Início » Estudos » Estudos Bíblicos
Heresiologia

 

INTRODUÇÃO
Heresiologia e o Estudo das Heresias
A importância deste estudo
Como identificar uma Seita falsa
A que se deve o surgimento das Heresias

 

ESPIRITUALISMO

    • – Algumas Doutrinas Espíritas
    • – Bíblia com relação ao Espiritismo
    • – Formas de Espiritismo
    • – Imitação dos Dons espirituais
    • – A Bíblia e as doutrinas Espíritas
    • – Solução

 

ASTROLOGIA
2.1 – A popularidade atual da Astrologia
2.2 – A Astrologia e a Escritura
2.3 – Conclusão

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
3.1 – Nomes adotados
3.2 – Falso sistema religioso das Testemunhas de Jeová. Nega a Divindade de...
3.3 – Deturpa a Palavra de Deus
3.4 – Amesquinha a Cruz
3.5 – Nega a Ressurreição

 

TEOSOFIA
4.1 – Princípios falsos do ensino Teosófico
4.2 – É uma religião Panteísta e Politeísta
4.3 – Resumo histórica
4.4 – A Bíblia e a Teosofia

 

MORMONISMO
5.1 – Os santos dos Últimos dias
5.2 – O livro Mórmon
5.3 – Algumas Doutrinas dos Mórmons

 

BUDISMO
HINDUÍSMO
Islamismo
A FAMÍLIA (MENINOS DE DEUS)
CATÓLICISMO
LBV
CIÊNCIA CRISTÃ
CULTURA RACIONAL
IGREJA MESSIÂNICA
UNIFICAÇÃO (REV. MOON)

SEICHO-NO-IÊ
HARE KRISHNA
NOVA ERA
TABERNÁCULO DA FÉ
FEITIÇARIA
RACIONALISMO CRISTÃO
REENCARNAÇÃO
SATANISMO

UNICISMO

Heresiologia e o Estudo das Heresias
            Heresia deriva da palavra grega hairesis e significa escolha, preferência, seleção. Daí surgiu a palavra Seita, por efeito de semântica.
            Do ponto de vista cristão, significa o indivíduo ou grupo afastar-se da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias idéias, ou as idéias de outrem, em matéria de religião. Em resumo é o abandono da verdade.
            Os termos hairesis aparecem no original em & At 5.17; 15.5; 24.5; 26.5; 28.22. Por sua vez, Heresia aparece em Atos 24.14; 1Co 11.19; Cl 5.20 e Pe 2.1.

 

A importância deste Estudo

O estudo de Heresiologia é importante sobretudo pelo fato de os ensinos heréticos e o surgimento das seitas falsas, serem parte da escatologia, isto é: ser um dos sinais dos tempos sobre os quais falou Jesus Cristo e Seus apóstolos.

O apóstolo Paulo, por exemplo, nos 2 primeiros versículos do cap. 4 da sua primeira epístola a Timóteo: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizado a própria consciência”.

[ 2Pe 2.1-3 ] “Assim como no meio do povo, surgiram falsos profetas assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente, heresias destruidoras até o ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e  por causa deles, será infamado o caminho da verdade, também , por avareza farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda e a sua destruição não dorme”.

 

Como identificar uma Seita falsa

Uma seita é identificada, em geral, por aquilo que ela prega a respeito dos seguintes assuntos:

(a) A Bíblia sagrada (b) A pessoa de Deus (c) A queda do homem e o pecado
(d) A pessoa e a obra de Cristo (e) A Salvação (f) O porvir

          

Se uma seita ensina sobre estes assuntos e não se harmoniza com as Escrituras, podemos estar certos que estamos diante de uma seita falsa. Veja por exemplo o quadro comparativo entre seitas e suas crenças.

 

A que se deve o surgimento das Heresias

São as seguintes as principais razões do surgimento das seitas falsas e das heresias:

(a) A ação diabólica no mundo (2Co 4.4)

(b) A ação diabólica contra a Igreja (Mt 13.25)

(c) A ação diabólica contra a Palavra de Deus (Mt 13.19)

(d) O discuido da Igreja em pregar o Evangelho completo (Mt 13.25)

(e) A falta de Hermenêutica (2Pe 3.16)

(f) A falta de maturidade espiritual (Ef 4.14)

 

Concluímos, orando a Deus por você no sentido de que Ele dispense do seu Espírito de conhecimento e de revelação, para que lhe acompanhe no decorrer deste estudo, e que lhe faça apto para pregar aos homens “...todo o conselho de Deus” (Atos 20.27 ARC)

 

Heresia
Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos - tal como a idéia de que Cristo foi divino. A palavra grega (hairesis), que literalmente significa "escolha", é usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção, Por exemplo, os saduceus eram uma seita dentro do Judaísmo (Atos 5:17), assim como eram os fariseus (15:5).
Quando inicialmente muitos judeus creram que Jesus de Nazaré era o Messias, eram conhecidos como "a seita dos Nazarenos" (24:5). Em cada um desses versos, a palavra hairesis não é usada para insultar - ela significa meramente uma seita, um pequeno grupo dissidente que se separou do Judaísmo.
Depois que a igreja cresceu e se desenvolveu, qualquer grupo faccioso dentro de uma igreja local foi chamado de heresia - isto é, era uma seita que detinha certas opiniões contrárias às verdades estabelecidas pelos apóstolos. Em vista disso, Paulo disse à igreja em Corinto que seitas deveriam se desenvolver entre eles como uma forma de separar o falso do verdadeiro (I Corintios 11:19).
Eventualmente, a palavra "heresia" veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, eta é a forma como a palavra "heresia" é normalmente entendida; é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja.
Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, frequentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).

 

+ Topo

Espiritualismo

O espírito se perde no tempo. É resultado do desejo de obter informações da vida ultratumba. É também o fruto de desejo de continuar em contato com entes amados que faleceram.
Allam Kardec é a principal figura nas arraias espíritas.
Nasceu em Lião, França. Publicou o “livro dos Espíritos”.

 

Algumas doutrinas Espíritas

1) Possibilidade e conveniência da comunicação com entidades Espíritas desencarnadas.
2) Crença na reencarnação.
3) Crença na “lei de causa e do efeito” equivalência a tradicional lei do Karma Hindu. “Nada é fortuito e não escapamos à conseqüência de nossos atos”.
4) Crença na pluralidade de mundos habitados. Cada mundo constitui uma etapa, a Terra é um planeta de expiação.
5) Não há distinção entre o natural e o sobrenatural, nem entre religião e ciência. O progresso depende do mérito pessoal acumulado nesta e nas encarnações anteriores.
6) A caridade é a virtude principal – talvez única – e se aplica tanto a vivos como a desencarnados.
7) Deus embora existente, é demais longínquo não podendo ser atingido.
8) Mais próximos estão os “guias” (espíritos que se incorporam nos médiuns), importantes no culto espírita e:
9) Jesus Cristo é visto como grande entidade encarnada – a maior que já veio ao nosso mundo. O evangelho foi reinterpretado, segundo o espiritismo, no famoso livro de Allam Kardec. Os espíritas acreditam que o mundo dos espíritos é paralelo ao mundo visível.
10) Não acreditam em perdão dos pecados; são contrários à guerra, à pena capital e toda forma de tirania.

 

A Bíblia com relação ao Espiritismo

Quem consulta um espírito familiar: alguém possuído de demônio [ At 16.16-18 ].
Adivinhações, espíritos familiares [ Is 29.4 ]
Proibições [ Ex 22.18; Lv 20.6 ].
Não consultar os mortos [ Dt 18.11 ] – Causou a morte 1Cr 10.13.
Os Egípcios foram castigados pelo seu espiritismo [ Is 19.1-4 ].

O Espiritismo tem muitas formas e nomes. Essas formas divergem nas doutrinas e práticas, mas a linha é a mesma, por exemplo: Umbanda, LBV, Esoterismo, Ecletismo (ou lokaanan), não fazem parte da FEB, porque seus ensinos colidem com os de Kardec, mas são espiritualistas, como mostraremos mais adiante.
Essas diferentes formas e nomes de Espiritismo permitem um mais acurado estudo da matéria.

 

Formas de Espiritismo

Espiritismo comum- É ´Espiritismo disfarçado, aparentemente inofensivo, infantil, mas por trás de tudo está o Diabo. Suas práticas são:

  • Quiromancia – Leitura do passado e futuro pelas linhas das mãos.
  • Cartomancia – Mesma prática acima, por meio de cartas de baralho.
  • Grafologia – Leitura do caráter duma pessoa pelo exame de sua caligrafia. Há o estudo psicológico disso, que é cientifico.
  • Hidromancia – Adivinhação por meio de água num vaso ou globo.

Baixo Espiritismo- è o Espiritismo pagão, inculto. Esta forma de espiritismo presta culto direto ao Diabo, sem disfarce. Suas reuniões são verdadeiras cenas demoníacas, incluindo sacrifícios aos demônios. Há distinções nas práticas do baixo espiritismo. Exemplos:

 

Candomblé

É nitidamente africano. Chamam aos espíritos demoníacos “caboclos”. É ocultista e ataca o espírito humano, chamam seus deuses orixás. Alguns desses são Oxalá, Ogum, Iemanjá, Xangô, Oxum
Os sacrifícios são “despachos”, Exu é o Diabo. Os sacrifícios de animais e oferendas de comidas e flores visam a obtenção de favores de Exu. Não têm práticas asquerosas como a Umbanda. Seus oficiantes são chamados “Pai de santo” e “Mãe de santo” e passam por um repelente batismo de sangue de animais e aves.

 

Umbanda

            É também de origem africana. Não é ocultista. Ataca o corpo humano. Seus deuses são “guias”. Alguns deles são Exu (Diabo) Preto Velho e Caboclo. Seus médiuns são chamados Cavalos. Seus oficiantes são chamados Babalaós: Praticam atos repelentes durante as sessões. Os locais de reuniões são “terreiros” ou “tendas”.

 

Quimbanda

            É a magia negra, catimbó, ou bruxaria. Procura má sorte dos inimigos pelas forças ocultas dos demônios. Adoram Exu, objetos e animais usados como símbolo são todos pretos: sapos, gatos, galinhas, etc. nas reuniões sempre há matança de animais, pois Exu tem sede de sangue.
            Como já dissemos o baixo espiritismo não é filiado a FEB, mas é puro Espiritismo; diz o Catecismo de Umbanda: A doutrina de Umbanda é a mesma que a de Allam Kardec. Por outro lado, a FEB, que lidera o lado Kardecista, declarou oficialmente: “Baseados em Kardec, é nos lícito dizer: Todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita, ora, o umbandista nelas crê, logo o umbandista é espírita”.
            Oriundo da África, o Baixo Espiritismo presta culto diretamente ao diabo. Suas reuniões são verdadeiras orgias demoníacas. O Espiritismo em geral, tem estreito parentesco com a idolatria. Os terreiros, centros e tendas levam nomes de santos cristãos. Isso vem da época colonial, quando o Baixo Espiritismo, para evitar choque com a Igreja Católica, dava aos seus falsos deuses nomes de santos. A grande maioria dos espíritas são católicos.
            Há milhares que vão à missa de manhã e a noite estão no terreiro. Na Bahia, há padres que celebram missa em altares do candomblé. A famosa “lavagem da escada” da Igreja do Bonfim, Salvador, é festa puramente do Candomblé.
            Há, sim, estreito parentesco entre Espiritismo e idolatria, o que se comprova em & 1Sm 15.23; Dt 32.16,17, com 1Co 10.19-21 e Ap 13.14,15, loguismo, Faquirismo e manuseio de serpentes estão ligados também ao Espiritismo.

 

Espiritismo Kardecista

            É também chamado científico, profissional e ortodoxo. Esta forma de Espiritismo tem doutrina uniforme, sistematizada por Kardec, recebida diz ele, por revelação dos espíritos, porém sua prática mui diversificada.
            Além das sessões rotineiras, onde tudo gira em torno da evocação de espíritos, lidam também com astrologia, hipnotismo terapêutico ou mesmerismo “animal”, telepatia, clarividência, consultas e receitas, levitação, telecinésia, sugestionismo, materializações, etc. Tem havido “profetas”, famosos e “astrólogos” como Nostradamus (médico francês. 1503-1566), que ao eleger-se profeta, tornou-se também charlatão, com o apoio de seus fanáticos admiradores. Modernamente, inclusive aqui no Brasil, têm surgido muitos tais profetas.
            Quanto à chamada “medicina espírita”, através dos médiuns há muitas falcatruas e esperteza por parte deles. Grande parte das receitas revela sua origem demoníaca. O ver. Annibal Nora numa publicação sobre o assunto, cita esta prescrita a um cliente: “tomar 1 litro de licor com raspa de casco de burro novo em infusão aguardente”. Às vezes, há cura de fato, porque interessa ao diabo o qual cobra juros elevados por isso. Inúmeros outros adoecem, enlouquecem, cometem crimes, etc. É como o caso de tirar “encosto”; o que acontece ali é um acordo entre os demônios. Os elementos possessos ou oprimidos ficam livres e outros passarão a sofrer o mesmo.
            As sessões sempre acontecem tarde da noite, as portas cerradas, luzes amortecidas e, havendo pessoas estranhas, a reunião pode ser um fracasso. Porque não realizam tais atividades cedo, de portas abertas, luzes acesas, na presença de todos, como fazemos em nossas igrejas? É sem dúvida influência do príncipe das trevas. Facilita também a fraude.

            O espiritismo dos centros não é coisa nova. Houve na antigüidade centros famosos como o oráculo de Delfos, cidade da grega onde no séc.VII, no culto pagão a Apolo, seus sacerdotes faziam predições. Essa cidade era a antiga  Pitos (nome derivado de Pitta, a principal sacerdotisa e profetiza de Apolo). Daí procede a expressão “Espírito de Piton” am Atos 16.16 (no original). Isto é, espírito de adivinhação. Outros famosos foram o de Diana em Cólquida, ao norte da Média; Esculapio em Roma; Vênus em Pafos; Amã em Líbia.

            As sessões começam com cânticos sombrios e aterradores, produzindo um ambiente apreensivo. O “espírito” (demônio) age no médium de maneira variada, ora respondendo perguntas, ora ditando artigos e livros, às vezes na presença dos demônios é tão real que objetos pesados flutuam no ar.
Uma imitação da obra de Deus.
            Desde tempos memoráveis, satanás tem imitado a obra de Deus.
            Deus quer comunicar-se com seu povo por meio do Espírito Santo; dar-lhe a direção necessária. A Igreja é o corpo de Cristo, e cada membro deve estar sob o controle do Espírito Santo, o Espírito de vida, para continuar fazendo no mundo as obras que Cristo começou quando ele estava aqui na Terra.
            O poder do Espírito Santo se manifesta através dos cristãos pela operação dos Dons do Espírito Santo para edificação da Igreja e para trazer bençãos à humanidade.
Por outro lado satanás, o adversário organiza a sua própria igreja, seu corpo através do qual opera o espírito diabólico. Imita a obra de Deus por meio do espírito enganador. Falsifica os dons do Espírito Santo, apresenta bençãos ao povo, porém estas se tornam maldições e tragédias.
Ainda mostram na Bíblia os textos referentes à obra de Deus para procurar defender os seus erros que apresentam.

 

Imitação dos Dons Espirituais

Vejamos como o diabo imita os dons do Espírito Santo descritos em [ 1Co 12.1-12 ].
(a) Palavra de sabedoria. Os espíritos dão conselhos através dos médiuns.
(b) Palavra de ciência. Os espíritos revelam mistérios e coisas ocultas, alguns médiuns recebem a faculdade de diagnosticar a enfermidade do cliente.
(c) . É evidente que os adeptos têm que exercer a fé em seu “controle” para desenvolver a atividade de médiuns e poder fazer as maravilhas que conseguem fazer. Pelo exercício de sua fé nos espíritos, eles podem ouvi-lo, sentir-se tocados e receber direção. Por fé caminham sobre brasas e não se queimam, são transportados pelo ar e fazem coisas que parecem impossíveis.
(d) Dons de cura. Um ex-médium que se converteu, relatou que o espírito que era o seu controlador lhe indicava qual era o problema das pessoas que vinham se consultar com ele e lhe dizia o que tinha que fazer para efetuar a cura de sua enfermidade.
Obs. Muitos médiuns praticam a medicina sob a direção dos espíritos que afirmam que foram médicos quando viviam na terra.
(e) Milagres. Anunciam-se vitórias sobre as leis da natureza por meio de poder espiritual.
(f) Profecia. Assim como o Espírito Santo dá mensagem de Deus através dos lábios do cristão no exercício deste dom, os espíritos do reino de satanás dão mensagem de seu líder máximo por meio dos médiuns espíritos.
Obs. Há grande variedade de espíritos. Os espíritos imundos, que falam palavras obscenas e terríveis blasfêmias contra Deus. Outros, como anjos de luz, exortam a uma vida correta e bondosa. São tão espertos em imitar a obra de Deus que o apóstolo João advertiu as igrejas.
“Amados, não creias em toso espírito, mas provai se o espírito é de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. 1Jo 4.1
(g) Discernimento de espíritos. Quando Cristo estava no mundo, parte do seu ministério era expulsar demônios. Pelo poder do Espírito Santo, a Igreja continua a expulsar demônios. & Mc 16.17. Para isto e para proteção da Igreja contra os espíritos enganadores. Deus a proveu do dom de discernir os espíritos, a capacidade de reconhecer os espíritos malignos. O Espiritismo também pratica o exorcismo, expulsando os espíritos imundos. Expulsando o demônio de uma pessoa o espiritismo não livra do domínio do reino de satanás, ao contrário, faz da pessoa um escravo que lhe deve maior lealdade. Muitos médiuns são videntes, podem ver os espíritos, o triste da situação é que são enganados.
            A Bíblia diz que ainda satanás se apresenta como anjo de luz.
(h) Variedade de línguas. Às vezes o médium fala em idioma desconhecido, enquanto está sob controle do demônio. Dizem em geral que é um espírito africano, que fala um idioma africano. Outras vezes falam em línguas mais divulgadas dizendo-se médico alemão, francês, etc. Estas manifestações criam um impacto no cliente que vai consultar-se com o médium.
(i) Interpretação de Línguas. Os médiuns também dão o significado das mensagens a seus clientes numa imitação do dom de interpretação de línguas.

 

A Bíblia e as doutrinas Espíritas

 

Nega a existência da Trindade

            O “Jornal Espírita” do Rio de Janeiro publicou: “Há mais de uma pessoa em Deus? Resposta: Não, a razão nos diz que Deus é um ser único indivisível; que o Pai Celeste é um só para todos filhos do Universo”. Outro espírita muito conhecido escreveu: Não admitimos o mistério da Santíssima Trindade, por acha-la absurdo e inexplicável. Deus é Deus e Jesus jamais afirmou ser Deus, em sua peregrinação terrena. Cf 3.32; Mt 3.16,17; 28.19; Jo 15.26; 2Co 13.13; 1Pe 1.2.

 

Nega a divindade de Jesus Cristo

            Kardec ensinou abertamente que Cristo não é Deus (Obras Póstumas). Os demais espíritas ensinam o mesmo. Eis a citação de um deles: “Agora vamos esclarecer vossa opinião sobre Cristo. Dizeis que ele é Deus; eu digo e todos os espíritos dizem: Cristo não é Deus, e, sim, um filho de Deus como nós o somos”. Declaram ainda que Jesus é atualmente apenas um espírito aperfeiçoado da sexta esfera. Cf. Jo 1.1-14; Jo 10.30; Rm 9.5; Cl 1.15; Hb 1.3; Is 9.6; Mt 1.23.

 

Nega a existência de anjos

            Os anjos são as almas dos homens chegados ao grau de perfeição que a criatura comporta, fruindo em sua plenitude a prometida felicidade. Allam Kardec (O Céu e o Inferno). Os anjos são as almas que galgaram o último grau da escala, grau que todos podem adquirir. Allam Kardec (O Livro dos Médiuns) Cf. Hb 1.14; 1Co 4.9; Mt 13.41; 24.31.

 

Nega a personalidade do Espírito Santo

            Afirmam que o Espírito Santo como pessoa não existe. Cf. At 10.19,20; 13.6,7; Lc 3.21,22; At 8.29; 1.16.

 

Nega a existência de demônios do inferno e do castigo eterno

            O Espiritismo não admite os demônios no sentido vulgar da palavra, porém, sim, os maus espíritos - serem atrasados, ainda imperfeitos, mas aos quais Deus reservará o futuro. Allam Kardec (O que é o Espiritismo). “Os demônios sã simplesmente as almas dos maus, ainda não purificadas, mas que podem, como as outras, ascender ao mais alto cume da perfeição”(Allam Kardec, O Livro dos Médiuns). Neste ponto diverge o Espiritismo de Umbanda, reconhecendo a existência de divindades, a quem prestam culto com sacrifícios.
            Sobre os demônios Cf. Mt 4.1-11; Jo 1.7-9; Zc 3.1,2; Mc 5.8-10; At 19.15; Ap 12.1-9.
Nota: Diabo ou Satanás há apenas um, porém os demônios são inúmeros. Ap 12.41.
            Quanto ao inferno e o castigo eterno, ali, são, talvez, os assuntos mais blasfemos e furiosamente combatidos pelos espíritos. Ensinam que haverá juízo final para os mortos ímpios. O inferno e o castigo ali, são imaginações e criações dos homens. Cf. Mt 3.12; 25.41,46; Mc 9.43-49;; Hb 9.27; Ap 20.12,13; 14. 9,10; 2Ts 1.9; Sl 9.19; Mt 13.40-42. (Note o símile nesta última passagem, bem como o termo ‘Geena’ na passagem de Mc 9.43-47, acima citada).

 

Nega a existência do Pecado como ensina a Palavra de Deus

            Eis seu ensino: “O homem nunca caiu; o caminho do homem bom ou mau é ordenado e destinado por Deus”.
            Ensinam ainda que cada um deve expiar suas próprias culpas através de sucessivas reencarnações. “Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes”.
            (Allam Kardec ‘O Céu e o Inferno’ Ele [o pecador], tem que expiar o seu passado, ‘O Livro dos Espíritos’).
            Por isso negam a necessidade da nossa redenção por Cristo, mostrando assim que o homem não precisa de salvação. Ele é seu próprio salvador. Quanto ao pecado à luz da Bíblia, cf. Rm 5.12; 6.23; 7.11; 18-25; 1Jo 1.7; Ec 7.20; 1Rs 8.46.

 

Ensina a salvação mediante Obras e não por Cristo

            Seu ensina mostra que a salvação ou aperfeiçoamento leva séculos, devido as reencarnações, sendo assim, uma salvação lenta. “Não há qualquer valor expiatório na morte de Jesus Cristo”. (Keith Brooks, Spirit of).
            Truth and Spirit of Error. “A salvação não se obtém por graça nem pelo sangue derramado por Jesus no madeiro.é ponto do esforço individual que cada um emprega, na medida de suas forças”. (Federação Espírita Brasileira. ‘O reformador’ [jornal]). “A criatura atinge a felicidade pelo próprio mérito” Allan Kardec ‘O Céu e o Inferno’. “As almas atingem provas adequadas à sua purificaçlão”. Allan Kardec ‘O Livro dos Médiuns’.
            Assim, vemos que o Espiritismo nega a graça divina na redenção do pecador mediante o sacrifício vicário do senhor Jesus Cristo. Cf. Ef 2.8,9; At 4.12; Jo 2.2; 4.10; 1.7; Mt 26.28; 1Pe 1.18,19; Lv 17.1; Jo 1.29; Hb 9.22.

 

Nega a existência do céu

            Afirmam sim, que os espíritos evoluídos e perfeitos são felizes, mas zombam da doutrina do céu como exposta na Bíblia. Eis o que dizem: “Bem aventurança estúpida e monótona”. Allan Kardec ‘O Livro dos espíritos’. O estado de contemplação perpétua seria uma felicidade estúpida e monótona seria a aventura do egoísta, uma existência interminavelmente inútil. Allan Kardec ‘O que é o espiritismo’. Cf. 1Ts 4.17; Jo 14.2,3; Hb 11.16; Ap 21e 22.

 

Nega a ressurreição do corpo

            “Racionalmente, pois, não se pode admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura simbólica do fenômeno da reencarnação”. Allan Kardec ‘O Livro dos espíritos’. É sua doutrina falsa da reencarnação torna desnecessária a ressurreição do corpo. Cf. Jo 19.25-27; Sl 17.15; Dn 12.2; Jo 5.28,29; Mt 10.28; 1Co 15.20; Ap 20.56.

 

Prega o Panteísmo

            Kardec pessoalmente não era panteísta, pelo menos fala diversas vexes contra o panteísmo, porém, seus sucessores resvalaram para um aberto panteísmo. Diz Leão Dinis, o conhecido espírito, em ‘Cristianismo e Espiritismo’. “Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em estado latente, forças emanadas do Divino Foco”. O primeiro congresso do Espiritismo de umbanda afirmou: Sua filosofia (a de umbanda) consiste no reconhecimento do ser humano como partícula da divindade, pela emanada límpida e pura e nela finalmente reintegrada ao fim do necessário ciclo evolutivo, no mesmo estado de limpidez e pureza, conquistado pelo seu próprio esforço e vontade. Cf. Rm 1.25; Nm 23.19; Jó 9.32.

A falsa doutrina da reencarnação do espírito humano após a morte
            Esta é uma das 2 principais doutrinas falsas do espiritismo; a outra é a de comunicação dos vivos com os mortos.

 

Comunicação dos vivos com os mortos

            À luz da Bíblia estudaremos este tão importante ponto analisando o texto tão discutido que encontramos em 1Sm 28.7-25, sob vários aspectos.
            O relato de 1Sm 28.7-25 fora descrito por uma testemunha ocular; logo por um dos servos de Saul que o acompanhara à necromante (vers.7,8). Freqüentemente, esses servos eram estrangeiros (21.7; 26.6; 2Sm 23.25-39) e quase sempre supersticiosos, crentes no erro (7). Esta crônica que é parte da história de Israel, pela determinação divina, entrou no Cânon Sagrado. E deve estar lá, como lá estão os discursos dos amigos de Jó (42.7), as afirmações do autor “debaixo do sol” (Ec 3.19; 5.18; 9.7-10) a fala da mulher de Tecoa (2Sm 2.21) etc. palavras e conceitos humanos. (Infelizmente, etsa erronia é interpretada por muitos sob o mesmo ponto de vista do servo de saul).
            Analisando o caso diretamente na Bíblia em que si mesma tem os argumentos suficientes para desmentir as afirmações do servo de Saul. 
            [1] Argumento gramatical (v.6) ...o Senhor...não lhe respondeu. O verbo hebraico é completo e categórico. Na situação presente de Saul. Deus não lhe respondeu e não lhe responderá nunca. O fato é confirmado pela frase: “...Saul...interrogara e consultara uma necromante e não ao Senhor” (1Cr 10.13,14).
            [2] Argumento Exegético (v.6)

  • Nem por Urim – revelação sacerdotal.
  1. Nem por sonhos – revelação pessoal.
  2. Nem por profetas – revelação inspiracional da parte de Deus. Fosse Samuel o veículo transmissor seria o próprio Deus respondendo, pois Samuel não podia falar senão pela inspiração. E, se não foi o Senhor quem falou, não foi Samuel.
  3. Argumento Ontológico – Deus se identifica como Deus dos vivos: de Abraão, de Isaque, de Jacó, etc. (Ex 3.15; Mt 22.32). Nenhum deles perdeu a sua personalidade, integridade ou superego. Seria Samuel o único a poluir-se, indo contra a natureza do seu ser, contra Deus (v.6) e contra a doutrina que ele mesmo pregara (15.23), quando em vida nunca o fez. Impossível.
  4. Argumento Escatológico – O pecado de Samuel tornar-se-ia mais grave ainda, por ter ele estado no “seio de Abraão” e tendo recebido uma revelação superior e um reconhecimento mais exato das coisas encobertas, e, por tê-las considerado, não obedecido às ordens de Deus (Lc 16.27-31). Mas Samuel nunca desobedeceu a Deus (1Sm 12.3,4).
  5. Argumento Doutrinário – Consultar os “espíritos familiares” é condenado pela Bíblia inteira. Fossem os espíritos das pessoas, Deus teria regulamentado a matéria, mas como não são, Deus o proibiu. Aceitando a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina, que é a revelação divina mediante pessoas ímpias. E nesse caso, para serem aceitas as afirmações proféticas como verdades divinas é necessário que sejam de absoluta precisão; o que naop acontece no caso presente (Vejam como são precisas as profecias a respeito de Cristo- Zc 9.9; Jo 12.15; Sl 22.18; Jo 19.24; Sl 69.21; Jo 19.28,29; Ex 12.46; Nm 9.12; Sl 34.20; Jo 19.36; Zc 12.10; Jo 19.37).
  6. Argumento Profético (Dt 18.22) – As profecias devem ser julgadas (1Co 14.29). E, essas, do pseudo-Samuel, não resistem ao exame. São ambíguas e imprecisas. Vejamos:

a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (28.19); a profecia sugeria que Saul viria sersupliciadom pelos filisteus.  Mas o fato é que Saul se suicidou (31.4). Saul apenas passou pelas mãos dos filisteus. Infelizmente, o pseudo-Samuel não podia prever esse detalhe. (Vejam como são preciosos od detalhes a respeito da pessoa de Cristo).
b) Não morreram todos os filhos de Saul (e...tu e teus fulhos – 28.19). Como insinua essa outra profecia obscura. Ficaram vivos pelo menos 3 filhos de Saul: Isbosete (2Sm 2.8-10). Armoni e Mefibosete (2Sm 21.8). Apenas 3 morreram , como anota clara e objetivamente as passagens seguintes. & 1Sm 31.6 e 1Cr 10.2,6.
c) Saul não morreu no dia seguinte (“...amanhã...estareis comigo” 28.19). Esta é uma profecia ambígua. Citar em sua defesa Gn 30.33 e Ex 13.14 e afirmar que a palavra hebraica ‘mahar’ - ‘amanhã’ aqui é de sentido indefinido, e torcer o hebraico e a sua exegese, pois todos vão morrer, mesmo em “algum dia” no futuro, isto não é novidade.

Saul morreu 18 dias depois.
29.1 – O cap. 29 é a continuação da narrativa 28.2. De Afeque os filisteus subiram a Suném (28.4) em uma jornada de 120 km, e daí, para o vale de Jerrel, onde se travaria a luta.
30.1 – Terceiro dia. Davi gastou na sua volta 3 dias, em que percorreu uns 128 km. Estava fora de Ziclague havia, já uns 10 dias. E gastou um dia com os preparativos para nova expedição contra os amalequitas.
1Sm 30.10 – Cansados. O segredo das vitórias de Davi estava nas suas ações fulminantes. Os 200 homens, entretanto tiveram a sua ocupação - guardar a retaguarda e tomar conta da bagagem para que os outros pudessem agir desembaraçadamente. Já havia transcorrido 2 dias.
1Sm 30.13 – 3 dias. Os amalequitas estavam na frente de Davi, ainda por 3 dias. Gastou 5 dias para alcança-los.
30.17 – Feriu-os Davi. O ataque foi inesperado, noturno e terminou rapidamente. Para cuidar dos prisioneiros e recolher o despojo da guerra levou um dia até a tarde do dia seguinte. Na volta gastou mais uns 8 dias.
2Sm 1.2 – ao terceiro dia. Davi gastou, desde que deixou Aquis em Afeque (29.11) até agora, uns 21 dias. Descontando-se os 3 dias que o mensageiro gastara, desde Gilboa até Ziclague, concluísse que Saul morreu, cerca de 18 dias depois da profecia do pseudo-Samuel (não no dia seguinte - 1Sm 28.19).
1Sm 31.2 – Mataram a Jônatas, a Abinadabe e a Melquisua, filhos de Saul. Este autor, que não é mais o servo de Saul (28.7-28), fala com muita precisão e menciona tanto o número ‘3’ (v.6), como os nomes dos filhos de Saul mortos na guerra.

            Saul não foi para o mesmo lugar de Samuel (“..estareis comigo”, 28.19). Interpretar o “comigo” por simples “além” (sheol), é tergiversar. Samuel estava no “seio de Abraão”, sentia isso e sabia da diferença que existia entre um salvo e um perdido. Jesus também o sabia, e não disse ao ladrão da cruz “...hoje estarás comigo no ‘além’ (sheol), mas sim, no ‘Paraíso’”. Logo, Samuel não poderia ter dito a Saul que este mesmo lugar que ele: no “seio de Abraão”.

Solução
            Quem respondeu a Saul? Sugerimos a seguinte possível explicação. A Bíblia fala de certos “espíritos”, sua natureza e seu poder (Ex 7.11,22; 8.7; At 16.16-18; 2Co 11.14,15; Ef 6.12). São muitos os anjos maus. Do mesmo modo fala de anjos que acampam ao nosso redor e nos guardam (Sl 34.7; Mt 18.10; Lc 15.10, etc) São os anjos bons. São 2, os (senão mais) que nos acompanham durante a vida toda; um bom e outro mau. Anotam tudo e sabem tudo a nosso respeito. Depois da morte, o anjo bom leva o nosso relatório-livro diante de Deus pelo qual seremos julgados (Ap 20.12). Por sua vez, o anjo mau assume a nossa identidade e representa-nos no mundo, através de médiuns, onde revela o nosso relatório com acerto e “autoridade”. É por isso que Paulo fala da luta que temos contra “as forças espirituais do mal” (Ef 6.12). E é pela mesma razão que Deus proíbe consulta aos ‘mortos’ (Is 18.19,20) porque estes são falsos (Dt 18.10-14). Caso fossem espíritos humanos, provavelmente, Deus não proibiria a sua consulta, apenas regulamentaria o assunto para evitar abusos. Deus, proíbe o que é dissimulação e falsidade.

 

O QUE É O ESPIRITISMO

 

1. Introdução
O Brasil ainda faz questão de dizer-se católico. E muitos ainda julgam a maior nação católica do mundo. Mas é incalculável o número de católicos que vão aos terreiros de umbanda, candomblé, ao centros kardecistas, as advinhas (mãe Dinah), aos médiuns (Divaldo Pereira Franco) O Brasil é considerado o maior país espírita do mundo, com cerca de 5.500 centros espíritas kardecistas espalhados pelo território nacional, sem contar com os terreiros de umbanda, quimbanda e candomblé. Sem sombra de dúvidas a maior nação espírita do mundo, com mais de 80 milhões de pessoas envolvidas diretamente ou indiretamente com todas as práticas espíritas possíveis.

 

2. Origem e História do Espiritismo
Muitos pesquisadores estão tentando encontrar a origem do espiritismo, mas se não formos a Bíblia em Gn 3:1-5 não encontraremos o relato da primeira sessão espírita. Lá no jardim do Éden o diabo falou pôr intermédio da serpente ao casal (Adão e Eva) para que comessem do fruto proibido e desobedecessem a Deus.
Os portugueses, que nos colonizaram; os índios que já moravam aqui, como legítimos donos da terra, e os negros africanos que aqui chegaram como escravos foram os grandes responsáveis pelo aparecimento e propagação dessas doutrinas entre nós. Quando em 1853, o espiritismo Kardecista entrou no Brasil, através da porta que a maçonaria lhe havia aberto, nosso país já vinha sofrendo, há mais de 400 anos, a ação lenta e corrosiva da feitiçaria dos negros africanos, das superstições dos índios brasileiros, e da idolatria dos colonizadores portugueses. O Kardecismo surgiu, portanto, como o quarto elemento da tragédia espiritual brasileira.
Os primeiros negros trazidos como escravos para o Brasil chegaram aqui por volta de 1530. Vindos principalmente da Nigéria e do Sudão (países da África), os sudaneses formavam o maior grupo cultural. Entre eles destacavam-se os gegês e os nagôs. Ao chegarem no Brasil, eram imediatamente colocados à venda nos mercados de escravos da Bahia e de Sergipe. Outro grande grupo de escravos trazidos para cá era formado pêlos bantos, cujos componentes vinham de Angola, de Moçambique e do Congo (também países da África). Chegando no Brasil, os bantos eram vendidos principalmente nos mercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O candomblé originou-se dos bantos. A umbanda originou-se dos sudaneses.
Ao chegarem ao Brasil, os colonizadores portugueses, apesar de católicos, traziam entre as suas experiências a crença na eficácia da bruxaria européia. Quase tudo o que hoje se pratica nos meios espíritas já era praticado pelos portugueses, antes mesmo do Brasil ser descoberto.

 

3. Por que O Espiritismo Se Expande Tanto No Brasil
Dezenas de fatores são apontados pêlos estudiosos como causa da grande aceitação e do acelerado crescimento das práticas espíritas em nosso país. Citaremos apenas os principais.

 

a) “Você é um médium: precisa desenvolver sua mediunidade”.
É o que podemos observar até mesmo num capitulo da novela Anjo de Mim, é o que milhões de espíritas repetem pôr esse Brasil afora, diante de pessoas curiosas, doentes, oprimidas ou possessas, que procuram os terreiros e centros espíritas em busca de ajuda. É o grande “laço do passarinheiro” segundo a expressão do Salmo 91:3

 

b) A Saudade dos parentes falecidos.
Quem ficaria indiferente ao ouvir dizer que sua filha, ou esposa, ou neto, ou mãe, ou pai, ou filho, ou namorado já falecido (ou falecida) “baixou” durante uma sessão espírita e, incorporado(a) em um médium, confessou-se desejoso(a) de conversar com os parentes vivos? Há inúmeros casos de famílias inteiras terem-se tornado praticantes do espiritismo após haverem recebido um desses “recados do além”. Os espíritas têm sabido explorar muito esse ardil. Os mortos não voltam, é o que veremos nos estudos sobre a reencarnação, e sobre Saul e a Feiticeira.

 

c) Fachada cristã.
Há muita gente enganada acerca da verdadeira natureza doe espiritismo. Os espíritas, para atraírem os incautos, falam em nome de Cristo, e afirmam que espiritismo e cristianismo ensinam a mesma coisa. Os espíritas usam a Bíblia, falam do evangelho, fazem orações e alguns centros têm nome de igreja espiritual.

 

d) Religião mais cômoda.
Negando doutrinas como: a existência do inferno, e afirmando que não houve pecado original, e sim falta cometidas em encarnações anteriores, mostrando a reencarnação como uma estrada repleta de chances para todos se aperfeiçoarem e “pagarem as más ações cometidas em existências anteriores, o espiritismo torna fácil, cômodo e atrativo ser espírita”! Através desses ensinamentos o espiritismo fecha os olhos de milhões de pessoas (II Co 4:4).

 

e) Liberdade religiosa.
A proliferação das práticas espíritas é o preço que o Brasil tem de pagar pela liberdade religiosa, cuja garantia é constitucional.

 

f) As promessas de cura.
Têm sido um dos grandes motivos de aproximação e adesão às práticas espíritas. As chamadas terapias alternativas (homeopatia, Florais, cromoterapia, etc.) estão atraindo multidões de doentes para espiritismo. Hoje o curandeirismo espírita continua sendo um dos mais poderosos chamarizes de novos adeptos.

 

g) Curiosidade.
Nós brasileiros, fomos dotados de uma natureza extremamente curiosa. O véu de mistério que envolve o espiritismo sempre mexeu com essa curiosidade nata do brasileiro. Impulsionados por essa força, muitos têm-se dirigido aos lugares onde o espiritismo é praticado, e, na maioria das vezes, quando dão por si, já estão acorrentados e profundamente envolvidos nessas praticas.

 

h) Propaganda espírita.
Hoje a mídia de um modo geral tem colaborado muito para a divulgação do espiritismo no Brasil. A rede globo com suas novelas (Mandala, Renascer, Anjo de mim...), seriados Você Decide. Livros de Paulo Coelho, Jorge Amado, Lauro Trevizam, Lair Ribeiro, Shirley Maclaine e outros. Creio que a mídia é a maior responsável pela expansão espírita hoje.
Estes são os principais fatores que têm levado o espiritismo a se expandir tanto no Brasil.

 

4. As Várias Divisões Do Espiritismo No Brasil
O espiritismo no Brasil está dividido em baixo e alto espiritismo:

 

A) Espiritismo Comum: Caracteriza-se pela utilização de práticas “sociais”, sem os elementos comuns às sessões mediunicas ou de terreiros. Algumas das sua divisões são:
1 - Astrologia: “arte ou ciência” de predizer o futuro humano pôr meio dos astros. Sua maior criação é o popularissimo horóscopo.
2 - Cartomancia: adivinhação pelas cartas de jogar.
3 - Quiromancia: adivinhação pelo estudo das linhas da mão
4 - Quiromancia: adivinhação por intermédio da água.

 

B) Baixo Espiritismo: Teve suas origens nas crenças trazidas da África pelos escravos associados às crenças indígenas, católicas-romanas e kardecistas. Caracteriza-se pelos rituais compostos de músicas e danças, uso de amuletos e bebidas além de sacrifícios de animais. Segue algumas divisões:
1 - Vodu: culto praticado na Antilhas, ilhas do Pacífico, principalmente no Haiti. Caracteriza-se pelos rituais com bonecos representando a vítima. Tem semelhança com os rituais de quimbanda..
2 - Candomblé: Este culto de origem africana tem como suas principais divindades, Oxum, Iemanjá e Ogum.
3 - Quimbanda: Conhecida também como magia negra. Nada mais é do que uma variante da umbanda. É a linha que mais trabalhas com os exus. A quimbanda pode ser entendida como o inverso da umbanda.
4 - Umbanda: É tradicionalmente brasileira, pois não é totalmente africana, nem européia, sendo um produto sincrético.
5 - Catimbó: Ele corresponde à pajelança amazônica mas é diferente dos candomblés da Bahia e da umbanda do Rio de Janeiro.
6 - Cultura Racional: Nasceu dentro de um centro de Umbanda no Rio de Janeiro tentando dar um lado cientifico para a umbanda.

 

C) Espiritismo Cientifico: Também chamado de “Espiritualismo” , divide-se em vários ramos, apresentando-se como “sociedade” ou “entidades” beneficente, cientificas, filosóficas, que apelam ora para o intelectual ora para o espiritual. Entre outras destacamos as seguintes:
1 - L.B.V: Legião da Boa Vontade, voltada para assistência social, mantém atualmente creches, asilos, orfanatos, escolas, programas de TV e rádio.
2 - Rosa-Cruz: Sociedade secreta semelhante a maçonaria.
3 - Maçonaria: Sociedade secreta baseada na cabala, astrologia, numerologia etc.
4 - Teosofia: Conjunto de doutrinas religioso-filosóficas, cujo lema principal é a união do homem com a divindade.
5 - Movimento Cristão Gnóstico Universal: Movimento baseado no conhecimento espiritual e filosófico que procura elevar o homem a divindade.
6 - Esoterismo: Doutrina ou atitude de espírito que frisa que o ensinamento da verdade deve reservar-se aos iniciados, escolhidos por sua inteligência e valor moral..
7 - Pró-Vida: Movimento responsável pela maior divulgação das idéias da Nova Era no Brasil.
8 - Eubiose: Movimento baseado no conhecimento filosófico-religioso que também procura elevar o homem a sua divindade.

 

D) Espiritismo Kardecista: Esta baseado nas revelações de Alan Kardec. É a classe de espiritismo que mais cresce no nosso país. Também conhecido como “Alto Espiritismo”. Movimento baseado nas doutrinas principais que são: reencarnação, comunicação com os mortos e salvação pelas boas obras. O Kardecismo também está dividido em várias tendências:
1 - Tendência ortodoxa: É o Kardecismo mais puro, exclusivo que não permite ulterior desenvolvimento, nem tolera a presença de outro espiritismo.
2 - Tendência Rusteinista: João Batista Roustaing discípulo de Alan Kardec que recebeu uma mensagem assinada pôr “Mateus, Marcos, Lucas e João, assistidos pelos”, na qual os quatro evangelistas se prontificavam a dar a “Revelação da Revelação”, que deu origem a sua famosa obra “Os Quatro Evangelhos””.
3 - Tendência Ubaldista: Pietro Ubaldi desde muito cedo começou a ouvir uma voz. Esta misteriosa “voz” lhe ditou os seguintes livros: “A Grande Síntese”, “As Noúres”, “Ascese Mística”, “História de um Homem”, “A Nova Civilização do Terceiro Milênio”, “Deus e o Universo” etc.
4 - Racionalismo Cristão: A reação mais violenta dentro do Espiritismo Kardecista surgiu em 1910 com o Sr. Luiz de Mattos que deu um lado cientifico e racional das comunicações com o “mundo astral”.
II - Espiritismo: O maior desafio ao evangelismo e missões nacionais
O posicionamento da comunidade evangélica brasileira diante do acelerado crescimento das seitas espíritas no Brasil tem de ser definido imediatamente. Pois seus ensinos são os mais contrários à Palavra de Deus (I Tm 4:1)

 

O QUE É O KARDECISMO

 

I. HISTÓRICO               
O espiritismo moderno surgiu em Hydesville, nos Estados Unidos, com as irmãs Margaret e Kate Fox. As duas eram ainda crianças quando, em 31 de março de 1848, aconteceram as primeira manifestações espíritas. Ruídos de pancadas foram ouvidos na casa da família Fox. Depois, móveis passaram a mover de uma parte para a outra. Kate e Margaret criaram um sistema de comunicação com o suposto espírito. As notícias do fenômeno se espalharam e sessões espíritas começaram a ser realizadas por toda a parte, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.
O espiritismo tem em Alan Kardec a sua principal estrela. Seu verdadeiro nome é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804. Anos depois, mudou-se para Yverdun, na Suíça, onde estudou com Pestalozzi. Kardec formou-se em letras e ciências e doutorou-se em medicina. Em 25 de março de 1856, numa sessão, Kardec recebeu, através de uma médium, a informação de que dali por diante, um espírito denominado “A Verdade”, seria o seu guia espiritual. Em 18 de abril de 1857, publica O Livro dos Espíritos, uma obra contendo mais de mil (1.019) respostas às perguntas feitas aos espíritos. Outras obras foram publicadas depois: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e o Inferno, O Livro dos Médiuns, O Que é o Espiritismo e Obras Póstumas. Kardec faleceu no dia 31 de março de 1869, em Paris, aos 65 anos de idade, vítima de aneurisma cerebral. Na França de hoje, não há mais de mil adeptos do espiritismo.

 

II. O ESPIRITISMO NO BRASIL
No Brasil, o espiritismo tem várias facetas, tais como a Legião da Boa Vontade (LBV), a Cultura Racional (que publica o livro Universo em Desencanto), o Racionalismo Cristão, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e o espiritualismo relacionado à umbanda, ao candomblé, à quimbanda e à macumba, cujas raízes religiosas vieram diretamente da África, misturando-se com as crenças indígenas.
Atualmente, o espiritismo kardecista conta com cerca de 6,9 milhões de adeptos e existem em torno de 5,500 centros espalhados por todo Brasil. Observe estes números: “Em apenas dez anos, o número de adeptos do espiritismo, doutrina que se define como religião, filosofia e ciência, saltou de 1,r milhão para 6,9 milhões de pessoas. Somados os que não freqüentam regularmente seus centros, mas aceitam os seus princípios, baseados na reencarnação, na possibilidade de comunicação com os mortos e na caridade, os espíritas brasileiros chegariam a 20 milhões de pessoas, que compram 2.8 milhões de livros sobre a doutrina a cada ano” (Veja, 10/04/91, p. 40). O nome mais conhecido no kardecismo brasileiro é o de Chico Xavier, natural de Uberaba, Minas Gerais. É dito que Chico Xavier já incorporou cerca de 605 autores falecidos, 328 dos quais poetas. (Ibidem, p. 42).
O espiritismo cresce no Brasil pelos seguintes motivos:
· O misticismo do povo brasileiro.
· A falha do catolicismo romano em atender aos anseios espirituais de seus membros.
· A fachada cristã do espiritismo.
· o aspecto consolador do espiritismo.

 

III. PRINCIPAIS POSIÇÕES DOUTRINÁRIAS DO ESPIRITISMO
3.1. Confundindo o Espírito Santo
O Espiritismo pretende ser a terceira revelação de Deus à humanidade. A primeira revelação teria vindo através de Moisés, a segunda através de Jesus e a terceira, através do espiritismo. Observe esta declaração de Kardec: “Reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessa do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador.” (A Gênese, 34).

 

Resposta Bíblica
O Espírito Santo é o “outro” (ekeinos - pronome demonstrativo masculino no grego) Consolador (João 14.16, 26), sendo assim a terceira pessoa da Trindade. Jesus é o Advogado (1ª João 2.1). A palavra Paráclito é traduzida por Consolador, Advogado, Amparador. O Espírito Santo possui atributos pessoais: sentimento (Efésios 4.30), vontade própria (1ª Coríntios 12.11) e inteligência (João 14.26).

 

3.2. Comunicação com os mortos
O próprio Kardec reconheceu ser impossível a identificação dos espíritos que falam pelo médium, ao declarar: “A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. É impossível, com freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são Espíritos superiores antigos em relação a nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não tem nome conhecido para nós, e a fim de fixar nossa atenção, podem assumir o de um Espírito conhecido, que pertence a mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há nada mais que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um Espírito do mesmo nível, por ele enviado” (O Que é o Espiritismo, p. 318; O Livro dos Espíritos, p. 318).

 

Resposta bíblica
a) Deus proíbe tal forma de comunicação: Êxodo 22.18; Levítico 19.31; Deuteronômio 18.11-13; Isaías 8.19.
b) O Episódio de Saul e a Pitonisa de Endor (1º Samuel 28.13, 14). Observe as razões que admitem fraudes nesta manifestação demoníaca:
· Saul perdera a graça de Deus (1º Samuel 28.6) e isso por desobediência (1º Samuel 15.23).
· Pela vontade de Deus, Saul havia desterrado os necromantes (1º Samuel 28.3).
· Deus não respondia mais a Saul (1º Samuel 28.6), nem por Urim (revelação sacerdotal, nem por sonhos (revelação pessoal) e nem por profetas (revelação inspiracional.
· Não se pode conceber que Deus tivesse proibido tal forma de comunicação e ao mesmo tempo a permitisse (Malaquias 3.6 e Tiago 1.17).
· A conseqüência do passo de Saul (1º Crônicas 10.13).
· A falsa profecia do suposto Samuel: não morreram todos os filhos de Saul (1º Samuel 28.19). Ficaram vivos pelo menos três filhos: Isbosete (2º Samuel 2.8-10), Armoni e Mefibosete (2º Samuel 21.8). Compare isso com 1º Samuel 3.19.
c) Os perigos da comunicação com os mortos

 

3.3. A reencarnação
a) O lema de Kardec: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; esta é a lei” (Epitáfio no túmulo de Allan Kardec).
b) Definição: A crença de que a alma se transfere de uma existência física para a outra, até que, depois de muitas vezes ter vivido aqui na terra, a alma é liberada da existência terrena e absorvida pelo Absoluto.
· Pluralidade de existências: Kardec declarou: “...é só depois de várias encarnações ou depurações sucessivas, num tempo mais ou menos longo, e segundo seus esforços, que eles atingem o objetivo para o qual tendem” (O Livro dos Espíritos, cap. IV, p. 196). 
· Expiação e progresso contínuo até a perfeição. O objetivo da reencarnação é, pois, “expiação, aprimoramento progressivo da humanidade” (Ibidem, cap. IV, p. 167).
· Alcance do objetivo final pelo esforço próprio. O alvo de cada existência é que o espírito procure expiar as faltas cometidas anteriormente. “Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não o for em uma existência sê-lo-á na seguinte ou seguintes” (Kardec, O Céu e o Inferno, cap. 7,9).
· Libertação final do corpo: porque cada nova existência será “feliz ou infeliz segundo o que tiverem feito neste mundo, e podem, a partir desta vida, se elevarem tão alto que não temerão mais a queda no lodaçal” (Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, 1984, 22 edição, p.20). Essa idéia foi emprestada do hinduísmo, onde o espírito deve progredir até escapar do sansara, o ciclo ou roda de reencarnações.
c) Textos bíblicos usados pelos espíritas
· A possibilidade de João Batista ser Elias (Mateus 11.14). João Batista foi um profeta de ministério semelhante, não o próprio Elias. Houve apenas uma identidade de ministério. Se Elias não morreu (2º Reis 2.11), não poderia reencarnar. João negou ser Elias (João 1.21).
· O verbo ser nem sempre pode ser interpretado literalmente na Bíblia: Mateus 12.46-50; 26.26.
· O diálogo de Jesus com Nicodemos (João 3.3, 5) – nascer de novo significa ser regenerado (1ª Pedro 1.23; Tiago 1.18; João 16.7-9).
· Purificação de pecados apenas através do sangue de Jesus (1ª João 1.7; Apocalipse 1.5).
· Veja ainda 2º Samuel 12.22, 23; Salmo 78.39; Lucas 16.19-31 e Hebreus 9.27.
· A Bíblia fala de ressurreição (a volta no mesmo corpo) e não de reencarnação.

 

4. Salvação pelas obras
a) Declaração de Allan Kardec: “Fora da caridade não há salvação” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p. 631).
b) Declaração de Léon Denis: “Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo” (Cristianismo e Espiritismo, p. 98).

 

Resposta bíblica
Isaías 64.6; Efésios 2.8,9; Tiago 3.5. Somos salvos para as boas obras e não pelas boas obras (Efésios 2.8-10). Repetindo: purificação de pecados só é possível através do sangue de Jesus (1ª João 1.7; Apocalipse 1.5).

 

O QUE É O CANDOMBLÉ

I - Introdução
O enorme crescimento das religiões mediúnicas no Brasil, nos últimos anos, tráz á reflexão uma série de temas que não podem passar despercebidos. O Candomblé, em especial, tem atraído a atenção de uma variada gama de estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos adeptos, cada vez mais, nas camadas mais letradas - onde sempre se localizou o preconceito.

O Candomblé, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais aberto com o que a Bíblia denomina: demônios, espíritos das trevas. Podemos observar sua influência na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da Bahia, ou observarmos os blocos carnavalescos, a cantigas de roda (samba lele tá doente, tá com a cabeça quebrada...) etc.

 

II - Entre duas Correntes
Entende-se como cultos afro-brasileiros duas correntes principais, o Candomblé e a Umbanda. Um é a religião africana trazida pelos negros escravos para o Brasil e aqui cultuada em seu habitat natural (onde não era apenas um, mas uma série de diferentes manifestações especificas de cada região), diferenças essas acentuadas pela várias regiões do seu país de origem. Outra é uma religião nova, desenvolvida no Brasil como a síntese de um processo de sincretismo das mais diferentes fontes, que vão do catolicismo, passando pela macumba, pelo Kardecismo, e até pôr cultos tipicamente indígenas. Assim, dentro das duas diferentes correntes básicas, uma série de subcorrentes se manifesta, dando origem a significados às vezes amplamente diversos para o mesmo culto (no final das contas tudo é espiritismo, e provem da mesma fonte: o diabo).

 

III - As Origens do Candomblé
Com a colonização do Brasil faltaram braços para a lavoura. Com isso, os proprietários da terra tentaram subjugar o índio pensando em empregá-lo no trabalho agrícola. Entretanto, o índio não se deixou subjugar, o que levou os colonizadores a voltarem-se para a África em busca de mão-de-obra para a lavoura. Começa assim um período vergonhoso da História do Brasil, como descreve o poeta Castro Alves em suas poesias ‘Navio Negreiro” e “Vozes D`África

“Acredita-se que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo já 1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou até que o Brasil aboliu o tráfico de escravos em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tráfico de escravos para Cuba em 1866. A maioria do três milhões de escravos vendido à América Espanhola e o cinco milhões vendidos ao Brasil num período de aproximadamente três séculos, vieram da costa ocidental da África.
Era muito cruel o tratamento imposto aos escravos desde o momento da partida da África e durante a viagem nos navios chamados “tumbeiros”, que podia se estender a cerca de dois meses. Os maus tratos continuariam depois, para a maioria deles até a morte. Edson Carneiro informa que o tráfico trouxe escravos de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné (Costa da Mina) e de Angola, chegando até Moçambique. Os africanos chegaram divididos em dois grupos principais: sudaneses (os de Guiné e da Costa da Mina) e os bantos (Angola e Moçambique). Os da Costa da Mina desembarcavam na Bahia, enquanto que os demais eram levados para São Luís do Maranhão, Bahia, Recife e Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para outras regiões do Brasil, como litoral do Pará, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo.
A presença do orixá é necessária tanto na Umbanda como no Candomblé. É de origem africana que foram trazidos pelos negros escravizados. Seu culto é a essência do Candomblé, e foi mantido vivo no Brasil. O continente africano, na época das grandes levas de escravos, era ainda mais fragmentado politicamente do que hoje. O conceito de nação ou Estado, em seu significado mais restrito, não encontra correspondente na realidade geopolitica africana desse período. Diversas nações de tribos fragmentavam qualquer idéia de unidade cultural, ainda que, cercada pela selva, muitas dessas comunidades nunca entraram em contato nem tiveram notícia da existência de outras. Isto resulta numa grande diferença de culto de região para região, onde os nomes de um mesmo orixá são absolutamente diferentes.
No Brasil, porém, pode-se notar um culto predominante do ritual e das concepções iorubá - um povo sudanês da região correspondente à atual Nigéria, que dominou e influenciou politicamente e culturalmente um grande número de tribos. Esse culto se estendeu pôr toda a América, com exceção (se bem que há notícias do estabelecimento cada vez maior destes cultos) da América do Norte, com maior destaque para Cuba e Brasil.

IV - Os Orixás e Outras Entidades no Candomblé

 

1 - Quem São os Orixás
De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na África eram cerca de 600 - para o Brasil vieram talvez uns 50, que estão reduzidos a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram para à Umbanda. Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais representam as vibrações das forças elementares da Natureza - raios, trovões, tempestades, água; atividades econômicas, como caça e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as doenças epidêmicas, como a varíola, etc.

 

2 - Origem Mitológica dos Orixás
Quanto à origem dos orixás, uma das lendas mais populares diz que Obatalá (o céu) uniu-se a Odudua (a terra), e desta união nasceram Aganju (a rocha) e Iemanjá (as águas). Iemanjá casou-se com seu irmão Aganju, de quem teve um filho, chamado Orungã. Orungã apaixonou-se loucamente pela mãe, procurando sempre uma oportunidade para possuí-la, até que um dia, aproveitando-se da ausência do pai, violentou-a. Iemanjá pôs-se a fugir, perseguida pôr Orungã. Na fuga Iemanjá caiu de costas, e ao pedir socorro a Obatalá, seu corpo começou a dilatar-se grandemente, até que de seus seis começaram a jorrar dois rios que formaram um lago, e quando o seu ventre se rompeu, saíram a maioria dos orixás . Pôr isto Iemanjá é chamada “a mãe dos orixás”.

 

3. Os Orixás e o Sincretismo
O sincretismo religioso é também um aspecto significante dos cultos afros. Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e idéias divergente. Os escravos não abriram mão de seus cultos e suas divindades. Devido a um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos começaram a buscar na igreja, santos correspondentes aos seu orixás. Muitos dos orixás nos cultos afros encontrará no Catolicismo um santo “correspondente “ - pôr exemplo:

Iemanjá - Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Conceição 

 

Exu - diabo
Iemanjá - Nossa Senhora 
Ogum - São Jorge
Iansã - Santa Bárbara
Oxóssi - São Sebastião
Oxalá - Jesus Cristo - Senhor do Bonfim 
Omulú - São Lázaro
Ossain - São Benedito
Oxumaré - São Bartolomeu
Xango - São Jerônimo

 

4. As Outras Entidades
Também presentes nos cultos afros-brasileiros estão espíritos que representam diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios), pretos-velhos (escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc.

 

V - Considerações à Luz da Bíblia

 

1. A Questão Histórica: Verdade ou Mito?
a.) Nos cultos afros. Ao analisarmos os cultos afros, uma das primeiras coisas que observamos é a impossibilidade de se fazer uma avaliação objetiva sobre a origem dos orixás. Existem muitas lendas que tentam explicar o surgimento dos deuses do panteão africano, e estas histórias variam de um terreiro para o outro e até de um pai-de-santo para o outro. Não há possibilidade de se fazer uma verificação científica ou arqueológica; não há uma fonte autoritativa que leve a concluir se os fatos aconteceram mesmo ou se trata-se somente de mitologia, sendo difícil uma avaliação histórica dos eventos relatados.
b. No cristianismo. Ao contrário, a Bíblia Sagrada resiste a qualquer teste ou crítica, sendo sua autenticidade provada pela arqueologia (alguém já disse que cada vez que os arqueólogos abrem um buraco no Oriente é mais um ateu que sepultamos no Ocidente), pela avaliação de seus manuscritos (existem milhares deles espalhados em museus e bibliotecas do mundo), pela geografia, história, etc. Toda informação relevante para a fé no cristianismo tem que estar baseada nas Escrituras. É impossível encontrar no Cristianismo cinco a dez versões diferentes sobre a vida dos profetas ou qualquer personagem bíblica.

 

2. O Relacionamento com Deus
a.) Nos cultos afros. Um fato que devemos considerar é a posição tradicionalmente dada aos orixás nos cultos afros como intermediários entre o deus supremo (Olorum) e os homens. (No Catolicismo Romano, Maria recebe também o título de intermediária). Além disso, os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vivem em constante medo de suas represálias.
Não pode ser esquecido também que os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vão viver em constante medo de suas represálias ou punições. Note um trecho de uma entrevista no livro de Reginaldo Prandi:
“O Pesquisador - Gostaria de perguntar só seguinte: desde que há regras, quando a regra é quebrada, quem pune essa ação?
“Mãe Juju - O próprio santo, ou a mãe-de-santo : Olha você não venha mais aqui, não venha fazer isto aqui que esta errado, quando você estiver bêbado, ou quando você estiver bebendo, não venha mais dar santo aqui, não venha desrespeitar a casa”.
“O Pesquisador - Como é a punição do orixá? Será que eu poderia resumir assim: doença, morte, perda de emprego, perder a família, ficar sem nada de repente e sem motivo aparente, enlouquecer, dar tudo errado, a própria casa-de-santo desabar, isto é, todo mundo ir embora...?
“Todos - Isso”
Além do constante medo de punições em que vive o devoto do orixá, ele deve ainda submeter-se a rituais e sacrifícios nada agradáveis a fim de satisfazer os deuses.
b.) No cristianismo. Escrevendo a Timóteo, Paulo declara: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I Timóteo 2:5)/. É somente pela obra redentora do Calvário que somos reconciliados com Deus (Efésios 2:11-22). Temos um Pai amável que conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Salmos 104:14). Deus não nos deu o espírito de medo (II Timóteo 1:7), e o cristão não é forçado a seguir a Cristo, mas o faz espontaneamente (João 6:67-69). A Bíblia diz que aquele que teme não é perfeito em amor, pois no amor não há temor (I João 4:18). Ainda que haja fracassos na vida do cristão, ele não precisa ter medo de Deus, pois Ele é grandioso em perdoar (Isaías 55:7), e que temos um sumo-sacerdote que se compadece de nossas fraquezas (Hebreus 4:15). Este é, de maneira bem resumida, o perfil do Deus da Bíblia - bem diferente dos orixás, que na maioria das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”.

 

3. O Sacrifício Aceitável
a.) Nos cultos-afros. Ao evangelizar os adeptos dos cultos- afros, é necessário conhecer também o significado do termo “ebó”. De acordo com Cacciatore, ebó é a oferenda ou sacrifício animal feito a qualquer orixá. Às vezes é chamado vulgarmente de “despacho”, um termo mais comumente empregado para as oferendas a Exú (um dos orixás, sincretizado com o diabo da teologia cristã), pedindo bem ou mal de alguém.
b.) No cristianismo. Precisamos lembrar o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre isto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”(I Coríntios 10:20_21). Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito e aceitável de Jesus Cristo na cruz. A Bíblia diz em Hebreus 10:4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Somente Jesus pode fazê-lo, pois ele é o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”(João 1:29). “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”(Hebreus 9:22), e o “sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado”(I João 1:7). Concluímos esta parte com Hebreus 10:12: “Mas este (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus.”

 

4. Encarando a Morte
a.) Nos cultos afros: Ao dialogar com os adeptos dos cultos-afros - principalmente do Candomblé - alguém se cientifica de que os orixás têm medo da morte (quem menos tem medo da morte é Iansã). Quando um filho ou filha-de -santo está próximo da morte, seu orixá praticamente o abandona. Esta pessoa já não fica mais possessa, pois seu orixá procura evitá-la.
b.) No cristianismo. Isto é exatamente o contrário do que o Deus da Bíblia faz. Suas promessas são sempre firmes. “Não te deixarei, nem te desampararei”(Hebreus 13:5). O salmista Davi tinha esta confiança em Deus ao ponto de poder dizer. “Ainda que eu andasse na sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam: (Salmos 23:4). Nosso Deus não nos abandona em qualquer momento de nossas vidas, e muito menos na hora de nossa morte. Glória a Deus!

 

5. Salvação e Vida Após a Morte
a.) Nos cultos afros. Nestas religiões o assunto de vida após a morte não é bem definido. Na Umbanda , devida à influência kardecista, é ensinada a reencarnação. Já o Candomblé não oferece qualquer esperança depois da morte, pois é uma religião para ser praticada somente em vida, segundo os seus defensores. Outros pais-de-santos apresentam idéias confusas, tais como: “quando morre, a pessoa vau para a mesa de Santo Agostinho”ou “vai para a balança de São Miguel.”
b.) No cristianismo. A Bíblia refuta claramente a doutrina da reencarnação (ver Hebreus 9:27; :Lucas 16:19-31)./ Ela ensina que, para o cristão, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (II Coríntios 5:6). O apóstolo Paulo afirma que a nossa cidade está no céu (Filipenses 3:20), e que para os cristãos há um reino preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25:34)

 

6. A Verdadeira Liberdade
a.) Nos cultos afros. Freqüentemente, as pessoas tem medo de deixar os cultos afros para buscar uma alternativa. Foi-lhes dito que se abandonarem seus orixás (ou outros “guias”) e não cumprirem com suas obrigações, terão conseqüências desastrosas em suas vidas.
b.) No cristianismo. Entretanto, isto não é verdade. Estas pessoas podem sair e encontrar a liberdade e uma nova vida em Cristo, como é o caso de Helena Brandão (Darlene Glória) e de muitos outros. A Bíblia diz que “Para isto o Filho de Deus se manifestou; para desfazer as obras do Diabo ( João 3:8; veja ainda Números 23:23; Lucas 10:19; João 8:32-36 e I João 4:4; 5:18).

 

VI - Conclusão
Pela graça e misericordia de Deus temos visto muitas pessoas abandonando os cultos afros e se entregando a Jesus, como no caso da irmã Nadir que foi 19 anos mãe-de-santo e hoje pode testemunhar da verdadeira liberdade que Jesus oferece a todos os adeptos do Candomblé e Umbanda, Foi isso também o que aconteceu com Georgina Aragão dos Santos, ex-mãe-de-santo. Sua transformação foi contada pelo bispo Roberto McAlister, da Igreja de Nova Vida, no Rio de Janeiro, no livro Mãe-de-Santo.” Ao nascer, foi marcada com quatro cortes de faca no braço direito. A parteira que a marcou, uma africana do Candomblé, ainda fez a declaração: “Esta menina tem de ser mãe-de-santo. Não poderá fugir nunca a esse destino”. Aos nove anos de idade teve o seu primeiro contato com o Candomblé. Veio depois a iniciação, tornando-se mais tarde mãe-de-santo e cartomante. Envolveu-se também com a Umbanda. Pôr muitos anos, viveu experiências incríveis e até mesmo repugnantes impostas pelos guias. O encontro com Cristo, a libertação, a paz e a alegria do Espírito Santo tornaram-se realidade em sua vida quando passou a ouvir a Palavra de Deus no auditório da A.B.I. no centro do RJ. Ainda bem que Nadir e Georgina não são as únicas,, pois são inúmeros os casos de pessoas que passaram muito tempo escravizadas pelos guias e orixás e hoje levam uma vida feliz com Jesus.

 

O QUE É A UMBANDA

1 - INTRODUÇÃO
É, porém, inegável a proliferação verdadeiramente espantosa desses centros de superstição, depravação, degradação moral, em que se misturam práticas fetichistas e ritos católicos, deuses africanos e santos católicos, num sincretismo bárbaro de necromancia, magia, politeísmo, demonolatria e heresia.
E não julguemos que se trata de um movimento apenas entre a gente de cor. A absoluta maioria dos “chefes de terreiros” são brancos e as tendas também são freqüentadas pôr pessoas que vão até lá em carros do ano e até mesmo carros oficiais. Alguém poderia dizer que a umbanda é uma religião própria da classe inculta ou ignorante, haveria de diminuir na proporção em que crescesse o índice de alfabetização. Mas isto não acontece. Pois vemos entre os freqüentadores até gente de destacada posição social. Presidentes, Senadores, Ministros, Deputados, Prefeitos, Vereadores, artistas etc. O próprio Governo parece fomentar esse movimento como espetáculo de valor turístico.

 

2 - CONFUSÃO NA UMBANDA
Cada um procura fazer uma Umbanda a seu modo, e dentro do conceito que ele próprio imagina, de acordo com a sua instrução, com a sua capacidade de imaginação, com seus conhecimentos, e, quase nunca, com a orientação dada pelos seus próprios guias. Não somente cada autor, cada chefe de terreiro proclama: “A Umbanda que aqui se pratica, é muito diferente dessa Umbanda que se pratica pôr aí afora”. Pois: “Inúmeras são as contradições existentes entre os próprios praticantes da Umbanda..
Uns querem voltar ao mais puro africanismo; outros rejeitam energicamente todos os elementos africanos, outros pretendem ter encontrado a mais pura Umbanda nas religiões da Índia; nem falta quem declare que “o livro fundamental de Umbanda é a Bíblia, com o Antigo e Novo Testamentos, tal como estão escritos, não se admitindo interpretações simbólicas”.

 

3 - A PALAVRA “UMBANDA”
A confusão já se manifesta na explicação da origem do significado da própria palavra “Umbanda”. Há mil interpretações sobre a palavra Umbanda. Essa palavra é um constante e permanente desafio aos estudiosos do assunto. Uns dizem que é Luz Irradiante, outros dizem que é Banda de Deus, há os que dizem que é Corrente Espiritualista, Na Luz de Deus, Legionários de Deus, e vai por aí afora, porém tudo vago e indefinido, sem haver, entretanto, uma explicação cabal e convincente. O Dr. Artur Ramos já reconhece a palavra, que é de origem africana, designado o grão-sacerdote do culto banto ou invocador de espíritos. No catecismo de Umbanda diz que: “Umbanda é uma palavra africana, significando ora o sacerdote, ora o local onde se pratica o culto” — p. 7.

 

4 - UMBANDA É ESPIRITISMO
Existe grande desavença entre os adeptos do Espiritismo Kardecista (que aceita codificada por Allan Kardec) e os do Espiritismo Umbandista. Uns e outros fazem questão de dizer “espíritas”
Mas os primeiros declaram que foi Allan Kardec quem criou e fixou o termo para designar especificamente o Movimento Espiritualista pôr ele iniciado e que, por conseguinte, outros não podem usurpar a mesma designação para um movimento essencialmente diferente. É a razão por que reclamam o termo “espírita” para si exclusivamente. Nem por isso os umbandistas deixam de chamar-se “espíritas”. Podem alegar em seu favor que a Umbanda de fato não é ,essencialmente diferente do kardecismo.
Mas existe outra razão muito mais decisiva que nos permite identificar a Umbanda e o Espiritismo. Pois todos os umbandistas aceitam a doutrina ou filosofia kardecista da reencarnação. O umbandista acredita na lei das reencarnações, na lei da evolução das almas, aceita a “revelação” de Jesus Cristo. Dois pontos distinguem os umbandistas dos kardecistas: a.) a prática da comunicação dos espíritos dos mortos, b.) o ritual, muito complexo na lei de Umbanda, que é uma religião de culto externo.

 

5 - UMBANDA, A QUARTA REVELAÇÃO.
Aceitando embora integralmente a revelação kardecista, a Umbanda pretende, no entanto, aperfeiçoá-la e ultrapassá-la . Para os umbandista Kardec é grande, mas a Umbanda é maior. Moisés trouxe a primeira revelação, Cristo veio com a segunda revelação, Kardec declarou o espiritismo portador da terceira revelação, mas a Umbanda seria a última, a Quarta Revelação. Assim como Cristo retificou e superou Moisés, como Kardec corrigiu e suplantou Cristo, assim a Umbanda julga purificar e vencer Kardec, Cristo, e Moisés. É que eles, os umbandistas, tiveram a dita de entrar em relações com espíritos superiores aos daqueles que ditaram suas mensagens para Allan Kardec, espíritos “que possuem mais vastas concepção do universo e reconhecem a existência de outra ordem de espíritos (não humanos), cujas relações entre os mesmos e os humanos não deve ser apenas de mérito intercâmbio e sim de cultuação, o que exige (e mesmo que o contato seja estabelecido) uma verdadeira ritualística

 

6 - UMBANDA É MAGIA
Todos os autores umbandistas que tenham pesquisado definem este movimento como sendo magia; por exemplo: a Umbanda faz magia pôr intermédio das forças invisíveis, baseadas nas forças astrais, com rituais, preceitos, sinais cabalísticos, cânticos e outros elementos, como a água, o fogo, a fumaça, as bebidas, as comidas, os animais, apetrechos apropriados, etc. O umbandista poderia ser comparado com os “alquimistas, feiticeiros, advinhos, pitonisas do passado.
O espiritismo kardecista evoca os espíritos para deles ter notícias, obter comunicações doutrinárias, ou ainda, quando se trata de espíritos atrasados, para instruí-los; mas não existe a idéia de fazer certos “trabalhos” a favor ou contra determinadas pessoas. A Umbanda porém, vai bem mais longe,: no culto aos exus, considerados “os agentes mágicos universais que estes espíritos são evocados pôr meio de ritos, sinais cabalísticos (“pontos riscados”) , versos evocativos (“pontos cantados”) e objetos ( galos, galos pretos, charutos, cachaça, velas, etc.) que lhe são oferecidos (“presentes”, “despachos”) para conseguir que se ponham ao serviço do homem e façam ou desmanchem determinados “trabalhos”. E isso é magia no sentido mais estrito da palavra.
Ora, tanto a necromancia dos kardecistas, como a magia dos umbandistas, foi proibido por Deus. Eis alguns exemplos: Lv 20:6; Lv 19:31; Dt 18:12-14; At 8:9-11; At 13:10; At 19:10.

 

7 - UMBANDA E QUIMBANDA
Querem alguns distinguir entre Umbanda e Quimbanda, dizendo que ambos praticam a magia, sim, mas com a diferença de que em Umbanda ela é feita apenas para o bem (e seria a Magia Branca) e em Quimbanda (Magia Negra) os trabalhos seriam exclusivamente maus.
Na sua essência íntima, a Quimbanda é em quase tudo idêntica ao que se cultua na Umbanda.
Quando alguém procura a Quimbanda, procura porque quer fazer trabalhos; por exemplo: “para obrigar o namorado ou amante a voltar a se casar; para amarrar o homem com a mulher; para que o marido se conforme com a mulher ter o seu amante; para uma mulher tirar o homem da outra; para que o homem só tenha potência para uma mulher; para amarrar a vida e negócio dos outros e os arruinar; para obrigar outros a fazer o que não é justo; para castigar os inimigos, pô-los doentes ou então matar, etc. Essas pessoas recorrem aos serviços dos exus que também são cultuados na Umbanda, sendo que na Quimbanda só trabalham com os exus.

 

8 - UMBANDA É A NEGAÇÃO DO CRISTIANISMO
Já vimos que a Umbanda, em sua prática da evocação dos espíritos e em seus trabalhos de magia (branca ou negra, tanto faz) desobedece a Deus, revoltando-se contra uma ordem clara e repetida do Criador. Verificamos que a Umbanda, em sua doutrina panteísta, contesta e deve contestar toda uma longa série de verdade cristãs a respeito de Deus: Nega a Trindade, a existência de um Deus pessoal e distinto do mundo; a divindade de Jesus, a redenção por Cristo, a Graça de Deus, a ressurreição de Cristo, o juízo depois da morte, a ressurreição final de todos os homens, a existência do inferno, dos demônios, do diabo etc.
Tudo isso, em outras palavras, é a negação total da doutrina cristã e por isso do Cristianismo.

 

9 - A HIERARQUIA EM UMBANDA
Não existe uniformização de ritual dentro dos vários terreiros. A extrema complexidade dos ritos para a evocação mágica dos orixás, eguns e exus, ou para outros “trabalhos espirituais de caridade”, reclama numeroso pessoal, suficientemente instruído e habilitado. É necessário tomarmos conhecimento da terminologia própria da Umbanda e das atribuições dos vário graus da hierarquia umbandista:
a. O chefe principal — ou chamado chefe do terreiro, é denominado geralmente “Pai de Santo” (tradução literal de babalorixá: baba = pai, orixá = santo) ou babalaô, babaloxá, babaluê, ou ainda: cacique, príncipe de Umbanda, senhor de Olorum; quando for mulher, é “Mãe de Santo”, ou simplesmente baba
b. Ogãs — homens que auxiliam diretamente o babalaô, tratando do cerimonial, dirigindo os trabalhos de incorporação dos médiuns, entoando os pontos cantados e zelando pela perfeita ordem do terreiro; conhecem as forças das ervas, os segredos e os efeitos dos pontos riscados, a comida dos Santos e sabem manejar a faca para sacrificar os animais. Quando mulheres, tem o nome de jabonan, jibonan ou “Mãe pequena”, que são encarregadas também de dirigir as danças e devem ocupar-se com as mulheres.
c. Cambones, cambonos ou cambandos e as sambas. Todos são “Filhos ou Filhas de Santo”. São auxiliares, competindo-lhes abrir o terreiro, receber qualquer babalaô, enxugar o rosto dos médiuns, evitar que se machuquem, socorrê-los quando em transe, ajudar nas danças e cantar para as grandes cerimônias. Os cambones prestam auxilio aos homens, as sambas as mulheres.
d. Médiuns, julgados em condições de incorporar ou receber os Orixás Menores. Na Umbanda esses médiuns, quando incorporados, são chamados também cavalos, aparelhos, moleques, etc.
Segundo a doutrina umbandista ele é chamado de cavalo porque o médium é realmente o cavalo de que se serve o cavaleiro (o guia, espírito ou orixá) para percorrer o caminho dessa nova espécie de apostolado da mentira: ensinar aos filhos da Umbanda a “vereda da luz”. Todo cavalo depois de domado, tem o seu cavaleiro; assim todo o cavalo de Umbanda , depois de desenvolvido, tem seu guia seu cavaleiro de Aruanda.

 

10 - INSTRUMENTO DA MAGIA UMBANDISTA
Está em uso uma infinita variedade de instrumentos na Umbanda, para a prática da Magia: Vestimentas as mais variadas, tambores, chocalhos, pembas de todas as cores (pedra de giz), ponteiros (punhais de aço), moringues de barro, velas de cera, fitas de seda, barbante (linha
crua), conchas marinhas, estrelas do mar, defumadores de toda as espécies, flechas, capacetes de penas (cocares), guias (colares de contas), plantas e raízes, charutos e cachimbos, fumo de rolo, pombos pretos, galos vermelhos ou pretos, sangue de boi, farofa de farinha de mandioca, bebidas, cervejas, várias espécies de vinhos, marafa (cachaça), azeite de dendê, mel de abelha, pólvora, carvão, enxofre em pedra ou pó, perfumes e essências, etc.

 

11 - JOGOS DE BÚZIOS
Muitos vão ao terreiro pedir ao “Pai de Santo” que “bote os búzios”, isto é, que interrogue os espíritos sobre determinado problema, sobre a natureza de alguma aflição ou doença, sobre o êxito de certos negócios, inclusive para resolver problemas políticos. “Búzios” ou “buzos”são pequenas conchas marinhas, por meio das quais os babalaôs se comunicam com os espíritos. Os búzios, depois de apanhados na praias, recebem um batismo, os búzios assim consagrados, são guardados dentro do altar. Normalmente o número de búzios é 12, mas este número pode aumentar até 16 ou 20. Os búzios recebem cada um o nome de um Orixá.
Doze búzios são convincentemente preparados pelo babalorixá; para se saber de alguma coisa, fecham-se os búzios na mão direita e depois, abrindo esta, como quem está jogando dados, atiram-se os búzios sobre a mesa. Os búzios formam então várias figuras, que são interpretadas pelo babalorixá. Quando o babalorixá está jogando os búzios, há sempre espírito junto dele e do consulente. Esses espíritos auxiliam o babalorixá a interpretar as figuras muito complicadas. Antes de iniciar a adivinhação, o babalorixá dirige uma pequena prece ao seu Guia e ao Guia do consulente. Estas consultas devem ser pagas e aí há muita exploração.

 

12 - OS EXUS DE UMBANDA E O CULTO AO DEMÔNIO
Toda e qualquer reunião de Umbanda inicia com um presente oferecido ao Exu, como dizem os umbandistas: “o agente mágico universal, por cujo intermédio o mundo dos vivos se comunica com o mundo espiritual., em seus diversos planos, pois este planeta, no qual habitamos, pertence aos Exus. É o exu (em outros lugares também denominado Zumbi, Cariapemba, Leba, o homem das encruzilhadas) o espírito mais invocado, e a ele são oferecidos o maior número de presentes (“despachos”).
E não se diga que o culto ao Exu é exclusivo da Quimbanda, da Macumba, do Candomblê ou do Batuque. Na Umbanda os Exus são constantemente invocados e trabalho algum é começado sem que sejam salvadas (isto é: reverenciadas) essas entidades; nenhum trabalho de Umbanda pode fazer-se sem antes ser riscado o ponto de segurança, chamado porteira, puxando-se um ponto (canto) adequado, dando-se algumas vezes um presente a Exu, quando se trata de um trabalho importante.
Pois bem, este autor, como, aliás, também outros pesquisadores de Umbanda, identificam os exus com os demônios. Dizem os umbandistas que os Exus podem dar forças suficientes para com o mal prejudicarem os outros. Os Exus atuam da maneira mais variada possível. Mostram-se mansos como cordeiros, porém o seu íntimo é uma gargalhada demoníaca de gozo. Podem ser usados também como armas contra os malefícios que outros fizeram, pois, interesseiros como são, tanto se lhes dá seja de um ou de outrem, a alma ou o espírito que pretendem arrastar.
O Exu é em via de regra interesseiro, e, se lhe recebe um presente (despacho), fatalmente ele irá cumprir o que lhe foi pedido, pouco se importando que o resultado bom ou mal possa repercutir no Mundo Terreno, pois que só lhe apraz fazer o que está errado e é para isso que eles existem. Sendo o Exu o dono principal das ruas e encruzilhadas, é a ele quem primeiro devem saldar, pois é somente com a sua licença que podem dirigir um trabalho de Magia, pelo fato de ser ainda ele o elemento mágico universal.
Pensam os umbandistas que Deus é bom e não faz nem pode fazer mal. Ele é o Pai bondoso de todos e tem obrigação de cuidar de seus filhos. Não precisam por isso de estar pedindo favores a Deus. Pedir a Deus seria até um sinal de desconfiança. Mas o Exu é ruim, sempre pronto a fazer das suas, para prejudicar e fazer o mal. Todavia, querendo, o Exu também pode favorecer e servir para o bem. É por isso que precisam se esforçar para estar de bem com ele. Daí a necessidade de cultuá-lo, de oferecer-lhe sacrifícios e presente. Então ele se põe às ordens e faz o bem (ou o mal) que lhe pedem.
Os Exus são numerosíssimos. Têm os nomes mais extravagantes: Exu Tranca Ruas, Exu Quebra Galho, Exu das 7 Poeiras, Exu das 7 Portas, Exu Tranca Tudo, Exu cheiroso, Exu da Capa Preta, Exu Tiriri,. Exu Calunga, Exu Morcego, etc. Cada um deles tem a seu serviço numerosos subalternos. Eles dividiram entre si o mundo, de que são os senhores imediatos, com liberdade sem restrições: uns mandam nos rios, outros nas matas, outros nas estradas, nas montanhas, nos cemitérios, nas soleiras das casas, etc. Vários deles (como Tranca Tudo e Tranca Ruas) fazem qualquer “serviço”. Outros têm especialidades: alguns possuem qualidades especiais para transmitir doenças, outros para produzir desastres, outros para matar, outros para seduzir moças, separar casais, etc. 

 

13 - CONCLUSÃO
A Umbanda está sendo considerada pôr muitos estudiosos como cultura do povo brasileiro. Ela é fruto do sincretismo entre o catolicismo medieval português, religiões africanas, culto dos ancestrais índios e o espiritismo de Allan Kardec. O desafio da Umbanda está diante da Igreja de Jesus Cristo no Brasil, que até hoje não se despertou suficientemente para reconhece-lá tal qual ela é, e considerar e calcular o preço envolvido em aceitar o desafio. Os praticantes da Umbanda de alguma forma entram em compromisso direto com demônios, pactuando-se com Satanás que se transforma em “anjo de luz”. Esperamos que esta análise possa ser útil a todos os que estão empenhados em batalhar diligentemente pela “fé que uma vez pôr todas foi entregue aos santos” Jd 3; Jo 8:32,36

 

14 - VOCABULÁRIO UMBANDISTA

Abacê — cozinheira que prepara as comidas de santo.
Acassá — bolo de milho
Agô — licença
Agô-iê — dai-me licença
Alá — dossel no terreiro, debaixo da qual se servem as comidas de santo
Amalá — comida de santo
Aparelho — médium em função
Atabaque — tambor
Babalaô — chefe de terreiro, pai de santo
Babalorixá — o mesmo que babalaô
Batuque — sapateado africano
Burro — médium em transe
Búzio — concha marinha, caracol
Cacimba — vasilha
Calundo — espírito protetor das parturientes
Calunga — cemitério
Calunga grande — mar
Cambiá — amuleto para ser enterrado
Cambono — auxiliar nos trabalhos do terreiro
Cambono colofé — auxiliar nas cerimônias de iniciação
Candombé — reunião de médiuns e pessoas com apetrechos apropriados para fazerem canjerê
Canjerê — despacho ou trabalho
Canjira — local de dança
Carau — comida de santo
Cavalo — médium em transe
Coité — vasilha, cuia
Congá — altar
Curiar — comer, beber
Curimba — dança
Demanda — questão, luta
Dumba — mulher
Ebó — milho branco preparado com azeite
Egum — espírito de pessoa falecida
Embé — sacrifício de animal
Embanda — mensageiro, porta-voz
Ebó — comida de santo
Epó — azeite
Exu — espírito mau, demônio
Filho de santo — médium em que se incorpora um orixá
Ganga — chefe de terreiro
Gongá — altar, santuário, local de trabalho
Guia — pulseira
Iansã — orixá feminino do vento, mulher de Xangô, patrona das mulheres livres. Santa Bárbara
Ibeji — orixás gêmeos, Cosme e Damião
Iemanjá — orixá feminino do mar. Nossa Senhora
Jabonã — mãe de terreiro, de segunda categoria
Kalunga — espelho
Karunga — mar
Macumba — vara de ipê ou bambu, cheio de dentes, com laços de fita em uma das pontas, na qual um indivíduo, com duas varinhas finas e resistentes, faz o atrito sobre os dentes, tendo uma das pontas da vara encostada na barriga e outra encostada na parede.
Marafa — aguardente, paratí
Mironga — mistério
Mucamba — mulher auxiliar do terreiro
Muginga — pipoca preparada para o ritual da troca de cabeça
Nunanga — vestes cerimoniais
Obá ­— céu
Ogã — babalaô de segunda categoria
Ogum — orixá das demandas. São Jorge (no Rio), e Santo Antônio (na Baía)
Omulu — orixá da morte, das pestes. São Lázaro
Orixá — divindade secundária, espírito de luz
Otá — fetiche, imagem de um orixá
Oti — bebida
Oxalá — chefe dos orixás, Cristo
Oxóssi — orixá das matas, da caça. São Sebastião (no Rio), São Jorge (na Baía)
Oxun — orixá feminino dos rios. Nossa Senhora
Pegi — altar
Pemba — giz, para riscar os pontos
Ponteiro — punhal
Ponto cantado — hino, canto evocativo
Ponto riscado — sinal cabalístico evocativo
Samba — mulher auxiliar da mãe de santo
Sangue — vinho
Saravá — saudação, cumprimento, “salve”
Ubá — casca de árvore
Urubatã — “caboclo”, chefe de falange.
Vumbi — cerimônia fúnebre, depois da morte de um pai de santo ou de um babalaô, a fim de afastar o seu espírito da sua casa
Xangô — orixá dos raios, das tempestades. São Jerônimo
Zambi — Deus
Zumbi — chefe, rei.


Astrologia

É um conhecimento do destino ou sorte de pessoas, negócios, nações, atividades, pela observação de astros. A astrologia de hoje explorada pelo espiritualismo não é primitiva que foi praticada na Caldéia. Aquela era uma ciência, a parte donde originou-se a ciência astronômica atual. Daniel, na Caldéia, foi posto como chefe dos astrólogos (Dn 2.48; 5.11). Mas sua sabedoria vinha diretamente de Deus (Dn 1.17; 2.27, 28) a prática mais comum da astrologia está nos horóscopos, que é um prognóstico baseado na posição dos astros com relação a hora e local do nascimento de alguém. Tal prática é proibida por Deus em passagens como & Is 47.13; Lv 19.26.
            O zodíaco é uma faixa imaginária nos céus na qual se movam o sol e os planetas.
            A astrologia é uma seita fatalista.

 

A popularidade atual da astrologia

a) Nos tempos atuais os astrólogos são cada vez mais consultados.
b) Pode-se encontrar revistas que oferecem horóscopos e conselhos astrológicos, se diz muito confidencialmente que número de homens e mulheres triunfantes de negócios não se atreviam a empreender em uma empresa importante sem antes consultar as estrelas (o mais importante dos planetas).
c) O número de adeptos da astrologia dos estados Unidos, se calcula uns 5 milhões.
d) Devemos perguntar portanto, se a astrologia é uma ciência, um passatempo legítimo, ou uma boa seita religiosa ou uma superstição.

 

A astrologia e a Escritura

São relativamente poucas as referências que a Escritura faz a respeito da astrologia, pois esta matéria fica compreendida em conceito geral da adivinhação totalmente proibida por ser uma forma de idolatria.
Embora possa se encontrar algumas referências da astrologia em Amós 5.21-26; Hb 7.41-45; 2Rs 23.5; Is 47.13, se denuncia astrólogos como a que contavam meses para prognosticar.
A palavra mago aparece uma só vez no AT (Jr 39.8-13) e de novo quando os magos foram a Belém (Mt 2.1,7,16) e quando o nome Elimas (se traduz mago) At 13.6-8; Is 14.12 trouxeram o portador de luz que brilha (faz referência a Vênus em sentido figurado ao rei da Babilônia).
Possivelmente que os magos de Nabucodonosor foram astrólogos iguais aos que foram seus homônimos egípcios antes que eles.

 

Os magos de Mt 2.1

Admite-se universalmente, porém, que esses magos eram astrólogos.
Quanto à sua origem as opiniões têm divergido muito. Pérsia, Partia, Babilônia e até mesmo o Egito, têm sido sugeridos como sendo a terra de onde partiram.
O recém nascido rei dos judeus recebe homenagem de sábios orientais; suas crenças (a não ser a referência à estrela, que não implica em qualquer opinião sobre a astrologia em geral) não são mencionados e, por isso mesmo, não são nem louvadas nem censuradas.
            A essa declaração pode ser acrescentada esta nota do Dicionário da Bíblia de Smith: Parece que os magos de Mateus eram “a um tempo astrônomos e astrólogos, mas, sem mistura de fraude consciente com sua busca de conhecimento mais elevados”.

 

Conclusão

            As revistas populares que fornecem conselhos para muitos meses futuros, sem levar em conta datas individuais e localidades de nascimento, são sem valor mesmo do ponto de vista da Astrologia séria. É fundamental para esta a convicção de que somos permanentemente ‘carregados’ de acordo com o signo sol, o qual nascemos individualmente.

 

+ Topo

Testemunhas de Jeová

Nomes adotados:
Aurora do milênio – nomes geralmente usados em tempos passados e indicava o início do milênio com avinda de Cristo.
Associação Internacional dos estudantes da Bíblia.
Russelismo – devido ao seu fundador. Charles Taze Russel.
Testemunhas de Jeová.
Torre de vivia – que é o nome da instituição “Sociedade de Bíblias e Tratados da Torre de Vigia”.

            Estes são os nomers pelos quais a seita é mais comumente conhecida no Brasil. Em países estrangeiros tem ainda outros nomes.

 

Falso sistema religioso das “Testemunhas de Jeová”. Nega a Divindade de Cristo.
            A Escritura ensina-nos claramente que nosso Senhor é “DEUS manifestado em carne” 1Tm 3.16 a sua eterna divindade é uma doutrina fundamental da Fé Cristã.
            Rutherford nega isto e diz-nos que Jesus era apenas um ente espiritual criado por Deus; dizem que era Miguel o Arcanjo, um ente poderoso.
            Russel, ao considerar Jesus apenas como ente espiritual nega a sua divindade antes da encarnação, também nega a sua divindade depois da encarnação. Aceita-o apenas como um homem perfeito. Nega ainda a divindade de Jesus depois da morte, pois afirma que apenas foi elevado a natureza divina. Por outras palavras insinua que Jesus nunca foi Deus nem nunca será.
            Rutherford dis que Deus tem 2 filhos: Lúcifer (Satanás) e Jesus. “Os três grandes entes...Jeová é o Pai, Logos e Lúcifer seus filhos”. Como é diferente esta doutrina da que aprendemos na Escritura. A palavra de Deus diz que ele “deu o Seu Filho Unigênito” & Jo 3.16.
            Como tal deturpação da Escritura dá causa a que se desonre o Senhor Jesus Cristo e exalte Satanás.
            Se queres conhecer Jesus Cristo e descobrir a sua divindade, deves estudar cuidadosamente o Evangelho segundo João, acompanhando este estudo com oração para que Deus te esclareça e te guie. Para alcançares este conhecimento não precisas de recorrer a qualquer dos livros que as chamadas Testemunhas de Jeová designam por ‘Livros Auxiliares’.

 

Deturpa a Palavra de Deus

            Em todos os livros de Russel e de Rutherford encontram-se citações bíblicas, que eles alteram sem escrúpulos para as adaptar às suas erradas doutrinas; vamos citar um exemplo do método descritivo que usam quando se trata de analisar um texto bíblico que lhe é contrário.
            No primeiro versículo de S.João “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Estas últimas palavras asseveram peremploriamente a divindade de cristo e vibram um golpe mortal nas teorias de Rutherford. Este teve a audácia de intercalar o artigo indefinido ‘um’ para que se lesse “O Verbo era [um] deus” (com ‘D’ minúsculo); e de novo ele escreveu: O Verbo era um deus (um dos poderosos).
            Os que assim deturpam a escritura podem facilmente forjar uma base para as piores teorias e para as mais perversas doutrinas.

 

Amesquinha a Cruz

            Na Palavra de Deus temos:
“Cristo morreu pelos nossos pecados” [ 1Co 15.3 ]
“Cristo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” [ 1Pe 2.24 ]
“Resgatados com o precioso sangue de Cristo” [ 1Pe 1.18,19 ]
“Cristo morreu pelos ímpios” [ Rm 5.6 ]

            As chamadas Testemunhas de Jeová parece ignorar em absoluto a Obra Redentora que Jesus consumou na cruz, obra perfeita e completa, querendo substituir essa obra, tudo quanto podem oferecer é o seguinte:
            O resgate por todos, dado pelo homem Cristo Jesus, não dá nem assegura a vida eterna ou a benção a qualquer homem, mas assegura a todos os homens uma 2ª chance oportunidade ou possibilidade de alcançarem a vida eterna.
            Quão diferente é Evangelho de Cristo.
No Evangelho, Deus oferece uma salvação plena e gratuita baseada na morte e ressurreição de nosso Senhor, à todo aquele que recebe Cristo como Salvador (Jo 1.12,13,16).
As chamadas Testemunhas de Jeová negam isto. Em vez das boas novas de Salvação, oferecem-nos um Evangelho estranho que não é o de Cristo. Prometem a possibilidade de alterar o destino da alma depois da morte e fundamentam as suas fantásticas conjecturas nos escritos do Pastor Russel.
Russel diz que a vida eterna não é dada agora. Ouçamos porém o que a escritura diz:
“Aquele que crer no Filho tem a vida eterna” (Jo 3.36). Estas coisas vos escreverei, a vós que credes no nome dom filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna (Jo 5.13).

 

Nega a ressurreição do corpo de Cristo

            Russel diz: “Era indispensável que o homem Jesus Cristo não revivesse; convinha que permanecesse morto – O homem Jesus Cristo está morto, morto para sempre. As chamadas Testemunhas de Jeová ensinam que o que se efetuou foi a ressurreição do espírito e não do corpo”. Rutherford diz: “Deus não só ressuscitou Jesus elevando-o à categoria de um ente divino, mas também removeu o corpo, segundo o seu divino propósito para um lugar próprio onde não pudesse ser a corrupção”. Russel até admite que o corpo de Jesus foi tirado do túmulo por meios sobrenaturais porque se ali tivesse ficado teria sido um obstáculo à fé dos discípulos.
            Coisa incrível. Imaginar que o corpo de nosso Senhor Jesus tenha sido dissolvido em gases ou preservado algures como um corpo humano sem vida.
            Os príncipes dos sacerdotes, para enganarem o povo, forjaram a mentira de que os discípulos tinham furtado o seu corpo. Agora as chamadas Testemunhas de Jeová inventam uma mentira ainda maior, como se Deus tivesse feito desaparecer o corpo de Jesus para enganar os discípulos.
            As Testemunhas de Jeová têm o atrevimento de dizer que, depois da ressurreição, cada vez que Jesus apareceu aos discípulos, o Senhor criou um corpo para com ele se revestir e assim convence-los de que estava vivo. Rutherford diz: “O Senhor criou um corpo com os sinais dos cravos para convencer Tomé. Quando os discípulos estavam dentro de casa com as portas fechadas, Jesus para lhes aparecer, criara um corpo que se dissolvia ao desaparecer”.
            Se isso fosse verdade, teríamos de admitir o inconcebível, isto é, que o Senhor criva corpo que simulava o seu para enganar os discípulos e levá-los a acreditar que o que viam e tocavam era o próprio corpo que tinham colocado no sepulcro de José.
            Por outras palavras, as Testemunhas de Jeová têm a audácia de considerar o nosso Senhor como enganador e fazer dos seus apóstolos e de mais 500 discípulos (1Co 15.6) crédulos tão ingênuos que facilmente se deixavam iludir.
            Nas investigações procedidas para por a descoberto os erros dos falsos sistemas religiosos nunca descobrimos coisa mais insensata e perversa do que esta.
            Querendo privar da sua divindade o nosso glorioso Senhor, eles não só blasfemam insolentemente como ainda tem o arrojo de proclamá-lo como um dos maiores embusteiros religiosos de todos os tempos.
            Damos a seguir um breve sumário dos verdadeiros ensinos da Sagrada Escritura, respeitantes a Jesus Cristo.
            “O Verbo era Deus” (Jo 1.1). Todas as coisas foram feitas por ele (Jo 1.3).
            O que edificou todas as coisas é Deus (Hb 3.14) tomou a forma de servo (Fp 2.7). Deus manifestou-se em carne (1Co 15.4).
“Lembra-te de Jesus Cristo que é da descendência de Davi” (2Tm 2.8). Vivamos aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13) que se deu a si mesmo pelos nossos pecados (Gl 1.4).
As Testemunhas de Jeová não seguem a sã doutrina. Errados como andam e fazendo errar os outros com ensinos que só corrompem os  entendimentos dos homens. “Destes afasta-te” (2Tm 3.5).

 

O QUE SÃO AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

1. INTRODUÇÃO:
A Sociedade opera legalmente em mais de 200 países e territórios, tendo também obreiros em mais de 20 outros lugares onde a organização, excede grandemente o seu quadro de membros, e isto se torna evidente pela grande circulação de revistas e livros publicados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados do Brooklyn, Nova York, a sede geral das Testemunhas de Jeová.
2. HISTÓRICO:
Fundada no início da década de 1870, nos EUA, a história das Testemunhas está dividida em cinco períodos que coincidem com os cinco presidentes que lideraram o movimento:


· Charles T. Russell (1852-1916)
· “Juiz” Joseph F. Rutherford (1869-1942)
· Nathan H. Knorr (1905-1977)
· Frederick W. Franz (1894- 1992)
· Milton Henchell


3. NO BRASIL
De acordo com a história oficial da Sociedade, os ensinos da Torre de Vigia chegaram a este país através de alguns marinheiros brasileiros que encontraram as Testemunhas de Jeová em Nova York em 1920. O primeiro representante da Torre de Vigia veio para o Brasil em 1922.

 

4. DOUTRINAS
As negações doutrinárias abrangem:
1.) Negação da Trindade
2.) Negação da deidade de Cristo (ponto de vista Ariano)
3.) negação da Personalidade do Espírito Santo (considerado como “força ativa de Deus”)
4.) Negação da imortalidade da alma humana (nas Escrituras a “imortalidade” se aplicaria ao corpo futuro do homem
5.) Negação do ponto de vista bíblico da Redenção (as Testemunhas de Jeová vêem a morte de Cristo como apenas a morte de um homem perfeito e como um “resgate correspondente”)
6.) Negação da ressurreição corporal de Cristo (as Testemunhas ensinam que Ele ressuscitou em espírito e se materializou em várias ocasiões para ser visto pelos Seus discípulos);
7.) Negação da salvação pela graça através da fé;
8.) Negação da salvação fora da sua organização;
9.) Negação da experiência do “novo nascimento” para todos (esta experiência, dizem eles, é somente para as “144 mil” Testemunhas da classe “ungida”);
10.) Negação da punição eterna dos perdidos (proclamam que o aniquilamento é o seu destino):
11.) Negação da volta visível e corporal de Cristo (a Sociedade diz que Cristo “voltou” invisível em 1914 e houve uma “ressurreição espiritual” invisível em 1918).

 

5. OUTRA CARACTERÍSTICA DOUTRINARIA

1.) A Bíblia não pode ser compreendida hoje sem a Sociedade;
2.) A transfusão de sangue é rejeitada – se uma Testemunha aceita recebe-la, poderá resultar em sua morte eterna:
3.) As Testemunhas recusam fazer o serviço militar, cantar o hino nacional e o juramento à bandeira – este último considerado um ato de idolatria;
4.) Os feriados e celebrações, como o natal, páscoa e aniversários são rejeitados como sendo de origem pagã:
5.) A atual volta dos judeus para a Palestina não é cumprimento da profecia. Israel foi colocado à parte e as promessas de Deus estão sendo cumpridas no “Israel Espiritual”, as Testemunhas de Jeová.

6. FALSAS PROFECIAS E CONTRADIÇÕES
· Datas marcadas para o Armagedom:                        · 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975.

7. PROBLEMAS COM A MEDICINA
· Proibição de vacinas: 1931 a 1952.                         · Proibição de transplantes de órgãos: 1967 a 1982.
· Proibição de transfusão de sangue: 1945 a.

 

2.1. BIBLIOLOGIA (DOUTRINA DA BÍBLIA):
"Meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida”. (A Sentinela, 01/12/91, p. 19);
A Bíblia não pode ser entendida sem a ajuda do Corpo Governante ou "escravo fiel e discreto” (a liderança mundial das Testemunhas de Jeová). Fundamentam isso em Mateus 24:45-47; Atos 8:27-38; 15:22, 28, 29 e Efésios 4:11, 12.

Refutação:
II Timóteo 3:15 — A Bíblia, única regra de fé e prática, é capaz de colocar a pessoa no caminho da vida – JESUS (João 1:45; 5:39, 46; Lucas 24:27, 44; João 14:6; Atos 4:12; 10:43; 16:30, 31; Romanos 10:9, 10);
2.1.2. TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO (VERSÃO DISTORCIDA DAS ESCRITURAS)
Gênesis 1:2 (força ativa, ao invés de Espírito Santo);
Lucas 23:43 (“Te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”, ao invés de “te digo que hoje...”);
Lucas 23:26 (estaca de tortura, ao invés de cruz);
João 1:1 (deus, ao invés de Deus);
Colossenses 1:16, 17 (acréscimo da palavra “outras”);
Tito 2:13 (acréscimo da preposição “do” entre o "Grande Deus e Salvador");
Hebreus 1:6 (prestem homenagem, ao invés de adorem), etc.

 

2.2. TEOLOGIA (DOUTRINA DE DEUS)
Jeová é um só, e não três. Somente Jeová é Deus (Deuteronômio 6:4);
Refutação
Deuteronômio 6: No hebraico há duas espécies de unidade:
a) composta (echad): Gênesis 2:24
b) absoluta (yachid): Juizes 11:34
Em Deuteronômio 6:4, a palavra é echad (ou achid), o que indica que na Divindade pode haver uma pluralidade.
Mt 3:16, 17: 28:19; João 14:26: 15:26; I Co 12:3-6; II Co 13:13; Ef 2:18; 3:1-5 14-17; 4:4-6; 5:18-20; I Pe 1:2; Judas 20,21.

 

2.3. CRISTOLOGIA (DOUTRINA DE CRISTO)
Ponto de vista ariano (Jesus é uma criatura) — Provérbios 8:22
É um anjo, o arcanjo Miguel (I Tessalonicenses e Judas 9).
Não é Deus como Jeová. É "um deus" (João 1:1, NM).

Refutação
1. Jesus é o Criador (João 1:3; Colossenses 1:16, 17; Hebreus 1:10 com 3:4);
2. Jesus e Miguel não são a mesma pessoa por duas razões:
· Daniel 10:13 com Colossenses 1:18 (Jesus tem a primazia; Miguel não tem); Mateus 4:10, 11; Marcos 1:25-27 e Judas 9 (Jesus tem autoridade absoluta sobre Satã; Miguel não tem);
3. Jesus é Deus como Jeová (João 1:1 – se fosse “um deus”, haveria politeísmo).
4. Outros textos sobre a divindade de Cristo: Is. 9:6 (cf. Is. 10:21), João 1:1,23 (cf. Is 40:3); João 8:58; 12:37-41 (cf. Is. 6:1-10); Hb 1:1-12 (cf. Sl. 102:25-27); Ap. 22:13.

 

2.4. PNEUMATOLOGIA (DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO)
O Espírito Santo é uma força ativa. A TJ escreve "espírito santo" ou força ativa de Deus.

Refutação
1. É Deus, como o Pai e o Filho (Atos 5:3-4);
2. É um ser pessoal (Atos 13:2; 10:19, 20; Efésios 4:30; João 16:14).
3. Outros textos sobre a personalidade do Espírito Santo: Mt 28:19; João 14:26; 16:13; Atos 10:19-20; Rm 8:26-27; I Co 12:11.

 

2.5 ANTROPOLOGIA (DOUTRINA DO HOMEM)
O homem não tem uma alma. Ele é uma alma (Gênesis 2:7)
A alma é mortal (Ezequiel 18:4)
O espírito é o "fôlego de vida" (Gênesis 2:7)

Refutação
1. O termo hebraico (nephes = alma), possui várias acepções: vida, ser, pessoa, criatura, etc.
2. O homem tem alma (Jó 14:22; 2 Reis 4:27; Salmo 43:5; I Tessalonicenses 5:23);
3. A alma após a morte (Gênesis 35:18; I Reis 17:22; Mateus 10:28; Apocalipse 6:9, 10);
4. O termo “alma imortal” não aparece na Bíblia, mas a idéia, sim (Mateus 10:28);
5. O espírito não é um "fôlego de vida": Daniel 2:1; Marcos 8:12; Atos 17:16; Romanos 8:16.

 

2.6. Soteriologia (doutrina da salvação)
A salvação é uma só; contudo, haverá duas esperanças: celestial e terrestre.
Para o céu irão somente 144.000 pessoas (Apocalipse [Revelação] 7:4; 14:3);
A “grande multidão” viverá na Terra (Salmo 37:29; Mateus 5:5; Apocalipse 7:9);

Refutação
1. A Bíblia apresenta uma esperança: a celestial (Ef. 4:4; I Pedro 1:3, 4);
2. A "grande multidão" também viverá no céu ["diante do trono"] (compare Apocalipse 7:9 com 7:11 e 14:1-3).

 

2.7. INFERNO (HADES E SHEOL)
Não é um estado ou local de tormento, mas a "sepultura comum da humanidade" (Sheol/Hades);
Para o "inferno" vão tanto os justos quanto os injustos, aguardando a ressurreição; neste ínterim, permanecem inconscientes ou num estado de inexistência;
Os que não merecem a ressurreição serão lançados na "geena" (= destruição eterna);
Satanás não será atormentado pelos séculos dos séculos.

Refutação
1. Sheol e Hades têm sido traduzidas por: morte, mundo ou mansão dos mortos, abismo, cova, sepultura, inferno, etc. O contexto deve determinar qual a palavra que será empregada: Jó 14:13; Gênesis 37:35; Isaías 14: 15; Apocalipse 1:18; 20:13.
2. A melhor tradução seria "mundo dos mortos" (bons e maus): Salmo 9:17 e Gênesis 37:35;
3. Lucas 16:19-31 (a um lado bom [seio de Abraão] e um ruim no mundo dos mortos);
4. A realidade do castigo eterno: Mateus 5:22; 13:42-50; 25:41, 46; Apocalipse 20:10; 21:8.
5. Outros textos sobre o castigo Eterno: Mt 25:46; 2Pe 2:17; Judas 13; Ap 19:20 com 20:10. A palavra grega basanidzo “atormentar” (Ap 20:10), em todo lugar em que aparece no Novo Testamento, fala de dor e sofrimento conscientes (cf. Mc 5:7; Lc 8:28: 2Pe 2:8; Ap 9:5; 12:2).

 

2.8. A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS
· Não ressuscitou fisicamente, mas em espírito (I Pedro 3:16);
· Materializou-se, assumindo vários corpos: João 20:11-16 (Maria Madalena não O reconheceu); Lucas 24:15-18 (Os discípulos de Emaús não O identificaram).

Refutação
1. Ressuscitou fisicamente: Mateus 28:6 com João 2:19-22; Salmo 16:9, 10 com Atos 2:25-31; Lucas 24:39, 40; João 20:25, 27; I Timóteo 2:5;
2. Maria não O reconheceu porque estava escuro e abalada emocionalmente: João 20:1, 11;
3. Os discípulos de Emaús estavam impedidos de O reconhecerem: Lucas 24: 16 31.
4. Outros texto s sobre a ressurreição corporal de Cristo: Sl 16:9-10 (cf. Atos 2:25-31); Mc 16:6: Lc 24:3-8 (cf. João 2:19-22); Lc 24:36-43; Rm 8:11: I Co 15:15.

2.9. A VOLTA DE JESUS
Seria invisível (em Mateus 24:3 aparece "presença" e não "vinda", na NM);
Voltou em 1914. Seria visto com os "olhos do entendimento" (Ef. 1:18).
Refutação
1. JESUS não falou em "presença", pois sempre estaria presente: Mateus 28: 20; 18:20;
2. Sua vinda será visível: Apocalipse 1:7; Mateus 24:30.
3. Os "olhos do coração" nos levam a perceber nossa vocação celestial, e não a "presença" de JESUS: Efésios 1:18A
4. Segunda vinda visível de Cristo: Zc 12:10; Mt 23:39; 24:30; Atos 1:11; 1Ts 4:16-17; Ap 1:7.

 

+ Topo