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Ética Cristã

É um conjunto de princípios a serem observados na vida cristã e que dão sentido ao comportamento dos elementos dentro da comunidade.

 

 

ÉTICA CIÊNCIA DA MORAL - Moral é a parte da filosofia que trata dos costumes ou dos deveres do homem.
Todas as regras sociais de conduta coagem (de maneira diversa da norma jurídica). A coação das regras jurídicas apresentam duas faces:
1º- Psicológica- que é a certeza de que as infrações as leis são punidas.
2º- Material- Concretiza-se com medidas práticas.

Qual a diferença capital entre coação das regras jurídicas e a coação das outra regras de conduta?
Decorrer de no campo do direito, não ser coação apenas psicológica, mas, também, física. Exemplo: prisão, seqüestro, despejo, e a maior de todas, a pena de morte e de apresentar-se tecnicamente organizada (processo e julgamento) etc.

A coação das regras jurídicas se impõe pelas punições físicas e psicológicas.
A coação das regras morais se impõem pelas reações, sentimentos e escândalos do ridículo ou reprovação, etc.

ÉTICA - É, ainda, o substantivo latino ethice, moral, ética parte da filosofia que estuda a moral, do adjetivo grego, Ethika (neutro plural) ethike (feminino singular), ético relativo a moral, substantivo no neutro plural da ethika, ‘tratado sobre a moral’ ético, do grego ethos, modo de ser, caráter.
Ética e Moral - são expressões que não se confundem sem deixar restos.
A moral é mais ampla que a ética. A ética pode ser definida como a disciplina crítico-normativa que estuda as normas do comportamento humano mediante as quais tende o homem a realizar na prática o valor do bem.
A Ética não se confunde:
Com direito                  Com religião                 Com a arte

A ética como teoria da ação explica esse conjunto de normas.
O objetivo da ética é a moralidade, positiva e normativa (embora ela mesma não seja).

 

ÉTICA E MORAL
São expressões que não se confundem, que não se justapõem sem deixar restos, a moral é mais ampla, sendo empregada em diversos sentidos adjetivos, bem como mais extensos do que o seu significado especial de objetos da ética.  
A ética pode ser definida como a disciplina crítico-normativa que estuda as normas de comportamento humano, mediante as quais tende o homem a realizar na prática o valor do bem.
A ética tem a realizar valores diversos.
O conteúdo ou objeto da ética é assim, a própria moralidade positiva, como dado, mista de fatos e valores. Por mais relativa que sejam aos ideais éticos, em épocas diferentes, em lugares diversos, segundo os condicionamentos desta ou daquela classe, há sempre valores que orientam o comportamento humano.

 

OBJETO- O objeto da ética é normativo, embora ela mesma não seja, porque o comportamento humano se realiza sempre em referência a valores. O mundo destes é o da cultura, como criação arterial humana, como esforço voltado para a ação, para a conduta da sociedade, segundo os valores desejados ou ideais dessa mesma sociedade.

 

OS PROBLEMAS DA ÉTICA- No estudo sistemático da ética, destacam-se algumas questões fundamentais, que podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
- Sua origem                - Sua força obrigatória                         - Sua linguagem
Não busca ser um individuo eticamente bom, necessidade é ainda que seja cidadão. Cabe ao Estado harmonizar todas as classes, a cada uma correspondendo aquelas. Mesmas virtudes das partes da alma, a fim de que realize plenamente a justiça, também, como maior das virtudes sociais.

 

ÉTICA COMO CIÊNCIA CONCRETA
Encontramos os estudos éticos desde a mais longínqua antiguidade, entre os chineses, vemos o pensamento de Lau-Tse, de Confúcio é predominantemente ético, onde vemos afirmações de tal ordem que revelam a presciência de uma longa especulação de ética. Contudo, não se vê nos livros chineses uma especulação em termo éticos, à semelhança do que se observa no pensamento grego e no ocidental.

 

A INFLUÊNCIA CRISTÃ NOS ESTUDOS ÉTICOS
Com o movimento protestante, foram agitados os problemas e os termos éticos, mas, sob outras bases, distintas, das empreendidas pelos filósofos escolásticos.
Os protestantes procuraram dar à ética um fundamento não baseado  na revelação, mas, nos valores éticos, examinados e procurados.
A moral se refere aos costumes estabelecidos entre os homens. A ética dedica-se ao estudo das normas éticas invariáveis. A ética é a ciência dos costumes humanos. A moral é o sistema de regras de conduta que deve seguir o homem para viver de acordo com a sua natureza, disse Foulquiê, sábio francês.
A moral é um sistema de regras de conduta, pois, é uma ciência prática e normativa, que indica como viver de acordo com a sua natureza.
Esse conjunto moral é o conjunto de regras e é apropriado, ora a uma função, ora a um grupo social, ora a todos. Assim, quando se emprega o termo ético profissional, como ética do engenheiro, ética do médico, ética do advogado, propriamente quer se referir à moral de tais profissionais. A ética regula o procedimento dos seres humanos em função de um fim superior adequado a sua natureza.
A moral é a ética manifestada nos atos humanos. Sendo a moral a ética aplicada do homem, a consciência moral se refere à humana.
A ética possui normas invariáveis.
Exemplos: Um médico que fala mal de seu colega, está contrariando uma norma aqui e em qualquer lugar.
A moral possui normas variantes: Exemplo, falar palavrão é imoral no seio evangélico. Mas, nós observamos hoje em dia, que o palavrão chega a ser motivo de gracejo, para fazer alguém se descontrair, ou seja, uma espécie de higiene mental, que os que adotam consideram-se da elite ou alta sociedade.
Andar de short ou sunga, antigamente, era ofensa ao pudor público, hoje, é moda e comum em todos os lugares, e faz parte da sociedade ou alta classe. Os que assim não procedem são chamados de cafonas. Era imoral e ofensa ao pudor público, há 30 anos andar sem camisa na rua era caso de polícia, um policial encontrando alguém nesta situação logo o convidava a ir à delegacia prestar declarações.
Hoje, vemos coisas horríveis, nos meios mais chiques das grandes cidades, como RJ, SP e outras. Andar de short na Praça Saens Pena, é normal, é um charme! Já existe até o chamado ‘Fio Dental’. E praia de nudismo, aqui mesmo em nosso Brasil.
A moral é meramente social.

 

DIFERENÇA ENTRE ÉTICA E MORAL
As normas éticas não são arbitrárias. As normas morais são arbitrárias.
Conceitos Morais: Consciência – Etimologicamente, o termo vem de Cum Scientia, é o ter ciência de, o saber de algo. Em sentido moral, a consciência significa o juízo prático da moralidade de qualquer ação.
Lícito- è tudo que não contraria a ordem jurídica e ilícito o que contraria.
Dever- é o laço que sujeita a criatura à ordem moral.
Culpa- é o mal que é cominado a quem falta ao cumprimento da lei ou da norma moral.
Virtude: é todo o poder habitual capaz de levar à prática do bem.
Vício: é o hábito da prática do mal.
            Não é virtuoso o que pratica uma boa ação, mas,  o que é constante e habitual em praticá-la.
            A ética concreta, funda-se no amor. É de lei natural o homem amar a si mesmo e também amar a seus semelhantes. Mas, este amor pode ser estimulado, e o homem deve fazê-lo pelas razões que decorrem da concepção concreta da ética.
A Mentira- é vituperável porque tende a falsear a realidade e expressar a negação do que realmente está em mente.
A polidez- é esta uma virtude social por excelência. É a ausência das asperezas, de que forem ou que são desagradáveis. É a capacidade de proceder, no meio social de modo a evitar ferir susceptibilidades alheias, evitar a prática de atos desagradáveis a outros.
Da defesa - da fama e da honra- decorre do respeito que cabe a nós mesmos e a nossos semelhantes. A ninguém se deve prejudicar e, consequentemente, não se deve ofender o renome de ninguém, nem muito menos a sua honra, ‘quando a tem’.
Sinceridade- É o contrário da mentira e consiste em dizer-se a verdade, sem procurar enganar a si mesmo nem aos outros.
Da Tolerância- consiste esta na disposição do espírito ou da regra de conduta que concede a cada um a liberdade de expressar as suas opiniões, embora delas não se participe. Mas, a tolerância não consiste em permitir a malícia, nem em consenti-la e admite até o castigá-la.

 

ESCOLA DOS SOFISTAS
Esta escola foi a primeira que enfrentou o problema da ética, no século V a.C. Filósofos gregos – Os gregos eram individualistas e ensinavam que cada homem possui sem modo próprio de ver e conhecer as coisas.

 

O QUE DEVEMOS EVITAR
Devemos evitar a prática da ação má, contrária aos princípios da moral, mas, quando praticamos, sentimos remorso, sentimos uma inquietação, falta de sossego. Que é isto? A consciência, essa voz interior e secreta da alma que nos acusa, como um juiz soberano e inflexível que Deus colocou em nosso ‘eu’, para julgar os nossos atos. Alguém já disse: a consciência, mais cedo ou mais tarde, será o mais severo acusador do culpado. Assim, apelamos para a nossa consciência, que aprova ou reprova nossas ações, verificamos que a moral, como atua no íntimo de cada um, de conformidade com o tempo e em cada lugar, é lei universal, invariável e necessária, implica evidentemente, na existência de um legislador supremo, perante quem todos os seres humanos são responsáveis.
Precisamos encontrar em nossa Igreja aqueles princípios de moral elevada que procuram conduzir o homem à prática de preceitos morais que influenciam nos vários ramos da atividade humana.
Devemos mostrar aos jovens a necessidade da crença em Deus, da obediência e submissão, de vez que ‘os deveres, direitos e atos éticos fazem parte do nosso dia-a-dia na igreja e fora dela’. E que a glória da vontade humana está na sua integração com a vontade divina.

 

CONCEITO DO HOMEM
O homem é um animal racional, que se distingue de todos os outros pelo dom da palavra, ou línguas artificiais articuladas e pela inteligência. A razão é a faculdade espiritual própria do homem e pela qual chega à concepção do mundo e das coisas. A razão é que distingue o homem dos outros animais, só ao homem, foi dada a faculdade da fala e por ela comunicar-se com seu semelhante. Sócrates disse: ‘O bom cidadão deve obedecer as leis mesmo às más, para não estimular com a sua atitude os maus cidadãos a violar as boas’.  

Como já vimos antes; Ética (do grego ethos) significa, costume, uso, emprega-se no mesmo sentido que a moral. O conceito etimológico da ética encerra a idéia de costume. Em conseqüência, definiu-se a ética como doutrina disciplinadora de costume. Com a evolução semântica do termo, ético e moral identificaram-se. Ambas são consideradas, em sociologia, sob o duplo aspecto.
1- Técnico- que se refere aos atos individuais e coletivos que devem ser subordinados a regras de conduta subjetivas e objetivas obrigatórias.
2- Normativas- quando se refere às regras de conduta articuladas em um sistema de prescrições em vigor ou imperativas em um determinado meio social.
Filosoficamente, não se considera na ética os aspectos normativos das atividades humanas, mas, os valores que constituem o embasamento de suas ações e o reconhecimento racional desses valores. Na conceituação cristã, a ética tem função extraterrena existe em função de finalidades transcendentais, isto é, procura elevar a criatura humana a Deus, na concepção de bem e do verdadeiro. A antiga regra pagã ‘o que é permitido’, o cristianismo substitui por uma idéia moral superior, ‘o que é justo deve ser feito’.

 

LIBERDADE COM DEUS
Três âncoras deixou Deus ao homem: ‘o amor pátrio, o amor da liberdade, o da verdade’. Rui Barbosa assim disse. Esse grande homem procurou mostrar a liberdade como princípio divino de nossa existência, a liberdade com Deus.
O estudo da ética é indispensável para nós obreiros, ele repousa sobre a crença de que Deus aprova nossos atos quando eles são nobres. O homem é um ser livre para tomar decisões que bem desejar. Deus não viola o livre arbítrio. O homem vive constantemente tomando decisões, queira ou não queira, ele tem de viver tomando decisões inevitáveis. As Escrituras Sagradas dizem: “Tudo é possível ao que crer”, crer ou não crer, a decisão é do homem. Pensar de forma contrária seria transformar o homem num robô, e desvirtuá-lo como obra prima da criação de Deus.
Ética Cristã, é, pois, uma soma de princípios que formam e dão sentido à vida cristã normal. É a marca registrada de cada crente , é o que cada crente penda e faz. Por aquilo que o crente é e faz, evidencia a sua dependência de Deus e ao próximo. Em nosso pensamento nós incluímos os padrões de certo e errado.

 

MATURIDADE
O que falta a muita gente é maturidade. A imaturidade causa enorme quantidade de males na vida das pessoas. A pessoa imatura é, o durão. Diz: “- não ligo para nada!...sou o tal!...às vezes a dureza é apenas máscara”. As pessoas imaturas são crianças, sob todos os aspectos da vida.
Maturidade- significa atitude de dar, mais do que receber. Uma atitude infantil é sempre querer receber. A pessoa imatura age com a atitude de: ‘- O que vou ganhar com isto ou aquilo‘. – São pessoas que irritam com a maior facilidade, não estão preparadas para dirigir coisa alguma, às vezes, nem mesmo sua própria família. A maturidade é o contrário: como tornar a vida dos outros mais agradável.
 A pessoa madura não fica vivendo num recinto fechado, no seu mundo de egoísmo. A maturidade, não significa ter 10, 15 ou 30 anos de crente. O cristão pode ter 5 anos de salvo e já ter atingido o necessário para o desempenho da obra, está apto para o trabalho do Senhor, e outros com muitos anos, continuam crianças, fazendo criancices, garotando ou fazendo garotices na casa do senhor.
Timóteo era um jovem E Paulo após tê-lo preparado lhe confiou a direção de trabalho, e este orientava-o, mas aquele jovem deu frutos dignos de serem seguidos, deu provas de sua maturidade.
Maturidade – traz uma nobre missão, como tornar a vida do grupo mais agradável – o homem com maturidade supera as reações contrárias sem muitas dificuldades, e não as enfrenta com raiva, ódio, crueldade e beligerância.
O homem imaturo faz o contrário, logo fica irritado, age pela demonstração de forças, fora da ética, da moral, da educação e da razão.
O homem imaturo age pelo direito da força, e não pela força do direito (da força). Ele está sempre mostrando o seu material bélico, para afrontar os seus subordinados.
Já o homem flexível, seguro de si mesmo, é uma pessoa que sabe dobrar-se, sem se quebrar, diante duma ventania, dificilmente será derrotado. Mas, o inflexível, que age pelo impulso, dificilmente será feliz, num mundo cheio de contradições em que vivemos. Possuir maturidade significa ter-se capacidade para manter serenidade, resignação, coragem e determinação, alegria em situações as mais diversas, que levaram uma pessoa imatura à apreensão, terror, ansiedade ou frustração. Para obter maturidade é necessário um processo de aprendizagem.
Não há lugar onde se possa aprender maturidade.
A escola, a Igreja e a família nessa tarefa não podem orientar.
O obreiro imaturo esta sempre em dificuldades com a ética, com a fé, com a família e com a Igreja – Sejamos bons alunos, observando a vida no seu dia-a-dia. O homem imaturo não observa as normas, regras de conduta, e se atrapalha. & 1Co 8.12, golpeando-lhe a consciência, é contra Cristo que pecais... – Ele deixa de lado: a ética, a conduta cristã, os ensinos bíblicos e os bons costumes.      
  
Tomando Decisões
Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual; a vida da empresa, da igreja, a vida da nossa família... Enfim, a vida de nossos semelhantes.

Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas “ciências exatas” é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.

As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.

A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.

Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.
Alternativas Éticas
Cada um de nós tem uma ética. Cada um de nós, por mais influenciado que seja pelo relativismo e pelo pluralismo de nossos dias, tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciando decisivamente nossas opções.

Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As principais são: humanística, natural e religiosa.

Éticas Humanísticas
As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, seguindo o conhecido axioma do antigo pensador sofista Protágoras (485-410 AC). Ou seja, são aquelas éticas que favorecem escolhas e decisões voltadas para o homem como seu valor maior.

Hedonismo
Uma forma de ética humanística é o hedonismo. Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável. A palavra "hedonismo" vem do grego |hdonh, "prazer". Como movimento filosófico, teve sua origem nos ensinos de Epicuro e de seus discípulos, cuja máxima famosa era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". O epicurismo era um sistema de ética que ensinava, em linhas gerais, que para ter uma vida cheia de sentido e significado, cada indivíduo deveria buscar acima de tudo aquilo que lhe desse prazer ou felicidade. Os hedonistas mais radicais chegavam a ponto de dizer que era inútil tentar adivinhar o que dá prazer ao próximo.

Como conseqüência de sua ética, os hedonistas se abstinham da vida política e pública, preferiam ficar solteiros, censurando o casamento e a família como obstáculos ao bem maior, que é o prazer individual. Alguns chegavam a defender o suicídio, visto que a morte natural era dolorosa.

Como movimento filosófico, o hedonismo passou, mas certamente a sua doutrina central permanece em nossos dias. Somos todos hedonistas por natureza. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. A ética natural do homem é o hedonismo. Instintivamente, ele toma decisões e faz escolhas tendo como princípio controlador buscar aquilo que lhe dará maior prazer e felicidade. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo.

Muito embora o cristianismo reconheça a legitimidade da busca do prazer e da felicidade individuais, considera a ética hedonista essencialmente egoísta, pois coloca tais coisas como o princípio maior e fundamental da existência humana.

Utilitarismo
. Outro exemplo de ética humanística é o utilitarismo, sistema ético que tem como valor máximo o que considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". As decisões são julgadas, não em termos das motivações ou princípios morais envolvidos, mas dos resultados que produzem. Se uma escolha produz felicidade para as pessoas, então é correta. Os principais proponentes da ética utilitarista foram os filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
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A ética utilitarista pode parecer estar alinhada com o ensino cristão de buscarmos o bem das pessoas. Ela chega até a ensinar que cada indivíduo deve sacrificar seu prazer pelo da coletividade (ao contrário do hedonismo). Entretanto, é perigosamente relativista: quem vai determinar o que é o bem da maioria? Os nazistas dizimaram milhões de judeus em nome do bem da humanidade. Antes deles, já era popular o adágio "o fim justifica os meios". O perigo do utilitarismo é que ele transforma a ética simplesmente num pragmatismo frio e impessoal: decisões certas são aquelas que produzem soluções, resultados e números.

Pessoas influenciadas pelo utilitarismo escolherão soluções simplesmente porque elas funcionam, sem indagar se são corretas ou não. Utilitaristas enfatizam o método em detrimento do conteúdo. Eles querem saber “como” e não “por quê?”.

Talvez um bom exemplo moderno seja o escândalo sexual Clinton/Lewinski. Numa sociedade bastante marcada pelo utilitarismo, como é a americana, é compreensível que as pessoas se dividam quanto a um impeachment do presidente Clinton, visto que sua administração tem produzido excelentes resultados financeiros para o país.

Existencialismo
Ainda podemos mencionar o existencialismo, como exemplo de ética humanística. Defendido em diferentes formas por pensadores como Kierkegaard, Jaspers, Heiddeger, Sartre e Simone de Beauvoir, o existencialismo é basicamente pessimista. Existencialistas são céticos quanto a um futuro róseo ou bom para a humanidade; são também relativistas, acreditando que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte.

Sartre, um dos mais famosos existencialistas, disse: "O mundo é absurdo e ridículo. Tentamos nos autenticar por um ato da vontade em qualquer direção". Pessoas influenciadas pelo existencialismo tentarão viver a vida com toda intensidade, e tomarão decisões que levem a esse desiderato. Aldous Huxley, por exemplo, defendeu o uso de drogas, já que as mesmas produziam experiências acima da percepção normal. Da mesma forma, pode-se defender o homossexualismo e o adultério.

O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna. Sua influencia percebe-se em todo lugar. A sociedade atual tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. Por exemplo, um homem que não é feliz em seu casamento e tem um romance com outra mulher com quem se sente bem, geralmente recebe a compreensão e a tolerância da sociedade.

Ética Naturalística
Esse nome é geralmente dado ao sistema ético que toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e a desaparecer à medida que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo e bom; e tudo o que dificultar é errado e mau.

Por incrível que possa parecer, essa ética teve defensores como Trasímaco (sofista, contemporâneo de Sócrates), Maquiavel, e o Marquês de Sade. Modernamente, Nietzsche e alguns deterministas biológicos, como Herbert Spencer e Julian Huxley.

A ética naturalística tem alguns pressupostos acerca do homem e da natureza baseados na teoria da evolução: (1) a natureza e o homem são produtos da evolução; (2) a seleção natural é boa e certa. Nietzsche considerava como virtudes reais a severidade, o egoísmo e a agressividade; vícios seriam o amor, a humildade e a piedade.

Pode-se perceber a influência da ética naturalística claramente na sociedade moderna. A tendência de legitimar a eliminação dos menos aptos se observa nas tentativas de legalizar o aborto e a eutanásia em quaisquer circunstâncias. Os nazistas eliminaram doentes mentais e esterilizaram os "inaptos" biologicamente. Sade defendia a exploração dos mais fracos (mulheres, em especial). Nazistas defenderam o conceito da raça branca germânica como uma raça dominadora, justificando assim a eliminação dos judeus e de outros grupos. Ainda hoje encontramos pichações feitas por neo-nazistas nos muros de São Paulo contra negros, nordestinos e pobres. Conscientemente ou não, pessoas assim seguem a ética naturalística da sobrevivência dos mais aptos e da destruição dos mais fracos.

Os cristãos entendem que uma ética baseada na natureza jamais poderá ser legítima, visto que a natureza e o homem se encontram hoje radicalmente desvirtuados como resultado do afastamento da humanidade do seu Criador. A natureza como a temos hoje se afasta do estado original em que foi criada. Não pode servir como um sistema de valores para a conduta dos homens.

Éticas Religiosas
São aqueles sistemas de valores que procuram na divindade (Deus ou deuses) o motivo maior de suas ações e decisões. Nesses sistemas existe uma relação inseparável entre ética e religião. O juiz maior das questões éticas é o que a divindade diz sobre o assunto. Evidentemente, o conceito de Deus que cada um desse sistema mantém, acabará por influenciar decisivamente o código ético e o comportamento a ser seguido.

Éticas Religiosas Não Cristãs
No mundo grego antigo os deuses foram concebidos (especialmente nas obras de Homero) como similares aos homens, com paixões e desejos bem humanos e sem muitos padrões morais (muito embora essa concepção tenha recebido muitas críticas de filósofos importantes da época). Além de dominarem forças da natureza, o que tornava os deuses distintos dos homens é que esses últimos eram mortais. Não é de admirar que a religião grega clássica não impunha demandas e restrições ao comportamento de seus adeptos, a não ser por grupos ascéticos que seguiam severas dietas religiosas buscando a purificação.

O conceito hindú de não matar as vacas vem de uma crença do período védico que associa as mesmas a algumas divindades do hinduísmo, especialmente Krishna. O culto a esse deus tem elementos pastoris e rurais.

O que pensamos acerca de Deus irá certamente influenciar nosso sistema interno de valores bem como o processo decisório que enfrentamos todos os dias. Isso vale também para ateus e agnósticos. O seu sistema de valores já parte do pressuposto de que Deus não existe. E esse pressuposto inevitavelmente irá influenciar suas decisões e seu sistema de valores.

É muito comum na sociedade moderna o conceito de que Deus (ou deuses?) seja uma espécie de divindade benevolente que contempla com paciência e tolerância os afazeres humanos sem muita interferência, a não ser para ajudar os necessitados, especialmente seus protegidos e devotos. Essa concepção de Deus não exige mais do que simplesmente um vago código de ética, geralmente baseado no que cada um acha que é certo ou errado diante desse Deus.

A Ética Cristã
Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.

Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:

1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.

2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.

3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.

4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.

Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.

É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.

É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.

A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.


A palavra "ética" vem do grego "ethos", e significa práticas ou costumes que são aprovados por uma cultura. A ética é a ciência que trata da moral e dos costumes humanos. Aurélio define ética como "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".

Quando o assunto é conduta ou comportamento humano, precisamos de normas ou princípios que orientem o nosso comportamento. Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo. (Jz 21.25). Esta era a triste situação de Israel na época dos juízes! Naqueles dias não havia rei em Israel. Por não haver rei em Israel, não existia autoridade e leis que orientassem a conduta do povo. A conseqüência disto foi à anarquia: Cada um fazia o que achava mais certo.
Este versículo nos oferece duas verdades importantes: Primeira, todos nós precisamos tomar decisões; segunda, todas as nossas decisões são orientadas pela noção daquilo que é certo ou errado. Certo ou Errado? O nosso referencial ético é a Bíblia. Ela é o nosso manual de fé e de comportamento

Toda pessoa toma as suas decisões a partir daquilo que ele pensa sobre o que é certo ou errado.

A ética cristã trata dos princípios que regulam o comportamento do cristão. A ética cristã é o conjunto de princípios espirituais extraídos exclusivamente da Bíblia, para nortear a conduta do cristão, nos seus relacionamentos com Deus e com as pessoas. E. Bruner diz: "Ética cristã é o comportamento humano determinado pelo comportamento divino". A ética cristã é o conjunto de valores moral total e unicamente baseado nas Escrituras.

 

A ética cristã baseia-se em alguns pressupostos teológicos:
A Existência de Deus
A existência de Deus é à base da fé e da conduta cristã.

Dostoievski, poeta russo, afirmou que se Deus não existe, tudo é permitido. Deus, porém, existe, logo nem tudo é permitido. A vida possui um sentido ético e moral. Tudo que o homem semear, ele também colherá. Os atos humanos são e serão julgados por Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus (Rm14.12). Cuidado com o que você anda dizendo e fazendo!

Deus não é de confusão, e sim de paz. Ele exige que tudo seja feito com decência e ordem. (1Co14.33, 40). Ele estabelece limites!

 

A Depravação do Homem
A depravação humana requer a existência de normas de conduta. O homem é inclinado a praticar o mal.Jesus Cristo nos ensina em Marcos 7, sobre a origem da maldade humana: Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: o que sai do homem, isso é o que contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem (18-23).

Primeiro, a corrupção humana é universal. No texto Jesus não descreve um determinado grupo social, mas ele fala do homem como uma espécie universal. A corrupção está presente onde houver um ser humano. (Rm 5.12). Segundo, a corrupção tem a sua origem no coração humano. Jesus é categórico: Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios... Não é o poder, nem é uma educação falha, ou um ambiente ruim que perverte o homem, mas o seu coração corrompido. O meio pode influenciar, mas não é a causa determinante. (Jr 17.9).

O comportamento humano só pode ser mudado a partir de uma mudança interior.
A conversão é o primeiro passo para a genuína mudança de comportamento. Ninguém muda de fora para dentro. Chamo a sua atenção para a oração de Davi: Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável. (Sl 51.10). Um coração puro é a maior necessidade do ser humano. Somente através de um transplante espiritual poderemos vencer a corrupção. E somente Deus pode realizar esta operação. Ele promete: Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne. (Ez 36.25-26).

 

A Bíblia Sagrada é o manual de orientação do cristão.
O cristianismo parte do principio de que existe uma fonte de verdade fora de nós. A Bíblia é especificamente esta verdade. Declarou Jesus: A tua palavra é a verdade. (Jo 17.17). A Palavra de Deus é a verdade objetiva, eterna, absoluta e universal. Ela é autoridade suprema em matéria de fé e de comportamento. Encontramos na Bíblia toda a orientação que precisamos para todos os assuntos importantes da nossa vida. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos (Sl 119.105).

É na Bíblia que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Augustus Nicodemus faz uma alerta: "Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas".

Concluindo, chamo a sua atenção para uma verdade que anda esquecida: os valores do reino de Deus são opostos aos valores do mundo sem Deus. Existe e sempre existirá uma incompatibilidade irreconciliável entre a igreja e o mundo. O cristão é diferente e o seu poder de influência reside neste fato: Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. (Mt 5.13). Seja diferente e faça a diferença.

      

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