Senhor para a manutenção do trabalho. No Novo Testamento os apóstolos recolhiam e administravam os recursos recolhidos (1Co 16:1-4).
O dízimo então não pode ser administrado pelo próprio dizimista mas pela igreja. O dízimo deve ser dado publicamente e não em oculto (II Crônicas 31:4-15, Neemias 12:44).

 

04. PORQUE SE DEVE DAR O DÍZIMO?
a. Porque é uma ordem bíblica – O dízimo é uma ordem encontrada em todos os estágios da caminhada do homem com Deus.
· Os dízimos foram entregues antes da lei mosaica (Gênesis 14:18-20).
· Os dízimos foram entregues durante a lei mosaica (Malaquias 3:10).
· Os dízimos foram entregues no Novo Testamento (Mateus 23:23).
· Os dízimos foram autenticados no Novo Testamento (Hebreus 7:4-10).
b. Porque é um sinal da confiança de Deus – Os que entregam os seus dízimos estão sinalizando que todos os seus bens, inclusive os 90% que restam, são do Senhor. Os dizimistas expressam com a sua fidelidade sua dependência de Deus para sustentar as suas vidas (Malaquias 3:10-11). O dízimo é como a conseqüência de quem primeiramente se entregou ao Senhor (II Cor. 8:5). Não entregar o dízimo é um sinal de desconfiança na provisão de Deus para o seu povo.
c. Porque é uma contribuição proporcional – O dízimo não é medido pela quantidade, se é muito ou pouco, e sim pela proporcionalidade (10%). Sendo assim nenhum crente contribui mais do que o outro, ambos deram a mesma proporção, ainda que alguns tenham dado um valor maior.

 

05. COMO SE DEVE ENTREGAR O DÍZIMO?
Deus não precisa do nosso dinheiro mas da nossa fidelidade. Por isso tanto os dízimos quanto às ofertas precisam ser entregues obedecendo a alguns critérios, tais como:
a. Sistematicamente (I Corintios 16:2). Devemos nos organizar para entregar o dízimo de maneira regular e sistemática.
b. Individualmente. “Cada um de vós ponha à parte...” (I Coríntios 16:2). Numa família cada um individualmente deve separar do que ganha, à parte que pertence ao Senhor.
c. Alegremente (II Cor. 9:7). Que proveito haverá se não entregarmos os nossos dízimos de todo o coração? Nenhum.
Conclusão – Deus nunca fica devendo nada a ninguém, por isso há sempre bênçãos e promessas de bênçãos para quem confia na provisão de Deus e se mantém fiel em sua contribuição. Observamos os seguintes textos.
Atos 20:35 – “Mais bem-aventurado é dar do que receber”.
Filipenses 4:19 – “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.

Lucas 6:38 - “..daí, e dar-se-vos-à; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão”.
Malaquias 3:10 - “...Trazei todos os dízimos à casa do tesouro... e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênçãos sem medida”.
Que o Senhor nos dê a graça para contribuirmos na sua obra, e depois de termos feito tudo, ainda haveremos de dizer: “Somos inúteis”. (Mateus 25:21).

 

Dízimo

Antes de começar a gastar, devemos honrar a Deus dando-Lhe o que Lhe pertence primeiro. A Bíblia diz em Provérbios 3:9 “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda.”
Que parte do nosso salário pertence a Deus? A Bíblia diz em Levítico 27:30 “Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor.”
Dar o dízimo é uma forma de aprender que Deus ocupa o primeiro lugar na nossa vida. A Bíblia diz em Deuterenômio 14:22-23 “Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias.”
Como era o dízimo usado em Israel? A Bíblia diz em Números 18:21 “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação.”

 

Cristo aprovou o dízimo. A Bíblia diz em Mateus 23:23 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.”
Que diz Paulo sobre como o ministério do evangelho será sustentado? A Bíblia diz em 1 Coríntios 9:13-14 “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? 4Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.”

 

Em que princípio se basea a devolução do dízimo? A Bíblia diz em Salmos 24:1 “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam.”
De donde vêm as riquezas? A Bíblia diz em Deuterenômio 8:18 “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.”
Além do dízimo que mais devemos trazer ao Seu santuário? A Bíblia diz em Salmos 96:8 “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios.”
Deus diz que quando não damos dízimos e ofertas, estamos roubando-Lhe. A Bíblia diz em Malaquias 3:8 “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.”
Como sugere Deus que provemos as bencãos que Ele prometeu? A Bíblia diz em Malaquias 3:10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.”
Dá com alegria como quem quer agradar a Deus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 9:7 “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.”

 

Deus diz que o que damos deve reflectir com honestidade o que recebemos. A Bíblia diz em Deuterenômio 16:17 “Cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado.”

 

Dízimos e Ofertas

• Sou dizimista porque o dízimo é santo (Lv 27.30-32);
• Sou dizimista porque quero ser participante das grandes bênçãos (Ml 3.10-12);
• Sou dizimista porque amo a obra de Deus, na face da Terra;
• Sou dizimista porque Deus é o dono do mundo (Sl 24.1);
• Sou dizimista porque eu mesmo vou gozá-lo na casa de Deus (Dt 14.22-23);
• Sou dizimista porque mais bem aventurado é dar do que receber (At 20.35);
• Sou dizimista porque Deus ama o que dá com alegria (I Co 9.7);
• Sou dizimista porque tudo vem das mãos de Deus (I Cr 29.17);
• Sou dizimista porque não sou avarento (I Tm 6.10);
• Sou dizimista porque meu tesouro está no céu (Mt 6.19-21);
• Sou dizimista porque obedeço a lei de Deus (At 5.29);
• Sou dizimista porque a benção de Deus é que enriquece (Pv 10.22).

Sobre o que foi requerido que os judeus pagassem o dízimo?

A ordem de Deus era de que tudo o que os judeus recebessem dariam o dízimo ao Senhor:

“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor. Porém se alguém das sua dízimas resgatar alguma coisa, acrescerá o seu quinto sobre ela. No tocante às todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e mal, nem trocará, mas, se em alguma maneira tocar, o tal e o trocado serão santos; não serão resgatados. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no monte Sinai.” (Lv 27.30-34).

Quando alguém por algum motivo gastasse o dízimo, a pessoa teria que acrescentar um quinto sobre o dízimo. Um quinto de 10% é igual a 2%, ou seja acrescentaria 2% do total sobre o seu dízimo. Será que estamos fazendo o mesmo?

Para quem era pago o dízimo? Os dízimos eram pagos aos Levitas:

“Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”. (Nm 18.24).

Deus queria que toda a nação fosse sacerdotal:

“E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19.6).

Porém por desobedecerem a Deus, Deus levantou a tribo de Levi, para trabalharem como tribo sacerdotal.
Os Levitas não tinham meios de rendas, gados, heranças que lhes assegurassem sustento. Por restarem serviços a tenda da congregação recebia os dízimos dos filhos de Israel:

“Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que exercem, o ministério da tenda da congregação”. (Nm 18.21).

Todavia, os Levitas não tinham permissão de ficarem com a totalidade dos dízimos recebidos, mas daquilo que lhes era concebido, eram obrigados a dar uma parte chamada dízimo dos dízimos:

“Também falarás aos Levitas e dir-lhes-ás: quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor: O Dízimo dos dízimos” (Nm 18.26).

“E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro” (Ne 10.38).

Esses dízimos tinham de serem todas as dádivas:

“De todas as vossas dádivas apresentareis toda a oferta do Senhor: do melhor delas, à parte que é sagrada”. (Nm 18.29).

Não podia ser entregue a qualquer pessoa, tinha que ser entregue ao sacerdote Arão:

“Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão o Sacerdote” (Nm 18.28).

Para que era o dízimo?

O dízimo, primeiro, era o sustento dos levitas e sacerdotes (quem sabe se as igrejas de hoje, passassem a cuidar mais dos seus pastores e suas famílias), depois para os órfãos e obras sociais:

“Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem” (Dt 14.29 Princípio de produtividade ligado ao trabalho).

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gn 1.26).

A palavra tudo (ou toda) aparece, em Gênesis 1.26-31, 11 vezes: (v.26= 2, v.28=1, v.29=3, v.30=4, v.31=1).

Onde é que os judeus deveriam oferecer seus Dízimos?

Competia-lhes trazer ao lugar que o Senhor vosso Deus escolhesse entre todas as tribos, para ali por o seu nome, Isto é, Jerusalém:

“Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis” (Dt 12.5).

“Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela” (Ez 5.5).

O oferecimento dos dízimos era transformado numa grande festa onde todos participavam:

“E fiz assim, como se me deu ordem; as minhas mobílias tirei para fora de dia, como mobílias do cativeiro; então à tarde fiz, com a mão, uma abertura na parede; às escuras as tirei para fora, e nos meus ombros as levei, aos olhos deles. E, pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, porventura não te disse a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? Dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Esta carga refere-se ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel, que está no meio dela. Dize: Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio em cativeiro. E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra" (Dt 12.7-12).

Se Jerusalém fosse longe da vila onde morava o dizimista, o transporte de suas colheitas poderia criar um problema, Deus permitiu que fosse vendido tudo e teriam o dinheiro:

“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus” (Dt 14.22,24 e 25).

O que não podia era deixar de trazer o dízimo. A cada três anos, o dízimo era oferecido na própria terra do dizimista:

“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;” e “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem” (Dt 14.28; 26:12).

Ofertas e Dízimos

O dízimo era obrigatório, a oferta era voluntária:
“Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre” (Ex 35.5).

Apesar da Oferta ser alçada, poderia ser estipulada:

“Como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, e peles de carneiros, tintas de vermelho, e peles de texugos, madeira de acácia, e azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral” (Ex 35.6,9).

Três tipos de ofertas:

Do homem coisas médias:

“E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço” (Ex 35.23 e 24).

Da mulher coisas pequenas:
“E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino. E todas as mulheres, cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos das cabras” (Ex 35.25 e 26).

Do príncipe coisas grandes:
“E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático” (Ex 35.27 e 28).

Ideias erradas quanto ao dízimo:
• Não é legalismo (dar o dízimo só pelo peso da lei);
• Não é substituto das virtudes cristãs (entregar o dízimo não isenta o crente da prática das grandes virtudes. Em Lc 11.42): “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras”. Jesus repreendeu os Fariseus porque davam os dízimos, mas desprezavam o juízo de Deus.
• Não deve se transformar numa carga insuportável, deve ser uma manifestação espontânea.
• Não concede poder de barganha (dar o dízimo para Ter privilégios na igreja).
• Não nos torna merecedores da graça divina (o dízimo não compra a salvação).


Bênçãos advindas da fidelidade de dizimar
• Quatro tipos de demônios são repreendidos:
a. Devorador (Ml 3.11);
b. Cortador (Jl 1.4, parte a) ;
c. Migrador (Jl 1.4, parte b), faz viagens periódicas nos lares);
d. Destruidor (Jl 4.4, parte a).

• Teremos respeito pelo de fora (Ml 3.12);
• Vitória sobre a avareza (Ef 5.5);
• Deus abre o coração para nós (Malaquias)

 

Malaquias dividido em cinco partes
1. A eleição de Israel como povo de propriedade divina (1.6);
2. Os pecados dos Sacerdotes (1.7 a 2.9);
3. Casamentos com povos estranhos (2.10-16);
4. A esperança do povo (2.17 a 3.6);
5. Violência contra Deus (3.17-12).

A nação estava em crise econômica, seca e fome (Ml 3.9-11):

“Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ml 3.9-11).

Não só os filhos de Levi (os sacerdotes) v.3, mas também os filhos de Jacó (toda a nação) estavam debaixo de maldição por não serem dizimistas v.6. O povo estava desviado dos mandamentos de Deus v.7a . Deus faz um chamado ao arrependimento, mas o povo achava que não havia necessidade de mudança v.7b. Deus passa a mostrar ao povo em que estavam errados.


Sobre dízimo - Conclusão
37 e as primícias da nossa mas, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda sorte de árvores, para as câmaras da casa de nosso Deus; e os [dízimo]s da nossa terra aos levitas; pois eles, os levitas, recebem os [dízimo]s em todas as cidades por onde temos lavoura. (Neemias 10:37)

 

No texto bíblico acima, uma das ordenanças dada aos sacerdotes de Israel para cumprirem ao povo que ofertava e contribuía na casa de Deus; as primícias, ou seja, das lavouras a primeira seifa, do rebanho a primeira cria, e assim por diante... essas primícias seriam ofertadas à Deus como a décima parte que seriam para holocausto à Deus.
Notamos a diferença dos dias atuais em que não mais existem holocaustos, o que incentiva ainda mais a idéia de que não devemos dizimar nossos bens à casa de Deus pelos contrários à prática da contribuição obrigatória de dez por cento de tudo que temos, que conquistamos com trabalho honesto para Deus.
Não existiam moedas em circulação naquela época, muito menos cédulas de um, ou cem reais para que o povo pudesse comprar e vender; existiam sim meios de “escambo” (que é o ato de troca) e utensílios, vasilhames e bugigangas de prata e ouro tramitado entre comerciantes médio-persas e turcos para seu próprio enriquecimento. Eis aí, então, uma outra questão sobre a entrega do dízimo, que muitas pessoas acham que é para o enriquecimento do pastor da igreja, dos ministros, enfim, dos maiorais do templo do senhor.
Vejamos o que a bíblia diz sobre isso:

 

12 Quando acabares de separar todos os [dízimo]s da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos [dízimo]s, dá-los-ás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem. (Deuteronômio 26:12)
Neste trecho, a ordem dada aos sacerdotes após o recebimento dos dízimos de todo o povo era de distribuir com os menos favorecidos até que se fartassem de suas necessidades, o que ainda fora sustentado até os dias contemporâneos quando da igreja primitiva (há um breve erro de interpretação nesta palavra, igreja primitiva não é porque é antiquada e ignorante, mas porque foi a primeira a reunir pessoas sem uma finalidade sacerdotal descrita na Lei de Moisés) que incentivava a comunidade entre os irmãos. Leiamos o livro de Atos 2 versículo 45:
45 E vendiam suas propriedades e bens e os [repartiam] por todos, segundo a necessidade de cada um.
Cada pessoa portadora de uma propriedade grande, de alto valor, vendia essa propriedade e repartia o valor vendido entre os carentes da sinagoga, sendo que nenhum ficava sem sua parte; o importante nesse ato é que todos contribuíam por livre e espontânea vontade esse gesto de solidariedade além do dízimo que entregavam aos mestres do templo.
Neste exemplo temos o triste fim de Ananias e sua esposa Safira que simplesmente omitiram esse gesto, e foram castigados pelo próprio Deus por prometerem e não cumprirem.
6 A esse lugar trareis os vossos holocaustos e sacrifícios, e os vossos [dízimos] e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos e ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e ovelhas; ( Deuteronômio 12:6)

 

Não é preciso ter faculdade ou curso teológico para entender esse versículo que simplesmente confirma o que dissemos no início: que toda a primícia deve ser ofertada à Deus como seu dízimo. Ou seja, antes de nós utilizarmos, no nosso caso, nosso salário, dez por cento de tudo que recebemos pertencem à Deus; algumas pessoas retiram seu dízimo de duas maneiras erradas:
Retiram dez por cento do salário líquido, ou seja, daquilo que restou após os descontos dos impostos tributários como: INSS, contribuição sindical e outros descontos previstos na lei dos homens;
A outra maneira é subseqüente à anterior, pois logo após conferir os descontos legais no contra-cheque, a pessoa retira todas as suas despesas e do que restar, entrega à casa de Deus como dízimo.
Como vimos no versículo anterior de Deuteronômio, Deus se agrada das primícias, e este foi o porque Caim matou Abel, porque Abel ofereceu, antes de retirar qualquer parte para si, retirou a parte de Deus; enquanto que Caim retirou as sobras, o resto.
Que Deus possa nos dar o entendimento necessário para podermos conhecer cada vez mais os mistérios de Deus, e assim aplicarmos em nossa vida a benção do todo-poderoso.
Que Deus lhe abençoe.


É propósito de Deus ver seu povo gozar de todos os benefícios que Sua Palavra afirma para aquele que crê e nada sob sua orientação [ 1Rs 11.38; Zc 3.7 ]. Como também não é do agrado de Deus ver seu povo afligido por todas as sortes de males [ Ex 3.7,8 ]. Mas com tudo isso, precisamos aprender que a Palavra de Deus nos dá a suma orientação para alcançarmos a  prosperidade  tão sonhada de muitos crentes [ 2Cr 20.20 ].
         Precisamos a partir de hoje conhecer e praticar a parte bíblica que nos orienta sobre o amor que devemos ter por Sua obra e Sua casa e as atitudes que nunca devemos parar de ter a despeito de qualquer infortúnio.
         Neste início aprenderemos algumas doutrinas básicas para aquele que deseja ser um abençoador e ver esta atitude como um chamado de Deus.

 

O que vem a ser dízimo?
         O dízimo é a décima parte 1/10 de tudo que colhemos [ Lv 27.30-32; Hb 7.1-10 ]. Que deverá ser entregue na Casa do Tesouro & Ml 3.10.

 

Qual o propósito do dízimo?
         Como tudo que está escrito na Palavra de Deus tem seu propósito, o dízimo também possui o seu propósito específico. São eles: o sustento de ministros que são integrais na obra de Deus [ Nm 18.21-24 ], dos estrangeiros, órfãos e viúvas [ Dt 14.28,29 ], para suprimento de qualquer necessidade da Casa de Deus [ Mq 3.10], para que a Casa de Deus ‘Igreja’ não venha passar por necessidade por causa de nossa falta de compromisso [ Ap 1.1-15 ]. Pois quando nos descuidamos da Casa de Deus, É retido aquilo que era para ser nosso.

 

Porque o dízimo tem que ser entregue no altar?
         A prática de entregar o dízimo no altar é muito mais antiga que possamos imaginar. Essa prática já vinha desde Adão quando seus filhos sacrificavam ao Senhor [ Gn 4.4 ]. O ato de entregar a oferta ou o dízimo no altar não é simplesmente ao local, mas  ao sacerdote que governa sobre o altar [ Ex 28 e 28; Hb 7.5 ]. Pois o altar é lugar para ser depositado os sacrifícios, sacrifícios estes que quando queimados no altar subiam como cheiro suave às narinas de Deus e onde as ofertas eram negadas e aceitas por Deus devido sua presença constante sobre o lugar consagrado. Entregar o dízimo no altar também serve de testemunho para toda a congregação de leigos fazer o mesmo [ Mt 8.4 ], onde na Igreja primitiva eram depositados aos pés dos apóstolos [ At 4.35-37 ]. Quando entregamos nossos dízimos no altar estamos em atitude de consagração e submissão à Palavra de Deus.

 

Como devemos dizimar?
         O ato do dízimo não é uma simples atitude de dar a décima parte do que temos à Casa de Deus. Todas as práticas que temos concernentes à Palavra que Deus determinou traz em si um respaldo espiritual e um cunho de consagração que por todos devem ser praticadas. O dízimo ofertado de qualquer maneira reflete na não aceitação de Deus, por isso ele precisa ser dado de coração puro, sem nenhum remorso ou culpa, e principalmente sem mágoas no coração [ Mt 5.24 ]. toda atitude que tomamos concernente à Casa de Deus e aos homens que Deus levanta para representá-lo diante se Seu povo é de grande importância, pois uma atitude contrária a esses dois elementos ‘Casa de Deus e Homem de Deus’ acarretará drásticas conseqüências [ At 5.1-10 ].

 

Dízimo possui outras utilidades?
   Sim. O dízimo não pode ser visto apenas como uma atitude de suprimento da casa de Deus. Ele também é tido como arma de guerra, capaz de anular legalidades de espíritos que promovem destruição, ruína, miséria e perda [ Ml 3.11 ]. Pois quando deitamos nossos dízimos e ofertas no altar e nas mãos dos homens de Deus estamos cancelando uma legalidade maligna em nossas vidas, onde todas as espécies de demônios consumidores vinham e se alojavam causando dura destruição [ Jl 1.4,5 ]. O dízimo deve ser visto como uma arma sobrenatural que cancela toda e qualquer ação desses demônios. Para que o dízimo continue sendo uma arma, ele precisa ser entregue na sua constituição, não dando a Deus apenas o que sobra [ Lc 21.4 ], pois ele precisa receber cuidados especiais, pois é tido por Deus como primícias ou possuidor de honras [ Ex 23.19 ]. Pois todo aquele que assim honrar seu dízimo será recebido por Deus como os primeiros [ Ap 14.4 ], receberá lugar de honra entre as criaturas [ Tg 1.18; Dt 28.13 ], receberá o maior presente que um fiel pode receber [ Rm 8.23 ], dentre tantos outros benefícios...

 

É correto administrar seu próprio dízimo ou usá-lo para outros fins?
Não. O dízimo é santo ao Senhor [ Lv 27.32 ], para uso exclusivo da obra de Deus, ‘Igreja’ [ Mq 3.10 ]. Todas as vezes que utilizo ou administro conforme meus conceitos, estou quebrando sua consagração de ser Santo ao Senhor.

 

Dízimo pode ser chamado de expressão de amor?
Sim. Pois só dizimam e ofertam aqueles que amam a obra de Deus e Sua Casa, que se preocupam com seu crescimento & 2Cr 24.10; Ed 8.25; Ml 3.10. Hoje podemos perceber o diabo manipulando a vida de muita gente, levando-os a roubar a Deus ou a evitarem dar à Casa de Deus aquilo que o próprio Deus estipulou. Precisamos entender que não haverá crescimento do Reino de Deus entre os homens se não houver investimento.

 

Dízimo é coisa do Antigo Testamento ou pode ser praticado hoje?
   O dízimo foi iniciado para ser um ato de adoração ao Senhor, iniciado no Éden [ Gn 4.4 ], como uma atitude de reconhecimento pelos favores imerecidos que recebemos da parte de Deus [ Gn 14.20; 28.22 ]. Além dessas informações o dízimo é participante ativo da Nova Aliança em Cristo Jesus [ Mc 12.17; At 4.34; Rm 12.8; 2Co 8.2; Fp 4.16 ].  

 

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