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Santificação

"Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentei os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.1,2)

 

Introdução
Já vimos que o arrependimento é mudança de mente, de atitude. É um passo decisivo na salvação. Mas esta também tem um aspecto progressivo, de transformação constante para experimentar, cada vez mais, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. É a renovação da mente do salvo, para torná-la cada vez mais chegada à vontade de Deus.

 

1. O que é Santificação
1) A idéia de Santo, na palavra de Deus, inclui dois aspectos: o de retidão está implícito na pessoa do próprio Deus (Is 6.1-13; Tg 1.17,18). Deus é reconhecido e proclamado santo, com muita reverência e humildade, e nele não há sequer sombra de variação. O conceito de separação acentua o contraste entre anátema, separado para a destruição, e santo, separado para Deus (Dt 7.1,6; Js 7.7-12).
Ser santo é ser separado para Deus. Ao ser salvo, o crente foi separado para ser de Deus, para ser santo para o Senhor, sua propriedade exclusiva.

2) O Processo da Santificação - A santificação, separação para Deus, principia na regeneração, no novo nascimento, e dura a vida toda do crente aqui na terra, pela ação do Espírito Santo, que habita no salvo, e pela vontade do regenerado (Fp 2.12,13; 2Co 3.18; 7.1; Hb 12.14). É qual a memória de um computador, cujos dados vão sendo alterados pelo Espírito Santo de Deus e passam a oferecer respostas diferentes, cada vez mais de acordo com a vontade de Deus (Fp 3.7-14). As coisas que anteriormente eram imprescindíveis perdem o seu valor, no esforço de buscar a perfeição de Cristo. Podem acontecer altos e baixos, porém, será um processo ascendente.

 

2. A Luta pela Santificação
Na vida do salvo acontece uma luta constante: a velha natureza, resquício do pecado, luta contra a nova natureza, resultante da salvação. Em Romanos 7, percebemos que o grande apóstolo quase chega às raias do desespero: não faz o que prefere (a vida santa) e, sim, o que detesta (o pecado). No seu interior, no seu homem regenerado, tem prazer na lei de Deus, mas em seus membros guerreia outra lei, que o mantémprisioneiro do pecado. É o espetáculo pungente na vida do apóstolo e de cada crente, enquanto vive aqui na terra. "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24). Se não fora o que se segue no mesmo capítulo e no seguinte, seria a confissão da derrota! Mas Deus, por Cristo Jesus, dá a vitória. Assim como na salvação, também na santificação, Satanás luta contra e Deus vem em nosso socorro. (Ef. 6.10-13; Rm 8.31).

 

3. A Vitória na Santificação
Após a confissão da quase derrota do capítulo 7 de Romanos, vem o cântico de vitória do capítulo 8. Aquele que é de Cristo tem o seu espírito, o Espírito Santo. É nele que o salvo vive. O Espírito Santo habita no crente e "ajuda na fraqueza" e "intercede com gemidos inexprimíveis" (tão profundos que não podem ser expressos em palavras). Ele intercede pelos santos para que obtenham a vitória na luta pela santificação (Rm 8.26,27).
Não há mais acusação contra os santos de Deus - os salvos por Cristo Jesus. Foram justificados por Deus. Ninguém, nem coisa alguma, os pode "separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo nosso Senhor" (Rm 8.31-39).

 

4. Manifestações da Santificação
1) Pelo fruto do Espírito - Após apontar as obras da carne, da natureza não regenerada, o apóstolo Paulo define o fruto do Espírito Santo (Gl 5.19-25). Não fala de frutos mas de fruto. Dá-nos a idéia de que o crente, no processo de sua santificação, passa a apresentar cada vez mais gomos do mesmo fruto.
O que acontece com o fruto de uma árvore pode acontecer nas santificação: podem ocorrer, no mesmo fruto, alguns gomos maduros e deliciosos e outros ainda azedos e não amadurecidos. São compartimentos da vida cristã, ainda não totalmente dominados pelo Espírito Santo. É qual residência alugada, cujo dono ainda mantenha animal selvagem de estimação em algum dos aposentos
A santificação é o processo pelo qual o fruto vai se tornando igualmente amadurecido, em todos os seus gomos. O Espírito Santo vai dominando todos os compartimentos da vida cristã.

2) Por uma vida sem pecado - Na sua primeira carta, o apóstolo João escreve a crentes, pois os chama de "meus filhinhos"e afirma que os seus "pecados são perdoados por amor do seu nome" (1Jo 2.1-12). Mas, também, afirma que está escrevendo aos filhinhos "para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos, mas também pelos de todo mundo" (1Jo 2.1,2).

A triste verdade, como já ensinada pelo apóstolo Paulo, é a de que, mesmo salvos, mesmo ansiando a santificação, ainda pecamos. João encoraja-nos a não pecarmos. Mas admite que tal pode acontecer. Ao examinarmos o texto com atenção, podemos traduzi-lo assim: "...para que não vivais em pecado; mas se alguém pecar ocasionalmente..." Esta é a diferença: o crente, ainda que possa pecar e não deseja viver no pecado. Pela ação do Espírito Santo e pela propiciação de Jesus Cristo, foge de uma vida de pecado.

 

Conclusão
Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo roga, suplica, pela compaixão de Deus, que o cristão não siga os padrões do mundo, não se amolde a eles, mas vá se transformando constantemente, pela renovação da sua mente, para que experimente a sublimidade da vontade de Deus.

 

Santificação
Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, pois amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós. (Josué 3.5)
Santificação significa: “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo e do pecado”.
Sempre que Deus pretendia utilizar-se de algo, primeiro, Ele santificava este algo. Por exemplo, o Senhor santificou:

(1) O óleo para ungir o tabernáculo e seus utensílios: Disto farás o óleo SAGRADO para a unção, um perfume composto segundo a arte do perfumista . Este será o óleo SAGRADO da unção. Com ele ungirás a tenda da congregação, a arca do testemunho, a mesa com todos os seus utensílios, o candelabro com os seus utensílios, o altar do incenso, o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base. Assim CONSAGRARÁS estas coisas, para que sejam SANTÍSSIMAS, e tudo o que tocar nelas será SANTO. (Êx 30.25-29)

(2) Os sacerdotes: Também ungirás a Arão e a seus filhos, e os SANTIFICARÁS para me administrarem o sacerdócio. (Êx 30.30)

(3) Os profetas: Antes que eu te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te SANTIFIQUEI; às nações te dei por profeta. (Jr 1.5)

(4) O templo de Salomão: o Senhor tornou a aparecer a Salomão, como lhe tinha aparecido em Gibeom, e lhe disse: Ouvi a tua oração, e a tua súplica que fizeste perante mim; CONSAGREI a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre. Os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. (1 Rs 9.2,3)

(5) Os discípulos: SANTIFICA-OS na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Por eles me SANTIFICO a mim mesmo, para que eles também sejam SANTIFICADOS na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim. (Jo 17.17-20)

(6) A Igreja: Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a SANTIFICAR, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, a fim de apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas SANTA e irrepreensível. (Ef 5.25-27)

Não tem como falarmos de santificação, sem falarmos também do Espírito Santo. Pois é Ele quem nos conduz a santificação (2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2). Geralmente, quando se menciona a obra do Espírito Santo no tocante à santificação, faz-se referência a um processo que torna a pessoa mais santa. Alguns identificam a santificação com a salvação; outros, como uma experiência subseqüente; outros ainda, como um processo que inclui as duas coisas. Mas a obra santificadora do Espírito é ainda mais ampla. Faz parte do plano integral de Deus para a humanidade. Nesta definição, a santificação inclui tanto os crentes quanto os incrédulos.

Como já foi dito o que significa o termo santificação, partiremos para outras perguntas que serão respondidas durante a sua leitura:
(1) O que é a santificação?
(2) A santificação acontece de uma só vez, ou é um processo?
(3) O que significa ser santo ou santificado?
(4) Quem é responsável por nos tornar santos?

A santificação é o processo mediante o qual Deus está purificando o mundo e os seus habitantes. Seu alvo é que tudo, tanto as coisas animadas quanto às inanimadas, seja purificado de qualquer mancha de pecado ou de impureza. Com esta finalidade, ele tem proporcionado os meios de salvação mediante Jesus Cristo. E, no fim dos tempos, Ele pretende levar ao fogo tudo quanto não pode ou não quer ser purificado, e assim tirar da Terra tudo o que é pecaminoso. Em 2 Pedro 3.10-13 Pedro escreveu:

Mas o dia do Senhor virá como um ladrão. Os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há serão descobertas. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em SANTIDADE e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.

A santificação é um processo que se inicia antes da conversão. Em João 15.26,27 Jesus disse:
Quando vier o consolador, que eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estais comigo desde o princípio.

O Espírito Santo é a primeira testemunha de Cristo. Quando o evangelho é pregado, o Espírito Santo testemunha de Cristo nos corações. Em João 16.8 Jesus confirmou isso:
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
Antes de nossa conversão o Espírito e a Noiva já trabalhavam para nos separar do mundo e do pecado. Essa verdade também se encontra em 2 Ts 2.13:

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.

Paulo está dizendo que Deus nos escolheu desde o princípio. Quando foi esse princípio? No passado eterno e sem data, antes da fundação do mundo (Ef 1.4), quando Deus decidiu que escolheria, em Cristo, um povo para si mesmo. Com que finalidade? Com a finalidade de nossa salvação. Através de que meios alcançamos essa salvação? Pela santificação do Espírito e pela fé na verdade do evangelho. O papel do Espírito Santo na salvação é santificar o ser humano. De que forma o ser humano é santificado? Quando é convencido pelo Espírito Santo de sua pecaminosidade e de seus pecados particulares na tentativa de levá-lo ao arrependimento, já que o Espírito Santo pode ser resistido (At 7.51). Já o papel do ser humano na sua salvação, e ter fé na verdade do evangelho, que é o sinal inicial do seu arrependimento.

No momento da conversão, o Espírito Santo passa a ser o selo de Deus em nós, em Efésios 1.13 Paulo escreveu:
É também nele que vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação. Tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

Como selo o Espírito Santo é aquele que vai nos identificar e nos autenticar como propriedade de Cristo. Em Romanos 8.9 Paulo escreveu:
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Hoje em dia os cristãos são chamados de evangélicos, mas no Novo Testamento eram chamados de santos (At 9.13,32,41; Rm 15.26,27,31; Ef 1.1,4,15; Fp 1.1; Cl 1.2), não porque eram perfeitos, mas porque se arrependeram de seus pecados e submeteram-se ao poder santificador e purificador do Espírito Santo.

A conversão é a parte mais importante do processo de nossa santificação. Mas a santificação não termina com a conversão. Ela precisa ser conservada e aperfeiçoada. Nenhum crente pode dizer que está totalmente livre do pecado. Em 1 João 1.8-10 João escreveu:

Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não esta em nós.

O sangue de Jesus nos purifica continuamente de todo o pecado. No original grego de 1 João 1.7, o tempo presente mostra um processo contínuo de purificação. A santificação é um processo que durará enquanto o crente viver nesta Terra. Em 1 Tessalonicenses 5.23 Paulo escreveu:

O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

“Completamente” no original grego é “holotelês”. Deriva-se de “holos” (completo) e de “telos” (fim, consumação). Paulo está orando para Deus nos santificar do começo ao fim, isto é, sem interrupção. Mas quando é que Deus interrompe um processo de santificação? Quando nós deixamos de nos conservar irrepreensíveis, enquanto aguardamos a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

O Espírito Santo é responsável por nos tornar santos, desde que, Ele tenha a nossa cooperação. Da mesma forma que o Espírito Santo teve a cooperação da Igreja para nos levar a conversão, agora, Ele quer que cooperemos continuamente no processo da nossa própria santificação e da santificação do mundo.

Como o crente pode cooperar com a sua santificação? Em 2 Coríntios 6.14 - 7.1 Paulo escreveu:
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei. Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus.

O que é jugo desigual? A metáfora sobre o jugo desigual, provavelmente se deriva de Dt 22.10, onde Deus está proibindo de atrelar um boi ao arado juntamente com um jumento, isto é, juntar sob o mesmo jugo, animais que precisam de jugos diferentes, pois o passo e a puxada dos dois animais são diferentes. O homem não deve unir aquilo que naturalmente é separado. O crente representa certo aspecto da justiça de Deus e a sua luz. Algumas formas de associação com os incrédulos podem corromper a expressão dessa justiça e ofuscar a luz de Deus na vida do crente (2Co 6.14). O crente e o incrédulo são representantes de reinos diferentes e opostos um ao outro, em Colossenses 1.13 na Versão Almeida, Revista e Atualizada, Paulo diz: Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor. Os crentes tem Jesus de Nazaré como o seu cabeça, já os incrédulos tem o entendimento cegado por Satanás e por isso não crêem no evangelho de Cristo (2 Co 4.4). Uma associação íntima nessas condições provoca um conflito espiritual, e o crente sai em desvantagem, pois está em desobediência a Deus (2Co 6.15). A comunhão entre o crente e o Espírito de Deus é tão íntima que Ele faz do crente o seu santuário (1Co 3.16; 6.19). Portanto, um crente não pode ter uma associação íntima com os idólatras (2Co 6.16), sejam eles, adoradores de imagens, ou pessoas que entronizaram ídolos em seus corações (Ez 14.3-8; Ef 5.5; Cl 3.5). quem sacrifica aos ídolos sacrifica aos demônios (1Co 10.14-21). Os crentes que querem ter comunhão com o Espírito de Deus, devem se separar de associações comprometedoras. A paternidade de Deus, para com os seus filhos, exige essa separação (2Co 6.17,18). Associações do tipo: Namoro e casamento com incrédulos, sociedades nos negócios, e fazer parte de igrejas ou denominações que aceitam incrédulos como seus membros, ou seja, aqueles que se dizem irmãos (1Co 5.11), devem ser evitadas a todo custo. A associação entre o crente e o incrédulo deve ser o mínimo necessário à convivência social ou econômica, ou com o intuito de mostrar ao incrédulo o caminho da salvação.

Uma segunda forma do crente cooperar com a sua própria santificação, se encontra em 1 Tessalonicenses 4.3-8: Esta é a vontade de Deus para a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus ; e que, nesta matéria, ninguém oprima ou engane a seu irmão. O Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita estas coisas não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo.

“Prostituição” no original grego é “porneia”. Esta palavra não se refere somente ao tráfico comercial do sexo que é a prostituição. Significa também: fornicação, adultério, homossexualismo, lesbianismo, bestialismo e todo tipo de imoralidade sexual. Isto inclui, também, gostar de filmes e publicações pornográficos. Com a ajuda do Espírito Santo, devemos de nos abster de todas estas imoralidades. Desta forma estaremos cooperando com a nossa santificação.

Uma terceira forma do crente cooperar com a sua própria santificação, se encontra em 2 Tm 2.20,21:
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar DESTAS COISAS, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda boa obra.

De que coisas devemos nos purificar, para sermos vasos para honra, santificados e idôneos, para que o Senhor nos use? O original grego não diz “destas coisas”, e sim, “destes”, ou seja, Paulo pode está falando de nos purificarmos “destes erros”, que inclui: Não se envolver em contendas ou discussões acercas de palavras (v.14), evitar falatórios inúteis e profanos (v.16), e afastar-se da injustiça (v.19). Mas, pode também está falando, de nos purificarmos “destes vasos de desonra”, que são as pessoas que promovem estes erros na Igreja. E é exatamente isso que Paulo disse para Tito: Mas evita questões tolas, genealogias e contendas, e debates acerca da lei, porque são coisas inúteis e vãs. Ao homem faccioso, depois da primeira e segunda admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e vive pecando, e já por si mesmo está condenado. (Tt 3.9-11)

Uma quarta forma do crente cooperar com a sua própria santificação, se encontra em 1 João 1.9:
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.

“Confessarmos” no original grego é “homologeo”. Deriva-se de “homos” (a mesma coisa) e “lego” (dizer), isto é, dizer a mesma coisa que outra pessoa, ou seja, é quando admitimos a nossa pecaminosidade e nossos pecados particulares, concordando com a acusação de Deus de que somos pecadores. Mas a confissão, desacompanhada da determinação de livrar-se do pecado (que é sinal de arrependimento), é uma oração inútil. Dizer sempre para Deus: Senhor, aqui estou novamente, com o mesmo pecado. Perdoa-me. Isso não é arrependimento, e sem arrependimento não há perdão (At 3.19; At 8.22). As atitudes ou ações de cada um demonstrarão se houve arrependimento (Mt 3.8; At 26.20).

Como o crente pode cooperar com a santificação do mundo? Sendo juntamente com o Espírito Santo, uma testemunha de Cristo (Jo 15.26,27; At 5.32). O Espírito Santo testemunha de Cristo através dos seus discípulos (Mt 10.18-20). Mas o que acontece quando Ele testemunha de Cristo através de nós? Veja você mesmo: At 2.40,41; At 4.1-4,8-10,31-33; At 8.5-7; At 11.19-26; At 13.6-12; At 14.3; At 19.8-12; 1Co 1.6,7; Hb 2.4.

Da nossa comunhão com o Espírito Santo, depende a santificação do mundo e a nossa própria santificação, ou seja, a santificação da Igreja. Paulo abençoou a Igreja dizendo:

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.

“Comunhão” no original grego é “koinonia”, que além de comunhão significa: “associação”, “participação”, e “fraternidade”. Em outras palavras, o Espírito Santo quer ser o nosso sócio, o nosso parceiro e o nosso amigo.

Assim acontecia na Igreja do Novo Testamento. O Espírito Santo não é o poder de Deus personificado ou a sua força ativa como dizem as Testemunhas de Jeová. O Espírito Santo é uma pessoa e nós devemos ter um relacionamento íntimo e pessoal com Ele. Devemos entender que:

(1) o Espírito Santo ensina: Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (Jo 14.26)

(2) o Espírito Santo testemunha: Quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. (Jo 15.26) O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Rm 8.16)

(3) o Espírito Santo convence: Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 16.8)

(4) o Espírito Santo anuncia o futuro: Mas, quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade. Não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. (Jo 16.13) Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios. (1 Tm 4.1)

(5) o Espírito Santo fala com os obreiros: Disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. (At 8.29) Pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Simão, três homens te procuram. Levanta-te, desce, e vai com eles, não duvidando, pois eu os enviei. (At 10.19,20)

(6) o Espírito Santo escolhe os obreiros: Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. (At 13.2)

(7) o Espírito Santo envia missionários: Assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre. (At 13.4)

(8) o Espírito Santo toma decisões juntamente com os obreiros: Pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da prostituição. Fazeis bem se vos guardardes destas coisas. Bem vos vá. (At 15.28,29)

(9) o Espírito Santo impede que o evangelho seja pregado em determinados lugares: Passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. Quando chegaram à Mísia, tentavam ir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. (At 16.6,7)

(10) o Espírito Santo constitui pastores: Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. (At 20.28)

(11) o Espírito Santo guia: porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8.14)

(12) o Espírito Santo intercede: Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que intercede pelos santos. (Rm 8.26,27)

(13) o Espírito Santo conhece todas as coisas: Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito. O Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. (1Co 2.10)

(14) o Espírito Santo tem vontade própria: Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. (1Co 12.11)

(15) o Espírito Santo traz liberdade com sua presença: Ora, o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. (1Co 3.17)

(16) o Espírito Santo clama: Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. (Gl 4.6)

(17) o Espírito Santo tem emoções: E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. (Ef 4.3)

O Espírito Santo nos convida a desfrutarmos de um relacionamento pessoal com ele, exatamente como acontecia na Igreja do primeiro século. A Igreja de hoje até tem ensinado que o Espírito Santo é uma pessoa, mas, grande parte dela não tem vivido isso.

Finalizando, existem dois símbolos que os escritores sagrados usavam para representar o Espírito Santo, que nos mostram o que Ele faz por nós quando está nos santificando. Um dos símbolos é a água. A água é indispensável ao sustento da vida, lava, limpa, refrigera e mata a nossa sede. Vejamos algumas passagens bíblicas onde o Espírito Santo é mencionado como se fosse água:
No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se de pé, e clamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele dizia do Espírito que haviam de receber os que nele cressem. (Jo 7.37-39)
Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito. (1 Co 12.13)

E não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração. (Ef 5.18,19)
Não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso salvador. (Tt 3.5,6)

O outro símbolo é o fogo. O fogo aquece, ilumina, queima e se espalha purificando. Paulo alertou a Igreja: Não extingais o Espírito. (1Ts 5.19) O Espírito Santo é como uma chama de fogo que pode ser apagada. Paulo não falava somente de apagarmos as manifestações do Espírito, isto é, de desprezarmos as profecias verdadeiras por causa das falsas, em vez de ouvirmos e julgarmos (1Ts 5.20-22; 1Co 14.29). Mas falava também de não apagarmos a pessoa santificadora do Espírito Santo, pois no versículo 23, Paulo diz: “O mesmo Deus de paz vos santifique completamente...” Em 1 Ts 4.8, Paulo diz que quem rejeita estas coisas, isto é, os mandamentos de pureza sexual, ou seja, essa forma de cooperarmos com a nossa santificação, não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo. No original grego, o tempo presente, mostra que Deus “dá continuamente” de seu Santo Espírito para nós, a fim de santificar-nos. Portanto, quando alguém não está sendo santificado, também não possui o Espírito Santo e nem recebeu de suas manifestações.

Se você está apagando ou já apagou o Espírito Santo em sua vida, que a partir de agora, você possa reacendê-lo. Em 2 Timóteo 1.6 Paulo disse a Timóteo: Por este motivo eu te exorto que despertes o dom de Deus, que há em ti pela imposição das minhas mãos. “Despertar” no original grego é “anadzopyreo”, que significa “reacender”, “reinflamar”. O apóstolo Paulo não está se referindo, simplesmente, a um dos dons do Espírito que Timóteo tinha, mas ao próprio Espírito como o dom de Deus (At 2.38; At 8.18-20; At 10.45; At 11.17; At 19.6). De uma forma ou de ou de outra, quem apaga os dons do Espírito, apaga a edificação da Igreja, já que esta é a finalidade dos dons (1Co 14.3,5,12,26; Ef 4.11-16). Edificação é o mesmo que santificação. E sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

Santificação
Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado é uma característica fundamental da santidade de Deus, que tem que ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos. Depois de observar brevemente a importância da santificação através de toda a Bíblia, consideraremos as implicações de um texto desafiador na segunda carta de Paulo aos cristãos em Corinto.

Deus Quer um Povo Santo
Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com ele e falar com ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros.

Adão e Eva andavam no mesmo jardim que Deus, e falavam com ele. Mas logo pecaram e perderam esta convivência especial. Foram expulsos do jardim do Éden ­separados de Deus­ o que foi a morte espiritual que Deus havia prometido como conseqüência do pecado (Gênesis 2:17; 3:23-24). Povo sem santidade não podia permanecer na presença do santo Deus.

Depois que gerações de pecadores morreram num mundo corrompido, Deus escolheu os descendentes de Abraão para serem um povo santo. Ele os separou da má influência dos senhores egípcios e preparou uma terra onde poderiam habitar livres da corrupção dos povos idólatras. Ele até mesmo lhes deu uma lei especial, que ressaltava a distinção entre o puro e o impuro. Deus explicou a necessidade da pureza deles quando lhes deu essa lei:
"Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo. . . Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" (Levítico 11:44-45).

Contudo, o povo que Deus havia selecionado excepcionalmente e resgatado não permaneceu santo. Os israelitas repetidamente exibiram seu pecado aos olhos de Deus. Ele às vezes avisou que poderia entrar no meio da congregação pecaminosa e destruir o povo (Êxodo 33:5; Números 16:44-45). Por quê? Simplesmente porque não pode haver comunhão entre a santidade de Deus e a impureza do homem. O homem tem que ser purificado, ou morrerá (veja Isaías 6:1-7).

Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem-no. Os cristãos são o povo santo de Deus (1 Pedro 2:5,9). Aqueles que se dizem ser seguidores de Jesus deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo.

A Santificação é Essencial para ter Comunhão com Deus (2 Coríntios 6:14 - 7:1)
A igreja em Corinto estava rodeada de imoralidade e falsa religião. Os cristãos eram freqüentemente tentados a voltar às más práticas do mundo. Paulo entendeu esta tentação quando lhes escreveu cartas de encorajamento. Consideremos seu ensinamento em 2Coríntios 6:14 - 7:1.

Paulo ensinou que o pecado não tem lugar na vida do cristão. Nos versículos 14 e 15 ele disse:
"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"

Encontramos nestes versículos uma lista de coisas que são totalmente opostas. Paulo não encoraja a nenhum tipo de compromisso. Ele não nos diz que um pouco de mal pode coexistir com a justiça. Em vez disso, mostra que não pode haver nenhuma tolerância do pecado na vida de um cristão. Os cristãos pecam (1 João 1:8,10), mas temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a comunhão com ele (1 João 1:9; 2:1).

Certas religiões e filosofias orientais ensinam que o bem tem que ser contrabalançado pelo mal e que cada bem é manchado por alguma quantidade de mal. Tais idéias contradizem frontalmente o ensinamento da Bíblia. Bem e mal são distintos e não podem existir em harmonia. Os discípulos de Cristo não podem comprometer-se com o erro.

Esta santificação é baseada em nossa relação com Deus. Paulo continuou nos versículos 16 a 18 a dizer que a base para esta santificação é nossa relação com Deus. Nestes versículos, ele usa a linguagem das passagens do Velho Testamento para mostrar que Deus ainda deseja um povo santo:
"Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso."

O desejo básico de Deus permanece inalterado. Ele quer ter íntima comunhão com seu povo santo. Mas um Deus puro não pode ter amizade com pecado; portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza. Mas, para que não vejamos isto como uma tarefa desagradável de renúncia, teremos que nos lembrar do grande privilégio que é descrito aqui, especialmente no versículo 18. O Deus Todo-poderoso do universo, nosso grande Criador e Redentor, quer ser nosso Pai. Os cristãos têm imenso privilégio de serem chamados filhos e filhas do próprio Deus!

Que faremos para aproveitar desta abençoada amizade com Deus? O primeiro versículo do capítulo 7 oferece a conclusão prática desta passagem:
"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifi-quemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aper-feiçoando a nossa santi-dade no temor de Deus."

Por causa do grande privilégio de sermos chamados filhos e filhas de Deus, temos que nos purificar de toda impureza. Não apenas 50%, 90% ou 99% do pecado, mas de toda imundície.
Por quê? Por causa de nosso respeito a Deus. Ele merece nosso serviço de santificação.

Temos que ser limpos de que tipos de impureza? Paulo menciona duas amplas categorias de pecado que têm que ser expurgadas de nossas vidas:
Impureza da carne. Isto incluiria todas as formas de imoralidade e mundanismo. Pecados sexuais, embriaguez, desonestidade e todas as outras características da carne têm que ser abandonadas. Pessoas que praticam tais coisas não terão permissão para entrar na eterna comunhão com Deus (veja Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 6:9-11; Apocalipse 21:8).

Impureza do espírito. Impureza espiritual e religiosa também têm que ser removidas de nossas vidas. Os cristãos em Corinto estavam rodeados pela idolatria, por isso Paulo usou este exemplo específico. Estamos rodeados de uma variedade de doutrinas humanas e filosofias, práticas de espiritismo, adoração de santos e de imagens, etc. O verdadeiro cristão não pode continuar a participar de tais práticas impuras. Temos que limpar-nos de qualquer mal deste tipo (1 Coríntios 10:14), adorando somente a Deus (Mateus 4:10). Nossa adoração a Deus tem que ser de acordo com sua verdade (João 4:24). Sem nos santificar, não teremos comunhão com o Senhor que morreu por nós.

Aplicações em nossa Sociedade
Vivemos num mundo que tem sido manchado, por milhares de anos, pelo pecado. Estamos rodeados por violência, pornografia, desonestidade e falsa religião. Deus não pretende que nos isolemos deste mundo (João 17:14-21), mas que fujamos dos seus pecados (1 Timóteo 6:11) e brilhemos como luzes num mundo de trevas (Mateus 5:14-16). Nunca foi fácil viver como povo santificado num mundo de corrupção e injustiça, mas é possível. Jesus provou isso durante uma vida de pureza sem pecado. É nossa responsabilidade seguir seus passos:

"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca" (1Pe 2:21-22).

 

Na vida do crente
Santificação, é um processo gradual na vida do crente. À medida que ele vai se aproximando do Senhor, pela leitura e conhecimentos da sua Palavra, pela vida de oração e consagração, ele vai se tornando mais semelhante ao Senhor, até atingir a estatura de varão perfeito como o é Jesus Cristo:
Santificação, é um processo gradual na vida do crente. À medida que ele vai se aproximando do Senhor, pela leitura e conhecimentos da sua Palavra, pela vida de oração e consagração, ele vai se tornando mais semelhante ao Senhor, até atingir a estatura de varão perfeito como o é Jesus Cristo:
Efésios 4:13: “Até que cheguemos a unidade da fé; e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

O pecador vem a Jesus, trazendo em si todos os costumes do mundo: Vícios, linguagem imprópria a um filho de Deus, superstições, idolatria, natureza impulsiva, ira-se com facilidade, tem um forte sentimento de vingança, atração para o sexo ilícito, usa roupas indecentes, enfim, tudo que é natural ao mundo de pecado, ele tem em si. Leia vagarosamente, estas passagens: Efésios 4:17-32; 5:1-20, Romanos 1: 18-32.

Nestas passagens, o apóstolo São Paulo, mostra a triste condição que se encontra o homem sem Deus. É, nesta mesma condição, o pecador vem a Cristo e o recebe como Salvador. Ele é salvo imediatamente:
Lucas 23:39-43: “E um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?... E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Ao ladrão arrependido, que costuma-se dizer dele o bom ladrão, ele era tão mau quanto o outro. A única diferença, foi que ele reconheceu seus pecados, e os confessou, suplicando a misericórdia do Senhor. A resposta de Jesus foi objetiva: Hoje estarás comigo no Paraíso. Entendemos então, que quando o pecador se rende a Cristo, mesmo carregado dos mais hediondos e desprezíveis pecados, e morrer em seguida, ele está salvo, vai para o Paraíso como ladrão convertido. Vivendo, porém esta pessoa, a nova natureza começa a manifestar-se nele. Nota-se logo uma mudança de comportamento em todos os sentidos:
Nas suas ações – Efésios 4:28: “Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos, o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”.

Na sua linguagem – Colossenses 3:8: “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca”.

Nos seus sentimentos – Filipenses 2:5: “De sorte que haja em vós, o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”.
A santificação começa a manifestar-se nesta pessoa, de dentro para fora. De nada adianta vestir uma pessoa de santa se ela não é por dentro. O catolicismo romano enclausura as pessoas, tentando forçá-las a pelo menos ter aparência de santas. Esta santidade é superficial, é exterior. Porém o santificado interiormente, solta-o no mundo, no meio da corrupção e ele se destaca. É como uma garrafa tampada, jogada ao mar. Ela está no mar, porém o mar não está nela. Então para que o crente se santifique, não é necessário ameaça-lo e sim ensinar-lhe a palavra de Deus. A palavra de Deus tem o poder santificador:
João 15:3: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”.
Efésios 5:26: “Para santificar, purificando-a com a lavagem da água pela Palavra”.
Ex: Uma moça aceita Jesus, e recebe a convicção do perdão dos seus pecados, e da salvação da sua alma. Ela não sente necessidade de apelar para os cosméticos e outros recursos artificiais para se tornar mais atraente:
1 Pedro 3:3: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos”.
Quando nos referimos a mulher, porque neste aspecto ela é mais tentada. Porém o dever de viver em santidade, é de todos os salvos independente do sexo ou da idade:
1João 3:3: “E qualquer que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo como também ele é puro”.
1 Pedro 1:15-16: “Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda maneira de viver. Porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”.
2Coríntios 7:1: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne, e do espírito, aperfeiçoado a santificação no temor de Deus”.
1Tessalonicenses 4:3 a: “Porque esta é a vontade de Deus, vossa santificação”.
Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.
Jesus salva o pecador e outorga-lhe poder para viver em santidade. Porém é o próprio crente que tem o dever de procurar a santificação. Nós sabemos que a natureza carnal e pecaminosa, ainda habita em nós e contra essa natureza, o crente deve lutar para domina-la e prevalecer em nós a nova natureza, recebida através do novo nascimento:
Romanos 7:15-25: “Porque o que faço não aprovo, pois o que quero isso não faço. E se faço o que quero, consinto com a lei que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros, outra lei que batalha e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que sou eu. Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo a lei de Deus, mas com a carne a lei do pecado.”

Se o Espírito Santo nos adverte de que essa natureza ainda está viva em nós, ele quer nos fazer entender que precisamos lutar contra ela. E para essa luta, o próprio Espírito Santo coloca em nossas mãos as armas necessárias:
Gálatas 5:16-17: “Digo porém: Andai em Espírito e não cumprireis as concupiscências da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.”

O primeiro passo que o crente deve dar para a santificação é deseja-la ardentemente:
I Pedro 2:2: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele, vades crescendo.”

A segunda arma que o Espírito Santos coloca em nossas mãos é a oração:
Colossenses 4:2: “Perseverai em oração velando nela com ações de graças.”
Se nós achamos que a luta é desigual e não há em nós força para vencer a carne, recorramos então ao auxílio do Senhor em oração:
Romanos 8:26: “E da mesma maneira também, o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

O jejum é outra arma à nossa disposição. O crente deve jejuar? Sim, deve:
Mateus 9:14,15: “Vieram depois os discípulos de João e lhe perguntaram: Porque jejuamos nós e os fariseus muitas vezes e teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem por acaso estar tristes os convidados para o casamento enquanto o noivo está com eles? Dias virão contudo, em que lhes será tirado o noivo e, nesses dias, hão de jejuar.”

O noivo Jesus Cristo, já nos foi tirado. Estamos esperando a sua volta. Então agora é a época dos crentes jejuarem. O crente, ao jejuar, deve ter uma finalidade específica. A iniciar o período escolhido para o jejum, deve-se orar, dizendo ao Senhor, que estamos lhe oferecendo um jejum por tal finalidade e, neste período pré-determinado, abster-se de toda alimentação, quer sólida, quer líquida. As pessoas casadas devem abster-se também do ato conjugal, com pleno consentimento do seu cônjuge:
1Coríntios 7:5: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes a oração e novamente vos ajuntardes, para que satanás não vos tente por causa da incontinência.”

Não é necessário sair publicando que está jejuando. Pelo contrário, guarda-se segredo somente com o Senhor. Não se deve aparentar desfigurado com o semblante caído, mas com semblante alegre, como é natural quando estamos gozando de perfeita comunhão com Deus:
Mateus 6:16-18: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unges a cabeça, lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai em secreto, e teu Pai que vê em secreto te recompensará.”

Outra arma indispensável no processo da santificação, é a constante leitura da palavra de Deus:
Salmos 1:1-2: “Bem aventurado o homem que não anda no conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
Colossenses 3:16: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.”
O crente precisa fiscalizar seus próprios pensamentos, não permitindo a permanência de pensamento impuros ou pecaminosos.
Colossenses 3:2: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são daqui da terra.”
Salmos 139:2: “Sabes quando me assento, e quando me levanto. De longe penetras os meus pensamentos.”
Nunca uma pessoa pode ser santificada em toda maneira de viver, se não for primeiro no seu próprio pensamento:
Provérbios 23:7: “Porque como imagina em sua alma assim ele é.”

O crente precisa ter pensamentos santos, olhar santo, andar santo, a fim de agradar o Santo que se fez pecado por ele:
Salmos 103:1: “Bendize, ó minha alma ao Senhor e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.”
1Tessalonicenses 5:23: “E o mesmo Deus de paz, santifique em tudo e todo o vosso espírito e alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis, para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Olhar Santo – Lucas 11:34: “A candeia do corpo é o olho. Sendo pois o teu olho simples, também o teu corpo será luminoso; mas se for maus, também o teu corpo será tenebroso.” Andar Santo.
Gálatas 5:16: “Digo porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.”
Efésios 4:1: “Digo-vos pois eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados.”
Colossenses 2:6: “Como pois recebeste o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.”

Estamos pois em constante luta. Lutemos primeiro contra nós mesmos, contra a velha natureza, e a carne com suas paixões. Lutamos com o mundanismo e os seus corruptos costumes. Lutemos contra Satanás, e suas astutas ciladas. Revistamo-nos pois, de toda a armadura de Deus, e lutemos com santo fervor:
Efésios 6:10-18: “Subamos pois os degraus desta sublime escada chamada santificação, e muito em breve, galgaremos o último degrau. E então encontraremos Jesus Cristo, nosso mui amado Salvador, e com ele ficaremos para todo o sempre. Amém.”Efésios 4:13: “Até que cheguemos a unidade da fé; e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

O pecador vem a Jesus, trazendo em si todos os costumes do mundo: Vícios, linguagem imprópria a um filho de Deus, superstições, idolatria, natureza impulsiva, ira-se com facilidade, tem um forte sentimento de vingança, atração para o sexo ilícito, usa roupas indecentes, enfim, tudo que é natural ao mundo de pecado, ele tem em si. Leia vagarosamente, estas passagens: Efésios 4:17-32; 5:1-20, Romanos 1: 18-32.

Nestas passagens, o apóstolo São Paulo, mostra a triste condição que se encontra o homem sem Deus. É, nesta mesma condição, o pecador vem a Cristo e o recebe como Salvador. Ele é salvo imediatamente:
Lucas 23:39-43: “E um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?... E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Ao ladrão arrependido, que costuma-se dizer dele o bom ladrão, ele era tão mau quanto o outro. A única diferença, foi que ele reconheceu seus pecados, e os confessou, suplicando a misericórdia do Senhor. A resposta de Jesus foi objetiva: Hoje estarás comigo no Paraíso. Entendemos então, que quando o pecador se rende a Cristo, mesmo carregado dos mais hediondos e desprezíveis pecados, e morrer em seguida, ele está salvo, vai para o Paraíso como ladrão convertido. Vivendo, porém esta pessoa, a nova natureza começa a manifestar-se nele. Nota-se logo uma mudança de comportamento em todos os sentidos:
Nas suas ações – Efésios 4:28: “Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos, o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”.

Na sua linguagem – Colossenses 3:8: “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca”.

Nos seus sentimentos – Filipenses 2:5: “De sorte que haja em vós, o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”.
A santificação começa a manifestar-se nesta pessoa, de dentro para fora. De nada adianta vestir uma pessoa de santa se ela não é por dentro. O catolicismo romano enclausura as pessoas, tentando forçá-las a pelo menos ter aparência de santas. Esta santidade é superficial, é exterior. Porém o santificado interiormente, solta-o no mundo, no meio da corrupção e ele se destaca. É como uma garrafa tampada, jogada ao mar. Ela está no mar, porém o mar não está nela. Então para que o crente se santifique, não é necessário ameaça-lo e sim ensinar-lhe a palavra de Deus. A palavra de Deus tem o poder santificador:
João 15:3: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”.
Efésios 5:26: “Para santificar, purificando-a com a lavagem da água pela Palavra”.
Ex: Uma moça aceita Jesus, e recebe a convicção do perdão dos seus pecados, e da salvação da sua alma. Ela não sente necessidade de apelar para os cosméticos e outros recursos artificiais para se tornar mais atraente:
1Pedro 3:3: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos”.
Quando nos referimos a mulher, porque neste aspecto ela é mais tentada. Porém o dever de viver em santidade, é de todos os salvos independente do sexo ou da idade:
1João 3:3: “E qualquer que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo como também ele é puro”.
1 Pedro 1:15-16: “Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda maneira de viver.
Porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”.
2Coríntios 7:1: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne, e do espírito, aperfeiçoado a santificação no temor de Deus”.
1Tessalonicenses 4:3 a: “Porque esta é a vontade de Deus, vossa santificação”.
Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.
Jesus salva o pecador e outorga-lhe poder para viver em santidade. Porém é o próprio crente que tem o dever de procurar a santificação. Nós sabemos que a natureza carnal e pecaminosa, ainda habita em nós e contra essa natureza, o crente deve lutar para domina-la e prevalecer em nós a nova natureza, recebida através do novo nascimento:
Romanos 7:15-25: “Porque o que faço não aprovo, pois o que quero isso não faço. E se faço o que quero, consinto com a lei que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros, outra lei que batalha e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que sou eu. Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo a lei de Deus, mas com a carne a lei do pecado.”

Se o Espírito Santo nos adverte de que essa natureza ainda está viva em nós, ele quer nos fazer entender que precisamos lutar contra ela. E para essa luta, o próprio Espírito Santo coloca em nossas mãos as armas necessárias:
Gálatas 5:16-17: “Digo porém: Andai em Espírito e não cumprireis as concupiscências da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.”

O primeiro passo que o crente deve dar para a santificação é deseja-la ardentemente:
1Pedro 2:2: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele, vades crescendo.”
A segunda arma que o Espírito Santos coloca em nossas mãos é a oração:
Colossenses 4:2: “Perseverai em oração velando nela com ações de graças.”

Se nós achamos que a luta é desigual e não há em nós força para vencer a carne, recorramos então ao auxílio do Senhor em oração:
Romanos 8:26: “E da mesma maneira também, o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

O jejum é outra arma à nossa disposição. O crente deve jejuar? Sim, deve:
Mateus 9:14,15: “Vieram depois os discípulos de João e lhe perguntaram: Porque jejuamos nós e os fariseus muitas vezes e teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem por acaso estar tristes os convidados para o casamento enquanto o noivo está com eles? Dias virão contudo, em que lhes será tirado o noivo e, nesses dias, hão de jejuar.”
O noivo Jesus Cristo, já nos foi tirado. Estamos esperando a sua volta. Então agora é a época dos crentes jejuarem. O crente, ao jejuar, deve ter uma finalidade específica. A iniciar o período escolhido para o jejum, deve-se orar, dizendo ao Senhor, que estamos lhe oferecendo um jejum por tal finalidade e, neste período pré-determinado, abster-se de toda alimentação, quer sólida, quer líquida. As pessoas casadas devem abster-se também do ato conjugal, com pleno consentimento do seu cônjuge:
1Coríntios 7:5: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes a oração e novamente vos ajuntardes, para que satanás não vos tente por causa da incontinência.”

Não é necessário sair publicando que está jejuando. Pelo contrário, guarda-se segredo somente com o Senhor. Não se deve aparentar desfigurado com o semblante caído, mas com semblante alegre, como é natural quando estamos gozando de perfeita comunhão com Deus:
Mateus 6:16-18: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unges a cabeça, lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai em secreto, e teu Pai que vê em secreto te recompensará.”

Outra arma indispensável no processo da santificação, é a constante leitura da palavra de Deus:
Salmos 1:1-2: “Bem aventurado o homem que não anda no conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
Colossenses 3:16: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.”
O crente precisa fiscalizar seus próprios pensamentos, não permitindo a permanência de pensamento impuros ou pecaminosos.
Colossenses 3:2: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são daqui da terra.”
Salmos 139:2: “Sabes quando me assento, e quando me levanto. De longe penetras os meus pensamentos.”
Nunca uma pessoa pode ser santificada em toda maneira de viver, se não for primeiro no seu próprio pensamento:
Provérbios 23:7: “Porque como imagina em sua alma assim ele é.”

O crente precisa ter pensamentos santos, olhar santo, andar santo, a fim de agradar o Santo que se fez pecado por ele:
Salmos 103:1: “Bendize, ó minha alma ao Senhor e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.”
1Tessalonicenses 5:23: “E o mesmo Deus de paz, santifique em tudo e todo o vosso espírito e alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis, para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Olhar Santo – Lucas 11:34: “A candeia do corpo é o olho. Sendo pois o teu olho simples, também o teu corpo será luminoso; mas se for maus, também o teu corpo será tenebroso.” Andar Santo.
Gálatas 5:16: “Digo porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.”
Efésios 4:1: “Digo-vos pois eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados.”
Colossenses 2:6: “Como pois recebeste o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.”

Estamos pois em constante luta. Lutemos primeiro contra nós mesmos, contra a velha natureza, e a carne com suas paixões. Lutamos com o mundanismo e os seus corruptos costumes. Lutemos contra Satanás, e suas astutas ciladas. Revistamo-nos pois, de toda a armadura de Deus, e lutemos com santo fervor:
Efésios 6:10-18: “Subamos pois os degraus desta sublime escada chamada santificação, e muito em breve, galgaremos o último degrau. E então encontraremos Jesus Cristo, nosso mui amado Salvador, e com ele ficaremos para todo o sempre. Amém.”