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Jejum

Abstinência ou abstenção total ou parcial de alimentação em determinados dias, por penitência ou prescrição religiosa ou médica. (Dicionário Aurélio)

Jejum é uma prática muito comum no meio religioso,  todas as religiões existentes, cristãs ou não, usam desta forma de sacrifício para louvar as suas divindades.

Mas o que verdadeiramente é o jejum para os cristãos?
Uma simples abstinência de alimentos! Não!
Infelizmente muitos têm olhado para o jejum como um fardo difícil de ser carregado e ignorado o verdadeiro sentido desta abstinência. Ficam sem alimentar-se por um período levado pelas circunstâncias (determinação da igreja ou algo semelhante), porém, não conseguem ver a grandeza deste ato de louvor ao Senhor. Infelizmente resumindo: Passam Fome!

Em Isaias 58.6,7 está escrito:
“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade,   que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces   todo o jugo?  Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?"

O Senhor  está ensinando através de seu profeta, que o jejum deve envolver todo o nosso ser, a vontade é subjugada, a mente volta-se para Ele.  São momentos nos quais  devemos fechar a porta para a existência  e abrir-nos totalmente para o Senhor.  Longe de ser algo mecânico, ou encarado como uma obrigação, no entanto deve ser um ato que parte de nosso íntimo um reconhecimento da glória do Pai e do prazer em humilhar-se em sua presença.
Este ensino é dado ao povo escolhido  desde os tempos dos reis,  como uma prática agradável e que geralmente movia o coração do Senhor. Sua pratica era geralmente em situações difíceis, em que o socorro divino era indispensável.

 

Veja o exemplo de Davi:
“... Jejuou Davi e, ... passou a noite prostrado...”  2 Sm 12.16
Vejamos alguns textos que nos leva a conhecer diversos momentos em que o jejum foi extremamente necessário.
Jl 1.14, 2.12;  2 Sm 1.12;  Lc 5.33-35;  Sl 35.13;  Dn 6.18;  Et 4.16;  At 13.3, 14.23  etc
O jejum era uma prática comum entre os grandes servos do Senhor, pois sabiam que era uma forma de reabastecer-se, de renovar as forças para enfrentar as difíceis batalhas que tinham pela frente em seus ministérios e até mesmo na vida cotidiana. 
Veja alguns exemplos:
Jesus:  Mt 4.2;  Moisés: Ex 34.28; Elias: 1Rs 19.8; Paulo: 2Co 11.27; Cornélio: At 10.30; Ana: Lc 2.37; Davi: 2 Sm 12.16; Neemias: Ne 1.4; Ester: Et 4.16; Daniel: Dn 9.3  entre outros.
O jejum também era feito coletivamente, praticado simultaneamente  pela nação, numa cidade, pela igreja  etc.

Leia os exemplos:
Nação: Israel Jz 20.6, Ed 8.21, Jr 36.9 etc; Cidade: Ninivitas Jn 3.5-8;
Lideres: Apóstolos 2 Co 6.5; Igreja:  Primeiros Cristãos At  13.2
Apesar de ser uma prática comum no seio da igreja do Senhor, na Bíblia vemos poucos ensinamentos a respeito de como praticá-lo.                                        

 

Em Mateus 6.16-18 vemos uma recomendação do Mestre em relação ao jejum:
“Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,  Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Infelizmente este precioso ensinamento dado por Cristo pouco tem sido observado nos dias atuais, nos quais vive-se muito a aparência. E passar uma imagem de crente praticante deste sacrifico coloca sobre as costas uma capa de santidade. E o que deveria ser em secreto, torna-se extremamente aparente, à semelhança do Fariseu que se exaltando dizia a todos:
“Jejuo duas vezes por semana...” Lc 18.12
Nestes dias apocalípticos, a simplicidade da palavra já não tem lugar e muitos têm tentado explicar o inexplicável, e neste afã, inventaram diversas normas para a prática do jejum.
E cada Pastor, impõe as suas ovelhas formas predefinidas e até absurdas para sacrificar ao Senhor.
A palavra, porém, aponta para a voluntariedade é um pacto entre a pessoa e Deus; que   nasce no coração, com o  desejo de agradar ao Mestre. É uma forma de nos humilharmos em sua presença, clamando pela sua misericórdia ou demonstrando a nossa gratidão pelo seu amor.
Estava em Porto Seguro - BA, e por estar com a Bíblia na mão, aproximou-se um jovem crente. Começamos a conversar sobre as coisas espirituais e ele confidenciou-me que estava em jejum e por determinação do pastor, nem mesmo a saliva poderia engolir.
Uma irmã contou-me, que para um verdadeiro jejum, teria que ficar em casa, orando e lendo a Bíblia e não poderia conciliar trabalho e jejum.
E como estes exemplos radicais, há muitos outros.
Ditar normas e formas de sacrificar ao Senhor  é colocar fardos pesados sobre as pessoas e muitos são induzidos ao erro.
E isto é andar em sentido contrário, pois Cristo veio tirar os fardos pesados difíceis de serem carregados, no entanto, muitos chamados homens de Deus, fazem questão de colocá-los sobre os ombros das ovelhas.
O que deveria verdadeiramente ser ensinado e cobrado pelos pastores era a condição única de santificar-se, deixando o pecado e de voluntariamente  chegar-se diante do Pai e fazer um pacto de sacrifício.
Na prática do Jejum  é indispensável:

A) Leitura da Palavra  -  Meditar nos ensinamentos, vivenciá-los
B) Oração  -  Jejum sem oração, não é jejum!  Deve-se esta em oração constante!
E para orarmos, só precisamos de vontade. Ora-se: andando pelas ruas; dirigindo; em casa; trabalhando; no metrô, trem ou ônibus; enfim em todos os lugares!
Orar é falar com Deus, como ele conhece nossos pensamentos, não há necessidade de sairmos pelas ruas clamando em voz alta. É só você e Deus! Ele te ouvirá.
C) Estar em Espírito - É viver com a mente voltada para os céus, ligado nas coisas espirituais.
É uma condição de vida para todos os Servos do Senhor, em tempos de jejum ou não. 
“ Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.”  Sl 51.17
Quanto à forma de jejuar, esta depende do mover do Espírito Santo ou de sua própria opção, cito alguns exemplos:

a) Ficar por um período sem alimentar-se: 12, 24 ou mais horas.
b) Excluir da alimentação por um período pré-estabelecido algum item.
Exemplo: Carne, refrigerantes, doces, etc
c) Não se alimentar com produtos fermentados.
d) Alimentar-se só com raízes.
e) Alimentar-se apenas com líquidos por um tempo determinado.
f) Faça segundo o teu coração com o objetivo principal de honrar ao Senhor.
No Jejum, temos que afrontar a carne, lutar contra ela, humilhá-la, ir contra nossa própria vontade.  Portanto é inconcebível  que alguém venha oferecer um sacrifício que não vá doer na carne. Por exemplo:
Querer excluir da alimentação o refrigerante por um período, quando normalmente você bebe esporadicamente. 
Certamente será em vão!

 

É Preciso ir contra a carne!  Afrontá-la!
“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o  Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” Rm 14.6-9
E assim deve ser o nosso viver, tudo quanto façamos, que seja feito no Senhor.
Consulte mais sobre jejum, veja os textos:       
1Rs 21.9; 2Cr 20.3; Ed 8.21; Sl 35.13, 69.10;  Jr 36.6; Dn 6.18, 9.3; Jl 1.14, 2.15; Jn 3.5; Zc 8.19; Mt 15.32, 17.21; Mc 8.3; Lc 2.37; At 14.23, 27.9; 2Co 6.5, 11.27

 

ACERCA DO JEJUM
O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico.

Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto. Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.
Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

 

1 - A BÍBLIA ORDENA O JEJUM?
Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como "o dia do jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como "o jejum" (At.27:9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo.
Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:
"Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mt.6:16-18).

 

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!
Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus. Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!
O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

 

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por 40 dias e 40 noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo - Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:
"Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." (Lc.5:33-35).
O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse "tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.
Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:
"Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?" (Is.58:3a).
E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
"Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto." (Is.58:3b,4).
Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

 

2 - O PROPÓSITO DO JEJUM
Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: "O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus". O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.
Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
"Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos." (Mc.2:22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo. Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de "renovar" nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.
Alguns acham que o jejum é uma "varinha de condão" que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação. O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.
Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

 

A - No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
Consagração - O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);
Arrependimento de pecados - Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);
Luto - Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);
Aflições - Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);
Buscando Proteção - Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);
Em situações de enfermidade - Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);
Intercessão - Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)

 

B - Nos Evangelhos
Preparação para a Batalha Espiritual - Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);
Estar com o Senhor - Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);
Preparar-se para o Ministério - Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);

C - Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
Ministrar ao Senhor - Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);
Enviar ministérios - Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
Estabelecer presbíteros - Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).

 

3 - DIFERENTES FORMAS DE JEJUM
Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:
A - Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:
"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas." (Dn.10:2,3).
O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.
B - Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):
"Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome." (Mt.4:2).
Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).
C - Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:
Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:
"Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci." (Et.4:16).
Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:
"Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu."(At.9:9).
Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

 

4 - A DURAÇÃO DO JEJUM
Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.

Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:
1 dia - O jejum do Dia da Expiação
3 dias - O jejum de Ester (Et 4:16) e o de Paulo (At 9:9);
7 dias - Jejum por luto pela morte de Saul (1Sm 31:13);
14 dias - Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At 27:33);
21 dias - O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn 10:3);
40 dias - O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc 4:1,2);

 

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex 34:28) e Elias (1Rs 19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina.

O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará "preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:
"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes.
Melhor é que não votes do que votes e não cumpras". (Ec 5:4,5).
É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

 

5 - O JEJUM PROLONGADO
Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto - Lc.4:1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.
Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

 

6 - PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO?
Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.
Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam. Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não "sofrer" muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um "regimezinho", pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!... mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.
Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e "fui atrás" , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.

 

Como começar o Jejum ?
Como começar e conduzir o seu jejum irá determinar grandemente o seu sucesso. Seguindo estes sete passos básicos para o jejum, você irá tornar o seu tempo com o Senhor muito mais significativo e espiritualmente recompensador.

 

PASSO Nº 1: Defina Seu Objetivo
Por que você está jejuando? É para a sua renovação espiritual, por direção, cura, solução dos problemas, graça especial para enfrentar uma situação difícil? Peça ao Espírito Santo que mostre claramente a sua direção e os objetivos para o seu jejum e oração. Isto irá capacitá-lo a orar mais específica e estrategicamente.
Através do jejum e da oração nós nos humilhamos perante Deus de tal forma que o Espírito Santo irá avivar o nosso espírito, despertar as nossas igrejas e sarar a nossa terra de acordo com 2 Crônicas 7:14. Faça disso uma prioridade no seu jejum.

PASSO 2: Faça seu compromisso
Ore sobre o tipo de jejum que você deve adotar. Jesus deu a entender que todos os Seus seguidores deveriam jejuar (Mateus 6:16-18; 9:14,15). Para Ele a questão era quando os crentes iriam jejuar e não se eles jejuariam. Antes de jejuar, decida sobre os tópicos abaixo:


Qual será a duração do seu jejum - uma refeição, um dia, uma semana, várias semanas, quarenta dias (Os iniciantes devem começar lentamente até alcançar jejuns mais prolongados).

Que tipo de jejum Deus quer que você adote (de água apenas ou de água e sucos; que tipo de sucos você irá tomar e qual a freqüência).

Que atividades físicas ou sociais você irá restringir-se.

Quanto tempo por dia você dedicará a oração e a Palavra de Deus.

Fazer esses compromissos com antecedência irá ajudá-lo a sustentar o seu jejum quando as tentações físicas e as pressões da vida tentarem fazê-lo abandonar o seu jejum.

PASSO 3: Prepare-se Espiritualmente

 

Questões sobre Oração
O fundamento básico do jejum e oração é o arrependimento. Pecados não confessados irão bloquear as suas orações. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para preparar o seu coração:

Peça a Deus para ajudá-lo a fazer uma lista abrangente dos seus pecados.

Confesse cada pecado que o Espírito Santo trouxer a sua mente e aceite o perdão de Deus (1João 1:9).

Procure obter o perdão de todos os que você ofendeu e perdoe a todos os que o feriram (Marcos 11:25; Lucas 11:4; 17:3,4).

Faça restituições à medida que o Espírito Santo lhe mostrar.

Peça a Deus para enchê-lo com o Seu Espírito Santo de acordo com a sua ordem em Efésios 5:18 e a Sua promessa em  1 João 5:14,15.

Entregue a sua vida completamente a Jesus Cristo como o seu Senhor e Mestre; recuse-se a obedecer a sua natureza mundana (Romanos 12:1,2).

Medite sobre os atributos de Deus, Seu amor, soberania, poder, sabedoria, fidelidade, graça, compaixão, e outros (Salmos 48:9,10; 103:1-8, 11-13).

Comece o seu tempo de jejum e oração com uma expectativa no seu coração (Hebreus 11:6).

Não subestime a oposição espiritual. Satanás muitas vezes intensifica a batalha natural entre o corpo e o espírito (Gálatas 5:16,17).

 

PASSO 4: Prepare-se Fisicamente
Jejum requer precauções conscientes. Consulte o seu médico em primeiro lugar, especialmente se você toma alguma medicação ou tem uma enfermidade crônica. Algumas pessoas nunca devem jejuar sem a supervisão de um profissional.

Preparação física faz com que uma mudança drástica na sua rotina alimentar seja mais fácil, de tal modo que você possa concentrar toda a sua atenção para o Senhor em oração.

Não comece o seu jejum abruptamente.

Prepare o seu corpo. Coma pequenas refeições antes de começar um jejum. Evite alimentos de alto teor de gordura e açúcar.

Coma frutas e verduras cruas por dois dias antes de começar o jejum.

 

Jejum

Qual o jejum que faço pra mim? Qual o que faço pra Deus? Qual é o jejum que agrada a Deus?

 

AURÉLIO: Jejum:

  1. Abstinência ou abstenção total ou parcial de alimentação em determinados dias, por penitência ou prescrição religiosa ou médica.
  2. Estado de quem não come desde o dia anterior.

Vejamos como é o jejum Bíblico:
O jejum é uma prática religiosa adotada desde a antigüidade. A primeira vez que o verbo jejuar está registrado na Bíblia, encontra-se em Juízes, 20:26 e refere-se a um jejum de AGRADECIMENTO que o povo de Israel fez, por terem conseguido vingar o ultraje feito a um levita.

 

»JUÍZES [20]
26- Então todos os filhos de Israel, o exército todo, subiram e, vindo a Betel, choraram; estiveram ali sentados perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até a tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante ao Senhor.
Em l Samuel, 7:6, temos uma outra forma de jejum, que é o jejum de ARREPENDIMENTO. O povo de Israel, exortado por Samuel, se derramou perante o Senhor, jejuou e se propôs a retirar do meio de si os deuses estranhos e as astarotes (baalins, deuses falsos), e voltar-se novamente para o Senhor.

 

 »I SAMUEL [7]
3- Samuel, pois, falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração para com o Senhor, e servi a ele só; e ele vos livrará da mão dos filisteus.
4- Os filhos de Israel, pois, lançaram do meio deles os baalins e as astarotes, e serviram ao ao Senhor.
5- Disse mais Samuel: Congregai a todo o Israel em Mizpá, e orarei por vós ao Senhor.
6- Congregaram-se, pois, em Mizpá, tiraram água e a derramaram perante o Senhor; jejuaram aquele dia, e ali disseram: Pecamos contra o Senhor. E Samuel julgava os filhos de Israel em Mizpá.
Em l Samuel, 31:13 e ll Samuel, 1:12, encontramos uma forma de jejum, que não é propriamente um jejum religioso, mas um jejum de TRISTEZA, quando o povo de Israel jejuou, pranteou e chorou por Saul e Jônatas.

 

»I SAMUEL [31]
13- Depois tomaram os seus ossos, e os sepultaram debaixo da tamargueira, em Jabes, e jejuaram sete dias.

 

»II SAMUEL [1]
11- Então pegou Davi nas suas vestes e as rasgou; e assim fizeram também todos os homens que estavam com ele;
12- e prantearam, e choraram, e jejuaram até a tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada.
Em ll Samuel, 12:16 temos um jejum de INTERCESSÃO pessoal, por uma pessoa da família, quando Davi fez um jejum rigoroso a favor do filho que teve com a mulher de Urias. Não foi bem sucedido, nem aceito o seu jejum, porque a criança estava ferida de morte pelo próprio Deus.

 

»II SAMUEL [12]
13- Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morreras.
14 -Todavia, porquanto com este feito deste lugar a que os inimigos do Senhor blasfemem, o filho que te nasceu certamente morrerá.
15- Então Natã foi para sua casa. Depois o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, de sorte que adoeceu gravemente.
16- Davi, pois, buscou a Deus pela criança, e observou rigoroso jejum e, recolhendo-se, passava a noite toda prostrado sobre a terra.
17- Então os anciãos da sua casa se puseram ao lado dele para o fazerem levantar-se da terra; porém ele não quis, nem comeu com eles.
18- Ao sétimo dia a criança morreu; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança tinha morrido; pois diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém ele não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança morreu? Poderá cometer um desatino.
19- Davi, porém, percebeu que seus servos cochichavam entre si, e entendeu que a criança havia morrido; pelo que perguntou a seus servos: Morreu a criança? E eles responderam: Morreu.
20- Então Davi se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, e mudou de vestes; e, entrando na casa do Senhor, adorou. Depois veio a sua casa, e pediu o que comer; e lho deram, e ele comeu.
Em Neemias, 1:4, temos um outro jejum de intercessão, feito pelo profeta Neemias , onde além da intercessão, ele demonstrava toda a sua tristeza pelo estado em que se encontrava a cidade de Jerusalém. Era uma demonstração de tristeza e era uma forma de intercessão a favor da cidade que fora desolada e das pessoas que ficaram cativas.

 

»NEEMIAS [1]
3- Eles me responderam: Os restantes que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande aflição e opróbrio; também está derribado o muro de Jerusalém, e as suas portas queimadas a fogo.
4- Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu,
No livro de Ester, temos um jejum em BUSCA DE FORTALECIMENTO pessoal para enfrentar um problema específico. Ester, além de jejuar, convocou o povo a se solidarizar com ela em jejum para se fortalecer pessoalmente e conmparecer diante do rei para fazer uma reivindicação pessoal a favor de todo o povo.

 

»ESTER [4]
15. De novo Ester mandou-os responder a Mardoqueu:
16- Vai, ajunta todos os judeus que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.
Em Mateus, 15:32, temos referência ao jejum desnecessário, que é o PASSAR FOME simplesmente.

 

»MATEUS [15]
32- Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho.
Em Mateus, 17:21, o nosso Senhor Jesus Cristo refere-se a um outro jejum, de FORTALECIMENTO ESPIRITUAL, para enfrentar certa casta de demônios, que só pode ser expulsa à força de muita oração e jejum.

 

»MATEUS [17]
21- [mas esta casta de demônios não se expulsa senão à força de oração e de jejum.]

Em Zacarias,7:5, encontramos uma advertência do próprio Deus, em relação aos jejuns que fazemos. Quase todos os jejuns que estamos habituados a fazer, são feitos para nós mesmos. Para pedir alguma coisa a Deus, para agradecer por alguma graça alcançada, para interceder por alguma causa ou pessoa, para se fortalecer para enfrentar os embates da vida diária, etc. Todos, jejuns feitos em causas pessoais, não são feitos especialmente para Deus.
O jejum feito exclusivamente para Deus, é aquele em que nos privamos, por um tempo, de alguma coisa ou de alimentação, apenas em adoração ao Deus Todo-Poderoso. Esse é para Ele, os outros são para nós mesmos.
Finalizando esta pequena reflexão a respeito do jejum, gostaria de recordar apenas mais um texto bíblico, onde nosso Senhor Jesus Cristo nos diz "como" jejuar:

 

»MATEUS [6]
16- Quando jejuardes, não vos mostreis contristrados como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.
17- Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,
18- para não mostrar aos homens que estás jejuando, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

 

Precisamos disso.

Nos aplicar disciplinadamente à prática das mais variadas formas de jejum. E precisamos conhecê-las, para não nos esquecer de, sempre que possível, fazer aquele jejum especial em adoração, reverência, respeito, contrição... enfim, em homenagem ao nosso Papai Querido.

 

Jejum
Jejum é um assunto, polêmico, pois, nas religiões ocorrem diferentes práticas, diferentes horários, e propósitos diferentes. Vamos concluir O que é Jejum?, Quando Jejuar?, Pra que Jejuar?, Aonde Jejuar?, Como Jejuar? Por que Jejuar?

 

Original do Hebraico ( Y (Tsom), no Grego ??????? (Nesteía), ambos com o significado de Jejum como um rito cultual entre as reuniões religiosas. É um verbo no particípio, presente, ativa, nominativo, masculino, Segunda pessoa singular (TU). Jejum segundo Aurélio é a abstinência, total ou parcial, de alimentação ou bebidas em determinados dias, por penitência ou prescrição religiosa ou média. Quando diz abster-se é o mesmo que conter-se, refrear-se, privar-se (de alimento como; açúcar, carne, óleo entre outros, de bebida; alcoólicas, refrigerantes etc.).

 

Jejum é um assunto, polêmico, pois, nas religiões ocorrem diferentes práticas, diferentes horários, e propósitos diferentes. Vamos concluir O que é Jejum?, Quando Jejuar?, Pra que Jejuar?, Aonde Jejuar?, Como Jejuar?, Por que Jejuar?.
Em breves palavras, definiremos acima qual é o significado da palavra Jejum. Algumas pessoas, por prescrições médicas, devem privar-se de alguns alimentos, ou bebidas, ou qualquer outra coisa que seja necessária para tratamento ou exame. Neste caso, vemos o Jejum parcial ou total. No caso de penitência, é o mesmo que, uma pessoa com funções hierárquicas superiores, impor regras de um regimento governamental.

 

O ponto em que vamos nos prender é o Jejum como um rito cultual e suas diferentes formas de prática. O texto que vamos utilizar como base para o desenvolvimento deste estudo é o texto Bíblico de Isaías 58, onde o Profeta fala sobre o “verdadeiro Jejum”. Neste capítulo, o profeta, também conhecido como Evangelista do A.T., narra sobre este tema, a fim de levar a verdadeira forma de jejuar, projetava um programa de paz entre Deus e a humanidade.
No início narrava ao povo uma ordenança que recebera de Deus para transmiti-los, que deveriam clamar em alta voz para que se fizesse conhecido os seus pecados e transgressões. No segundo verso do mesmo capítulo, Deus prova seu amor e zelo para com seu povo, expressando por meio do profeta que o povo estava sendo assistido por Ele, dia a dia onde eles O tem procurado e tem prazer em saber sobre os Seus caminhos e em achegar-se diante D’Ele.
Podemos ver que nos dois primeiros versos o povo errava por não conhecerem a forma correta de adorar ao seu Deus. Por Deus amá-los, enviou-lhes um profeta para anunciar-lhes que da forma que estavam fazendo era errado e que eles deveriam aprender para fazerem da forma correta.

 

Muitos pastores, missionários, obreiros em geral e estudiosos, tem ensinado o povo sobre o Jejum e afirmam com convicção que existe o Jejum parcial, como rito cultual, tentando justificar a sua fraqueza em abster-se de alguns alimentos e não de bebidas no ato do Jejum, e alguns vão até mais adiante utilizando de algumas passagens Bíblicas para justificarem sua tese. Como exemplo; Lc. 4:2 “por quarenta dias foi tentado pelo diabo. Naqueles dias não comeu coisa alguma, e terminado eles, teve fome”.
Algumas pessoas alegam com base nisto, que por não ter sido mencionado que Ele não bebeu coisa alguma, Ele tenha feito Jejum parcial e durante este período tenha bebido água, pois no deserto é muito quente e sofria uma desidratação se não bebesse água.
Pensando pelo lado da lógica, no deserto não tinha água, imagine que em nossos dias quando fica um mês sem chover, já começamos a fazer racionamento de água. No deserto, ficavam anos sem chover, será que mesmo assim tinha água?, ou será ainda que Jesus teria levado um comboio de caminhões pipa ou camelos e ambos sobreviveram só com água?

 

No meu entender Jesus não bebeu água por várias razões e uma delas até mesmo porque Ele estaria sendo menor do que Moisés, que durante quarenta dias jejuou abstendo-se de alimento e água.
Em (Dn 1: 11-21) trata-se de um jejum parcial, mas não com finalidade de consagração a Deus. O jejum relatado nesta passagem bíblica, foi feita com legumes e água, diz o verso 15 que “Ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, eles estavam mais bem nutridos do que os outros os jovens que comiam a porção do manjar do rei.”
Alguns, ousam dizer que este jejum parcial, abstendo-se de vinho e manjar do rei, foi com o objetivo de testemunharem a cerca das maravilhas de Deus. Na verdade todos nós todos sabemos que a carne leva no mínimo 48hs para ser digerida em nosso estômago, mesmo usando todos os processos normais, já os legumes, levam somente de cinco a seis horas para serem digeridos.
Os Judeus tinham e tem por costumes, fazer estes jejuns parciais, ou total para benefício de sua própria saúde e não como um rito cultual. Ao alimentar-se de legumes e água, diz a palavra que lhes pareciam mais nutridos, pois, através das necessidades fisiológicas e da transpiração, eles eliminavam as impurezas orgânicas que o corpo absorvera no ingerir dos alimentos como a carne.

 

Em Salmos capítulo 14:4 “Acaso não tem conhecimento os obreiros da iniqüidade, que comem o meu povo como se comessem pão, e não invocam o Senhor?”.
Este texto serve para alertar aos líderes das igrejas, que não tem conhecimento e por esta razão não conseguem enxergar os erros, as iniqüidades do povo e sua própria e por esta razão não invocam ao Senhor, pois crêem que está tudo bem e quando o povo aflige sua alma ou jejua, não alcança a vitória ou benção e desanimam-se, frustram-se, pois, ele sempre aprendeu que Deus olha para a intenção do coração.
Um provérbio popular bastante usado pelos pregadores, é que o inferno está cheio de pessoas com boas intenções, mas sem nenhuma obra. Não é o caso, pois o povo tem praticado, mas de forma errônea e por esta razão Deus mandou e tem mandado seus profetas, obreiros (Pastores, Evangelistas, Apóstolos, Presbíteros, Missionários, etc.), para que advirtam suas ovelhas e os instruam, qual a forma correta de se Jejuar.

 

CAPÍTULO II
POR QUE JEJUAMOS
“Dizem: por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso?”, por que afligimos nossas almas, e tu não sabes?, contudo no dia em que jejuas, prosseguis nas vossas empresas, e explorais todos os vossos trabalhadores.” (Is. 58:3)
Exemplo prático de um povo em conflito com seus princípios, surgem uma série de indagações sem respostas, quando surge alguém que conhece, os ensina, libertando-os do Jugo da ignorância. (Jo.8:32)
Tive já estas experiências, onde Jejuava das 06hs00 até 12hs00 constantemente enquanto trabalhava. Na verdade, descobri que estava afligindo minha alma, mas na verdade, não estava adorando a Deus sinceramente, pois enquanto trabalhava, não lia a Bíblia, não louvava, não ouvia Deus falar e mesmo quando lia a Bíblia e orava, não cantava, não fazia durante todo o período, pois ao mesmo tempo, me preocupava com meus afazeres profissionais, me aborrecia, discutia, entre outras coisas que não permitia uma constante na comunhão com o Pai. É exatamente sobre isso que o profeta no verso acima fala.
Em Jeremias 36:6 expressa a importância de lermos a Bíblia enquanto jejuamos.

 

CAPÍTULO III
QUAL O PROPÓSITO DO JEJUM
Em Êxodo 34:28, vemos que Moisés jejuou para ouvir a voz de Deus, aprender os seus mandamentos e receber a sua Lei, para estar apto a ensinar o Povo.
Alguns pregadores, ainda se preparam para receber a mensagem de Deus para retransmití-las ao povo, praticando o jejum, como fizera Moisés, mas infelizmente, são poucos os que fazem isso em nossos dias e com isso quem perece é o povo que não se preparam para ouvir a lei, os mandamentos, as promessas de Deus, enfim, as Sagradas Escrituras e por esta razão perecem.
Há alguns pregadores que ousam dizer que na última hora Deus mudou a mensagem. Isto só ocorre se o obreiro não se preparou, não preparou a mensagem e ou insiste em fazer a sua vontade e não a de Deus, aí Deus muda mesmo, caso contrário, ele vai se preparar, ouvir Deus falar, então estará apto para transmitir a palavra de Deus ao povo e assim não ficarão debilitados, comendo comida crua sem ser preparado.
Em Levíticos 16:31, mostra o rito cultual usado pelo povo de Israel durante o dia da expiação, onde tinha toda uma regra desde as vestimentas , até ao animal a ser oferecido no sacrifício expiatório. No verso 31 especificamente, depois repetido no capítulo 23, verso 27 e 32 do mesmo livro, expressa o dia determinado para oferecer e diz ainda que deveria afligir sua alma ou jejuar e esse seria um estudo perpétuo. Será que o perpétuo foi mudado e findou-se?
No verso 28 diz que não deveria se trabalhar nesse dia e quem não afligisse sua alma nesse dia e ainda trabalhasse, seria eliminado, destruído do meio do seu povo (v. 29,30) e confirma ser este ensinamento, um estudo perpétuo (v. 31). Neste contexto vimos o jejum para expiação do pecado.
Temos caso também de jejum intercessório em busca de uma resposta de Deus para solução de problemas. Em Daniel 6:18-21, o rei Dario passou afligir sua alma com Jejum, quando Daniel foi lançado na Cova dos Leões. O rei afligiu sua alma de tal forma, que nem permitiu que levassem a sua presença instrumentos musicais, pois os mesmos poderiam amenizar sua dor. É importante ressaltar que o rei Dario não falou que estava fazendo jejum e Jesus ensinou a seus discípulos a agirem da mesma forma. Encontramos este relato no livro do Evangelho de São Mateus, capítulo 6:16-18.
O jejum não tira pecado em nossos dias, mas aumenta nossa comunhão com Deus, não expulsa demônios, mas nos deixa preparados para enfrentá-los com mais afinidade. Demônios se expulsam é no nome de JEJUS e não em nome do jejum. Alguns podem perguntar; Por que os discípulos não conseguiram expulsar a casta de demônios?, Jesus os repreendeu dizendo: - “Geração incrédula e perversa!,” então, existiam 02 (dois) fatores que os impediam de expulsar os demônios, a incredulidade em si próprios e impiedade. (Lc. 9:40).
Jejuar era um costume Judeu e do povo fariseu, por esta razão, os discípulos de João questionaram a Jesus em (Lc. 5:33-39); “Os discípulos de João jejuam com freqüência e oram, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem.” Jesus lhes respondeu através de parábolas que eles andavam com Jesus e por isso estavam sob os cuidados dele e por esta razão Jesus os ensinavam a conservarem em comunhão e limpos de coração, não havendo assim a necessidade de penitência.

 

CAPÍTULO IV
O QUE FAZER QUANDO JEJUAMOS?
Segundo os ensinamentos do Capítulo 58 de Isaias, o qual estamos utilizando como base deste estudo, vemos que (v.6) não devemos ficar na constância do pecado, mas sim ordenar libertação do pecado para si próprio e para seu próximo. Praticar a caridade ajudando seu próximo não somente com orações e suplicas mas também com dádivas de alimento, roupa outra utilidade para o carente (v.7).
Quando clamares, crendo, receberás prontamente aquilo que tu pediste, diz os verso 8 e 9 que Deus prontamente responderá a sua oração.
Deverá testemunhar a cerca das obras que Deus tem realizado em sua vida, sendo um Arauto do Rei, anunciando o Evangelho da Salvação, sendo isto saúde para ti e para os que te ouvirem (v. 10). A tendência é sua descendência ser reparadores de brecha como tu és, pois os mesmos darão continuidade ao seu ministério.
Não deverás trocar o dia determinado para jejuar por diversão ou outra coisa que não seja para o Senhor. Como por exemplo: Estar jejuando e assistindo TV, estar jejuando e ouvindo rádio, estar jejuando e jogando futebol, ou é para o Senhor ou é para você?
Algumas pessoas questionam a cerca do relacionamento sexual com o cônjuge, é certo ou não praticá-lo quando se está jejuando? É bom que se abstenha de qualquer prazer da carne, mortificando-a e fortalecendo seu espírito, mas, caso seu cônjuge não compreenda então, respeite-o (a) e apresente-se diante do Senhor para que Deus ouça sua oração e a responda, preparando seu cônjuge para respeitar-lhe. (v.8-9. Devemos buscar honrar ao Senhor, não seguindo nossos próprios caminhos (v.13-14)).
Até mesmo, por que conforme I CORINTIOS 7.3,4 “O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher ao marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.”
Não trabalhar enquanto jejuas, a não ser para o Senhor, evangelizando, visitando os enfermos e oprimidos e anunciando a sua palavra.
Não falar palavras vãs é essencial pois o que mata o ser humano não é o que entra pela boca, mas sim o que sai.(Pv.18.21) “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto”.
Se cumprirdes com esta palavra, serás próspero nas bênçãos materiais, financeiras e profissionais, na sentimental, espiritual, na saúde, entre outras que o Senhor tem preparado para o seu povo.
Enquanto jejuas leia a Bíblia. (Jr. 36-36)
Enquanto jejuas ore. (Lc. 5-33)
Enquanto jejuas cante ao Senhor. (Mt. 26-30)
Ao expressar-se desta forma a Deus, você estará agindo da forma correta.

 

CAPÍTULO V
AO TERMINAR O PERÍODO DE JEJUM COMO DEVEMOS PROCEDER?
Jesus não condena o Jejum propriamente dito, mas, sim, somente o jejuar com ostensão (exibicionismo, aparência). O jejum não se deve realizar diante dos olhos dos homens, mas diante de Deus que vive em segredo e vê o lugar secreto. Podemos indicar estas palavras como que para os judeus e não à comunidade dos discípulos.
Em At 13:3 e 14:23, lemos que, na igreja cristã, a oração era apoiada pelo jejum.
Podemos concluir que a idéia de que por si mesmo foi abandonada, mas que na igreja primitiva na Palestina ainda retinha a prática do jejum a fim de demonstrar que suas orações eram sinceras.

Em nossos dias, após jejuarmos o período determinado por nós ou outra pessoa, temos por vencida mais uma etapa, onde entregamos a Deus nosso jejum orando, pedindo que Deus aceite o nosso sacrifício de Louvor, (Sl 50:14), ou uma oferta de um culto racional (Rm 12:1), onde dispusemos de tempo de aprendizado da palavra de Deus e comunhão com Ele, assim o entregamos como consta em (Ap 8:1-5) e já recebemos a resposta divina.

 

CONCLUINDO
Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma "urgência" espiritual para isto.
Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma "urgência" dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória. Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma...
Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

 

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