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Igreja

Quando se realiza a união entre Jesus Cristo e o pecador, estabelece-se naturalmente uma relação de fraternidade entre aqueles que estão em comunhão com Cristo. Uma reunião de crentes é, portanto, um produto da obra redentora de nosso Salvador, é a sociedade de todos aqueles que estão em direta relação com Ele próprio. Esta sociedade é designada de vária maneiras no NT; mas o seu mais importante título, o mais característico na presente idade, é o de "igreja". Ocorre para cima de cem vezes no NT. A palavra grega que está traduzida por Igreja (ecclesia), significa uma assembléia ou congregação, e por este termo se acha vertida na Bíblia de Lutero.

 

O Nascimento da Igreja
Quando começou a Igreja? Geralmente se fala do dia de Pentecostes como sendo o do nascimento da Igreja, porque foi então que, pela primeira vez, constituíram os crentes um corpo espiritual pela presença íntima do Espírito Santo. Mas em certo sentido começou realmente a Igreja Cristã quando dois dos discípulos de João Batista, ouvindo falar o seu mestre do Cordeiro de Deus, se uniram a Jesus (Jo 1.37). E já antes havia a Igreja judaica ou congregação, por too o tempo do AT. O termo "igreja" acha-se, pela primeira vez nos lábios do Senhor, em Mt 16.18, e logo depois em Mt 18.17; e são estas as únicas ocasiões em que se menciona a palavra nos Evangelhos. E isso mostra que foi intenção de Jesus fundar uma sociedade de caráter permanente.

O Início da Igreja
Como começou a Igreja? Querendo servir-nos do dia de Pentecoste como ilustração típica, pode-se dizer que a igreja começou pela aceitação da Palavra de Deus, pregada pelo apóstolo Pedro. Deste modo ficaram os crentes unidos a Cristo, e uns aos outros Nele. A ordem precisa dos acontecimentos devia ter sido cuidadosamente observada. Cristo era pregado, depois era aceito pela fé, e em seguida pela sua influência eram os arrependidos crentes filiados à Igreja. Havia um determinado contato de cada crente com Deus, pela obra da fé, no que respeita ao homem, e pela operação do Espírito Santo no que respeita a Deus. Em seguida vinha o ato ministerial do batismo. A narrativa que se acha em At 2, dá no NT uma idéia da igreja, nas suas linhas essenciais.

Razão da Existência da Igreja
Qual a razão da existência da igreja? Geralmente, foi para glorificar a Deus (Ef 3.10; 1Pe 2.9), mas especialmente para manter a fraternidade entre os cristãos, para dar testemunho ao mundo em nome de Cristo, e para maior extensão dos princípios evangélicos. E desta forma a igreja satisfez o instinto social, e ao mesmo tempo o proveu dos meios a empregar para estabelecer o Cristianismo no mundo. E nisto está o grande valor da igreja: ao passo que cada crente se salva pela sua união com Cristo, é, também, santificado, não isoladamente, mas em associação  com os outros. O lar, a escola, a aldeia, a vila, a cidade, o país, são ilustrações da vida social, que tem religiosamente a sua expressão na igreja.

O termo "igreja" acha-se no NT, em três diferentes acepções, embora estejam associadas. O mais antigo emprego da palavra refere-se aos cristãos de uma casa, ou de uma cidade, isto é, aos crentes de um só lugar. Em seguida nota-se um sentido mais vasto, significando um agregado de igrejas por certo tempo em diferentes lugares (1Co 10.32; 12.28); e alarga-se a significação do termo até ao ponto de abranger de um modo universal os cristãos de todos os tempos e de todos os lugares, constituindo o "Corpo de Cristo" (At 20.28; Ef 1.22; Cl 1.18). A igreja deve, portanto, ser encarada nos seus aspectos de vida interior e de vida exterior. Esta distinção faz-se, algumas vezes, por meio dos termos "invisível e visível", segundo é considerada a Igreja quanto à sua Cabeça espiritual, ou à sua organização terrena; ou segundo a sua vida espiritual e a sua existência temporal.  A Igreja é invisível pelo que respeita ao seu Chefe Divino e à sua vida espiritual; mas é visível em relação àqueles que a formam. Os dois aspectos, se os relacionarmos, não se harmonizam sempre de um modo exato. Um homem pode pertencer à Igreja visível, sem que por esse fato pertença à Igreja invisível. Pode ser membro da sociedade exterior, sem que isso signifique que esteja espiritualmente unido a Cristo. Tendo a vida da Igreja tomado diversas formas na sua existência de 20 séculos, somente podemos aceitar como absolutamente necessário para o seu bem-estar o que se acha no NT. Importa observar que nunca se empregou o termo "igreja" no NT para significar um edifício, mas sempre em relação com o povo crente em Jesus. Um estrita exatidão nos levará a evitar a expressão "igreja de Cristo"; porquanto o singular nunca é usado. Usa-se o plural desta maneira - "igrejas de Cristo". É, também, muito importante ter em vista a idéia da igreja universal como primitivamente espiritual, sendo mais um organismo do que uma organização. É esta idéia espiritual da igreja que predomina em Efésios, e por ela devíamos ser orientados a respeito da igreja local, da universal, e do ministério. A verdadeira doutrina  da igreja pode resumir-se nas bem conhecidas palavras: "Onde está Cristo, ali está a Sua igreja" e se nos perguntarem: "Onde está  Cristo?" a resposta deve ser: "Cristo está onde opera o Espírito Santo, porque é somente esta força divina que realmente apresenta Cristo aos homens." E se ainda formos interrogados de outra maneira: "Onde está o ES?" a resposta é óbvia: "O ES se mostra pela Sua graça e poder nas vidas das pessoas."

Devemos ter muito cuidado em não dar valor excessivo à posição e importância da Igreja. A expressão "por meio de Cristo para a igreja" é inteiramente certa; 'da igreja para Cristo" é somente certa em parte. Nunca devemos colocar a igreja entre o pecador e o Salvador; mas se, por outro lado, exaltarmos e honrarmos a Cristo, terá sempre a igreja o seu próprio lugar, e será apreciada como deve ser.
Devemos, também, ser cuidadosos em não depreciar a posição da igreja. O cristão precisa da igreja para tudo aquilo que está relacionado com o culto - a fraternidade, a evangelização, e a edificação. Devemos cultivar a unidade da igreja e a fraternidade da maneira mais proveitosa, a fim de se realizar o propósito divino: "Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria  de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades nos lugares celestiais" (Ef 3.10)

 

A IGREJA
Igreja é um grupo de pessoas que se reúnem para aprender sobre Deus e adorá-Lo. sempre No tempo do Novo Testamento era um termo novo, que aparece só em dois versículos dos Evangelhos (Mt 16:18 e Mt 18:17). Lucas o usou bastante no livro de Atos tornando-o mais comum. Paulo também escreveu sobre a igreja na maioria de suas cartas; e João, no Apocalipse.

 

O QUE É IGREJA?
No Velho Testamento Israel era simplesmente "a congregação". A palavra era também usada pelos primeiros cristãos. Com freqüência os cristãos se referiam a si próprios como a igreja ou a congregação. De fato, este é o real significado da palavra "igreja", que se aplicava tanto a todos os fiéis no mundo como para qualquer grupo local. Significava a presença total de Deus num dado local.

O Novo Testamento freqüentemente usa o singular "igreja" mesmo quando muitos grupos de fiéis se reúnem (At 9:31; 2Co 1;1). O termo "igrejas" é raramente encontrado (At 15:41; 16:5). Cada grupo era o lugar onde Deus estava presente (Mt 16:18; 18:17). Deus comprou a congregação com o sangue de seu Filho (At 20:28). No mundo grego, "igreja" designava uma assembléia de pessoas ou reunião. Podia ser um grupo político ou simplesmente um ajuntamento de pessoas. A palavra é usada com esse sentido em At 19:32, 39, 41.
Os usos cristãos específicos dessa palavra variam amplamente no Novo Testamento.
1. Algumas se referem a uma reunião de igreja. Paulo diz aos cristãos em Corinto: "...quando vos reunis como igreja."(1Co 11:18). Isso significa que os cristãos são o povo de Deus, especialmente quando se juntam para adoração.
2. Em textos como Mt 18:17, At 5:11, 1Co 4:17 e Fp 4:15, "igreja" se refere a todo o grupo de cristãos morando num lugar. Com freqüência, se refere à localização específica de uma congregação cristã. Observe as frases "a igreja em Jerusalém" (At 8:1), "em Corinto" (1Co 1:2), "em Tessalônica" (1Ts 1:1).
3. Em outros lugares, reuniões de cristãos nas casas são chamadas igrejas. Por exemplo, alguns se reuniam na casa de Priscila e Áquila (Rm 16:5, 1Co 16:19).
4. Através do Novo Testamento, "a igreja" se refere à igreja universal. Todos os fiéis pertencem a ela (At 9:31; 1Co 6:4; Ef 1:22; Cl 1:18). A primeira palavra de Jesus sobre o fundamento do movimento cristão em Mt 16:18 tem esse sentido mais amplo: "Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela".

A igreja é uma realidade universal. Mas em sua expressão local, Paulo a ela se refere como "a igreja de Deus" (1Co 1:2; 10:32) ou "as igrejas de Cristo" (Rm 16:16). Dessa forma um termo grego comum recebe seu significado cristão distinto. Ela faz uma distinção entre assembléia/ajuntamento/comunidade cristã e todos os outros grupos seculares ou religiosos.
A comunidade cristã se aceitou como a comunidade dos tempos finais. Ela se viu como um povo chamado para cumprir os propósitos de Deus em enviar Jesus de Nazaré e sua divina presença. Assim, Paulo diz aos cristãos de Corinto que eles são aqueles "sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1Co 10:11). Isto é, Deus chamou de novo povo tanto o judaísmo como o mundo gentio. Eles receberiam o poder do Espírito Santo. Compartilhariam as Boas Novas (Evangelho) do amor absoluto de Deus pela sua criação (Ef 2:11-22). Os Evangelhos nos relatam que Jesus escolheu 12 discípulos que se tornaram base desse novo povo. Entendia-se que a igreja era o preenchimento da intenção de Deus em chamar Israel para ser "luz para os gentios, para seres a minha salvação até a extremidade da terra" (Is 49:6; Rm 11:1-5). Nessa nova comunidade as velhas barreiras de raça, posição social e sexo seriam derrubadas. "Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3:28). Essa entidade é chamada "corpo de Cristo". Paulo é o único dentre os escritores do Novo Testamento a falar da igreja como corpo de Cristo (Rm 12:5; Ef 1:22-2, 4:12; 1Co 12:12-13).

O pensamento de Paulo pode ter duas explicações:
1. A experiência da estrada de Damasco. Conforme relatos no livro de Atos, Jesus se identifica com seus discípulos perseguidos (At 9:3-7, 22:6-11, 26:12-18). Na perseguição aos primeiros cristãos, que formavam um corpo, Paulo estava de fato lutando contra o próprio Cristo.

2. O conceito hebreu de solidariedade. Paulo era hebreu de hebreus (Fp 3:5) e nesse contexto, o indivíduo é totalmente considerado parte de uma nação, não tendo via real isolada do todo. Ao mesmo tempo, todo o povo pode ser representado por um indivíduo.

A realidade dessa íntima relação entre Cristo e sua igreja é vista por Paulo como análoga à unidade e conexão do corpo físico (Rm 12:4-8, 1Co 12:12-27). Assim, todas as funções do corpo têm seu lugar exato. Divisão no corpo (isto é, na igreja) revela que há algo doente nele. Por diversas vezes Paulo exortou o "corpo de Cristo" à unidade.

REUNIÕES DA IGREJA
A palavra grega ecclesia é normalmente traduzida como "igreja". O Novo Testamento algumas vezes fala de uma assembléia grega secular (At 19:32,41). Em muitas passagens, como em 1Co 14:19,28, 35, Paulo se refere a igreja como uma reunião de fiéis que formam uma congregação local. Igreja também pode significar todos os fiéis (passados, presentes e futuros) que formam a igreja universal, o completo corpo de Cristo. Há muitas igrejas citadas no Novo Testamento, às quais os apóstolos escreveram cartas de exortação, aconselhamento e instrução (Rm 16: 3-5, 14, 15: 1Co 1:1; 16:19-20; Cl 4:15-16; Fm 1:1-2).

ADORAÇÃO
Quando a igreja se iniciou em Jerusalém, os fiéis se reuniam nos lares para comunhão e adoração. At 2:42-47 nos conta que os primeiros cristãos se reuniam nos lares para ouvir os ensinamentos dos apóstolos e para celebrar a Comunhão ("o partir do pão"). Nesses encontros, também compartilhavam refeições (2Pedro 2:13; Jd 1:12), recitavam as Escrituras, cantavam hinos e salmos e alegremente louvavam ao Senhor (Ef 5:18-20, Cl 3: 16-17). Também se reuniam nos lares para orar (At 12:12), ler a Palavra e para ouvir a leitura de uma carta dos apóstolos (At 15:30, Cl 4:16).

 

Eclesiologia

A Doutrina da Igreja
O SIGNIFICADO DO CONCEITO DE IGREJA, A IGREJA LOCAL E A IGREJA UNIVERSAL.

 

QUAL O SIGNIFICADO DE IGREJA?
A palavra provém do grego ekklesia (assembléia). Entende-se por igreja a totalidade dos salvos em Cristo, dos que estão compromissados com a obra do Senhor, dos separados (santos) pela aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. A igreja é aqui na terra o corpo místico de Cristo. Nesta acepção, é chamada igreja invisível, a que tem vida interior, espiritual. Cristo é a cabeça desse corpo. Dá-se o nome de Igreja Local ao grupo de pessoas ­ chamadas de membros - unidas na mesma fé em Cristo Jesus, que se reúnem regularmente em determinado lugar, sob a coordenação e direção de um chefe espiritual. Neste caso, chama-se igreja visível, ou seja, a igreja institucional, organizada, formal, terrena. Individualmente, o membro da igreja não é igreja. O termo “igreja” foi mencionado pelo Salvador em duas ocasiões:
1) “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Marcos 16.18). “Tu és Pedro” (“petros”, palavra grega designativa de pequenos blocos rochosos, fragmentos de rocha, pedras pequenas, pedras de arremesso). “Sobre esta pedra (“petra”, rocha grande e firme). Logo, a Igreja seria firmada sobre a Rocha. Jesus é a “petra”, a Rocha sobre a qual Sua Igreja está edificada (Daniel 2.34; Efésios 2.20; Atos 4.11; Romanos 9.33; 1 Coríntios 10.4; 1 Pedro 2.4). Se a Igreja é o corpo de Cristo, Pedro não poderia ser o cabeça da Igreja. A cabeça desse corpo é o Senhor Jesus (Efésios 1.22-23; Colossenses 1.18).
2) “E, se não as ouvir [as testemunhas] dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e cobrador de impostos” (Mateus 18.17). Entre Cristo e a Igreja existe plena comunhão (Mateus 18.20; Marcos 16.15-18).
A leitura de 1 Coríntios 12.12-27 será proveitosa para melhor compreensão do assunto. Figuradamente e de forma indevida, dá-se o nome de igreja ao templo onde os irmãos se reúnem em assembléia. A Igreja é, em última análise, o povo de Deus: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). Outras referências: Atos 20.28; Efésios 3.10; 1 Pedro 2.1-10.

 

O QUE DIFERENCIA AS IGREJAS PENTECOSTAIS DAS OUTRAS?
Os termos "igreja pentecostal", "crente pentecostal" e "movimento pentecostal" lembram a manifestação sobrenatural do Espírito Santo no dia de Pentecostes, em Jerusalém. Pentecostes é o qüinquagésimo dia depois do segundo dia da Páscoa. Esta solenidade é chamada pelos judeus de "a Festa das Semanas", e foi instituída para obrigar os israelitas a dirigirem-se ao templo, reconhecerem o domínio do Senhor e comemorarem a entrega da Lei a Moisés, no monte Sinai, 50 dias depois da saída do Egito. O Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus, por ocasião do Pentecostes. Os discípulos receberam o dom do Espírito Santo e passaram a "falar em línguas estranhas", tal como descrito em Atos 2.1-4. Dá-se o nome de PENTECOSTAL ao crente ou denominação religiosa que crê na contemporaneidade do batismo no Espírito Santo, isto é, que recusa a crença de que aquela manifestação do Espírito de Deus, em Pentecostes, foi único, específico. Dizemos, porém, que aquela experiência sobrenatural vem se repetindo ao longo de dois mil anos, "porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar" (At 2.39).

 

OS SACRAMENTOS SALVAM?
Nisto há vários séculos de discordância entre católicos e protestantes. A Igreja Católica, em seu Catecismo, de 1994, diz: "A Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação" (Pg. 318). Ora, os sacramentos são obras decorrentes da nossa fé em Jesus Cristo. Quem vai às águas para ser batizado ou quem participa da ceia do Senhor são os salvos, os que crêem. As boas obras são decorrentes da fé. Somos salvos PARA as boas obras; não somos salvos PELAS obras. Vejamos alguns exemplos e considerações:

  • Do ladrão na cruz, salvo pelo seu arrependimento e fé, Jesus não exigiu batismo ou eucaristia (ceia do Senhor), mas lhe afirmou categórico: "Hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23.43).
  • O eunuco da Etiópia foi batizado após haver sido salvo pela fé em Jesus Cristo (Atos 8.36-38).
  • O carcereiro de Filipos foi batizado após receber a salvação pela fé em Jesus Cristo: "A seguir foi ele batizado, e todos os seus" (Atos 16.30-33). Ver outros exemplos em Atos 2.41; 8.12; 8.13;18.8.
  • A Palavra diz: "Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus, NÃO DAS OBRAS, para que ninguém se glorie; pois somos feitura sua, criados em Cristo para as obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2.8-10). A Bíblia não afirma que é preciso ser batizado ou receber qualquer sacramento para ser salvo, mas diz: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (Atos 16.31).
  • Se a afirmação do catolicismo ("os sacramentos salvam") tivesse respaldo bíblico, todos os não católicos, incluídos os protestantes, estariam condenados, porque alguns sacramentos somente estão disponíveis na Igreja Católica. Por exemplo, os evangélicos não recebem crisma e não fazem confissão auricular.

 

A IGREJA PODE PERDOAR PECADOS?
Quando falamos IGREJA estamos falando dos salvos em Cristo Jesus, em todo o mundo. Comecemos pelo seguinte versículo:
“Disse-lhes Jesus de novo [aos discípulos]: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Aquele aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20.22-23).
Norman Geisler e Thomas Howe (Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia), à página 432, assim explica:
“João 20.22-23 – Essa passagem dá suporte à posição católica de que os seus sacerdotes têm poder de perdoar pecados? PROBLEMA: Os católicos romanos declaram que Jesus deu aos seus discípulos o poder de perdoar pecados, e que esse poder passou para os sacerdotes católicos através dos séculos. Esse texto dá suporte a tal posição? SOLUÇÃO: Jesus de fato deu aos seus discípulos o poder para perdoar pecados, e esse poder ainda permanece até hoje. Entretanto, ele não é exclusivo dos sacerdotes católicos. Todo crente em Jesus possui o mesmo poder com base em sua confiança na obra completa realizada por Cristo. Observe o contexto da passagem”.
“Primeiro, muitos vêem isso como uma extensão do poder prometido em Mateus 18.18 de ligar e desligar com as “chaves do reino dos céus”(Mt 16.19). Esse poder é dado a todos os apóstolos, e não somente a Pedro. À medida que a missão da Igreja se estende “até a consumação do século” (Mt 28.20), Cristo está “presente” para perdoar pecados com todos aqueles que pregarem o Evangelho, em qualquer tempo ou lugar. Além disso, é nesse versículo que está a passagem paralela de João a respeito da grande comissão. Jesus a introduz com as palavras: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Mas não são apenas os clérigos (oficiais da igreja) que são comissionados a servir a Cristo; cada crente chamado para ser uma testemunha (cf. Mt 28.18-20; 2 Co 4.1ss)”.
“Finalmente, esse poder está presente somente pelo Espírito Santo. Jesus disse em João 20.22: “Recebei o Espírito Santo” e novamente em Atos 1.8, “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Todos os crentes, portanto, têm esse mesmo poder de PRONUNCIAR O PERDÃO DE PECADOS [o realce é nosso}, como testemunhas das boas novas de Cristo por todo o mundo. Nesse versículo não há absolutamente nenhuma menção de que esse poder fosse ficar residente em apenas um grupo sacerdotal ou num determinado grupo de clérigos. É apenas o equivalente da passagem de João que se refere à grande comissão, dada a todos os crentes, para que proclamem a mensagem do perdão de Jesus Cristo a todo o mundo (cf. Lc 24.47)”.
O Novo Comentário da Bíblia, Edições Nova Vida, 1990, II vol. p. 1097, assim comenta João 20.23:
“Os comentaristas discordam se esta comissão se aplica somente aos discípulos ou a outros, também. Jesus confere-lhes o poder de perdoar ou de reter os pecados. Em virtude da sua íntima comunhão com Cristo, eles têm autoridade de agir em Seu nome; tornaram-se veículo do perdão divino e agentes ou da remissão, ou da retenção, do pecado. Este poder que lhes foi outorgado consiste em proclamar, com autoridade, o perdão mediante a morte vicária de Cristo. A autoridade de Cristo lhes é concedida pelo Espírito que mora neles. Esta autoridade não se limite aos ministros consagrados da Igreja mas abrange toda a Igreja, que deriva sua autoridade do Espírito que vive nela e dos ensinos do Cabeça da Igreja”.
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Cremos que devemos anunciar o perdão que há em Cristo Jesus, perdão esse obtido pelo arrependimento. Vejam: ... “E em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão [perdão] dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24.47).
Pedro disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados...”(Atos 3.19). Pela pregação da Palavra, a Igreja deve levar o pecador ao arrependimento, e dizer-lhe que, segundo a mesma Palavra, seus pecados estão perdoados. Os pecados decorrentes de ofensas recíprocas devem ser perdoados por iniciativa dos envolvidos (Mateus 5.23-25; 6.12; 2 Coríntios 2.5,6,7,10). Em suma, quem perdoa é Cristo. Somente Ele conhece os segredos de nossos corações. Somente ele sabe se houve sincero arrependimento:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9).

 

QUAL A POSIÇÃO CRISTÃ DIANTE DAS IMAGENS ESCULPIDAS?
Podemos fazê-las? (Êx 25:18: "Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades do propiciatório". 1Rs 7:28-29: "Tinham painéis que estavam entre molduras, sobre os quais havia leões, bois e querubins".
São abominações aos olhos do Senhor? (Êx 20:4: "Não farás para ti imagens de escultura". Lv 26:1: "Não farás para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua". Dt 27:15: "Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominável ao Senhor". Jr 8:19: "Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?"

 

RESPOSTA
É proibido usar imagens como ídolos, para objeto de adoração ou veneração. Daí porque o texto em Ex 20.5 diz: Não te encurvarás a elas [ajoelhar-se, inclinar o corpo num gesto de reverência, baixar a cabeça em adoração; beijá-las] nem as servirás [servi-las com hinos, flores, rezas,velas, sacrifícios, promessas, procissão, coroas, festas, ofertas em dinheiro ou outros bens, colocá-las em redomas, em altares; prestar culto).
Os querubins e outras imagens feitas por ordem de Deus não deveriam ser adoradas ou veneradas. Deus não ordenou qualquer veneração ou adoração aos querubins. Estes se encontravam em local de acesso restrito (o lugar Santo dos Santos), onde os fiéis não tinham acesso. O mesmo ocorreu com a serpente de bronze (Nm 21.8). O rei Ezequias destruiu a serpente quando notou que o povo lhe estava rendendo homenagens (2 Rs 18.4). Nem por isso Ezequias foi admoestado por Deus, porque somente Ele é digno de honra e glória. Tanto a serpente, como os querubins, foram admitidos por Deus numa situação específica, para um caso específico, segundo a Sua soberana vontade, para ornamentação, não se constituindo uma doutrina. Muitos estão mortos em seus pecados (idolatria) porque estão adorando a criatura, representada por uma imagem, em lugar do Criador.

 

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