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Espírito Santo

I. PERSONALIDADE DO ESPÍRITO

A) Provada por Suas Características:
1) Ele é inteligente (1Co 2.10,11).
2) Ele tem emoções (Ef 4.30).
3) Ele tem vontade ( 1Co 12.11).

B) Provada por Sua Obras:

1) Ele ensina (Jo 14.26).
2) Ele guia (Rm 8.14).
3) Ele comissiona (At 13.4).
4) Ele dá ordens a homens ( At 8.29).
5) Ele age no homem (Gn 6.3). 
6) Ele intercede (Rm 8.26). 7)
7) Ele fala (Jo 15.26; 2Pe 1.21).

C) Provada pelo que Lhe é Atribuído:

1) Ele pode ser obedecido (At 10.19-21).
2) Pode-se mentir a Ele (At 5.3).
3) Ele pode ser resistido (At 7.51).
4) Ele pode ser reverenciado (Sl 51.11).
5) Pode-se blasfemar contra Ele (Mt 12.31).
6) Ele pode ser entristecido (Ef 4.30).
7) Ele pode ser ultrajado (Hb 10.29).


D) Provado por Uma Gramática Incomum:
A despeito do fato de a palavra grega para Espírito ser neutra em gênero, várias vezes se empregam pronomes masculinos para substituir o substantivo neutro, o que contraria todas as regras normais de gramática, mas indica a personalidade do Espírito (Jo 16.13,14; 15.26; 16.7,8)

 

II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO

A) Provada pelos Seus Nomes:
1) Nomes que relacionam o Espírito em pé de igualdade às demais Pessoas da Trindade (1Co 6.11).
2) Nomes que O apresentam realizando obras que somente Deus pode fazer (Rm 8.15; Jo 14.16)

B) Provada por Suas Características:
O Espírito possui atributos divinos:
1) Onisciência   (1Co 2.10,11).
2) Onipresença (Sl 139.7).
3) Onipotência (Gn 1.2).
4) Verdade (1Jo 5.6).      
5) Santidade (Lc 11.13).
6) Vida (Rm 8.2).
7) Sabedoria (Is 40.13).
8) Eternidade (Hb 9.14)

C) Provada por Suas Obras:
Ao Espírito são atribuídas obras que somente Deus pode realizar.
1) Criação (Gn 1.2).
2) Inspiração (2Pe 1.21).
3) Gerar a Cristo em Sua encarnação (Lc 1.35).  
4) Convencer o homem (Jo 16.8).
5) Regenerar o homem (Jo 3.5,6).
6) Consolar  (Jo 14.16).    
7) Interceder (Rm 8.26,27).
8) Santificar (2Ts 2.13).

D) Provada por Sua Associação em pé de igualdade:
Com as demais Pessoas da Trindade (At 5.3,4; Mt 28.19; 2Co 13.13)

 

III. A PROCESSÃO (procedência)  DO ESPÍRITO
A) Definição:
Processão é uma palavra que tenta descrever o eterno relacionamento entre o Espírito e as outras duas Pessoas da Trindade. Ele procedeu eternamente do Pai e do Filho sem que isso dividisse ou alterasse, de algum modo, a natureza de Deus.

B) História:
Este conceito foi formulado no Credo de Constantinopla em 381. Em 589, o sínodo de Toledo acrescentou a famosa cláusula latina “filioque”, que afirmava que o Espírito procedia do Pai e do Filho.

C) Escrituras:
João 15.26 afirma expressamente que o Espírito procede do Pai, ao passo que a idéia de Sua processão do Filho vem de versículos como Gálatas 4.6, Rm 8.9 e Jo 16.7.

 

IV. TIPOS E ILUSTRAÇÕES DO ESPÍRITO


 

Vestimenta ( Lc 24.49)
Pomba (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32)
Penhor (2Co 1.22; 5.5; Ef 1.14)
Fogo (Lc 3.16; At 2.3) – força em relação às diversas maneiras de Sua operação, aperfeiçoamento.
Óleo (Lc 4.18; At 10.38; 2Co 1.21; 1Jo 2.20) – equipar um sacerdote ou rei para o serviço.
Selo (2Co 1.22; Ef 1.13; 4.30) – autoridade, prosperidade, legitimidade, segurança ou preservação.
Servo ( Gn 24)
Água (Jo 4.14; 7.38,39) – essencial para a vida, vital para se lavar e purificar.
Vento (Jo 3.8; At 2.1,2) – é invisível, porém real, ou seja sentimos.


V. OBRA DO ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO
A) Na Criação:
O Espírito deu à criação:
1) Vida (Sl 104.30; Jó 33.4).
2) Ordem (Is 40.12; Jó 26.13).
3) Beleza ( Sl 33.6; Jó 26.13).
4) Preservação (Sl 104.30).

B) No Homem:
1) Habitação Seletiva:
a) O Espírito estava em certas pessoas na época do AT (Gn 41.38; Nm 27.18; Dn 4.8; 5.11-14; 6.3)
b) O Espírito vinha sobre várias pessoas (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 1Sm 10.9,10; 16.13) c) O Espírito enchia alguns (Ex 31.3; 35.31). Assim, Seu relacionamento pessoal com os homens no AT era limitado, pois nem todos experimentavam Sua ação e esta não era necessariamente permanente em todos os casos (Sl 51.11)
2) Capacitação para serviço (especialmente na construção do Tabernáculo, Ex 31.3, mas também em outras circunstâncias, Jz 14.6).
3) Restrição geral ao pecado (Gn 6.3).

 

VI. A OBRA DO ESPÍRITO NA REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO

A) Definições:

1) Revelação significa o desvendamento de algo que era previamente encoberto ou desconhecido. A revelação diz respeito ao material (i.e., o que).
2) Inspiração é o processo divino de supervisão dos autores humanos da Bíblia, de modo que, usando suas próprias personalidades e estilos, compuseram e registraram sem erro as palavras de Deus pra Sua revelação ao homem nos manuscritos originais (os autógrafos).
A inspiração diz respeito ao modo (i.e., o como).

B) O Autor da Revelação É o Espírito Santo:
A passagem mais específica é 2 Pedro 1.21  (cf. 2Sm 23.2; Ez 2.2; Mq 3.8; Mt 22.43; At 1.16; 4.25)

C) Os Meios da Revelação:
O Espírito usou:
1) A palavra falada (Ex 19.9).
2) Sonhos (Gn 20; 31).
3) Visões (Is 6.1).
4) A Palavra escrita (Jo 14.26; 1Co 2.13).
5) Cristo

D) O Autor da Inspiração É o Espírito Santo:
1) Do A.T. (2Sm 23.2,3; 2Tm 3.16; Mc 12.36;  At 1.16; 28.25; Hb 3.7; 10.15,16).
2) Do N.T.
A) A inspiração do NT foi pré-autenticada por Cristo (Jo 14.26).
B) Ela é afirmada pelos autores do NT (1Co 14.37; Gl 1.7,8; 1Ts 4.2,15;  2Ts 3.6,12,14).
C) Ela é atestada mutuamente pelos apóstolos (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).

VII. A OBRA DO ESPÍRITO NA VIDA DE Cristo

A) Em Seu Nascimento Virginal:

O Espírito Santo realizou a concepção no útero de Maria (Lc 1.35).

B) Em Sua Vida:
1) Cristo foi ungido pelo Espírito (Lc 4.18; At 10.38). Essa unção ocorreu em Seu batismo, mas não é idêntica ao batismo (Jo 1.32). Essa unção significa capacitação para o serviço.
2) Cristo foi cheio do Espírito (Lc 4.1).
3) Cristo foi selado com o Espírito (Jo 6.27)   
4) Cristo foi guiado pelo Espírito (Lc 4.1).
5) Cristo foi capacitado pelo Espírito (Mt 12.28).

C) Em Sua Morte:
(Cf. Hb 9.14; alguns citam também Rm 1.4)

D) Em Sua Ressurreição: (Rm 8.11; 1Pe 3.18)

 

VIII. A OBRA DO ESPÍRITO NA SALVAÇÃO

A) Convencimento:
(Jo 16.8-11)
1) Definição: Convencer (Jo 16.8) significa esclarecer a verdade do evangelho perante a pessoa não salva, de modo que seja reconhecida como verdade, quer a pessoa receba ou não a cristo como seu Salvador.
2) Detalhes:
a) Do pecado. O estado pecaminoso do homem se deve à sua incredulidade.
B) Da Justiça. O homem é convencido da justiça de Cristo porque Ele ressurgiu e ascendeu à direita do Pai.
C) Do juízo. O Espírito convence sobre o juízo vindouro porque satanás (o maior inimigo) já foi julgado.

B) Regeneração: (Tt 3.5)
1) Definição: O ato divino de geração espiritual, pelo qual Ele comunica vida eterna e nova natureza.
2) Meio: É a obra de Deus, particularmente do Espírito  (Jo 3.3-7; Tt 3.5). A fé é o requisito humano em presença do qual o Espírito regenera, e a Palavra de Deus fornece o conteúdo cognitivo da fé.
3) Características:
a) É um ato instantâneo, não um processo (embora seus antecedentes e conseqüências possam ser processos).  
b) É não-experimental (não se deriva ou baseia em experiência, embora seja seguida das experiências comuns à vida cristã).
4) Conseqüências:
a) Uma nova natureza (2Co 5.17)   
b) Uma nova vida ( 1Jo 2.29).

C) Habitação: ( 1Co 6.19).
1) As pessoas habitadas: Todos os verdadeiros crentes, porque:    
a) Mesmos crentes em pecado desfrutam da habitação (1Co 6.19)
b) O Espírito é um dom ( Rm 5.5)
c) A ausência do Espírito é prova da condição de não-salvo (Rm 8.9).                   
2) A Permanência da habitação: Os crentes podem perder a plenitude do Espírito, mas não a Sua habitação (Jo 14.16).
3) Problemas com a habitação:
a) A obediência é uma condição  (At 5.32)? Sim, mas a obediência à fé cristã (At 6.7; Rm 1.5)
b) Algumas pessoas não foram apenas temporariamente habitadas? Sim, mas apenas antes do dia de Pentecostes (1Sm 16.14)  
c) Qual a relação entre a unção e a habitação? Elas ocorrem ao mesmo tempo, mas com propósitos diferentes: a habitação é a presença de Deus na vida do crente, ao passo que a unção o capacita a ser ensinado pelo Espírito (1Jo 2.20,27).

 

IX. OS DONS DO ESPÍRITO

A) Definição:
Um dom espiritual é uma capacidade dada por Deus ao crente para desempenho de um serviço. Não é um lugar de serviço, nem um ministério para um grupo etário especifico, nem um procedimento.

B) Distribuição:
1) Fonte: O Espírito ( 1Co 12.11)
2) Extensão: Todo crente tem pelo menos um, mas não todos (1Pe 4.10).
3) Tempo: Cada geração pode ou não ter todos os dons. Alguns dons foram concedidos para o estabelecimento, a fundação da Igreja (Ef 2.20)

C) Desenvolvimento:
Essas capacidades podem e devem ser desenvolvidas por quem as tem.

D) Descrição:
 
Listas de dons se encontram em Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10, 28-30; Ef 4.11

 

X. A PLENITUDE DO ESPÍRITO

A) Definição:
Ter a plenitude do Espírito, ou ser cheio do Espírito, significa ser controlado pelo Espírito (Ef 5.18)

B) Características:
1) A plenitude do Espírito é uma ordem pra o crente (Ef 5.18, o verbo é um imperativo)
2) A plenitude é passível de repetição (At 2.4; 4.31)
3) A plenitude do Espírito produz semelhança a Cristo ( Gl 5.22,23)

C) Condições para Estar Cheio do Espírito:
1) Uma vida dedicada (consagrada): A submissão ao controle do Espírito, embora ordenada, é voluntária e exige atos de dedicação. Isto inclui dois aspectos: Dedicação Inicial (Rm 12.1,2) e a Dedicação Continua da Vida (Rm 8.14).  
2) Uma Vida Vitoriosa: Vitória diária sobre o pecado no cotidiano é uma necessidade para esse controle do Espírito (Ef 4.30). Isto significa reagir corretamente à luz da Palavra à medida que esta é revelada (1Jo 1.7)
3) Uma Vida de Dependência: Este é o significado de “andar no Espírito” (Gl 5.16).

D) Conseqüências:
Ser cheio o controlado pelo Espírito significa:
1) Um caráter semelhante ao de Cristo ( Gl 5.22,23)
2) Adoração e Louvor (Ef 5.18-20)
3) Submissão (Ef 5.21)
4) Serviço (Jo 7.37-39)

 

XI. OUTROS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO
Ensino: Jo 16.12-15
Orientação: Rm 8.14
Convicção: Rm 8.16
Intercessão: Rm 8.26; Ef 6.18


Pneumatologia

 

A Doutrina do Espírito Santo
O Espírito Santo, a personalidade do Espírito Santo, a divindade do Espírito Santo, a processão do Espírito Santo, tipos e ilustrações do Espírito Santo, a obra do Espírito Santo na revelação e inspiração, a obra do Espírito na vida de Cristo, na salvação, os dons do Espírito, a plenitude do Espírito, a atuação do Espírito.

 

Quem é o Espírito Santo?
Na qualidade de Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo é Deus e possui, é óbvio, os mesmos atributos de Deus. Com Deus Pai e Deus Filho participou da Criação. É Ele quem distribui os dons espirituais e ministeriais, segundo a Sua soberana vontade. O Espírito Santo habita no crente. (Gn 1.2; Sl 139.7; At 5.3-4; Rm 15.19; l Co 2.10; Jó 33.4).

 

Os nomes do Espírito Santo
Espírito
Do hebraico ruash, do grego spiritus
Nas 3 línguas clássicas, o termo espírito comporta o mesmo significado: sopro, vento, hálito, princípio de vida.
O seu significado teológico é a parte imaterial que o Supremo insuflou, transmitindo-lhe a vida, o movimento e a semelhança e imagem (Jô 4.24)

Espírito de Deus
Em hebraico Ruash Elohim, designação dada ao Espírito Santo no AT (Jl 2.29).
Sua nomenclatura significa que Ele é comprometido com os decretos divinos em toda a sua plenitude.
No NT, Ele é identificado como Espírito de Cristo.

Espírito Santo
Do hebraico Ruash kadosh, grego Hagios Pneumathos.
Ele é o consolador enviado por Cristo, atua na conversão do pecador (Jô 16.8-10).
O Espírito Santo possui outros nomes de acordo, com manifestações específicas:


Espírito eterno (Hb 9.14)
Espírito de Deus (Rm 8.9)
Espírito de Cristo (Rm 8.9)
Espírito da verdade (Jo 14.17)
Espírito de adoção (Rm 8.15)
Espírito da vida (Rm 8.2)
Espírito da graça (Hb 10.29)
Espírito da promessa (Ef 1.13)
Espírito da glória de Deus (1Pe 4.14)
Espírito do Senhor (At 5.9)
Espírito do seu filho (Gl 4.6)


Obra do Espírito Santo
Ele revela a verdade e a vontade de Deus (Ez 37.1,2)
Ele ensina o caminho da fidelidade (Ne 9.20; Sl 143.10)
No homem: Fortalecendo (Ef 3.16)              Capacitando (1Ts 1.5)

Como Intercessor
A Igreja é o corpo de Cristo, lugar onde o Espírito habita e a partir de onde se manifesta na Terra (1Co 3.16). Assim como Cristo é o nosso intercessor no céu (1Tm 2.5), também há um intercessor na Terra o Espírito Santo (Rm 8.26,17).
Um elo entre o Céu e a Terra
Temos uma linha direta entre o céu e a Terra, entre o nosso espírito e o trono de Deus (Jo 16.13,14). Aqui está o princípio: Toda intercessão verdadeira começa lá no trono, com Jesus orando, sendo que o Espírito Santo transmite ao Espírito do filho de Deus (este abre a boca e ora). O Espírito Santo sempre teve peso de oração e coloca em nosso espírito.
Assistência na intercessão
A expressão ‘nos assiste’ do grego sunantilambanomai, significa segurar juntamente, pegar do lado oposto do objeto de peso, cooperar (Lc 10.40).
Gemidos inexprimíveis
Em Rm 8.26,27 usa a palavra grega entunchano para descrever a maneira que o Espírito Santo intercede por nós.
Os gemidos estão relacionados a sentimentos que estão no mais profundo do nosso ser e que nem nós mesmos não conseguimos discernir através de palavras. São dores, desejos e necessidades. Então, pela sua eficácia o Espírito Santo discerne perfeitamente estes sentimentos e os leva ao Pai.

Poder do Espírito Santo
A qualificação para realizar prodígios e maravilhas é através do poder do Espírito Santo. Jesus prometeu em Lc 24.49 a At 1.4-8, que a unção do Espírito remediaria esta eficiência, e sabemos que o livro de Atos revela isto.
Em At 4.33; 6.8; 10.8, ilustram a centralidade de poder na vida de testemunho e na vida da Igreja. Pois o Evangelho foi espalhado pelo poder do Espírito.
A palavra grega mais comum para encher é dunamis – é o poder sobrenatural de Deus, através do qual o milagre ocorre e também as pessoas são fortalecidas para suportar e vencer as adversidades.
Por exemplo, o NT mostra que o Poder do Espírito capacita os filhos de Deus a:


Ser testemunha de Jesus (At 1.8)
Realizar sinais e prodígios (At 6.8)
Falar e pregar (1Co 2.4,5)
Suportar as dificuldades (2Co 6.6-10)
Permanecer firme (Ef 6.10)
Anunciar o Evangelho (Mc 16.15)
Ser paciente (Cl 1.11)
Fazer o bem e curar (At 10.38)
Ser fortalecido para conhecer o amor ágape (Ef 3.16)

   
Qual a evidência do batismo no Espírito Santo?
A Bíblia nos dá exemplos de que o falar em línguas estranhas é uma evidência física e audível da plenitude do Espírito em nós, o que é confirmado pela experiência de milhões de batizados. Poderá ocorrer casos de batismo sem o falar imediato em línguas? Pode. Deus é soberano na Sua vontade e não está limitado a fórmulas. Há casos também em que a plenitude do Espírito vem simultaneamente com outros dons, além do dom de línguas. Vejamos alguns exemplos bíblicos do falar noutras línguas como evidência desse batismo:

  • No Dia de Pentecoste, estavam reunidos no cenáculo 120 pessoas: "De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e PASSARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS, segundo o Espírito lhes concedia que falassem"(Atos 2.1-4). Não apenas os discípulos de Jesus estavam ali. Homens e mulheres, até mesmo Maria, mãe de Jesus receberam a plenitude do Espírito naquele momento (Atos 1.14-15).
  • "E ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo, pois os ouviam FALANDO EM LÍNGUAS, e engrandecendo a Deus" (Atos 10.44-46). A partir do momento em que os cristãos hebreus ouviram os gentios falando em línguas, tiveram a certeza de que haviam recebido o derramar do Espírito.
  • Os discípulos em Éfeso: "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto FALAVAM EM LÍNGUAS COMO PROFETIZAVAM. eram ao todo uns doze homens" (Atos 19.1-7). Aqui mais de um dom foi concedido no ato do batismo.
  • Os crentes samaritanos: "Então lhes impunham {Pedro e João} as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhe dinheiro"(Atos 8.15-18). Por inferência, o que Simão, o mágico, viu foi o FALAR EM LÍNGUAS. Que outro sinal teria visto? Alegria? Não, pois já haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus, e viviam alegres com o novo nascimento. Teriam desmaiado? Não, não há relato bíblico de reações emotivas, tais como queda, choro, desmaio, embora isso possa ocorrer.
  • Além desse sinal físico - o falar noutras línguas -, o genuíno batismo no Espírito Santo proporciona o aumento da capacidade de amar, exaltar e glorificar a Deus; fará aumentar o desprezo pelos prazeres mundanos; dar mais convicção da presença do Espírito Santo em nossas vidas; aumentará o apego às Escrituras; elevará o interesse em salvar as almas perdidas e em pregar o Evangelho; proporcionará revestimento de poder para anunciar as Boas Novas com ousadia, coragem, intrepidez e amor, na direção do Espírito: "Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lucas 24.49; Atos 1.4; 2.14).

 

O QUE SIGNIFICA BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO? O CRENTE PODE FAZER ISTO?
Primeiramente, entenda-se como blasfemar: insultar, afrontar, injuriar, difamar. Noutras palavras, é uma ofensa extremamente grave. O versículo que fala do assunto está em Mateus 12.31: ‘PORTANTO, EU VOS DIGO: TODO PECADO E BLASFÊMIA SE PERDOARÁ AOS HOMENS, MAS A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO NÃO SERÁ PERDOADA AOS HOMENS.” A Bíblia de Estudo Pentecostal explica: “A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. João 16.7-11). Aquele que rejeita a voz do Espírito se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão ­ o Espírito Santo”. A blasfêmia contra o Espírito se caracteriza por uma posição de rejeição - de forma intencional, proposital e deliberada - do perdão oferecido por Cristo.
O simples fato de o crente ficar a meditar se alguma vez cometeu esse pecado é uma evidência de que não o cometeu. Aquele que blasfema está com o coração endurecido e não se arrepende se seus atos.

 

O ESPIRITO SANTO PODE SER TIRADO DO CRENTE?
O Espírito Santo jamais se afasta do crente fiel (Romanos 8.9; 1 Coríntios 3.16; 6.19). Todavia, o Espírito se retira quando a fé é abandonada; quando a voz do Espírito não mais é ouvida; quando os corações ficam endurecidos a tal ponto que não há mais possibilidade de arrependimento (Romanos 8.7-19). O Espírito Santo não se retira por qualquer pecado. Ele está em nós justamente para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, e nos levar ao arrependimento. Mas se continuarmos na rebeldia, sem sincero propósito de deixarmos o pecado, já não seremos membros do Corpo de Cristo: “SE PECARMOS VOLUNTARIAMENTE, DEPOIS DE TERMOS RECEBIDO O CONHECIMENTO DA VERDADE, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIOS PELOS PECADOS, MAS UMA CERTA EXPECTAÇÃO HORRÍVEL DE JUÍZO E ARDOR DE FOGO, QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS” (Hebreus 10.26-27; Juízes 16.20) O rei Davi, após cometer o terrível pecado de adultério, e tendo sido co-autor de um homicídio, clamou a Deus: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo” (Salmos 51.11). Perder o Espírito Santo significa perder a salvação. Para não perdermos a salvação devemos continuar ligados à Videira Verdadeira. Leiam: João 15.6; Colossenses 1.23; 1 Coríntios 15.2; Hebreus 2.3; 3.14; 10.38; 1 João 1.7.

 

Dom do Espírito Santo

Sem força, sem nenhuma energia para fazer o bem: tal é o estado ao qual o pecado reduziu o homem. Ele não somente caiu sob a escravidão do pecado — o que faz necessária a sua redenção—  mas também se viu reduzido a um estado de impotência, sem poder agradar ou servir a Deus.

Para compensar esta falta de força, devemos possuir um poder. Este nos é indispensável tanto para nos libertar de nossa paralisia interna, produzida pelo pecado, como para nos permitir servir ao Senhor nas diversas circunstâncias exteriores. Deus nos tem dado este poder, e o maravilhoso é que Ele enviou o Seu Espírito para habitar em nós. Algo menos que isso poderia parecer suficiente, mas, em Seu amor e sabedoria, Deus quis que o Espírito Santo — pessoa divina—  fosse a energia ativa do crente. O Senhor ressuscitado, prestes a subir ao céu, disse aos discípulos: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas” (At 1:8). Esta elevada bênção foi cumprida dez dias mais tarde, no dia de Pentecostes.

 

Nascido do Espírito e Habitação do Espírito
Em Ezequiel 36 e 37 formulam-se profecias que dizem respeito ao novo nascimento e à vivificação que se cumprirão no remanescente de Israel, a fim de prepará-lo para a bênção milenar. Nestes dois capítulos também é abordado o dom do Espírito Santo. “Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36:27), e ”Porei em vós o meu Espírito, e vivereis” (37:14). Disto resultará para Israel uma vida espiritual que se manifestará por meio de uma obediência ativa à vontade de Deus.

Outras passagens do Antigo Testamento contêm promessas semelhantes. Por isso o apóstolo Pedro explicou no dia de Pentecostes que o que acabava de acontecer era a concretização da profecia de Joel (At 2:16-21; Jl 2:28-32). Contudo, o dom do Espírito Santo no dia de Pentecostes implica uma plenitude e uma permanência pouco  consideradas  no Antigo Testamento.

O novo nascimento é produzido pelo Espírito Santo. Disto resulta uma nova natureza, que é espiritual em seu caráter essencial. Isto, não obstante, deve ser distinguido da morada do Espírito dentro de homens já nascidos de novo.

É muito útil compreender que o poder do crente está unido não à sua nova natureza, mas sim à efetiva habitação da pessoa do Espírito Santo nele. O capítulo 7 da epístola aos Romanos narra a experiência de alguém que é nascido de novo, visto que possui “o homem interior”, o qual se deleita na lei de Deus (v. 22). Portanto, aprova o que é bom e o deseja ardentemente, mas vê-se incapaz de praticá-lo. Só no capítulo 8, depois de o crente ter contemplado a Cristo, seu Senhor (7:25), lemos: “a lei (ou autoridade) do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei (ou autoridade) do pecado e da morte” (Rm 8:2). A força que liberta encontra-se em Cristo e em Seu Espírito. Em nós mesmos, não temos nenhum poder, ainda que tenhamos uma nova natureza.

Isto é particularmente certo para dar testemunho acerca do Senhor ressuscitado. Em Lucas 24:49 e Atos 1:8 o Senhor indica claramente a Seus discípulos que eles devem esperar ser revestidos de poder antes de se tornarem Suas testemunhas. Considere que eles tinham seguido ao Senhor durante três anos e o Espírito tinha operado neles. Ademais, tinham recebido instruções excepcionais da própria boca do Senhor. Apesar disso, todos esses privilégios não lhes conferiam força suficiente. Qualquer que tenha sido a sua diligência para empreender o testemunho, faltava-lhes eficácia até que o Espírito tivesse sido dado. Mas, a partir desse momento, a boca deles foi aberta e com que notáveis resultados!

 

Cheio do Espírito
No dia de Pentecostes, os discípulos não receberam simplesmente o Espírito para que habitasse neles, antes “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (At 2:4). Quando um crente está cheio do Espírito, sua carne se torna inativa e nada pode opor-se a Seu poder. Vemos isto em Estevão, que estava “cheio de fé e do Espírito Santo”, “cheio de graça e poder”. Os seus adversários não podiam “sobrepor-se à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava” (At 6:5, 8, 10 e 7:55). Incapazes de lhe resistir, usaram a violência como único recurso.

Estar cheio do Espírito não é um estado permanente, ao passo que ser habitado por Ele é. Com efeito, Pedro foi cheio do Espírito pelo menos duas vezes (At 4:8 e 31). No entanto, todos os crentes são exortados a encher-se do Espírito (Ef 5:18). Pode parecer estranho que tal condição seja comparada ao ato de se embriagar com o vinho. O vinho tem influência sobre o comportamento do homem; quem dele abusa sente-se agitado e já não se controla. A ação do Espírito não tem nada que ver com essa influência. Aquele que está cheio do Espírito controla os seus atos ao  mesmo tempo que é dirigido de maneira conveniente e divina. De fato, nesta passagem, como em toda a epístola aos Efésios, o que é muito mau é colocado em oposição ao que é muito bom.

Quando um homem está cheio do Espírito, toda ação carnal é excluída. Todas as coisas que ocupam os nossos  pensamentos, o nosso tempo e a nossa energia limitam o poder do Espírito. E não se trata apenas das coisas evidentemente más, mas também de todas aquelas profanas e sem proveito. Por isso a exortação: “E não entristeçais o Espírito de Deus” (Ef 4:30). Quando O entristecemos, Ele continua morando em nós, pois a Palavra nos diz que fomos selados com o Espírito Santo para o dia da redenção (Ef. 1:13-14), mas o gozo e o poder espiritual se perdem. Experimentamos com tristeza este estado até o dia em que nos julgamos e deixamos de lado o que tem entristecido o Espírito, que pode ser a mentira, a ira, as palavras torpes, a amargura, as blasfêmias (Ef 4:25-31). Todas essas coisas são contrárias à ação do Espírito na esfera individual ou na coletiva.

 

Andar no Espírito
Como podemos conhecer o poder vitorioso do Espírito em nossa vida? A epístola aos Gálatas dá a resposta resumida nesta exortação: “Andai no Espírito” (Gl 5:16). Depois de termos crido no Evangelho, Deus nos dá o Seu Espírito, o qual nos sela, mostrando assim que somos Sua propriedade. Depois disto devemos andar no Espírito. De forma prática, Ele deve ser a fonte e a energia de nossa vida. O andar é uma expressão figurada de nossas atividades. Pensamentos, palavras e atos, tudo deve ser submetido ao controle do Espírito. Desta maneira, não satisfazemos os desejos da carne, os quais são anulados pelo poder do Espírito.

De maneira figurada, podemos dizer que a nossa vida está cheia de semeaduras e de colheitas. Cada dia saímos com cestos de diferentes sementes. Podemos meter a mão no cesto da carne e semear para a carne, ou podemos buscar no cesto do Espírito e semear para o Espírito. Podemos ceder à influência das coisas que satisfazem a carne, ou, pelo contrário, ocupar-nos com as coisas do Espírito e, assim, semear sementes produtivas para a glória de Deus (Gl 6:7-9). Na prática, “andamos no Espírito” quando estamos ocupados com os interesses do Senhor e nos alimentamos dEle.

As quedas graves não são as únicas que nos privam do poder do Espírito. Com freqüência é suficiente uma falta de concentração nas coisas de Deus. O Espírito toma do que é de Cristo e no-lo comunica; mas Ele pode estar entristecido devido à nossa preguiça espiritual. Se você fosse dar alguma notícia importante a um amigo e ele o interrompesse sem cessar para falar de coisas triviais, certamente você daria por terminado o seu relato e ficaria entristecido e decepcionado. Da mesma maneira, o Espírito é sensível a tudo o que diz respeito à glória de Cristo. Tanto O entristece a falta de atenção como o fato de nós pecarmos. Peçamos a Deus que nos mostre até que ponto a nossa falta de poder espiritual é resultado disso.

 

O Espírito, Poder de Serviço
O apóstolo Paulo é um exemplo para os crentes. Observemos, pois, os resultados da ação do Espírito em sua vida de serviço. No período de quase vinte e cinco anos, ele evangelizou diferentes povos que ocupavam vastos territórios. Tal obra não poderia ter sido realizada sem a energia comunicada pelo Espírito de Deus. A sua pregação caracterizava-se pela simplicidade (1Co 2:1-5); todos os ornamentos da eloqüência humana tinham sido colocados de lado, a fim de que o ato central da cruz fosse visto claramente. As suas palavras eram “demonstração do Espírito e de poder”. Assim, as pessoas convertidas por intermédio dele tinham uma fé que não descansava “em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus”.

Em si mesmo, ele não era mais que um “vaso de barro”, mas por meio dele resplandecia o “conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4:6-7). Através do Espírito, seu serviço tinha um caráter vivificante (2Co 3:6). Nos duros combates pelo Evangelho, as suas armas eram espirituais. Ele derrubava os poderes satânicos entrincheirados no espírito dos homens sob forma de pensamentos orgulhosos e raciocínios opostos a Deus.

Os crentes resultantes desse ministério eram a “carta de Cristo... escrita.., pelo Espírito do Deus vivente” (2Co 3:3). O Evangelho não tinha chegado a eles “tão-somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção” (1Ts 1:5).

O Espírito Santo é um “espírito... de poder, de amor e de moderação”, a fim de que o crente possa servir ao Senhor participando “dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus”, ao mesmo tempo que guarda um equilíbrio sadio em sua atividade (2Tm 1:7-8 e 14). Para o servo de Cristo, o Espírito Santo é, por Sua vez, fonte de poder e de fidelidade.

 

O Espírito, Poder de Unidade
No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio à igreja, a qual passou a ser, desta maneira, “habitação de Deus no Espírito” (Ef 2:22). O Espírito Santo faz igualmente sua habitação em cada crente (2Tm 1:14 e 1Co 6:19). Estas duas habitações, ainda que muito relacionadas, devem ser distinguidas uma da outra.

As bênçãos que até aqui temos estudado resultam da habitação do Espírito no crente. Elas são muito preciosas; não obstante, as bênçãos ligadas à Sua habitação na igreja conduzem a um terreno mais elevado: o do corpo de Cristo, o da união dos crentes com Cristo e entre si. O Espírito é um poder de unidade: “Em um só Espírito, todos nós fomos batizados... e a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1Co 12:13; ver também 2Co 1: 21-22).

O Espírito permite o harmonioso funcionamento do corpo de Cristo (1Co 12:11). Ele promove, em particular, uma doce comunhão entre os santos (Fp 2:1) e cria neles um poderoso amor, que é a base de todo serviço (2Tm 1:7). O apóstolo Paulo, depois de ter exposto os belos resultados deste amor manifestado na liberalidade entre os crentes, declara: “Graças a Deus pelo seu dom inefável” (2Co 9:15). Certamente esse dom inefável é o Senhor Jesus, mas também é o dom do Espírito para cada crente e para a Igreja, uma “superabundante graça de Deus”, da qual somos beneficiários.

 

O Espírito Santo

O Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é, nas Sagradas Escrituras, denominado "o Espírito", "o Santo Espírito", "o Espírito de Deus", "o Espírito do Filho de Deus", e o "Consolador".

Na criação o Espírito pairava por sobre as águas (Gn 1.2; Jó 26.13); foi dado a certos homens para realizarem a sua obra:
Bezalel (Ex 31.2,3), Josué (Nm 27.18), Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29), Saul (1Sm 11.6),
Davi (1Sm 16.13); foi especialmente manifesto nos profetas (Ez 11.5; Zc 7.12), foi dado para luz dos homens (Pv 1.23), prometido ao Messias (Is 11.2; 42.1), e a "toda a carne" (Jl 2.28).

No Novo Testamento o Espírito Santo se manifesta no batismo de Jesus (Mt 3.16;Mc 1.10), e na tentação    (Mt 4.1; Mc 1.12; Lc 4.1); imediatamente depois da tentação (Lc 4.14); e na ocasião em que Jesus, falando em Nazaré, recorda a promessa messiânica de Is 61.12 (cp. com 42.1-4). Do mesmo modo fala o Santo Espírito ao velho Simeão dirigindo-o nos seus passos e pensamentos (Lc 2.25-27). O dom do ES é, de uma maneira determinada, prometido pelo nosso Salvador  (Lc 11.13).
No Evangelho de João, o ensino de Jesus quanto à obra do Espírito é mais preciso. "Deus é Espírito", com respeito à Sua natureza. A não ser que o homem novamente nasça "da água e do Espírito", ele não pode entrar no reino de Deus (Jo 3.5). O Espírito é dado sem medidas ao Messias (3.34). referindo-se Jesus às promessas messiânicas (Is 44.3; Jl 2.28) falou do Espírito que haviam de receber os que nele cressem" (7.39); porquanto, ainda não tinha sido dado (7.39); mas, na qualidade de consolador, Paracleto, Advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1); Espírito da verdade, por quem a verdade se expressa e é trazida ao homem (15.26; 16.13). Ele havia de ser dado aos crentes pelo Pai (14.16), habitando neles e glorificando o Filho (16.14), pelo conhecimento que Dele dava. Em 1Jo 3.24 a 4.13 esta presença íntima do Espírito é um dos dois sinais ou característicos da união com Cristo; e o Espírito, que é a verdade, dá testemunho do Filho (1Jo 5.6). Nos Atos, a manifestação do Espírito é feita no dia de Pentecoste, e o fato acha-se identificado com o que foi anunciado pelo profeta (2,4,17,18); Ananias e Safira "tentam" o Espírito, pondo à prova a Sua presença na igreja (5.9); o Espírito expressamente  dirige a ação dos apóstolos e evangelistas (1.2; 8.29,39; 10.19; 11.12; 16.7; 21.4);  e inspira Ágabo (11.28). Nas epistolas de Paulo a presença do ES está claramente determinada (Rm 8.11; 1Co 3.16; 6.17-19). É ele o autor da da fé (1Co 12.3; cp. com 2Co 4.13); no Espírito vivem os homens (Gl 5.25), por Ele são ajudados nas suas fraquezas (Rm 8.26,27), fortalecidos por Ele (Ef 3.16), recebendo Dele dons espirituais (1Co 12), e produzindo frutos como resultado da Sua presença (Gl 5.22). Por meio Dele há a ressurreição dos que crêem em Cristo (Rm 8.11). Pedro (1Pe 1.2) escreve acerca da santificação, como sendo obra do ES. No apocalipse se vê que João conscientemente é influenciado pelo Espírito (1.10; 4.2); e a mensagem dirigida à sete igrejas é a mensagem do Espírito (2.7,11,17,29).
O Espírito Santo é uma pessoa da Santíssima Trindade, e não simplesmente um método de ação divina ( vejam-se especialmente as palavras de Jesus: Jo 14.16,17; 15.26; 16.7,8; Mt 12.31,32; At 5.3,9; 7.51; Rm 8.14; 1Co 2.10; Hb 3.7). O Espírito procede do Pai e do Filho   (Gl 4.6; 1Pe 1.11). É Ele tanto "o  Espírito de Deus" como "o Espírito de Cristo" (Rm 8.9). E assim nos mistérios da redenção, e de uma nova vida, na regeneração, na santificação, e na união com Cristo, é uma Pessoa que, na Sua operação, como auxiliador do homem, é ainda Aquele que pode ser negado, entristecido e apagado (Ef 4.30; 1Ts 5.19).

 

Atos do Espírito Santo, Hoje!

“Ainda uma vez, daqui a pouco, e abalarei os céus e a terra, o mar e a terra seca. Abalarei todas as nações e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos" (Ageu, 2.6-9)

 

Todo estudante das Sagradas Escrituras sabe que o livro de Atos dos “Apóstolos” sofre uma brusca interrupção em sua histórica narrativa sobre o mover do Espírito Santo entre os judeus, - embora se registre que um aqui, outro lá, tornava-se judeu-messiânico, ou seja, cristão. Por que? O que o Espírito Santo queria dizer com esta atitude?
Sabemos da completa rejeição de Jesus, de Nazaré, filho “considerado bastardo” de uma humilde camponesa (João, 8.19,41), que Seus seguidores fiéis, chamados de Apóstolos, insistiam em pregar Sua ressurreição e afirmar enfaticamente em todas as suas pregações que Ele era o Cordeiro e o Messias prometido pelo Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó e, também, o Salvador, não só de Israel, mas do mundo todo.
Neste período “o machado já havia sido posto à raiz” (Mateus, 3.10: Lucas, 3.9). Seus efeitos se fizeram notar em todas as ações e reações dos judeus quanto a Jesus, o Messias, até que Paulo, o apóstolo dos gentios, declarou: “O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora vou para os gentios”(Atos, 18.6). Daí para frente, a ênfase é sobre o ministério gentílico do apóstolo Paulo.
Havia festa entre os judeus-messiânicos (os judeus que criam em Jesus como o Cordeiro e Messias do Deus vivo e Deus da nação de Israel), quando um gentio (todo aquele dos povos e nações afora o verdadeiro judeus) se convertia a Jesus. Tal era a alegria, que se lê: “...e dali navegaram para a Antioquia donde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que acabavam de cumprir. Quando chegaram e reuniram a Igreja, relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles, e como abrira aos gentios a porta da fé” (Atos, 14.26,27). Na Primeira Igreja Gentio-Messiânica, ou seja, Cristã, “quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela Igreja e pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles”(Atos, 15.4). Paulo e Barnabé, presentes no primeiro concílio da Igreja, em Jerusalém, “contavam quantos sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios”(Atos, 15.12).
Continuamos (ainda) vivendo a realidade de que “pelo tropeço dos judeus veio a salvação aos gentios” Romanos, 11.11) e a razão disso é que “primeiramente Deus visitou os gentios para tomar dentre eles um povo para o Seu Nome” (Atos, 15.14). Quando este povo estará completo? Qual o sinal que o Deus vivo dará?

 

Na história secular vemos profecias se cumprindo todos os dias, em todos os continentes: “guerras e rumores de guerra, nação contra nação, reino contra reino; fome e terremotos em vários lugares” (Mateus, 24.6-13; Marcos, 13.7-13). Quantos “Messias” (Cristo, no grego_ não aparecem diariamente em todos os meios de comunicação? (Mateus, 24.5)? Jesus disse: “...como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus, 24.37-39). Não havia justiça, paz, a verdade não dominava e não havia nem conhecimento nem interesse por Deus, que havia sido esquecido. Por isso “a terra estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência”(Gênesis, 6.11). “Corrupção e violência” – eis a tônica deste nosso tempo profético!

 

Na história da Igreja, composta por judeus e gentios servos de Jesus, o Cordeiro e Messias do Deus vivo, presenciamos alguns fatos proféticos. Apesar da enorme quantidade de templos, congregações, denominações e pregadores, ainda continuamos revivendo a história como Israel no período dos juizes em que “naqueles dias não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos” (Juizes, 17.6). Quantos pregadores sentem-se desmotivados a orar, jejuar, dedicar-se com inteireza de coração ao Deus vivo, disposto a morrer – se não encontrar seu lugar no plano de Deus para si, pessoalmente.
Por outro lado, o Deus vivo continua agindo da mesma maneira quanto ao trabalhar incansavelmente por aproximadamente 1400 anos, para nos dar as Escrituras Sagradas. Apesar deste quadro dramático de muitos pregadores, o Senhor Jesus tem trabalhado e, por etapas, vem promovendo a restauração das principais doutrinas dos apóstolos no período de implantação da Igreja que nós chamamos de Igreja primitiva.
Alguns “extremos” tem acontecido, é verdade, - em todos os sentidos! Mas esta é a hora de Deus cumprir mais uma etapa do Seu “cronograma de obras” e isto tem a ver com a restauração do “Templo”, da Igreja e sua introdução no contexto das Escrituras, reenxertando-a justamente no lugar de onde saiu, acontecendo AGORA uma inversão de posição.

 

Sim, assim como os judeus ficaram “endurecidos” (em verdade, foram endurecidos pelo próprio Senhor para que nós, os gentios, tivéssemos acesso à graça de Deus - veja Romanos, 11) e nós fomos alcançados pela graça de Deus, É HORA DE TODO O GENTIO-MESSIÂNICO – que são todos os membros do corpo de Cristo coletivamente, e Templos do Espírito Santo, individualmente, - demonstrar toda sua gratidão e TUDO FAZER PARA QUE TODOS OS JUDEUS CHEGUEM AO PLENO CONHECIMENTO DA VERDADE: JESUS, O NAZARENO É O CORDEIRO E MESSIAS DE DEUS! Do Deus DE ISRAEL! Eles precisam saber, de todas as formas e por todos os meios possíveis e disponíveis que, naquele momento terrível no Vale do Armagedom, não haverá tempo de se esperar o Messias nascer, crescer e chegar à idade adulta para livrá-los. Naquele dia Jesus aparecerá nas nuvens com a Igreja, salvará os 144.000 judeus e implantará o Seu reino milenar.
Assim como o apóstolo Paulo voltou-se para nós, os gentios, é tempo de voltarmo-nos agora para os judeus, para Israel e para Jerusalém, dizendo-lhes de maneira que eles entendam, na sua cultura, que estamos vendo a plenitude dos gentios enxertados na oliveira completando-se rapidamente (Romanos, 11.25). No momento em que isto acontecer a trombeta soará! A Igreja (composta de judeus e gentios de Jesus) desaparecerá. Estará nas Bodas do Cordeiro. Aleluia!
Cada um de nós precisa o mandato do Senhor, através do profeta Isaias, e desejar ardentemente que Jerusalém seja objeto de louvor na terra pois isso só acontecerá quando o Senhor Jesus estiver reinando a partir dali. “O Jerusalém! sobre os teus muros pus atalaias, que não se calarão nem de dia, nem de noite; ó vós, os que fazeis lembrar ao senhor (ou seja: todos aqueles que oram ao Senhor), não descanseis, e não lhe deis a ele descanso ATÉ QUE ESTABELEÇA JERUSALÉM E A PONHA POR OBJETO DE LOUVOR NA TERRA”. (Isaias, 62.6,7).

 

A chuva temporã caiu no cenáculo (Atos, 2.1-4) e os servos de Jesus, o Messias, sabem tudo o que aconteceu ali e a partir dali. Durante dois milênios houve muitos trovões, relâmpagos e algumas “pancadas” de chuva aqui e acolá. Houve até mesmo algumas “trombas d’água”... Neste tempo que se chama hoje, os ponteiros do relógio do Deus vivo já estão um por cima do outro e A CHUVA SERÔDIA JÁ ESTÁ ACONTECENDO! Pois esta é a palavra do Espírito Santo para este momento que antecede o arrebatamento dos santos: “Ainda uma vez, daqui a pouco, e abalarei os céus e a terra, o mar e a terra seca. Abalarei todas as nações e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos. Minha é a prata e meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos. A GLÓRIA DESTA ÚLTIMA CASA SERÁ MAIOR DO QUE A DA PRIMEIRA, DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS; E NESTE LUGAR DAREI A PAZ, DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS”. (Ageu, 2.6-9).
Não esperávamos por isso? Então: A HORA CHEGOU E É AGORA!!!

Esta é a tua hora. Aí, onde estás, ore comigo: “Em o Nome de Jesus, seja liberto de todas as amarras que te prendem. Seja transformado e renovado pelo poder do Espírito Santo JÁ! Receba sua renovação espiritual agora, em o Nome de Jesus, o Cordeiro e Messias do Deus vivo. Amém”!

 

O Espírito Santo e Seus Ministérios

No estudo anterior vimos como o Espírito Santo atua no crente preparando-o para a vida futura. Hoje vamos aprender como o Espírito Santo nos habilita a viver aqui na terra, uma vez que isso resulta tanto na nossa felicidade e dos nossos semelhantes como na glória de Deus.
Os diferentes ministérios desempenhados pelo Espírito Santo em nosso favor constituem provas irrefutáveis de que Ele é uma pessoa divina e não uma influência, como alguns pensam e ensinam. Os seus ministérios o identificam como o Parácleto, o “consolador”.
Você, certamente, teria como um grande privilégio ver o Senhor Jesus. Seria mesmo muito comovedor conhecer a Cristo pessoalmente, ouvir a sua pregação, vê-lo fazer milagres e ter o prazer de acompanha-lo. Para os Seus seguidores, Jesus era um professor, um Guia e um ajudador em todas as circunstâncias. No entanto, hoje também temos estas mesmas prerrogativas pois, estes encargos ficaram com o “outro consolador”, o Espírito Santo.

 

O ESPÍRITO SANTO HABITA NO CRENTE
Quando Jesus prometeu aos Seus discípulos enviar-lhes “ um outro consolador”, referia-se ao fato de que Ele mesmo tinha sido para eles um consolador. Então Jesus ensinou que o Espírito Santo seria para os discípulos o que Ele, Jesus, tinha sido em pessoa com uma vantagem, que destacou ao dizer: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”. Podemos entender então:
- Deus revela Seu desejo pela companhia do Homem – vimos isto através das escrituras, fomos criados conforme sua imagem e semelhança. Seu coração de infinito amor, só se satisfaz quando lhe é possível habitar e viver com o homem, Sua criatura predileta. “ Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos”. ( Is 57:15 )
- O coração, morada do Espírito Santo – Cristo, por Sua obra redentora, purificando-nos dos nossos pecados, tornou possível a habitação de Deus em nossos corações. “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( 1Co 3:16 )

 

O ESPÍRITO SANTO – UM MESTRE
Jesus falou do Espírito Santo e disse: “Esse ( o Espírito Santo ) vos ensinará todas as cousas” (Jo 14:26 ). O Espírito Santo é o maior professor deste mundo. Enquanto esteve Jesus aqui na terra, foi o nosso grande mestre. Hoje, o Espírito Santo ocupa o seu lugar ensinando milhões de discípulos.
- O Espírito Santo revela verdades novas – Ele não nos apresenta seus ensinamentos simplesmente em forma de exposição da verdade, mas de revelação de verdades novas, bem como iluminação de verdades já reveladas. Por falta desta ação do Espírito, nas vidas que o negligenciam, muitas verdades preciosíssimas são desconhecidas ou não merecem grande atenção de alguns estudantes da Bíblia. O Espírito Santo ensina, abrindo a Palavra às nossas mentes e aos nossos corações.
- O Espírito Santo ensina através dos Ministros de Deus – é faltosa e prejudicial a crença dos que julgam que o Espírito Santo só fala ao crente ou se revela através de profecias. O Espírito Santo também ensina de modo especial, por intermédio do ministério daqueles que Deus deu à Igreja para cumprirem o ofício de mestres. “ Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto- ele subiu- que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”. ( Ef 4: 8-12 )

 

O ESPÍRITO SANTO – LÍDER E GUIA
Vamos atentar para três pontos básicos os quais as pessoas são guiadas pelo Espírito Santo:
Os filhos de Deus – “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” ( Rm 8:14 ). Em outras palavras, todos os que são filhos de Deus, são guiados ou se deixam guiar pelo espírito de Deus.
Os vivos – O Espírito Santo guia mediante a existência de vida espiritual naquele que é guiado. O Espírito não tenta guiar um cadáver espiritual, uma alma morta no pecado. Só a liderança do Espírito Santo é capaz de nos guiar nos caminhos da santa vontade de Deus, e nos fazer viver de acordo com o padrão divino.
Os submissos e humildes – O homem insubmisso e exaltado é um escravo de si mesmo. O Espírito Santo guia-nos, libertando-nos de nós mesmos, ou seja, da confiança em nossa justiça, nossas obras e forças próprias, mas divorciar-nos desse princípio de confiança própria é trabalho de uma vida. Só o Espírito divino pode libertar-nos desse instinto de auto-suficiência, em suas várias formas. Quando somos guiados pelo Espírito Santo, somos salvos do desespero procedente do nosso estado pessoal pecaminoso. Quando não damos inteira oportunidade ao Espírito Santo, continuamos, ainda, sob opressiva e humilhante servidão, por isso, não somos suficientemente guiados para nos livrarmos de nós mesmos.

 

O ESPÍRITO SANTO CONFORTA OS CRENTES
Da Igreja primitiva está escrito que: “... no conforto do Espírito Santo, crescia em número” ( At 9:31 )
Entre as maneiras como o Espírito Santo conforta os crentes, destacamos a seguinte:
- O Espírito Santo conforta como advogado – Jesus usou o termo mais expressivo, ao anunciar a vinda do Espírito Santo, a quem deu o título de “consolador”. Você já estudou que esta palavra que no grego é “parácleto”, pode também ser traduzida por “advogado”.
O Espírito Santo é tudo isto para o crente. Pensemos em tudo o que um bom advogado deve fazer pelo seu constituinte.

  • Encoraja a esperar o sucesso – O Espírito Santo nos encoraja a esperar o maior sucesso e a conclusão satisfatória desta bendita causa. Isto faz parte do ministério do Espírito Santo
  • Avisa e aconselha – O advogado orienta ao seu cliente quanto à maneira como deve agir e o que deve dizer. Previne o seu constituinte quanto às táticas e astúcias do seu opositor. É isto que o Espírito Santo também faz. Se o diabo é o nosso opositor, Ele é o nosso advogado.
  • Toma providências oportunas – Certifica-se de haver feito todas as coisas ao seu alcance para ganhar a causa do seu cliente. Finalmente, vai à tribunal e fala em favor dele e em sua defesa. O Espírito Santo também o faz. Jesus disse, com referência as nossas lutas: “Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer” ( Lc 12:12 )

 

O ESPÍRITO SANTO AJUDA-NOS EM NOSSAS FRAQUEZAS
A oração é o meio eficaz para nos comunicarmos como céu ou “ Acheguemo-nos...junto ao trono da graça” ( Hb 4:16 ). Romanos 8: 26 diz que: “...não sabemos orar como convém”, mas o Espírito Santo é o grande ajudador em nossa vida de oração.
É o Espírito Santo que nos inspira quando entramos em oração. É muito comum ouvirmos pessoas adultas, de boa instrução, orar com dificuldade. Isso acontece com pessoas pobres de espiritualidade. São Judas escreve: “Vós, porém, amados...orando no Espírito, guardai-vos no amor de Deus...” ( Jd 20: 21 ). Sem a inspiração do Espírito Santo, não há oração eficaz.
A nossa vontade, quando não influenciada pelo Espírito Santo, sempre se manifesta marcada de imperfeições humanas – egoísmo, auto-suficiência e outras coisas que impedem que as nossas orações sejam respondidas. Leia 1 Pe 3; 7. (“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.”). Se estamos seguros de estarmos na vontade de Deus, isto nos trará grande confiança. È trágico o fato de que muitos irmãos o ignoram e não sabem aproveitar-se de Sua indispensável ajuda.

 

O ESPÍRITO SANTO E SEU FRUTO NO CRENTE
Não poderíamos fazer um estudo apropriado do Espírito Santo, na vida do crente, sem dar atenção ao fruto do Espírito. No passado, antes do grande avivamento pentecostal, se dava muita ênfase ao fruto do Espírito, enquanto que os dons eram ignorados. Para combater este desequilíbrio, os pentecostais começaram a enfatizar os dons e quase a ignorar o fruto do Espírito. Este desequilíbrio estava também em desacordo com a Escritura.
Os dons do Espírito não poderão ser exercidos legitimamente, e através da vida dum crente que não manifesta o fruto do Espírito, evidenciado através das virtudes, que são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

 

AMOR – O amor é a maior das virtudes do fruto do Espírito. Este amor não é o amor natural. É muito fácil amar àqueles que o amam. Mas, o amor, virtude maior do Espírito, é um amor que tem sua origem em Deus, e é dado ao crente que verdadeiramente procura seguir as pisadas de Cristo, e se empenha por adquirir a Sua semelhança.
ALEGRIA – A palavra alegria vem diretamente do grego, e significa: contentamento, gozo, tranqüilidade. Esta alegria não tem a sua origem no que é natural, nem é derivado das circunstâncias. Esta alegria é constante, e faz o coração elevar-se em exultação a Deus, mesmo em meio a tristezas e mágoas. Suas raízes estão em Deus e nos vem como resultado de nossa obediência aos mandamentos divinos.
PAZ – Somente aquele que aceita a Jesus como Salvador e Senhor da sua vida, encontrará paz eterna, pois ele é o Príncipe da Paz, ( Is 9; 6 ). Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” ( Jo 14: 27 ).
LONGANIMIDADE – É uma santa capacidade de esperar que Deus a seu tempo agirá em defesa da justiça do seu povo.
BENIGNIDADE E BONDADE – Ambas as palavras têm sentido aparentes. Tanto benignidade como bondade falam da capacidade de se identificar com pessoas em suas alegrias e tristezas. “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” ( Rm 12:15).
FIDELIDADE – Aquele que é fiel a uma pessoa ou a uma causa é uma pessoa que se manterá fiel até a morte. Isto é o que significa ser fiel e leal a Cristo.
MANSIDÃO – É humildade primeiramente diante de Deus e em segundo lugar, diante dos homens. O segredo da conquista da humildade é reconhecer que nós, juntamente com os demais homens, somos culpados diante de Deus, e por isso mesmo carente da sua misericórdia e perdão.

DOMÍNIO PRÓPRIO – Jesus foi um exemplo perfeito de domínio próprio. Ele ficou irado e expulsou os cambistas para fora do templo em Jerusalém, mas Ele não perdeu o equilíbrio e controle sobre o Seu espírito. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira;” ( Ef 4: 26 ) e também: “Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.” ( Pv 16: 32 )

 

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