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Dons e Ministérios

A. W. Tozer disse que a grande tragédia da igreja é a ausência dos dons. Mas que esta página da história da igreja não seja por nós escrita. Pelo contrário, que cooperemos na grande edificação da igreja através da presença do Espírito do Senhor e da prática dos seus dons.
Temos que decidir de que fonte dependemos: ou dos nossos recursos ou dos recursos de Deus. Se dependermos dos nossos recursos, de nada eles servem para edificar a obra de Deus. Mas se dependermos dos recursos de Deus, sua presença, sua palavra e seus dons, então o Senhor pode nos usar como seus instrumentos para edificar a sua igreja.

O significado da palavra “dom”, no original grego, carisma, vem da raiz caris, que significa “dom, graça, dádiva, favor”.

“Dom” significa uma capacidade extraordinária do Espírito Santo que distingue os discípulos, dando-lhes o poder de servir o corpo de Cristo, sendo este poder e seus dons o resultado da graça de Deus operando em suas vidas.

A palavra de Deus diz em 1 Pedro 4.10,11:
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

O que o Senhor nos diz nesta palavra:
·  O Senhor nos deu dons para servirmos uns aos outros (v.10a);
·  Ele nos deu pelo menos um dom para servir (v.10b). Qual é o nosso dom?
·  Devemos servir como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (v.10c);
·  A finalidade dos dons é, pelo lado de Deus, ele ser glorificado; e pelo lado da igreja, ela ser edificada pela multiforme graça de Deus (v.11b);
·  Os dons nos concedem autoridade de Deus e seu poder; por isso, o amor deve reger o uso dos dons (v.8).

Quando estudamos sobre dom, também devemos estudar sobre o caráter, pois dom e caráter andam juntos. O dom trata com o que fazemos para Deus. O caráter trata com o que somos para Deus. Dom sem caráter destrói nossa vida e a vida dos outros. E só caráter sem dom, deixa de edificar a nossa vida e a vida dos outros com as bênçãos de Deus. Que nós não sejamos como aqueles carismáticos que comparecerão diante do juízo de Deus, que tinham muitos dons e nada de caráter, sendo por ele reprovados. Eles disseram: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado no teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?”. E o Senhor respondeu: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7.22,23). Eles eram usados mas não aprovados pelo Senhor. Mas que nós sejamos aprovados e usados por ele.

Na palavra de Deus encontramos os encargos na igreja de Deus, as funções no corpo de Cristo e a manifestação do Espírito Santo.

SERVINDO CONFORME O DOM – 1 Pedro 4.10

ENCARGOS

FUNÇÕES

MANIFESTAÇÃO

1 Timóteo 3:1-10
Filipenses 1:1

DONS DE DEUS
Romanos 12:3-8

DONS DO ESPÍRITO
1 Coríntios 12:4-10

Presbíteros
Diáconos

Profecia
Ministério ou Serviço
Ensino
Exortar ou Fortalecer
Contribuir
Presidir
Misericórdia

Palavra da sabedoria
Palavra do conhecimento

Dons de curar
Operações de milagres
Profecia
Discernimento de espíritos
Variedade de línguas
Interpretação

DONS DE CRISTO
Efésios 4:11

Apóstolos
Profetas
Evangelistas
Pastores e Mestres

1 Coríntios 12:28

repetidos)
Apóstolos
Profetas
Mestres
Operadores de milagres
Dons de curar
Socorros
Governos
Variedade de línguas

Encargos referem-se à presidência da igreja de Deus na localidade.
São dois encargos: presbíteros e diáconos: (Filipenses 1.1; 1 Timóteo 3.1-10).

 

PRESBÍTEROS
Os presbíteros também são chamados de bispos e pastores (Atos 20.17,28; Tito 1.5,7).

1. Presbíteros: Transliterado do grego presbíteros. Présbus significa: “velho”; Teros, grau comparativo, significa: “mais”. Presbíteros são “os mais velhos, maduros”. São maduros na fé, não tanto na idade.
2. Bispos: Do grego epískopos. Epi significa: “por cima”; Skopos significa: “vigia”. Bispos são “os que vêem por cima, os supervisores da igreja”.
3. Pastores: Do grego poimén. O verbo usado é poimano. Significa: “pastorear, apascentar”.

Dos encargos, apontaremos alguns:
1. Eles cuidam ou presidem a igreja local, nunca governam (1 Timóteo 3.5; 5.17). Quem governa é o Espírito Santo.
2. Eles ordenam os vínculos no corpo de Cristo para que desempenhem seu serviço e recebam edificação (Efésios 4.11,12).
3. Eles ensinam, exortam, disciplinam (1 Timóteo 3.2; Tito 1.9).

Os presbíteros são reconhecidos pela igreja e ordenados pelas mãos dos apóstolos: “E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orarem com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14.23). A palavra “eleição”, do grego queirotonésantes, significa “apontando com a mão”. Os presbíteros não são eleitos pelas mãos dos discípulos de uma igreja local, mas pelas mãos dos apóstolos que a supervisionam.

O ministério do presbítero é plural (Atos 14.23; 15.4; 20.17). Os presbíteros formam o presbitério (1 Timóteo 4.14).

DIÁCONOS
Quantos aos diáconos, eles servem, auxiliam os presbíteros em toda obra (1 Timóteo 3.8-13). A palavra diácono vem do verbo grego diaconéo, que significa “o que serve”.

Possivelmente encontramos sua origem em Atos 6, quando foi necessário o serviço de alguns irmãos na distribuição diária de alimentação às viúvas. Mas ainda não é o diaconato em toda sua expressão ministerial.

Temos aprendido que os diáconos não apenas servem as necessidades dos irmãos, mas servem em tudo aquilo que é necessário para o trabalho local, debaixo da supervisão dos presbíteros.

 

DONS E MINISTÉRIOS – 2.ª Parte

FUNÇÕES
Referem-se aos dons para o serviço que prestamos no corpo de Cristo. Encontramos duas listas destas funções: são os dons de Deus (Romanos 12.3-8), e os dons de Cristo (Efésios 4.11,12).

1. OS DONS DE DEUS
São dons de Deus: Romanos 12.1-8. O v. 3 destaca que são de Deus estes dons.
São descobertos após nossa conversão e consagração, impulsionando-nos a servir no corpo de Cristo (v.1,2).

Estas três listas de dons têm uma distinção. Enquanto em 1 Coríntios 12, os dons do Espírito Santo nós devemos procurar, e em Efésios 4, os dons de Cristo são dons nos quais nos tornamos, em Romanos 12, os dons de Deus nós devemos descobrir.

Há quem veja nestes dons de Deus dons básicos de motivação espiritual ou um impulso interior existente em nossa personalidade, que nos incita a servir em determinadas direções na vida do corpo de Cristo.

Em cada um de nós Deus embute em nossa personalidade, no momento da concepção, certas aptidões e capacidades que, mais tarde, se tornam observáveis mediante o crescimento e desenvolvimento (Salmo 129.13-18). Imediatamente após nossa conversão, pelo menos uma de nossas capacidades básicas é aproveitada pelo Espírito, a fim de que se torne nossa contribuição específica no corpo de Cristo.

Para Deus nos usar em seus dons precisamos ter uma mente renovada. É uma mente que não mais se conforma com o padrão do mundo, mas é transformada pelo padrão de Deus, Romanos 12.1,2. Assim, podemos conhecer e experimentar a vontade de Deus e os dons que ele nos deu para servirmos no corpo de Cristo.

1.1 PROFECIA
Do grego, profeteia, literalmente significa “falar no lugar de alguém”. É a capacidade dada por Deus para falarmos diretamente da parte de Deus aos homens, edificando, exortando e consolando (1 Coríntios 14.3).

Este dom não se refere à pregação. Se fosse, a palavra grega seria kerusso, que significa “pregar, falar, anunciar”. Em 1 Timóteo 2.7, quando diz Paulo que foi chamado para ser “pregador”, no grego é kerux. Daqui vem a palavra kerygma, a proclamação evangelística da vida e obra de Jesus.
Enquanto em 1 Coríntios 12 o caráter da profecia é mais uma manifestação imediata, em Romanos 12, por ser uma função, ela é mais permanente. Este é um dom básico para o ministério de profeta.

1.2 MINISTÉRIO ou SERVIÇO
Do grego diaconia.
Significa: “ministério, serviço”. É a capacidade dada por Deus para vermos as necessidades dos outros e supri-las.
Quanto ao serviço, todos devem servir, conforme as mutualidades: “Servi uns aos outros...” (1 Pedro 4.10). Muitos têm este dom de servir, conforme os dons de Deus (Romanos 12). E uns porque já servem, são reconhecidos como diáconos, isto é, os servidores, auxiliares dos presbíteros (Filipenses 1.1). O dom do serviço é base para o diaconato.

Nosso maior exemplo de vida de serviço é o Senhor Jesus. Ele diz que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida por nós (Mateus 20.28).

1.3 ENSINO
Do grego didaquê. Daqui vem a palavra didático. É a capacidade dada por Deus para expormos com clareza e convicção as verdades do ensino de Cristo

O mestre na época de Jesus e dos apóstolos era conhecido não só por seus ensinamentos, mas pelo seu modelo de vida. Como Jesus, o mestre por excelência, aquele que tem o dom de mestre deve segui-lo (João 13.13,15).

Quanto ao ensino, todos nós, conforme as mutualidades, devemos instruir uns aos outros (Colossenses 3.16). Quanto ao discipulado, todos devem ensinar os discípulos que servem (Mateus 28.19). Quanto ao dom de ensino, muitos têm este dom de Deus (Romanos 12). E quanto ao dom de Cristo uns são pastores e mestres (Efésios 4.11). Este dom é base para o ministério de mestre.

1.4 EXORTAR ou FORTALECER
Do grego parákletos, significa “aquele que está ao lado para ajudar, consolar, fortalecer, defender”.
O Espírito Santo assim é chamado na palavra de Deus. É traduzido por “Paráclito, Consolador, Advogado” (João 14.16; 16.7; 1 João 2.1).

Este dom é a capacidade dada por Deus para fortalecermos quem se encontra em dificuldade, desanimado, triste. Todos nós, conforme as mutualidades, devemos fortalecer uns aos outros (Hebreus 3.12,13), mas muitos têm este dom de Deus (Romanos 12).

1.5 CONTRIBUIR
Do grego metadídomi, significa: “doar, compartilhar, investir”. É a capacidade dada por Deus para sabermos administrar bem nossas finanças e contribuir na obra de Deus.
Todos nós devemos contribuir: “Cada um contribua...” (2 Coríntios 9.7), mas muitos têm este dom de contribuir (Rm 12).

1.6 PRESIDIR
Do grego próistemi, significa “ficar de pé na frente”. É a capacidade dada por Deus para liderarmos e ajudarmos nas atividades dos outros.
Apesar de muitos terem este dom de presidir (Romanos 12), uns presidem como presbíteros da igreja. A palavra próistemi aparece associada aos presbíteros (1 Tessalonicenses 5.12; 1 Timóteo 5.17). Este dom é base para o presbiterato.
Jesus, quando viu com compaixão a multidão exausta e aflita como ovelhas sem pastor, proveu líderes para ela dos seus discípulos (Mateus 9.35-38 e 10.1,5a).

1.7 MISERICÓRDIA
Do grego éleos. É a capacidade dada por Deus para termos compaixão dos fracos, antipáticos, mal vistos, mal cheirosos.

Sua particularidade é que este dom revela o caráter de Deus. Deus é misericordioso. E nós, como seus filhos, também devemos ser.
Mas muitos têm este dom em sua vida (Romanos 12). A parábola do bom samaritano demonstra com clareza o dom de misericórdia (Lucas 10.29-37).
O cuidado que devemos ter é quanto a muitas pessoas com este dom de Deus, que começam identificando-se com o pecador e terminam escravos dos pecados dele.

2. OS DONS DE CRISTO
São dons de Cristo os mencionados em Efésios 4.7-16. O versículo 7 destaca que são de Cristo estes dons.
A singularidade destes dons é que os homens não recebem estes dons, mas se tornam dons. O verbo “concedeu” aparece tanto no v.8 como no v.11. No v.8 diz que Cristo concedeu dons aos homens; e no v.11 diz que estes dons são os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Há uma diferença entre ter um dom e ser um dom. No caso dos dons de Cristo, são homens-dons que o Senhor concedeu à igreja.

2.1 APÓSTOLOS
Do grego apóstolos, significa “enviado”. Eles são concedidos à igreja para estabelecerem ou corrigirem seu fundamento que é Cristo.
Jesus é o apóstolo do Pai (Hebreus 3.1).
Os doze são apóstolos de Cristo (Lucas 6.13).
Os demais apóstolos da igreja são do Espírito Santo.

Quanto à obra, o apóstolo é:
1) Iniciador. Ele começa a obra (Romanos 15.18-21).
2) Alicerçador. Ele a fundamenta (1 Coríntios 3.10,110).
3) Supervisor. (Atos 1.20: “encargo”, do grego epíscopos, significa “supervisor”): a) na doutrina (Efésios 2.20); b) na disciplina (2 Timóteo 2.24,25); c) na ordenação de presbíteros e diáconos (Atos 14.23).
Exemplo: Paulo e a igreja de Corinto (Atos 18 e cartas).

2.2 PROFETAS
Do grego profetas, significa “aqueles que falam da parte de Deus”. Eles são concedidos à igreja para darem visão e direção de Deus.
Exemplos: Ágabo, Barnabé, Simeão ou Níger, Lúcio, Manaém, Paulo, Judas, Silas (Atos 11.27; 13.1; 15.32).

É importante saber que nem todo o que profetiza é profeta. A razão é que Deus concedeu uns para profetas, mas quanto a profetizar, todos podem profetizar. Comparar Efésios 4.11 com 1 Coríntios 14.31. Enquanto ser profeta é um ministério permanente dos dons de Cristo, profetizar é uma manifestação esporádica dos dons do Espírito Santo.

Quanto à obra, o profeta é:
1) Alicerçador. Junto com os apóstolos, ele a fundamenta (Efésios 2.20).
2) Revelador da vontade de Deus. Ele revela acontecimentos presentes e futuros (Efésios 3.3-6).
3) Intercessor (Atos 13.1-3).
Exemplo: Ágabo (Atos 11.27-30; 21.10,11).

2.3 EVANGELISTAS
Do grego, evaggelistas, significa “aqueles que proclamam as boas novas”. Eles são concedidos à igreja para alcançarem os perdidos e colherem muitos frutos de vidas salvas.
Apesar de todos deverem evangelizar como testemunhas (Atos 1.8), só uns são evangelistas.

Quanto à obra, o evangelista é:
1) Pregador (1 Coríntios 9.16);
2) Alcançador dos perdidos (Romanos 10.14,15);
3) Mobilizador da igreja à evangelização (2 Timóteo 4.5).
Exemplo: Filipe (Atos 21.8). O trabalho evangelístico em Samaria (Atos 8.5,12).

2.4 PASTORES E MESTRES
Do grego poimén, “pastor”; e didáscalos, “mestre”, significa aqueles que são “pastores e mestres”. Eles são concedidos à igreja para pastorearem e ensinarem o rebanho de Deus.
A preposição “e” sugere um só ministério, apesar de haver na igreja também mestres, conforme os dons de Deus (Rm 12).
Quanto à obra, o pastor e mestre é:
1) Apascentador e vigia do rebanho (Atos 20.28 e 29-31).
2) Ensinador (1 Timóteo 3.1,2).
3) Reconciliador das ovelhas (2 Timóteo 2.24-26).
Exemplo: Pedro. Ele era tanto um pastor e mestre como um presbítero em Jerusalém (1 Pedro 5.1).

MANIFESTAÇÃO
Refere-se aos dons sobrenaturais e ocasionais do Espírito Santo. São os dons do Espírito Santo: 1 Coríntios 12.1-11. O versículo 7 destaca que estes dons são do Espírito Santo.
A particularidade destes dons é que nós podemos procurá-los (1 Coríntios 12.31; 14.1,12,39). Mas por que podemos procurá-los? Porque o Senhor quer ver em nós zelo por ele e seus dons (1 Coríntios 12.31). Porém, a sua manifestação depende somente da vontade soberana do Espírito (v.11).

Os dons são distribuídos em três categorias:
1. Dons de revelação: palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos.
2. Dons de poder: fé, operações de milagres e dons de curar.
3. Dons vocais: profecia, variedade de línguas e interpretação.

1. DONS DE REVELAÇÃO
Referem-se ao conhecimento sobrenatural do Espírito Santo.

1.1 PALAVRA DA SABEDORIA
A palavra da sabedoria é a manifestação do Espírito Santo que nos capacita para respondermos diante de situações difíceis.
O dom da sabedoria e a palavra do conhecimento andam juntos (Colossenses 2.3). O dom da sabedoria traz a reta aplicação do conhecimento.
O dom da palavra da sabedoria não se refere a toda sabedoria, mas apenas uma palavra de sabedoria.

1.2 PALAVRA DO CONHECIMENTO
A palavra do conhecimento é a manifestação do Espírito Santo que nos revela o conhecimento de Deus em uma situação que nos é ignorada.
O dom da palavra do conhecimento não se refere a todo o conhecimento, mas apenas uma palavra do conhecimento. Este conhecimento revela coisas ocultas ou pecados, traz pessoas para Deus, dá orientação para a vida, encoraja em tempos de desânimo.

1.3 DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
O discernimento de espíritos é a manifestação do Espírito Santo nos capacitando a discernir que espírito está se manifestando numa pessoa ou situação: se é de Deus, do homem ou de Satanás (1 João 4.1).
É um dom extremamente necessário nestes dias, devido às atividades satânicas de espíritos enganadores e ensinos de demônios (1 Timóteo 4.1).

2. DONS DE PODER
Referem-se à intervenção sobrenatural do poder do Espírito Santo.

2.1 FÉ
A fé é uma manifestação do Espírito Santo que opera em nós a confiança que o próprio Deus tem em si mesmo que é capaz de remover obstáculos que parecem ser impossíveis de superar, e realizar obras que excedem totalmente a capacidade e os recursos do homem.
Esta fé não é a fé salvadora (Efésios 2.8); não é a fé ou fidelidade para viver a vida cristã (Gálatas 5.22,23); mas é o dom da fé para servir.

2.2 OPERAÇÕES DE MILAGRES
As operações de milagres são manifestações do Espírito Santo que superam as leis naturais de tal forma que demonstram o poder miraculoso de Deus.
No grego, a palavra milagres é dínamos, que significa “poder, força”. Esta palavra é a mesma que aparece em Atos 1.8.

2.3 DONS DE CURAR
Os dons de curar são uma manifestação do Espírito Santo, que distribui seus dons para realizar curas em diversas enfermidades, seja em relação ao corpo, à alma ou ao espírito.
No grego este dom está no plural: dons de curas. Isto significa que o Espírito reparte dons específicos para pessoas específicas ministrarem segundo necessidades específicas, seja no corpo, na alma ou no espírito. Jesus curava “toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mateus 4.23).

3. DONS VOCAIS
Referem-se à comunicação sobrenatural do Espírito Santo, usando o pronunciamento humano.

3.1 PROFECIA
Profecia, do grego profetéia, é a manifestação do Espírito Santo para falarmos diretamente da parte de Deus aos homens, edificando, exortando e consolando.
De todos os dons, Paulo destaca a importância da profecia, devido sua comunicação clara aos ouvintes. Este é o tema de 1 Coríntios 14.

3.2 VARIEDADE DE LÍNGUAS
A variedade de línguas é a manifestação do Espírito Santo para falarmos as suas línguas. No grego, a palavra é glossai, que significa “línguas”.
No livro de Atos vemos que todos que eram batizados no Espírito Santo falavam em línguas: no Pentecostes (Atos 2.4); Cornélio e sua casa (Atos 10.44-47); os doze de Éfeso (Atos 19.1-7). Foi a experiência de Paulo (1 Coríntios 14.18).

3.3 INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS
É uma manifestação e capacitação do Espírito Santo para dar interpretação ao significado das suas línguas.
A interpretação de línguas, podemos dizer, tem dois acessos, a Deus e aos homens. A Deus, quando ele é exaltado pelas suas grandezas (Atos 2.11; 10.46; 1 Coríntios 14.13-17); e aos homens, quando há uma mensagem de Deus a eles (1 Coríntios 14.21).

 

OS DONS ESPIRITUAIS
Convidamos a todos lerem 1 Coríntios 12.1-12 e meditarem sobre tão importante ensino que o Apóstolo trás a igreja. Uma das evidências da presença do Espírito Santo operando na congregação dos filhos de Deus, é a manifestações dos dons espirituais que o texto enumera. O Espírito manifesta sua real presença e ação, repartindo entre os crentes os dons com um propósito: a edificação da igreja. Lembremos que sempre que um membro do corpo é beneficiado com um dom, todo o corpo também é favorecido.

A palavra “dom” indica uma preciosa graça que nos é dada. Não a recebemos por merecimento ou por recompensa pelo que fazemos, mas, sim, pela liberalidade do Senhor que quer, com eles, abençoar ajudar e edificar seus filhos.

As palavras “dom” e “manifestação” juntas, nos dão o quadro completo da ação do Espírito Santo. Assim, quando um dom se manifesta visa, sempre, auxiliar, capacitar, expressar a graça de Deus, para as diferentes situações em que essa manifestação é necessária. Exemplo: Curar, operar milagres, dar discernimento de espíritos, trazer revelação e compreensão de fatos ou situações desconhecidos, etc.

Deus nos usa como seus cooperadores e nos supre com os necessários recursos espirituais, tudo para o bom desempenho das tarefas que ele nos dá. Mas os dons não nos pertencem. O texto é claro: “o mesmo Espírito realiza todas estas cousas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um individualmente” (v 11), sempre visando à edificação de todos. Os dons pertencem ao Espírito e manifestam-se através de nós visando àqueles que são beneficiadas por eles. Um ensino que vem do texto de 1 Pedro 4.10 diz: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

Mas, sempre devemos estar atentos ao fato de que os que estão dispostos a ser usados pelo Espírito Santo nesse mister, precisam aprender a ouvir a Deus. Não esqueçamos que, “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tiago 1.17). É lado alto que vêm esses valores tão preciosos, assim, não esqueçamos que trabalhamos com riquezas que pertencem ao nosso Senhor. São recursos eminentemente espirituais. Amém.

 

a) Dons Ministeriais para a Igreja

Dom

Definição

Textos

Exemplos

Apóstolo
(especifico)

Os diretamente  comissionados pelo Senhor Jesus para estabelecer a igreja e a mensagem genuína do evangelho.

At 4.33-37; 5.12-42; 9.27; 11.1; 15.1-6;
1Co 9.5; 12.28,29;
Gl 1.17;
Ef 2.20; 4.11;
Jd 17

Apóstolos: Mt 10.2; Mc 3.14
Paulo: Rm 1.1; 1Co 1.1
Pedro: 1Pe 1.1; 2Pe 1.1

Apóstolo
(geral)

Qualquer mensageiro biblicamente comissionado como missionário ou para outras responsabilidades especiais.

At 13.1-3
1Co 12.28,29
Ef 4.11

Barnabé: At 14.4,14
Andrônico: Rm 16.7
Tito e ouros: 2Co 8.23
Epafrodito: Fp 2.25
Tiago: Gl 1.19

Profeta

Os que falavam sob a inspiração do Espírito Santo, trazendo da parte de Deus uma mensagem para a igreja, e cuja motivação e preocupação principais tinham a ver com a vida espiritual e a pureza da igreja.

Rm 12.6
1Co 12.10; 14.1-33
Ef 4.11
1Ts 5.20,21
1Tm 1.18
1Pe 4.11
1Jo 4.1-3

Pedro: At 2.14-40; 3.12-26
Paulo: At 13.1,16-41
Barnabé: At 13.1
Simeão: At 13.1
Ágabo: At 11.27,28; 21.10
Judas e Silas: At 15.32
João: Ap 1.1,3; 10.8-11

Evangelista

Os que receberam dons de Deus para proclamar o evangelho aos não salvos.

Ef 4.11

Filipe: At 8.5-8, 26-40
Paulo: At 26.16-18

Pastor

Os escolhidos e dotados por Deus para dirigir a igreja e cuidar das suas necessidades espirituais.

At 14.23; 15.1-6
Rm 12.8
Ef 4.11,12
Fp 1.1
1Tm 3.1-7; 5.17-20
Tt 1.5-9
Hb 13.17
1Pe 5.1-5

Timóteo: 1Tm 1.1-4; 4.12
Tito: Tt 1.4,5
Pedro: 1Pe 5.1
João: 1Jo 2.1,12-14
Gaio: 3Jo 1-7

Mestre

Os dotados por Deus para esclarecer e explicar a Palavra de Deus para a edificação da igreja.

Rm 12.7
Ef 4.11
Cl 3.16
1Tm 3.2; 5.17
2Tm 2.2,24

Paulo: At 15.35; 20:20
Barnabé: At 15.35
Apolo: At 18.25-28
Timóteo: 1Co 4.17
Tito: Tt 2.1-3,9,10

Diácono

Os escolhidos e dotados por Deus para prestar assistência prática aos membros da igreja.

At 6.1-6
Rm 12.7
Fp 1.1
1Pe 4.11

Sete diáconos: At 6.5
Febe: Rm 16.1,2

Socorro

Os dotados por Deus para várias modalidades especificas de auxilio.

1Co 12.18

Paulo: At 20.35
Lídia: At 16.14,15
Gaio: 3Jo 5-8

Administrador

Os dotados por Deus pra orientar e supervisionar atividades diversas da igreja.

1Co 12.7
Ef 4.11,12
1Tm 3.1-7
Hb 13.7-17,24

Pedro: At 6.3,4; 11.1-18
Paulo: At 20.1-35

Exortador

Os dotados por Deus para motivar outros cristãos a uma fé mais profunda em cristo, a uma maior dedicação a Ele, a uma manifestação mais plena do fruto do Espírito e a uma separação completa do mundo.

Rm 12.8
1Co 14.3
1Ts 5.11,14-22
Hb 10.24,25

Barnabé: At 11.23,24
Paulo: Gl 5.16-26
Judas e Silas: At 15.32
Timóteo: 1Ts 3.2; 2Tm 4.2
Tito: Tt 2.6,13
Pedro: 1Pe 5.1,2
João: 1Jo 2.15-17; 3.1-3

Doador

Os capacitados por Deus para darem liberalmente dos seus recursos para as necessidades do povo de Deus.

At 2.44,45; 4.34,35
1Co 16.1-4
2Co 8.9
Ef 4.28
1Tm 6.17-19

Barnabé: At 4.36,37
Cristãos da Macedônia:
Rm 15.26,27; 2Co 8.1-5
Cristãos da Acaia:
Rm 15.26,27; 2Co 9.2

Consolador

Os chamados por Deus para consolar os aflitos mediante atos de misericórdia.

Rm 12.8
2Co 1.3-7

Paulo: 2Co 1.4
Cristãos hebreus:
Hb 10.34
Dorcas: At 9.36-39

b) Manifestações do Espírito Santo na vida dos crentes

Palavra de Sabedoria

Uma enunciação do Espírito Santo aplicando a Palavra de Deus, ou a sua sabedoria, a uma determinada situação.

At 6.3
1Co 12.8; 13.2,9,12

Estevão: At 6.10
Tiago: At 15.13-21

Palavra de Conhecimento

É o Espírito Santo revelando conhecimento a respeito de pessoas, circunstâncias, ou verdades bíblicas.

At 10.47,48; 13.2
1Co 12.8; 13.2,9,12

Pedro: At 5.9,10

Fé sobrenatural comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus, para a realização de milagres.

Mt 21.21,22
Mc 9.23,24
Lc 17.6
At 3.1-8; 6.5-8
1Co 12.9; 13.2
Tg 5.14,15

Centurião: Mt 8.5-13
Mulher Enferma: Mt 9.20
Cegos: Mt 9.27-29
Mulher Pecadora: Lc 9.36
Leproso: Lc 17.11-19

Cura

Restauração da saúde de alguém por meios sobrenaturais divinos.

Mt 4.23,24; 8.16
Mc 1.32-34; 6.13
Lc 4.40,41; 9.1,2
Jo 6.2; 14.12
At 4.30;5.15,16
1Co 12.9,28,30

Jesus e Apostolos:

Operação de Maravilhas

Poder divino sobrenatural para alterar o curso da natureza

Mt 4.23,24; 8.16
Mc 1.32,33,39
Lc 4.40,41; 9.1
Jo 7.3; 10.25,32
At 2.22,43; 4.30
Rm 15.19
1Co 12.10,29
2Co 12.12
Gl 3.5

Jesus e Apostolos:

Profecia

A capacidade momentânea e especial para transmitir mensagem, advertência, exortação ou revelação da parte de Deus sob a direção do Espírito Santo.

Lc 12.12
At 2.17,18
1Co 12.10; 13.9
Ef 4.11
1Ts 5.20,21
2Pe 1.20,21
1Jo 4.1-3

Isabel: Lc 1.40-45
Maria: Lc 1.46-55
Zacarias: Lc 1.67-79
Pedro: At 2.14-40; 4.8-12
Ágabo: At 21.10,11

Discernimento de espíritos

Capacidade especial para julgar se profecias e enunciações sobrenaturais outras, provém do Espírito Santo.

1Co 12.10; 14.29

Pedro: At 8.18-24
Paulo: At 13.8-12; 16.16

Falar em outras Línguas

Expressar-se a nível do espírito, sob a influência direta do Espírito Santo, numa língua que a pessoa não aprendeu e nem conhece.

1Co 12.10,28,30;
13.1; 14.1-40

Discípulos: At 2.4-11
Cornélio: At 10.44,45
Crentes: At 19.2-7
Paulo: 1Co 14.6,15,18

Interpretação de Línguas

Capacidade especial para interpretar o que é falado em línguas estranhas, pelo Espírito Santo.

1Co 12.10,30;
14.5; 13.26-28

 


DONS HOJE?  LÍNGUAS
Os dons espirituais, são poderes ou graças que o Espírito Santo confere aos servos  de Deus para a edificação da igreja (Hb 2.4 e 1Pe 4.10). A manifestação dos dons na vida do crente é a confirmação do “Batismo do Espírito Santo”.  Os dons são objetos de predições no Antigo Testamento, em Isaias 35.4-6 (“Digam aos desanimados: “Não tenham medo; animem-se, pois o nosso Deus está aqui. Ele vem para nos salvar, ele vem para castigar os nossos inimigos.” Então os cegos verão, e os surdos ouvirão; os aleijados pularão e dançarão, e os mudos cantarão de alegria. Pois fontes brotarão no deserto, e rios correrão pelas terras secas.) e em Joel 2.28,29 (“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.”). Eles são de diferentes espécies (“Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons. Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo.” 1Co 12.4-6). Paulo enumera alguns (“...tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria”. Rm 12.6-8  e  “Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las... Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.” 1Co 12.8-10; 14.1), mas, o Espírito Santo é livre e não se restringe à relação deixada pelo apóstolo; novas formas de ações surgem no decorrer da história do povo eleito.
O Senhor Jesus, possuía os dons e os usava para a edificação da multidão que O seguia (“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.”  Mt 12.28), este exemplo precisa ser observado pelos servos que foram agraciados, os talentos espirituais não são para a glória do homem, sim, para a edificação do Reino de Deus, através da manifestação do poder e autoridade.
A primeira referência do derramamento do Espírito sobre a igreja está em At 2.1-4 (“Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados. Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa.”), é o Pentecostes; neste dia o dom do Espírito Santo permitiu a todos os apóstolos falarem em outras línguas (idiomas), sendo entendidos por pessoas de diferentes países
É inadmissível a rejeição do Batismo no Espírito Santo, bem como, os dons. A Palavra é clara na explanação, não deixando margens para dúvidas. Afirmar que os dons do Espírito ficaram restritos ao Pentecostes é heresia, esta tese contraria todas as cartas Paulinas, pois, foram escritas em datas posteriores ao Pentecostes. A conversão de Paulo aconteceu por volta do ano 37 dC, sete anos após a descida do Espírito Santo no Pentecostes (30 dC).

 

O Dom de Línguas:
Os dons são diversos e todos eles úteis à edificação da igreja. O dom de línguas é visto por algumas denominações como único sinal do “Batismo no Espírito”, (se não falas em línguas, não és batizado!) é um entendimento errôneo, sem base bíblica. O principal texto usado para comprovar esta tese é o que descreve o Pentecostes, no entanto, as línguas ali faladas não foram estranhas ou de anjos, sim, idiomas regionais. O falar em línguas em algumas vidas realmente é a confirmação do enchimento com o Espírito, mas, não é possível generalizar.

O Batismo do Espírito só é possível em vidas que cultivam a santidade (“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” 2 Co 7.1). A condição de santos é impostas a todos que querem viver na presença do Senhor, estes estão habilitados a receberem os dons reservados, não especificamente línguas. As vidas que produzem os frutos da carne (Gl 5.19-21), estão em pecado, afastadas de Deus e incapacitadas de serem usadas pelo Espírito Santos, se falam em línguas, profetizam, etc. provavelmente são movidas pelo espírito de engano.

a) Línguas:  Sinal da graça de Deus (At 10.44 e 19.6)
É possível  contemplar a graça de Deus na vida do homem de diversas formas, quando vemos alguém dobrado diante do Trono louvando em línguas é maravilhoso, edifica a vida de todos e com certeza sobe como “aroma agradável” às narinas do Pai. O dom de línguas é a forma mais pura de louvor e adoração, pois, é o próprio Espírito que se apresenta diante do Eterno Rei.
b) Línguas: Não é o dom mais importante (1Co 12.4-11 e 1Co 14)
Paulo, escrevendo aos de Corinto, afirma: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós.” Estas palavras testificam a profunda comunhão e intimidade com o Espírito, no entanto, ele não exaltou este dom, pelo contrário, procurou doutrinar a igreja no uso correto, afirmando que o falar em línguas é para edificação pessoal. A descrever os dons por importância, situou o de línguas entre os menores.
Não há motivos ou fundamentos para que esta realidade seja invertida em nossos dias.

c) Línguas: Não é sinal de Batismo (At 2.1-13 , 1 Co 14 e 1 Co 12.4-11)
É comum entre os pentecostais a afirmação: Só é batizado no Espírito se falar em línguas!
Não há textos na Bíblia taxativos sobre esta questão, os usados para justificar esta tese não são suficientemente claros, a principal base para esta afirmação é o relato do Pentecostes (At 2.8-11), mas, se observado mais detidamente, conclui-se que não foram línguas estranhas ou de anjos, sim, idiomas, eram homens de diversas nações que encontravam-se reunidos ali.
Há no meio pentecostal, igrejas que exigem como prova ou confirmação do Batismo no Espírito, o falar em línguas, esta obrigação tem produzido situações constrangedoras em muitos.
Imagine: Uma vida santa, pura e reta, porém, não agraciado com o dom de línguas, sim com outro dom.
Será sempre visto como alguém que não tem verdadeiramente o Espírito.
Outra situação: Alguém que tenha uma vida fora dos padrões de Deus.
Levado pela sagacidade, decora algumas expressões e começa a repeti-las, provavelmente será visto por todos como cheio do Espírito, porém, o que opera em tais vida com certeza é o espírito de engano. Não esqueçam jamais, o Senhor não usa vasos quebrados ou imundos! É necessário viver em santidade, para ser instrumento do Senhor.

d) Línguas: Na igreja com ordem (1Co 14.27-33)
As tradições existentes dentro das igrejas possuem profundas raízes, forte o suficiente para contestar os ensinamentos bíblicos. Com relação ao dom de línguas, vê-se que em muitos “arraiais” as orientações do Apostolo Paulo não são observadas corretamente.  As tradições estão em primeiro lugar. Falar línguas não faz o homem santo como muitos pensam. Viver a Vontade de Deus, esta sim, faz o homem ser Santo. O uso do dom de línguas na igreja é objeto de extensa orientação, cuidadosamente descrita, exatamente para que os erros hoje comuns não prevalecessem. É preciso ler a Palavra e deixar que o Espírito de Deus a imprima no coração, como regra de fé e prática.
Infelizmente, constata-se que a zelosa palavra do Apostolo não é observada como digna de crédito e uma espécie de desordem, toma lugar no culto.
É evidente que o culto deve ser alegre, expressão de amor e gratidão ao Eterno, mas, algumas determinações deixadas pelo próprio Deus não podem ser desconsideradas.
Vivemos os últimos tempos, são dias nos quais o Espírito está sendo derramado de uma forma jamais  vista em toda a história da humanidade, mas, para tomar parte neste mover é preciso conhecer o Senhor. Santidade e pureza, são condições que habilita-nos a sermos instrumentos úteis nas mãos do Deus Vivo. Sejamos pois, santos!
O verdadeiro servo, o homem cheio do Espírito, deixa-se levar pelo mover real, procurando observar as determinações de Deus para o bom andamento da igreja.  
Eu, creio e aceito os dons sem exceções. Inclusive, a igreja à qual sou membro, e totalmente direcionada pelo Espírito de Deus que através de seus profetas (usados em profecias, visão, sonhos, etc.) determina a forma do agir. 

 

O Uso Inconseqüente da Língua
Mesmo no meio da igreja, nos deparamos com situações no mínimo vergonhosas, problemas comuns àqueles que não conhecem o  Senhorio e amor de Deus tem invadido o seio da igreja e grandes brechas são abertas, o maligno não perde a oportunidade e entrar; seu objetivo principal é a destruição da moral e do bom nome que deve ser comum à casa do Senhor. A conseqüência se mostra no testemunho digno dos filhos das trevas.
Um coração insensível à voz do Espírito Santo é um dos principais fatores que levam os homens a viverem uma vida comum, espelhada nos costumes e ventos que sopram sobre a sociedade em geral. A condição de “separados ou chamados” para o Senhor, toma aparência de mais uma das muitas teorias  pregadas nos templos cristãos, que jamais, são colocadas em práticas.
O “amar o próximo como a si mesmo”, no dia-a-dia agrupa-se entre as muitas hipocrisias vividas pelo povo que teimam em intitular-se “do Senhor”. Na verdade, as leis que prevalecem, remontam aos tempos anteriores ao Senhor Jesus, quando a nação escolhida tinha sobre si uma sentença que afirmava:

“Dente por dente, olho por olho...”(Ex 21.24,25).

A principal arma usada pelos gladiadores crentes, está no seu próprio corpo e chama-se LÍNGUA! É uma arma muito perigosa, que corta na profundidade da alma e traz sobre aqueles que a usam inconseqüentemente, o extremo da condenação eterna.(Mc 3.29).
A seguir e veja alguns dos muitos pecados cometidos pelo uso inconseqüente da língua e suas conseqüências diante do Deus todo poderoso.

 

a) Difamação:
”A pessoa que diz mentiras (difama) a respeito dos outros e tão perigosa quanto uma espada...” (Pv 25.16) Veja ainda: Lv 19.16 e Pv 16.28-30

O Dicionário Aurélio a define como:
1- “Tirar a boa fama ou o crédito a; desacreditar publicamente; infamar, detrair, falar mal.” 
2- “Imputar a (alguém) um fato concreto e circunstanciado, ofensivo de sua reputação, conquanto não definido como crime.”
A difamação, é crime contra a honra, previsto no Código Penal Brasileiro. Infelizmente, nos deparamos com estes criminosos em grande quantidade dentro das igrejas, e pior, muitos são líderes!
E diante de Deus um pecado:
”Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão, ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.” Tg 4.11
”Aquele que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho... Quem deste modo procede não será jamais abalado.”      (Sl 15.3,5)

Uma recomendação para as pessoas que congregam em igrejas, onde esta prática é comum, iniciando-se no líder e estendendo-se à mais simples ovelhas,  é que abandone este povo!
Não é tempo de andarmos em meio a um povo que não constituíram Deus como Senhor absoluto. Portanto, procure igrejas Santas com líderes segundo o Espírito Santo.
 Jesus diz:
 “Deixai-os: são cegos, guias de cegos... cairão ambos no barranco.” (Mt 15.14)
Os Servos do Senhor, devem primar pelos santos padrões ditados, e serão possuidores da vitória eterna.

b) Calúnia:
”Nos últimos dias sobrevirá tempos difíceis; pois os homens serão... caluniadores... Foge também destes” (2Tm 3.1-5)

O Dicionário Aurélio a define como:
1- Difamar, fazendo acusações falsas, Mentira, falsidade, invenção.
2- (Jur.)  Atribuir falsamente a (alguém) fato definido como crime.

A Calunia pode ser feita através da mentira, falsidade e invenção contra alguém. O Código Penal Brasileiro prevê penas contra os caluniadores.

Não é de admirar que, em muitas igrejas os caluniadores não sofre qualquer ação disciplinar, e por isso o mal se avoluma, pois o caluniador é assim estimulado na sua tarefa maligna e destruidora dos valores alheios. Outros da mesma índole tem prazer em relembrar, comentar e espalhar fraqueza, imperfeições e pecados a outros, servindo-se da língua.
A Bíblia condena a calunia:
”Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20.16
Este mandamento protege o nome e a reputação do próximo. Ninguém deve fazer declarações falsas a respeito do caráter ou dos atos de outra pessoa. Devemos falar de modo justo e honesto a respeito de quem quer que seja.
”Não espalharás notícias falsas... Da falsa acusação te afastarás..." (Ex 23.1,7)
”Seis cousas o Senhor aborrece... testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre os irmãos.” (Pv 6.16,19)
”A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece”(Pv 19.9)

Conhecedores da gravidade desta situação, é necessário que o Servo do Senhor se aparte de toda forma de Calúnia e que procure viver em santidade.

c) Boato:
”Não tem eles sinceridade nos seus lábios; o seu íntimo e de todo crimes; a sua garganta é sepulcro aberto, e com a língua lisonjeiam (adulam).” (Sl 5.9)

O Dicionário Aurélio o define como:
- “Notícia anônima que corre publicamente sem confirmação. balela, rumor".

Com certeza é uma obra que procede do coração maligno. E o diabo usa de seus demônios para entrarem nas igrejas e despertarem as pessoas a usarem suas línguas para esta prática.
Se você não tem certeza de um fato, qual a necessidade de espalhá-lo?
”Não espalharás notícias falsas...” (Ex 23.1)
é a determinação do Senhor para seu povo!

Quanto aos Mexeriqueiros, são condenados pela Bíblia em seu agir. E se continuarem nesta prática, pouco importa a condição de membro de uma igreja, ou mesmo, o cargo de líder ou os possíveis dons concedidos por um espírito de engano. O fim destes é a condenação eterna!
 
d)  Murmuração:
”...As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor.”  (Ex 16.8)
”Todos os filhos de Israel murmuraram... Disse o Senhor... Até quando me provocará este povo... Com pestilência o ferirei, e o deserdarei...” (Nm 14.2,11,12)
”Não murmureis como alguns murmuraram, e foram  destruídos pelo exterminador.” (1Co 10.10)

O Dicionário Aurélio a define como:
1- Censurar ou repreender disfarçadamente e em voz baixa.
2- Dizer mal; maldizer; conceber mau juízo
3- Falar (contra alguém ou algo); criticar
4- Conversar, difamando ou desacreditando.
5- Soltar queixumes; lastimar-se em voz baixa; resmungar, resmungar
6- Dizer mal de alguém; apontar faltas; conceber mau juízo.
Esta é uma prática muito comum entre os cidadãos da Nova Canaã, vemos, que desde os primórdios do povo separado por Deus, que este pecado encontrou lugar nas vidas e no decorrer dos milênios continua tão praticado quanto antes. É um grande instrumento nas mãos do diabo e muitos se têm sujeitado a esta prática, resumindo: Servem ao diabo.
Os praticantes desta afronta ao Senhor, com certeza não herdarão o paraíso como morada eterna. Na caminhada dos Israelitas, nos é mostrado o rigor com o qual são tratados tais homens. (Nm 14.27-38; 1Co 10.5-10; Hb 3.10-18)

Paulo escreve aos de Corinto e explica que Deus ordenou o seu julgamento sobre Israel por sua desobediência e incredulidade, para que isso servisse de advertência a todos os servos do Senhor da atualidade e para aqueles que ainda hão de serem chamados     (1Co 10.11).
”Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo.” (Hb 3.12)
No deserto ficaram praticamente todos os que saíram do Egito, fracassaram na obediência; este fato é uma advertência, para que os caminhos trilhados por eles, não sejam os mesmo trilhados pela igreja hoje.
É preciso voltar-se para o Senhor, excluindo da vida todas as práticas contrárias ao Seu querer, inclusive a “murmuração” e observarmos: “Sedes santos como o Senhor é santo” (Rm 12.1,2)
A Palavra do Servo de Deus:

a) Uma palavra agradável, temperada:
”A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6)

Paulo aconselha aos de Colossos a proferirem palavras exclusivamente agradáveis e temperadas ou equilibradas. Assim deve ser a conversa do Filho de Deus, agradável, cativante, amável, graciosa e acima de tudo verdadeira. Esta linguagem origina-se na graça de Deus, só é possível desenvolvê-la, quando o homem encontra-se cheio, trasbordante do Espírito Santo.
”De boas palavras transborda o meu coração... nos teus lábios se extravasou a graça; por isso Deus te abençoou para sempre.” (Sl 45.1,2)

b) Vigiando no falar e no agir:
”Ordena e ensina... Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, tornar-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.”

(1Tm 4.11,12)

Quão lamentável é olharmos as igrejas e contemplarmos a indiferença com a qual o Senhor é tratado. Seus mandamentos já não são verdadeiramente observados; e o mundo entra, a aparência é semelhante aos praticantes da vontade da carne.
”Esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1Co 9.27)
”Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.” (2Rs 4.8,9)
A língua encontra-se contaminada pelas muitas gírias e expressões indignas, na aparência perfeitamente iguais ao mundo; longos cabelos nos homens, mulheres tosquiadas, tatuagens, piercings e a vestimenta segundo a moda ditada pelo diabo!
Como serão luz, estes que insistem na aparência das trevas?
Como serão reconhecidos a exemplo de Eliseu?

c) Língua segundo o Espírito de Deus:
”Põe  guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141.3)
”E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus..."(Sl 40.3)
Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações. E tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” (Cl 3.16,17)

 

As nossas palavras não podem ser jogadas ao vento, necessitam serem sérias, cheia de unção.
Segundo este princípio, tornar-se impossível que o Servo compartilhe as mesmas conversas imundas, eróticas ou impróprias, conte as mesmas anedotas. Resumindo, “Não se assenta na roda dos escarnecedores!”
“A boca do justo é manancial de vida...” (Pv 10.11)

O controle de nossa língua é um dever!
Sermos cheios do Espírito Santo, é a única forma de servirmos verdadeiramente a Deus.

 

Amados do Senhor.
 Agora temos verdadeiramente consciência que só podemos combater o mau uso da língua, quando nos alimentamos da Palavra e nos deixamos dominar pelo Santo Espírito de Deus. Afinal, nosso reino, nossa cidadania é celestial e como tal, nossa vida deve refletir os costumes do Reino da Verdade. Jamais, deixando-nos contaminar pelos costumes e práticas que o diabo sabia e dissimuladamente tem implantado em meio à sociedade.

Somos separados para vivermos segundo os princípios eternos do Senhor Deus!


Todos os dons, por que não?
Estão dividindo a Palavra que é de fácil compreensão com entendimento de homens com suas suposições
sem ao menos terem experimentado o poder de Deus, o sobrenatural.

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder.” (2Tm 3.1-5). (NVI).

 

I - Na passagem acima, está a resposta àqueles que perguntam o “porquê” do SENHOR colocar “UM FIM” nesta terra. E, citando mais uma passagem: “...Contudo, os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.” (2Tm 3.13). (NVI).
O que quero dizer é que se têm por “doutrina” de alguns “teólogos”, onde é ensinado e imposto, que alguns dons espirituais ficaram para o tempo da Igreja primitiva e a completação das Escrituras. Em (1Co 1.4-7). Leia esta passagem com atenção: “Sempre dou graças a meu Deus por vocês, por causa da graça que lhes foi dada por ele em Cristo Jesus. Pois nele vocês foram enriquecidos em tudo, isto é, em toda palavra e em todo conhecimento, porque o testemunho de Cristo foi confirmado entre vocês, de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês esperam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado [2ª revelação em glória].” (NVI). Pergunto: Quando é que o Senhor Jesus foi revelado pela segunda vez, sendo que sua primeira revelação em carne havia acontecido antes desta epístola ter sido escrita? - Então entende-se “facilmente” que Sua segunda revelação, de acordo com esta passagem, se dará quando formos levados para a glória juntamente com Ele. Então vejamos:
(1Ts 4.15-17) “Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor [sua 2ª revelação em glória], certamente não precederemos [iremos à frente] os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.” (NVI).

 

É interessante examinarmos esta questão da não necessidade dos dons espirituais por completo, como dizem alguns. Isto dá a entender que o homem foi “evoluindo moral e espiritualmente através dos tempos - da maldade para a bondade progressiva. ”É acreditar que o homem, mesmo sem Deus, pôde se tornar justo, mesmo por sua inerência de comportamento. Parece-nos que a teoria da Evolução das Espécies por “Charles Darwin” não é nova, mas sempre foi apreciada, não diretamente, mas o seu sentido sim.

 

Quando o Senhor Jesus estava aqui, Ele disse: “Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o [Ajudador ou o Consolador] não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei.” (Jo.16.7). Onde está Jesus agora? - E quem está conosco? – Não é o Espírito Santo que está conosco agora? Este Espírito é tão maravilhoso e poderoso que é o único que pode sondar a mente de Deus - (1Co 2.10) “Porque Deus no-las revelou pelo seu [Espírito]; pois o [Espírito] esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus.” Assim sendo, Ele pode atuar livremente com Seu poder, Seus dons, Suas armas... sem precisar ser rotulado. Jesus nunca muda: (Hb 13.8; Tg 1.17; Rm 11.33-36; 2Co 10.4-5) “Jesus Cristo [é o mesmo], ontem, e hoje, e eternamente... Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de [variação]... (ARC) “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! “Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” “Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?” Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.A ele seja a glória para sempre! Amém... As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” (NVI).
O inimigo é extremamente astuto para fazer o mau. Ele usa de todas artimanhas possíveis para enganar e para tirar os atributos de Deus. Em (2Ts 2.6-7) está escrito: “E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém.” (NVI). Viram como o mau está atento! Ele só aguarda o Espírito Santo se retirar quando Jesus vier para os salvos e leva-los aos céus; daí ele vai dominar.

 

II - Ouve-se regularmente um comentário assim: “Esse negócio de falar em línguas ou outro dom que dizem não estar mais em uso é coisa que muitas religiões praticam, é coisa do diabo para enganar os crentes. Agora façam um paralelo com esta passagem onde Jesus confronta-se com os Fariseus: “Mas alguns deles disseram: É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.” Uma coisa séria está acontecendo, as pessoas estão “blasfemando contra o Espírito Santo” – (Lc. 12.10) “E a todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas ao que blasfemar [contra o Espírito Santo], não lhe será perdoado.”; e estão excluindo coisas da Palavra a seu próprio entendimento humano – (Ap 22.19) “E se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta [profecia], Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.”

 

Estão dividindo a Palavra que é de fácil compreensão com entendimento de homens com suas suposições sem ao menos terem experimentado o poder de Deus, o sobrenatural. (1Co 2.14) “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são [loucura]; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
O Espírito Santo, que é descrito em (Ap 1.4 e Is 11.2), como sendo também os sete espíritos do Senhor “João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono... E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.”; é visto por muitos hoje em dia, sem uma atuação efetiva e que só desempenhou certos atributos de Seu poder, preso a épocas e circunstâncias.

 

III - Nos últimos séculos quantas atrocidades aconteceram: a “inquisição”, onde milhares de crentes morreram por sua fé genuína. Os judeus sofreram com o holocausto. Houveram as 1ª e a 2ª guerras mundiais. Fome, injustiças, pobreza extrema, catástrofes, etc... Com o crescimento da ciência possibilitou-se a criação de armas de destruição em massa. Houve o aumento da perversão sexual, que seguramente já excedeu em muito a do tempo de Sodoma e Gomorra e muito mais, sendo assim, “Como não há a necessidade do poder e capacitação que vem lá do alto?” Os dias de hoje estão melhores que àqueles do passado??? O diabo está pintando e bordando com a humanidade. Os E.Ts, como muitos estão acreditando existirem, não passam de artifícios criados por Satanás e seus demônios para uma eventual crença de que àqueles que foram arrebatados, foram “abduzidos” ou “levados por estes seres.

 

Há muita “razão” nas Igrejas e pouco do “sobrenatural”. Acredita-se totalmente na capacidade intelectual e científica do homem, do que numa “unção com óleo ou na imposição de mãos em nome de Jesus”. A ciência e a medicina tem suas limitações, e depois? Muitos crentes entregam os pontos dizendo que determinado acontecimento importuno foi da vontade de Deus. Será que aquela determinada situação não poderia ter sido mudada se numa revelação ou numa cura, “que são dons”, tivesse tido a verdadeira fé no Deus dos impossíveis? Ninguém pode rotular ao Senhor, ou guiá-lo. Nem o tempo pode administrar o que Ele faz – (Jo 3.8) “O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito.” (NVI).
Jesus só começou seu ministério quando desceu sobre Ele o Espírito Santo com poder. Os apóstolos só foram entender claramente os propósitos de Jesus e começaram a pregar levando milhares à conversão quando desceu sobre eles no Dia de Pentecostes o poder do Espírito Santo!!! Não entendo o ponto de vista dessas pessoas. Só posso dizer que são “Doutrinas de Homens”. Alguns excluem o próprio sentimento humano para a expressão de amor à Deus. Tanto fé como emocional são coisas que Deus crio, Leia: (Dt 6.5) “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o [teu coração], de toda a tua alma (sede dos sentimentos) e de todas as tuas forças.”

 

IV - A confrontação com os poderes do mau acontecem a toda a hora e requerem todos os dons. O diabo, principalmente hoje em dia, difundiu e incutiu suas heresias na humanidade e tornou o “saber do mal por crenças e seitas diversas” cada vez mais complexo a ponto de que se possível, até os escolhidos seriam engodados.
Faz-se necessário os dons de revelação, discernimento de espíritos, línguas “SIM”. O diabo não tem medo de quem tem um saber e uma retórica apurados, mas ele treme diante daqueles que com sinceridade buscam a oração em espírito, um relacionamento e capacidades inerentes de Deus dadas pelo Espírito Santo. Compare este ex.: (1.17 com Is. 11.2)
"...para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê o espírito de [sabedoria] e de revelação no pleno conhecimento dele;..."
“E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.”

 

Finalizando este comentário:
Se o homem está indo de mau à pior, devemos recorrer ainda mais a todos os dons espirituais para termos a capacidade de pregar o Evangelho de Jesus com toda a intrepidez, porque a natureza humana sempre foi uma natureza corrupta.
“E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com [intrepidez] a palavra de Deus.” (At 4.31).
(Mt 25.14-30) - A Parábola dos Talentos (Quanto aos dons).
“E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois. Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor. “Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles. O que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’. “O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’ “Veio também o que tinha recebido dois talentos e disse: ‘O senhor me confiou dois talentos; veja, eu ganhei mais dois’. “O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’ “Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’. “O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. “ ‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’”. (NVI).

 

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