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Tabernáculo

Lugar onde o sacrifício e adoração. Tenda sagrada que possuía utensílios, erguida no deserto durante a peregrinação do povo de Israel (Ex 40).
            Todos os detalhes foram feitos de acordo com o plano divino dado a Moisés (Ex 25.1-9). A obra foi coordenada por Bezalel a Aoliabe (Ex 31.1-6).
            O fato individual mais importante na experiência na nova nação de Israel era que Deus viera “Tabernacular” (sakan) ou “habitar” no meio dela. Traz a idéia da habitação de Deus com o povo.
            Deriva o seu nome de mishkan lugar de habitação (Ex 25.8; 29.44,45). De fato, um dos nomes do santuário de Deus em forma de tenda era mishkan, que claramente se relacionava com o verbo sakan, “habitar, ter sua tenda, tabernacular”.
O nome tabernáculo vem da LXX, pois tabernáculo é tenda, toda tenda é mishkan, mas nem todo mishkan é uma tenda. Para tenda existe uma outra palavra chel. Usualmente, a língua hebraica prefere empregar a palavra  yasabsentar-se, morar”, quando fala da residência permanente, e assim era que fazia quando falava de Deus habitando no céu.
A teologia do tabernáculo tinha de ser formada na declaração de propósito em & Êxodo 25.8 “E me farão um tabernáculo, para que eu possa habitar (sakan) no meio deles”. O aspecto central desse tabernáculo, tanto na teologia da expiação como na teologia da presença divina, era a arca da aliança de Deus.
A idéia de Deus habitar com o povo descreve a associação íntima entre Deus e o povo. Nunca pensaram em conter Deus dentro do tabernáculo. Descreve também Deus identificando-se co eles, compartilhando do seu modo de habitação.
O material da construção veio de ofertas voluntárias, portanto, exprimiu o desejo do povo ter Deus com eles. O uso do termo tenda de revelação ou testemunho (Ex 29.42), revela o fato que Deus marca a hora de encontrar com seu povo, não é algo que acontece por acaso. Também o livro da lei encontrado neste lugar, um testemunho contra o pecado e a graça redentora de Deus (Dt 31.24-26). O uso do termo mikdah. O lugar santo descreve a santidade e majestade de Deus.
Moisés foi convocado por Deus no Monte Sinai. No cume deste monte recebeu os 10 mandamentos, as leis matrimoniais, civis e o protótipo do Tabernáculo.
O propósito da construção do Tabernáculo era a manutenção da comunhão entre Deus e o homem. Ele se faria presente em um lugar especialmente preparado. Além disso, estava tipificando perfeitamente diante dos israelitas o quadro profético de seu amado Filho Jesus Cristo.

 

O TABERNÁCULO TIPIFICANDO JESUS CRISTO

   

A porta de acesso ao pátio - Cristo, o caminho Jo 14.6

            A porta é o local por onde entramos no Tabernáculo! Não se pode entrar ali por outro lugar. A porta é Yeshua (Jesus). “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e achará pastagens” (Jo 10.9). A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste, o lado onde nasce o sol. Quando o dia nascia a primeira coisa que viam era o nascimento do Sol da Justiça! Jesus.
            Isto nos fala de nossa primeira experiência com o Eterno: a Salvação! Quando passamos pela porta (Jesus), saímos do mundo e entramos numa nova vida. Nossa vida recomeça então a partir do zero, pois iniciamos uma nova caminhada, só que agora com Deus. Nosso objetivo e alvo é de crescermos até a estatura de varão perfeito em Cristo.

 

A- O Pátio ou Átrio     
O pátio (corpo) ficava na parte mais exterior do tabernáculo e era descoberto cercado por colunas que sustentavam e emolduravam a área do tabernáculo (Ex 27.9-19), dividindo-o dos alojamentos do povo, seu perímetro era de 140 metros, com uma entrada de 9 metros ao oriente. A metade oriental do átrio era a arca onde se permitia que os adoradores israelitas prestassem cultos a Deus. Isso significava que quem está ali (e a maioria dos crentes ainda estão no pátio) está exposto às intempéries do tempo – sol, chuva, ventos, etc... além de tipificar a primeira experiência que todo homem deve ter para com Deus, provando que verdadeiramente está disposto a servi-lo. Portanto, podemos tipificar o pátio como o deserto no qual Jesus foi provado.
Essa experiência é fundamental, porém ainda é parcial. Não é algo profundo, que possa realmente impactar a vida do homem. Essa fase nos fala que o pátio é somente uma parte do caminho a ser percorrido.
O pátio era o local mais exterior do tabernáculo. Era totalmente descoberto e compunha-se de 3 elementos: a porta (já mencionada), o altar e a pia.

 

Altar – Cristo o Salvador Lc 2.11; O sacrifício 1Co 5.7; O justificador At 13.39; O que sara 1Pe 2.24

            É o local da morte, os sacrifícios eram realizados sobre ele (Ex 27.1-8). É ali que nossa vida é colocada como um sacrifício para Deus.
No altar nós morremos para as nossas próprias convicções, vontades, desejos, expectativas, etc... No altar morremos para a nossa vida a fim de podermos viver uma nova vida para com Deus. No altar tem fim o velho homem.
O desejo do coração do Eterno é que, após termos um verdadeiro encontro com Ele, possamos verdadeiramente morrer.
Quando o sacrifício queimava, subia um cheiro que se desprendia da vítima! E é isso que o Eterno espera, que quando nossa vida for a ele oferecida, possamos liberar um cheiro suave a fim de agradarmos ao Senhor! Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o Senhor, cheiro suave; uma oferta queimada ao senhor (Ex 29.18).
Todas as ofertas trazidas a esse altar eram vicárias que significa troca, ou seja, tomar o lugar do outro como substituto. As ofertas tipificavam o sacrifício que Cristo faria ao tomar nosso lugar na cruz em conseqüência de nossos pecados.
No altar de bronze o crente começa a compreender o alto preço que Cristo pagou por nós. Sobre o altar o pecado encontra julgamento e o pecador absolvido.

 

Pia ou Bacia de bronze – Cristo o santificador 1Co 1.30

            Nela os sacerdotes lavavam suas mãos e pés antes de entrar na tenda da consagração ou de se aproximar do altar para oferecer os sacrifícios (Ex 30.17-21).
            A pia nos fala sobre mais um aspecto na vida cristã: confessarmos Jesus, ou seja, o batismo. Após a nossa morte para o mundo, temos de consolidar nossa vida cristã testemunhando de forma plena a experiência da conversão.
            Por isso a pia nos fala de limpeza, purificação, pois os pecados são lavados publicamente e somos integrados a uma nova realidade, tipificando a morte e a ressurreição de Jesus Cristo a fim de vivermos uma nova vida com Ele.
            De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós em novidade de vida (Rm 6.4). A água significa a palavra que nos santifica (Jo 15.3; Ef 5.26).
            As mulheres doavam seus espelhos para a confecção da pia (Ex 38.8). Naquele tempo os espelhos eram feitos de metal polido. Elas renunciavam a vaidade do mundo, logo, vemos um significado de santificação. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

 

Tenda da Congregação

            Era a cobertura do tabernáculo e lhe servia de proteção (Ex 26.7-14), tipificando a proteção divina.
            A tenda em si mesma media 14 metros de cumprimento por 4,5 de largura. A armação foi feita de 48 tábuas de madeira de acácia recobertas de ouro puro. Cada tábua se assentava sobre 2 bases de prata e se uniam às demais tábuas por meio de 5 barras.
            O teto plano consistia em uma cortina de linho fino com finos bordados de figuras de querubins em azul, púrpura e carmesim (Ex 26.1,6; 36.8). Havia 3 cobertas sobre as tábuas e o teto plano: o exterior era de peles de texugo (possivelmente pele de focas), depois para dentro uma de pele de carneiro pintada de vermelho e uma branca de pêlos de cabra. A coberta interna consistia em uma cortina de linho fino retorcido em cores azul, púrpura e carmesim com figuras de querubins.
            A tenda da congregação, ou seja, o interior do tabernáculo propriamente dito, dividia-se em 2 partes: Lugar Santo (Santuário) e o Lugar Santíssimo (Santo dos Santos).

 

B- Lugar Santo - A porta do Lugar Santo (voltada para o oriente) – Cristo, o batizador Jo 1.33; Jesus, a porta Jo 10.7

            Aqui somente os sacerdotes podiam entrar para prestar culto (Ex 29.28-44).
            O sacerdote era um homem separado por Deus (Hb 5.4) para o serviço na casa de Deus. Atuava como mediador entre Deus e os homens (hoje Jesus Cristo, Jo 14.6). Oferecia sacrifícios e realizava outras funções relacionadas com a adoração (Ex 28).
            É uma fase mais interior no Tabernáculo (alma). É ali que adentramos na presença do Eterno, pois todos os mobiliários do Lugar Santo e as madeiras de acácia que foram utilizadas para quaisquer outras construções, eram revestidas de ouro, pois, a madeira de acácia não se deteriora com o tempo, porém existia alguns pequenos olhinhos ou nós que facilitava a entrada de alguma bactéria e possivelmente cupins. Porém Deus em sua infinita sabedoria mandou o homem revestir todas as peças de madeira (inclusive a Arca da Aliança) com ouro que na Bíblia nos fala da divindade, ou seja, o Espírito Santo que nos reveste e nos renova. Pois somos feitos de bom material, porém corruptível e logo, necessitamos de um renovo, um revestimento, que hoje só é possível através daquele que é Santo, Jesus Cristo.
            As tábuas revestidas de ouro que compunham as paredes deste lugar representavam os membros do corpo de Cristo.

Mesa dos pães da proposição – Cristo, o pão Jo 6.48

            Era utilizada para colocar perpetuamente diante do senhor os pães da proposição (Ex 25.23-30). A mesa dos pães nos fala do alimento que provém do Eterno a fim de saciar nossa fome. Mas o que é pão? Em 1º lugar, o pão é a Palavra do Deus Eterno, que nos foi dada a fim de saciar a fome de nosso espírito por Deus.
Em 2º lugar, o pão é o próprio Jesus, que disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). Um detalhe interessante é que os pães eram colocados em 2 fileiras de 6, perfazendo um total de 12 pães. Já isso nos fala das 12 tribos de Israel. Deus nos ensina que o pão que alimenta (o verdadeiro) viria das 12 tribos de Israel (a palavra e o próprio Jesus). Os pães eram chamados de pães da proposição ou apresentação (Ex 23.15). simbolizava o povo apresentando ao Senhor a santificação, ou seja, incensos, através de cristo.
O incenso derramado representava uma oração de gratidão pelos pães sagrados, gratidão a Deus por Jesus Cristo ser o Pão da vida.
Ele utilizou apenas um pão para o representar e partindo-o, deu a todos como Salvador.
Os pães eram substituídos de 7 em 7 dias, e por isso serviam de alimentos para os sacerdotes. Nós somos sacerdotes (Ap 1.6). Logo, somos alimentados pelo próprio Cristo constantemente.

 

A Menorá/ Candelabro/ Castiçal de ouro – Cristo, a luz Jo 8.12

            A Menorá é a outra coisa que vemos no Lugar Santo, servia para iluminar (Ex 25.31-40). A palavra Menorá é um acróstico de Zc 4.6, que diz: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”.
Jesus Cristo é o candelabro de ouro. Ele mesmo declarou a seu respeito: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12).    
            O castiçal ou candelabro de ouro com suas 7 lâmpadas (Ex 25.31-40). Sua ‘cana’ ou tronco descansava sobre um pedestal. Tinha 7 braços, 3 de cada lado e 1 no centro (o Espírito do Senhor). Cada um com figuras de maçãs, flores e copos lavrados em derredor. Todas as tardes os sacerdotes limpavam as mechas e enchiam as lâmpadas co azeite puro de oliva a fim de que ardessem durante toda noite (Ex 27.20; 30.7,8).
            Analisando (Jo 1.3,4). Podemos perceber que todo o candelabro representa Jesus. Leiamos: “Todas as coisas foram feitas por meio d’Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”.
            Então a Menorá nos fala de várias coisas, como por exemplo: tudo o que conseguimos ou é feito no reino de Deus deve ser obtido pelo mover do Espírito. Nunca pela força ou por violência! A Menorá nos fala ainda da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Isso nos lembra que as lâmpadas do Menorá eram alimentadas pelo óleo que nos da unção de Deus sobre nossas vidas.
            Já o fogo nos fala da iluminação que precisamos a fim de caminhar com Ele. Iluminação em nossa vida e também na Palavra, que somente nos pode ser revelada se o Espírito de Deus ilumina-la para nós!
           
Altar de incenso – Cristo, o Sumo Sacerdote Hb 7.26

            O altar de incenso ficava posicionado diante do 3º véu, que separava o santuário do santo dos santos. O sacerdote ao entrar no santuário deparava-se com o altar a sua frente. A esquerda (Sul) ficava o candelabro e a direita (Norte) a mesa dos pães da proposição. Esta descrição se encontra em (Ex 30.1-10). O altar do tabernáculo era feito de madeira de acácia e todo revestido de ouro puro. A madeira de acácia revestida de ouro tipificava as 2 naturezas do Senhor Jesus:
Madeira ê Natureza humana; Cristo se assemelhando ao homem.
Ouro ê Natureza divina, a glória e a realeza de Cristo, ou seja, a natureza humana revestida de glória, nos mostrando que nosso intercessor conhece nossas lutas, fraquezas, sofrimentos e tentações.
            Queima de incenso simbolizava contínua adoração e as orações do povo de Deus (Ex 30.1-10). Aqui é que acontecem as verdadeiras orações! Aqui não se ora mais segundo seus desejos carnais.
            É no Lugar Santo que suas orações são feitas no Espírito! Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas (Fp 1.4). aqui as orações não são um peso, elas se transformam em prazer! Elas são acompanhadas da verdadeira adoração e louvor!
            Há uma diferença muito grande deste tipo de oração que é feita no pátio! Enquanto que no pátio (corpo) oramos sem entendimento, no Lugar Santo (alma) nossas orações são dirigidas pelo Espírito Santo. Enquanto no pátio oramos para satisfazermos a nós mesmos, no Lugar Santo, desejamos satisfazer os desejos do coração de Deus. Aqui há realmente uma nova dimensão da oração.

Composição do incenso

            O incenso tipifica nossas orações (Sl 141.2).
            A composição se constituía por uma mesma medida de 5 ingredientes:
1º - Estoraque Õ Era uma substância extraída de uma árvore na qual não era preciso usar nenhum utensílio ou lâmina cortante para obter a estoraque. Isto tipifica a expontaneidade que deve ter a oração e louvor do cristão.
2º - Onicha Õ Perfume obtido através de um molusco marinho, tirado do fundo dos mares orientais. Tipificando a fumaça do nosso incenso, ou seja, nossas orações devem vir do profundo de nossas almas.
3º - Gálbano Õ É uma resina extraída das raízes de um arbusto, a partir da trituração de suas folhas e galhos obtemos uma seiva. Isso tipifica que nossa adoração e súplica devem sair de um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17).
4º - Incenso Puro Õ Resina obtida de uma pequena árvore. Quando se descasca o tronco dessa árvore ela produz uma seiva que escorre pelo tronco em forma de lágrima. Este ingrediente tipifica o sofrimento de Jesus Cristo. Logo, nossas orações só são válidas através dos méritos de Jesus Cristo.
5º - Sal Õ Nossas orações devem ter as virtudes do sal: temperadas com nossa sinceridade e agradável diante de Deus.
            É importante ressaltar que o incenso não era feito para os homens cheirar, mas sim para o Senhor (Ex 30.37,38).      
            O sumo-sacerdote não podia entrar no Santo dos Santos sem um incenso portátil, no qual o incenso sagrado queimava no fogo. Para prosseguir rumo ao Santo dos Santos o crente em Jesus Cristo precisa do louvor e da adoração. A Bíblia diz que Deus procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).

 

O véu – Cristo, o acesso Hb 10.19-22; Ef 2.18

            Servia para dividir, dentro do tabernáculo, o Lugar Santo do Lugar Santíssimo.
            Era um véu de linho com desenhos em cor azul, púrpura e carmesim, adornado com figuras de querubins (Ex 26.31-35).
O véu tinha a espessura da mão de um homem na forma horizontal, 10cm com 74 fios retorcidos, cada um deles feito de 24 fios entretecidos. Tinha mais de 30m de comprimento e 18m de largura.

Confecção do véu

            Os detalhes citados em Ex 26.31-34 traziam importantes significados. O véu era o linho retorcido, e estofo azul, púrpura e carmesim suspenso sobre colunas e colchetes de ouro.
O Linho Õ Tipifica o Evangelho de Lucas. Refere-se a perfeição à humanidade de Cristo. O verbo encarnado revelou ao mundo uma vida sem pecado (Hb 4.15).
Azul Õ Tipifica o Evangelho de João. É a cor celeste indicando a origem celestial de Cristo. Não havia ninguém que pudesse salvar o pecador. Foi necessário que Deus se manifestasse com o plano de redenção através de Jesus Cristo, para que o homem fosse salvo.
Púrpura Õ Tipifica o Evangelho de Mateus. A púrpura está relacionada com a realeza de Jesus. Ele se declarou rei. Os judeus não entendiam o reino espiritual que Jesus anunciava e O conduziu a morte.
Carmesim (Escarlate) Õ Tipifica o Evangelho de Marcos. Revela o principal motivo da encarnação de Cristo. Esta cor está associada ao pecado. Cristo tomou sobre si os nossos pecados (Mt 8.17). se não houvesse encarnação e identificação de Jesus com o homem pecador não haveria possibilidade de redenção (Hb 9.28).

            O véu rasgou-se no dia em que se comemorava a páscoa por ocasião da saída de Israel da escravidão egípcia (Ex 12). Dentre as instruções a serem observadas estava o sacrifício de um cordeiro perfeito, sem mácula, aplicando o sangue nas ombreiras das portas. Este era o sinal para que a morte não atingisse a casa marcada. Não há dúvida que o cordeiro tipifica Jesus Cristo.
            O sacrifício da páscoa era costume, na hora nona sobre o altar do holocausto, exatamente nesta hora Jesus proclamava: “Está consumado”, ou seja, estava executado e completo o sacrifício de Cristo pela humanidade.
            O véu é a única coisa que separa o Lugar Santo do Santo dos Santos! E como fazer para entrarmos no Santo dos Santos se não por através do véu? Logo, vemos a tipificação de cristo no véu. O véu nos mostra que a barreira é muito fina, mas que somente poderemos entrar ali pela oração!
            A oração é a chave para penetrarmos na doce presença do Altíssimo! Com a morte de Jesus, algo aconteceu: e o véu do templo se rasgou em 2, de alto a baixo (Mc 15.38), mostrando-nos que a iniciativa de rasgar o véu foi de Deus. Tremeu a terra, fenderam-se as rochas. Ninguém poderia tirar a vida de Cristo, se Ele voluntariamente não se entregasse por nós (Jo 10.17,18). Agora temos acesso à  presença de Deus, antes morreríamos se lá entrássemos, mas agora após o véu ter sido rasgado pelo próprio Deus temos livre acesso (1Jo 1.7).

 

C- Lugar Santíssimo (Santo dos Santos)

            Este é o lugar mais interior do Tabernáculo (espírito). Ali há somente a arca que tipifica a presença de Deus! Ali tudo pára: o tempo, nossa vida, nossos anseios e finalmente poderemos desfrutar da presença do Pai e receber d’Ele aquilo que está em seu coração.
Somente o sumo-sacerdote entrava no santo dos santos uma vez a cada ano para levar o incensário de ouro e o sangue da expiação (oferta de expiação, Lv 16.29-34). Tipificando o céu que é a morada de Deus (Hb 9.24,25) e também tipifica Jesus Cristo em quem habita a plenitude da divindade. No lugar santíssimo o crente está diante da Arca da Aliança. O sumo-sacerdote que ali adentrava não poderia ter nenhum pecado caso contrário seria morto.

Arca da Aliança – Cristo a plenitude da divindade humana Cl 2.9; O Senhor Ap 19.16; O vencedor Ap 3.21; O cabeça da Igreja Ef 1.20-23

            Era uma espécie de cofre. Nela eram guardados as tábuas da Lei, um pote de maná (alimento dos israelitas no deserto) e a vara de Arão (Ex 25.10-16), objetos colocados por ordem de Deus.
            Como já lemos em tópicos anteriores, a Arca da Aliança foi feita com madeira de acácia a qual não se deteriora com o tempo e foi toda revestida de ouro.
            A Arca da aliança tipifica a presença de Deus.
            A Arca da Aliança é o objeto mais sagrado de todo o Tabernáculo, e é sobre a arac que Deus se manifestava em Israel. Ali é o lugar aonde Ele vinha para falar com Moisés e com seu povo.
            A Arca também possuía uma tampa O Propiciatório.
            Não era apenas a tampa da Arca. Era o lugar onde os pecados eram cobertos, sendo o lugar da propiciação (Ex 25.17-22).

Tábuas da Torah (Lei)

            Isto nos fala da Palavra de Deus que nos foi dada como uma dádiva a fim de que o conheçamos, ou seja, sua e perfeita vontade para o homem.
            Esta não é uma palavra comum. Aqui estão as tábuas que Ele mesmo havia escrito e dado ao povo. Isso tipifica a pureza da Palavra, escritas em tábuas lavradas por Moisés, porém com o conteúdo divino. A tábua da Lei representa Conhecimento.

Pote de Maná

O maná nos fala do alimento diário que foi dado por Deus ao seu povo enquanto caminhavam no deserto durante 40 anos. O alimento era diário e tipifica o pão da vida Jesus, mostrando-nos que a cada dia nos dá o Senhor a sua porção. Logo, observamos nossa dependência ao Deus Altíssimo.
Outra coisa interessante é que este alimento originava-se do céu. Era o pão dos anjos que fora dado ao povo a fim de se alimentarem. Novamente aprendemos que Deus nos dá o alimento diário e se preciso for seremos socorridos pelo alimento celestial, trazido pelos próprios anjos a fim de não perecermos.
Durante todo o período de provação no deserto seremos alimentados e cuidados pelo Senhor.
O Pote de Maná representa Provisão.

Vara de Arão

            A vara nos fala da autoridade conferida a alguém. Esta autoridade fora colocada diante de Deus e floresceu apontando para a ressurreição de Cristo e para uma vida vitoriosa do crente, ou seja, nossa autoridade quando colocada diante de Deus brota, aparece para que todos vejam e saibam que nosso ministério foi realmente dado a nós por Deus.
Lembremo-nos do seguinte: tudo isso acontece no Santo dos Santos! O desejo do coração de Deus é que todos nós estejamos em sua presença neste lugar.
Ele quer que possamos adquirir uma autoridade tal que possamos iniciar nossa vida com Ele no Pátio/Átrio, passando depois pelo Lugar Santo e chegando finalmente ao Santo dos Santos, que é o ponto alto e final de nossa comunhão com Deus.
Quem chega ali não quer mais abandonar aquele lugar, pois é o melhor lugar do mundo para se adorar a Deus.
A vara representa Disciplina.

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